Glossário Inteligência Artificial: Entenda os principais termos usados na área

O termo Inteligência Artificial surgiu em 1956, em uma conferência de tecnologia no Dartmouth College, nos EUA. Desde lá, o campo se desenvolveu gradualmente, conforme novos hardwares e softwares permitiram maiores capacidades de processamento. Mas foi em 2012, quando pesquisadores criaram uma rede neural artificial capazes de reconhecer imagens, que a área recebeu maior interesse do mercado. Nos últimos seis anos, vimos surgir carros autônomos, algoritmos capazes de diagnosticar doenças ou mesmo determinar quais publicações em redes sociais veremos em nossas linhas do tempo.

Entretanto, a Inteligência Artificial, assim como toda área de tecnologia, é repleta de jargões técnicos e termos próprios, que nem sempre são fáceis de entender. Para ajudar na compreensão da área, aqui vai um glossário com os principais termos utilizados no campo:

O campo da Inteligência Artificial se desenvolve conforme hardwares e softwares mais potentes são desenvolvidos (Imagem: Reprodução / Thinkstock)

Rede Neural Artificial: É um algoritmo que simula o funcionamento cerebral, servindo a um sistema que adquire conhecimento por meio da experiência.

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Algoritmos Caixa-Preta: O termo é utilizado quando um processo de decisão de um algoritmo não pode ser facilmente explicado pelo computador ou pelos pesquisadores por trás dos códigos.

Visão Computacional: O campo da Inteligência Artificial voltado para máquinas que interpretam imagens ou dados multidimensionais, como os algoritmos de reconhecimento facial.

Aprendizagem de Máquina (ou Machine Learning): Sistema que é capaz de adquirir e acumular conhecimento e, assim, melhorar a performance em tarefas específicas. Essa é a área da Inteligência Artificial que atualmente chama mais atenção dos pesquisadores.

Aprendizagem Profunda (ou Deep Learning): Técnica de Aprendizado de Máquina que utilliza as redes neurais artificiais para processar as informações e aprendizagem. Capaz de trabalhar com análise de dados brutos, o Deep Learning propicia a classificação de informações contidas em diferentes formatos como áudio (reconhecimento de fala), imagens (reconhecimento facial), entre outros.

Máquinas, assim como humanos, podem aprender a partir de exemplos, se beneficiar com feedbacks e armaxzenar o conhecimento adquirido (Imagem: Reprodução / Thinkstock)

Few-shot Learning: Podendo ser traduzido livremente como Aprendizado em poucas tomadas, é uma técnica que visa fornecer o aprendizado para um sistema de Inteligência Artificial com o mínimo de treinamento possível, com foco na eficiência.

Redes Adversárias Geradoras (ou Generative Adversarial Networks): Modelo onde duas redes neurais, uma geradora e uma discriminadora, trabalham em conjunto para distinguir dados reais de dados falsos.

Processamento de Linguagem Natural: Campo que une a Inteligência Artificial à Linguística e pesquisa soluções para a geração e compreensão automática de línguas humanas naturais, faladas ou escritas.

Aprendizagem por reforço (ou Reinforcement Learning): Processo de aprendizado onde o sistema é recompensado por acertos, começando sem conhecimentos e progredindo por meio da prática e dos feedbacks.

Aprendizagem supervisionada (ou Supervised Learning): Técnica que ensina a um algoritmo como resolver tarefas específicas usando dados que foram anteriormente classificados por humanos. A detecção de spam geralmente funciona assim.

Aprendizagem não supervisionada (ou Unsupervised Learning): Geralmente resumida como um modelo onde as máquinas ensinam a si mesmas o que fazer, essa abordagem fornece dados sem rótulos às máquinas, que devem encontrar formas de encontrar significados para os dados sem instruções.

Transferência de Aprendizado: Método onde um sistema se concentra em armazenar o conhecimento adquirido na resolução de um determinado problema e então aplica o que aprendeu em uma outra tarefa não relacionada, mas semelhante.

Máquinas podem desenvolver seus próprios métodos de aprendizagem, lidar com dados não classificados e até mesmo ensinar conceitos aprendidos a outras máquinas (Imagem: Reprodução / Shutterstock)

Inteligência Artificial Explicável (ou Explainable AI, ou ainda X.A.I.): Uma Inteligência Artificial capaz de explicar aos seus operadores humanos quais foram os dados utilizados para que ela chegasse a determinada conclusão.

Inteligência Artificial Fraca (ou Weak AI): Uma Inteligência Artificial capaz de executar apenas um determinado número de tarefas. É o estágio de desenvolvimento de IAs que atualmente dispomos no mundo.

Inteligência Artificial Forte (ou Strong AI): Também conhecida como Inteligência Geral Artificial, se refere a um sistema hipotético onde uma Inteligência Artificial seria capaz de realizar qualquer tarefa e aprender sobre qualquer habilidade. Apesar de esse ser o rumo que os avanços visam, ainda não dispomos de uma tecnologia capaz de dominar todo tipo de atividade.

Fonte: NY Times

via Canaltech

OnePlus vai oferecer uma nova mochila para acompanhar o lançamento do 6T

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Assim como aconteceu no ano passado com a chegada do OnePlus 5, que foi lançado junto a uma mochila bacana, a OnePlus também lançará uma nova mochila em 2018 com o anúncio do 6T. A Explorer Backpack é, então, a evolução da Travel Backpack anterior, sendo menor e mais elegante.

Com isso, a fabricante garante que seus usuários não somente ostentarão seu novo smartphone por aí, reforçando sua marca e sua identidade com a mochila nas costas. De acordo com o The Verge, que recebeu uma unidade para testes, a Explorer é repleta de bolsos para acomodar uma grande quantidade de itens. Na frente, é possível acomodar aqueles produtos um pouco maiores, como carregador, cases, smartphone e fones de ouvido, por exemplo.

Já o compartimento para laptops tem abertura lateral e, ao lado dele, um pequeno bolso lateral é ideal para guardar passaporte, carteira ou até mesmo um smartphone dos mais compactos. E o compartimento central tem ainda uma lateral em forma de L, onde é possível acomodar um guarda-chuva, pois essa área é ventilada.

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A mochila, cujo preço para o consumidor ainda não foi revelado, será vendida em uma cor que parece um cinza esverdeado com detalhes em laranja, mas também terá uma opção na cor preta. O material é Cordura (um tipo de nylon) repelente a água, e o único zíper que fica exposto também é à prova d’água.

Fonte: The Verge

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via Canaltech

Motoristas e passageiros do Uber agora podem conversar via VoIP

O Uber começou a liberar um novo recurso de comunicação entre motoristas e passageiros da plataforma. Agora, além de conversar via chat dentro do app e fazer ligações redirecionadas, os usuários poderão fazer ligações via VoIP.

A empresa teria começado a trabalhar nesse recurso porque, aparentemente, quando o motorista ligava para os passageiros para coordenar um local de partida, o número de telefone estranho que aparecia na tela fazia com que muitos não atendessem.

Com VoIP dentro do próprio app da Uber, não há a chance de haver confusão. O nome do motorista deve aparecer na tela, eliminando qualquer tipo de suspeita entre as duas partes.

thevergeLigações entre passageiros e motoristas aconteceria via internet (fonte: divulgação Uber via The Verge)

O padrão VoIP basicamente significa “Voice Over IP” ou “Voz via IP”. Assim, as chamadas são conectadas via internet, e o passageiro pode inclusive aceitá-las por meio do WiFi, caso esteja em casa ou no trabalho enquanto espera um carro.

Essa novidade foi apresentada incialmente em junho deste ano, durante uma conferência da Uber para desenvolvedores. A ferramenta, entretanto, só começou a ser liberada para uso nesta semana.

Se você já usou o recurso de VoIP do Uber para conversar com algum motorista ou passageiro, deixe sua opinião sobre a qualidade das chamadas na seção de comentários.

via Novidades do TecMundo

Você adivinha o que havia numa cápsula do tempo enterrada em 1993?

Cápsulas do tempo são recipientes que as pessoas enchem com diferentes objetos de qualquer natureza – geralmente algo representativo da época ou de valor sentimental – e colocam em algum lugar de difícil acesso para que passe lá um bom tempo antes de serem acessados novamente. O momento de abrir uma cápsula do tempo é sempre empolgante, pois nem sempre imaginamos o que podemos encontrar lá.

Pois uma dessas cápsulas do tempo foi aberta na Universidade de Shenandoah 25 anos depois de ter sido enterrada por seus alunos e o que foi revelado é a cara dos anos 1990. O que foi revelado mostra uma realidade muito mais simples do que a de hoje, quando não havia internet e smartphones ainda eram dispositivos de filmes de ficção científica.

Direto do túnel do tempo

Alguns objetos contidos na cápsula do tempo estavam danificados, como uma foto da visita à Suíça de alguns alunos onde podemos ver os majestosos penteados usados em 1993. Fitas cassete – que muita gente hoje na era do streaming não sabe nem o que é – também foram encontradas no recipiente, além de um disco dos Beatles, uma pequena escultura de um hipopótamo, um bonequinho do Ursinho Pooh e um dinossauro de brinquedo que remete ao lançamento do primeiro “Jurassic Park”.

O vídeo mostra todo o processo de abertura da cápsula do tempo e tudo o que foi encontrado nela. Confira:

VIDEO

Cupons de desconto TecMundo:

via Novidades do TecMundo

BGS 2018 | Mônica e a Guarda dos Coelhos exerce poder mágico sobre os pequenos

Não é de hoje que Maurício de Sousa sabe o poder de penetração dos jogos, sobretudo entre os mais novos. Também não é recente a ideia de que a Turma da Mônica ganharia sua versão de jogos já consagrados, apenas mudando os sprites dos personagens.

Na década de 90, ela fez isso ao menos duas vezes. A primeira foi com Mônica e Castelo do Dragão, feito em cima de Wonder Boy in the Monster Land, em 1991. Depois veio Turma da Mônica na Terra dos Monstros, uma adaptação do game para Mega Drive de Wonder Boy in the Monster World, em 1994.

Com as mesmas animações, menus e enredos, basicamente foram modificados personagens principais e armas. No caso de Wonder Boy, a espada foi trocada pelo coelho Sansão na mão da Mônica.

Nesta mesma linha histórica dos jogos da nossa mais querida dentuça, está Mônica e a Guarda dos Coelhos, um jogo desenvolvido pelo estúdio brasileiro Mad Mimic. Esse grupo de São Paulo colocou no mercado em 2017 para PC o No Heroes Here, um interessante título em que até 4 jogadores precisam proteger um castelo de uma invasão exterior. Mônica e a Guarda dos Coelhos é exatamente o mesmo jogo, mas com personagens e pequenas modificações características da Turma criada por Maurício de Sousa.

Tal qual o modelo de negócio experimentado na década de 90, este game é uma simples adaptação, mantendo todas as características de No Heroes Here, mas com Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e outros (aparentemente mais de 20 personagens) no lugar dos heróis genéricos do jogo original; e armas balas de canhão são substituídos por nada belicosos coelhos.

Compare você mesmo:

No Heroes Here:

 

Mônica e a Guarda dos Coelhos:

 

Em suma, Mônica e a Guarda dos Coelhos é um jogo bem mais amigável para toda família que a versão original (já bastante aceitável até para os pequenos). Contudo, esta pequena mudança de personagens pode dar um novo frescor e atenção ao que No Heroes Here ofereceu originalmente.

Sucesso para os pequenos

Uma nova demo do título estava disponível na Brasil Game Show 2018 (BGS), no estande da Microsoft. Ela aparecia rodeada de bons outros títulos do Xbox One, mas ainda mais rodeado de outros personagens constantes da feira: as crianças.

A experiência de testar Mônica e a Guarda dos Coelhos na BGS foi um misto de sensações. Primeiro, o cenário curioso de entrada na pequena, mas animada fila, composta por uns 90% de crianças no auge de (no máximo) seus 10 anos, juntos de um responsável. Os "outros 10%" da fila são este jornalista que vos escreve.

A cada vez que os organizadores do estande retiravam o controle de uma criança para deixar a fila fluir, uma sonora variação de “ah” com gosto de quero mais saia da boca de quem havia testado o game.

Só isso já mostra como a Turma da Mônica pode dar um novo respiro ao que é No Heroes Here, mesmo sem citar diretamente o título original. A força que aqueles personagens têm com os pequenos é algo impressionante e, ao mesmo tempo, cativante.

Criançada não tirou o olho da tela na BGS 2018 (Foto: Derek Keller/Canaltech)

Durante a fila de pouco mais de 20 minutos, pensamos em como aqueles pequenos poderiam lidar com toda a gameplay frenética de No Heroes Here. O jogo exige algumas sequências complexas, afinal.

Em resumo: um grupo de até 4 jogadores (apenas dois disponíveis na BGS ao mesmo tempo) precisa se organizar para evitar que invasores entrem no castelo. Para isso, precisam pegar matéria prima, preparar como pólvora ou balas de canhão (no caso, coelhos de canhão), levar até a arma, posicioná-la contra os invasores e, então, atirar. Em seguida, toda sequência começa novamente. Parecia complexo na mão de uma criança.

Contudo, quando chegou a minha vez, dividi o controle com um empolgado garotinho que queria ser, de qualquer jeito, a Mônica. Acompanhei o girl power e fui de Magali. Ele já tinha testado algumas vezes e sabia como funcionava tudo.

Perguntei se podia me ensinar. Foi aí que levantou do puff na frente da TV e começou a apontar a tela com empolgação. “Tem que pegar a bola ali, e bater ali, e colocar ali, e isso, e aquilo, e aquilo outro”, foi dizendo em uma só tomada de ar com a repetição anafórica típica das crianças.

Confesso que foi o tutorial mais fofo que já recebi na vida. Claro que eu já conhecia os comandos e o estilo da gameplay, mas queria saber como é No Heroes Here sob o olhar de um pequeno. Pintado de Turma da Mônica, me pareceu fascinante, mágico e até, veja bem, simples.

Seguimos eu e ele pouco coordenados, mas muito empolgados. Combinamos que eu faria pólvora e ele, coelhos. Tal qual No Heroes Here, aqui há variações de munição: o coelho azul causa dano; o amarelo, paralisa; e o roxo, cria uma gosma no chão que torna os inimigos mais lerdos.

“Só faz azul, tá?”, disse meu amigo de controle. Ali, percebi onde moraria a complexidade do game. Para ele, tanto coelhos amarelos ou roxo de nada serviam, já que não eliminavam os adversários.

Aqui, vale também ressaltar como No Heroes Here faz um trabalho magnífico em abusar da linguagem não verbal para explicar os comandos, o que é emprestado para o jogo irmão Mônica e a Guarda dos Coelhos. Optando por evitar muitas palavras, o título abusa de signos e desenhos para dizer o que o jogador precisa fazer. Um prato cheio para o entendimento dos pequenos.

Para além do original

Em suma, se você quiser saber mais sobre o que é Mônica e a Guarda dos Coelhos, sugiro que veja nossa review sobre o jogo original: No Heroes Here. Lá, você vai ver todas as mecânicas e o que o game tem a oferecer.

Se está pensando em pegar para jogar em família, este pode ser o título perfeito para conquistar os pequenos pela fofura e ainda introduzi-los no universo de Maurício de Sousa.

Contudo, em termos de indústria dos games, fica aquele sentimento de que Turma da Mônica efetivamente merece um jogo para chamar de seu, com mecânicas e narrativas originais.

No fim, tais quais as versões do passado, Mônica e a Guarda dos Coelhos poderia ser "muito que bem" um barato DLC, ou até mod de No Heroes Here.

O game ainda não tem data de lançamento, mas deve chegar ainda este ano para PC, Mac, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch. Ele é desenvolvido pela Mad Mimic e publicado em parceria com a Maurício de Sousa Produções.

Fica aqui o agradecimento a Joaquim, com quem dividi a missão de defender o castelo neste jogo da Mônica. Obrigado por fazer a minha experiência na BGS muito mais mágica do que poderia ser!

via Canaltech

99 lança ferramenta que permite envio de gorjetas diretamente aos motoristas

O app de mobilidade urbana 99, da gigante chinesa DiDi Chuxing, vai permitir que os usuários recompensem os bons motoristas com gorjetas de R$ 1, R$ 2 e R$ 5. Ao final de cada corrida, caso o passageiro deseje ofertar uma graninha extra em agradecimento ao bom serviço prestado, basta selecionar um dos três valores logo após a avaliação do motorista.

A ferramenta atenderá as modalidades Pop e Táxi e estará disponível para todos os passageiros que realizarem pagamento por meio de cartões de crédito, débito ou contas PayPal diretamente no aplicativo. O valor pago irá integralmente para o motorista, sem nenhum desconto ou cobrança de taxa de serviço por parte da empresa.

"A 99 está incluindo essa funcionalidade para estreitar ainda mais a relação entre motoristas e passageiros", segundo Lucas Souza, Diretor de Produto da 99. "Dessa forma, os usuários poderão recompensar condutores por bons serviços."

via Canaltech

Black Shark 2, o smartphone para games da Xiaomi, será revelado em breve

A Xiaomi anunciou que seu smartphone gamer, o Black Shark 2, será anunciado oficialmente na próxima terça-feira, dia 23 de outubro. O aparelho será alimentado por um Snapdragon 845 da Qualcomm, 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno não expansível. A tela será de 6 polegadas e a bateria de 4.000 mAh.

Em comparação com seu antecessor, a parte traseira do Black Shark 2 recebeu um redesign para se diferenciar do primeiro modelo, mais simplista, feita de vidro e alumínio. Além disso, o novo smartphone recebeu uma tecnologia integrada que exibe iluminação RGB, que deverá acender toda vez que o dispositivo receber notificações.

Cartaz com contagem regressiva para o anúncio do Black Shark 2. (Imagem: Phone Arena)

Ainda na traseira do smartphone, o logotipo da Black Shark passará a ser localizado no centro, e a configuração de câmera será vertical. Os preços do novo modelo da linha gamer ainda não foram especificados, mas espera-se que o aparelho seja disponibilizado na China, primeiramente, e depois, expandido globalmente em uma data posterior.

Além do Black Shark 2, a Xiaomi também deve apresentar o Mi Mix 3 na próxima semana, que promete suporte a 5G e 10 GB de RAM.

via Canaltech

Intel está trabalhando em protótipos de tablet com tela dupla

A Intel tem muitos protótipos em seu portfólio, afinal, seu modelo de negócios é feito da seguinte maneira: a empresa reúne um diversificado ecossistema de fabricantes para que elas criem os dispositivos usando os chips da Intel. E, justamente por serem projetos que precisam ainda passar por incontáveis testes com várias peças de diferentes companhias, eles podem não chegar a lugar algum.

A mais nova aposta da Intel, por sinal, é um protótipo de tablet com duas telas – algo diferente de tudo que está no mercado hoje em dia, mas que também está longe de sua versão final. Isso significa que esse projeto ainda levará algum tempo até que funcione adequada e efetivamente (e/ou ainda servir a um propósito maior).

É verdade que as pessoas já integraram bem os smartphones e tablets em suas vidas e podem estar aguardando pelo próximo grande passo da indústria nesse sentido, afinal, algumas tecnologias não emplacaram “pra valer”, ou ao menos não da maneira bombástica com as quais eram esperadas: realidade virtual, tecnologias de reconhecimento, smartwatches, drones e diversos outros gadgets.

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(Imagem: The Verge)
(Imagem: The Verge)

A promessa desse tablet de duas telas (ou de tela flexível), porém, é que ele inove o setor de notebooks. Vale ressaltar que a proposta é bastante inteligente, ainda mais considerando o crescimento que o mercado de PCs teve neste último trimestre pela primeira vez em seis anos. Mas, apesar de ainda não ser possível saber se a tecnologia vai bombar e se o grande próximo passo da indústria tech, vale apontar para o que se sabe sobre os dispositivos até então.

De acordo com o The Verge, o primeiro protótipo desse novo tipo de aparelho está sendo chamado de Tiger Rapids. Ele se trata de uma espécie de tablet duplo, onde um dos displays exibe uma tela normal de LCD enquanto a outra mostra uma folha de papel. É quase como um Moleskine eletrônico, que o usuário pode levar para qualquer lugar e fazer anotações onde e quando quiser.

O projeto da Intel se assemelha um pouco ao Yoga Book C930 da Lenovo, ultra fino e leve, que utiliza tinta eletrônica e pode alternar entre digitação ou o uso de uma caneta virtual. A Intel, contudo, diminuiu ainda mais o dispositivo, deixando a tela de um tamanho que as pessoas ainda conseguiriam escrever.

Lenovo Yoga Book C930 (Imagem: The Verge)

Outro dos protótipos exibidos pela Intel tem o codinome de Copper Harbor. Também é um dispositivo de tela dupla, também bastante fino e leve, sequer lembrando um PC. A diferença deste para o Tiger Rapid, porém, é que a sua segunda tela não é um e-paper, mas sim um display LCD normal, o que o transformaria em uma espécie de notebook com duas telas.

Vale lembrar que a Intel não vai vender essa tecnologia: ela ainda precisa das fabricantes das peças para montar o dispositivo e massificar sua produção para o mercado. Até lá, eles precisam se focar em apresentar algo funcional, que mostre que é eficiente e que, em especial, atua em conjunto, sincronizado (as duas telas, no caso).

O Copper Harbor já tinha sido apresentado em junho, durante o PCWorld. Seu tamanho é muito menor que o de um notebook, mas em teoria, ele tem funções parecidas com a de um: as duas telas podem se tornar uma só exibindo alguma imagem, vídeo ou texto como se fosse um grande tablet (mesmo tendo a dobradiça no meio); é possível também abrir totalmente o aparelho e incliná-lo sobre uma superfície como se fosse uma barraca, exibindo para conteúdo para várias pessoas ao redor; e também pode-se usá-lo como um computador portátil normalmente, dobrando-o em 90 graus.

(Imagem: The Verge)
(Imagem: The Verge)

O The Verge observa ainda em seu relatório de testes que o produto não foi finalizado, e o sistema operacional não foi projetado para funcionar bem em duas telas. Contudo, existe algo de promissor no produto, e principalmente em seu hardware, já que o futuro com os displays dobráveis e desdobráveis está à vista no horizonte, embora sem data para chegar e virar uma realidade.

Fonte: The Verge

via Canaltech

Como o WhatsApp esvaziou o debate político nestas eleições

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, baixa leitura agrava riscos de desinformação


As eleições presidenciais de 2018 inauguraram uma nova maneira de se fazer campanha no Brasil, conforme os especialistas ouvidos pela Agência Brasil. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão perdeu a atenção quase exclusiva dos eleitores, que também não seguem mais seus candidatos em carreatas ou passeios públicos – mas em espaços virtuais fidelizados como os perfis dos políticos nas redes sociais.

“É quase uma não campanha”, considera o cientista político Malco Camargos, professor da PUC Minas. “O elemento novo são as redes sociais”, assinala a diretora-executiva do Ibope, Marcia Cavallari. “É um fenômeno novo, ainda em teste”, opina Beatriz Martins, autora do livro Autoria em Rede: os novos processos autorais através das redes eletrônicas.

Com essas mudanças, o debate público ficou esvaziado. Em vez da discussão de propostas sobre geração de emprego, atendimento à saúde, qualidade do ensino, transporte ou segurança pública, eleitores usam seu tempo compartilhando memes com supostos atributos do seu candidato ou com defeitos do oponente.

“As mensagens correm em grupos fechados, dentro das bolhas. Esse ambiente não se caracteriza como espaço público. Não há oportunidade de contraditório”, descreve Beatriz Martins. Nem sempre os conteúdos repassados são comprovados.

Familiares, amigos e colegas de trabalho se tornaram cabos eleitorais engajados, compartilhando inúmeras mensagens por dia, por vezes falsas, como atesta avaliação de 347 grupos de WhatsApp feita pelos professores Pablo Ortellado (USP), Fabrício Benvenuto (UFMG) e a Agência Lupa de checagem de fatos. O estudo mostra que entre as imagens mais compartilhadas apenas 8% podem ser classificadas como verdadeiras.

Violência simbólica

Para Fábio Gouveia, coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da UFES, “consolidou-se uma tendência que já estava em curso antes da eleição: violência simbólica, desconstrução de imagem e desinformação”.

O especialista avalia que a maneira como são usadas as novas mídias afeta a credibilidade dos meios tradicionais. “Há uma cruzada que põe em xeque a legitimidade da imprensa”. Segundo ele, é preocupante o comportamento social disseminado entre eleitores de dizer que “a mídia mente” quando confrontados com notícia apurada contra o seu candidato.

Gouveia alerta que a desqualificação constante do trabalho da imprensa e a dificuldade de perceber quando a notícia é falsa ou verdadeira são prejudiciais à democracia. “Independentemente de quem vença em 28 de outubro, esse estrago está feito”, registra.

Esvaziamento dos jornais e importância da TV

“É preciso ensinar as pessoas a lidarem com tanta informação. Saber o que é confiável e o que não é”, pondera Beatriz Martins. Ela, que é jornalista, aponta o “esvaziamento dos jornais” que “perderam peso” com a demissão de jornalistas e diminuição de redações.

Para o filósofo Nélio Silva, mestrando na UFScar, o baixo índice de leitura dos brasileiros é um problema que agrava a circulação de notícias falsas. Por causa disso, segundo ele, a televisão ainda é importante e debates entre os candidatos à Presidência poderiam fazer os eleitores conhecerem melhor as propostas de Jair Bolsonaro (PSL) e de Fernando Haddad (PT).

Para Marcia Cavallari, do Ibope, a televisão teve papel fundamental na campanha. Ela lembra que muitas imagens compartilhadas por WhatsApp, Facebook, Twitter ou Instagram foram replicadas de entrevistas e debates ocorridos nas emissoras de TV. “Uma coisa alimenta a outra”, avalia. O cientista político Malco Camargos concorda e lembra que a TV foi central na cobertura do atentado a faca sofrido por Bolsonaro em Juiz de Fora, no mês de agosto.

 

via IDG Now!