Icônico BlackBerry Messenger será desativado em maio

Depois de três anos com domínio sobre a marca, a Emtek anunciou a morte do BlackBerry Messenger (BBM). A revelação foi feita em uma postagem no site da companhia na última quinta-feira (18), revelando que o aplicativo será finalizado no dia 31 de maio.

Apesar da triste notícia, os fãs do app poderão migrar para uma versão melhor do aplicativo: isso porque, no mesmo dia que a Emtek anunciou o fim do BBM, a BlackBerry anunciou que o BlackBerry Messenger Enterprise (BBMe) será liberado para qualquer tipo de usuário, e não apenas mais para o público corporativo. O aplicativo já está disponível para dispositivos iOS e Android, e possui um período de utilização gratuita de um ano, sendo necessário após esse tempo pagar US$ 2,50 por uma licença de seis meses.

Ainda que tecnicamente diferente, em termos práticos o BBMe é basicamente o mesmo aplicativo que o BBM, possuindo todas as mesmas ferramentas e funções. A principal melhoria é no quesito de segurança: enquanto o BBM não possui nenhum tipo de encriptação nas mensagens, o BBMe utiliza a criptografia de ponta-a-ponta em todos os envios.


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Não se sabe exatamente quantos consumidores serão afetados pelo fim do aplicativo, que em um mundo pré-iPhone já chegou a ser um símbolo de status, mas acabou perdendo a abrangência com a chegada de aplicativos como WhatsApp e Telegram. Apesar disso, uma pesquisa de 2016 chegou a indicar que ainda existiam 90 milhões de usuários do app no mundo todo, e que no mesmo ano ele havia sido o aplicativo de mensagens mais utilizado na Indonésia — principal motivo pela Emtek ter comprado os direitos sobre ele no mesmo ano. O sucesso do app já foi tão grande que em 2011 a cantora Lana Del Rey compôs uma música dedicada à ele, chamada BBM Baby, canção que nunca foi lançada oficialmente, mas que teve uma versão final altamente produzida e “vazada” no dia 25 de dezembro de 2016.

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Novo headset VR da HTC tem maior autonomia para o usuário — e preço salgado

Interessado em usar um headset para negócios? O Vive Focus Plus parece ser o ideal do mercado

Se você curte realidade virtual, deve ficar de olho na novidade da HTC em abril: o Vive Focus Plus. O headset é controlado com ampla autonomia, e a nova versão promete sensores de direcionamento dos controles mais aprimorados, visando, especialmente, ao público que quer fazer negócios com a tecnologia.

Para tal, é importante preparar o bolso: o dispositivo deve chegar às lojas por quase 800 dólares. Caso queira aprimorar a experiência, é possível se cadastrar em um programa de vantagens pela bagatela de 150 dólares a mais.

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Anatel homologa as duas últimas versões do iPad Air e iPad Mini

Na última quinta-feira (18), a Anatel finalmente homologou as últimas duas versões faltantes do iPad Mini e do iPad Air, permitindo que ambos os aparelhos passem a ser comercializados no Brasil.

Nas homologações, o iPad mini Wi-Fi + Cellular aparece como o modelo A2124, enquanto o iPad Air Wi-Fi + Cellular aparece na homologação com o modelo A2123. A versão apenas com Wi-Fi (sem o suporte para chips de telefonia) do iPad Mini já havia sido homologada no dia 4 de abril, enquanto a versão apenas com Wi-Fi do iPad Air foi homologada pela Anatel no dia 9.

A2123 – iPad Air
A2124 – iPad Mini

Com essas homologações, a Apple já possui toda a documentação necessária para iniciar as vendas dos modelos no país. Apesar de ainda não estarem nas lojas, a empresa já revelou quais serão os preços desses aparelhos no país, que irão variar entre R$ 3500 (para o iPad mini Wi-Fi com 64 GB de armazenamento) e R$ 6800 (pelo iPad Air Wi-Fi+Cellular com 256 GB de armazenamento).


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Por enquanto, ainda não há uma data exata para esses aparelhos chegarem nas lojas, mas com as homologações acertadas isso deve ocorrer já nos próximos dias.

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“Falha” em roteadores pode causar um pequeno “apagão” da internet em maio

Em algum momento do mês de maio, a internet irá sofrer um pequeno “apagão” que impedirá o acesso de milhares de pessoas à rede.

O evento, conhecido como Dia 768k, já é esperado há algum tempo pelas operadoras, e deverá afetar os clientes cujos provedores de internet utilizam equipamentos de rede mais antigos.

O que é o Dia 768k

O Dia 768k é uma espécie de “sequência” ou “evolução” do evento que ficou conhecido como Dia 512k, quando em 12 de agosto de 2014 um “apagão” na internet mundial causou bilhões em prejuízo financeiro.


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Essa falha geral na internet ocorreu quando os roteadores ficaram sem espaço para armazenar a tabela de roteamento BGP (protocolo de roteamento de dados utilizado pela maior parte dos roteadores do mundo). Essa tabela contém os endereços IPv4 de todas as redes de internet conhecidas no mundo, e é utilizada pelos roteadores para conectar o usuário ao site que ele deseja acessar.

O que aconteceu é que, em 2014, a maioria dos roteadores utilizava um sistema de alocação TCAM (ternary content-addressable memory, ou memória endereçável por conteúdo ternário, em tradução livre), que permitia um limite máximo de 512 mil endereços alocados (daí o nome 512k).

Assim, quando em 12 de agosto de 2014 a operadora de internet Verizon adicionou 15 mil novas rotas BGP à tabela, isso fez com que os roteadores sofressem com problema de vazamento de memória, fazendo com que eles travassem toda vez que tentassem fazer a leitura ou acessar qualquer tipo de arquivo — o que acabou afetando praticamente todos os provedores de internet do mundo.

Na época, a solução emergencial foi desenvolver patches para o firmware desses roteadores que estabeleciam um limite maior de memória máxima para armazenamento das rotas BGP, aumentando esse número para 768 mil — de onde foi tirado o nome dia 768k.

Atualmente, a melhor fonte para gerenciar o tamanho da tabela BGP é um bot do Twitter chamado BGP4-Table, criado para avisar os programadores sobre a aproximação do fatídico Dia 768k. O perfil tweeta a cada 6h com a quantidade atual de endereços alocados na tabela BGP e, de acordo com o tweet mais recente dele durante a escrita desta matéria, existem atualmente 768105 prefixos IPv4. Apesar disso, o número real é um pouco menor, já que a ferramenta não filtra endereços duplicados.

É por isso que alguns analistas especializados neste setor, como Aaron A. Glenn (engenheiro de rede na AAGICo em Berlim) e Jim Troutman (Diretor da Northern New England Neutral Internet Exchange) estimam que o Dia 768k deve acontecer em algum momento de maio, quando o número de endereços alocados deverá ultrapassar os 768 mil endereços reais (ou seja, sem duplicatas).

O fim da internet?

Apesar da preocupação, nenhum dos dois especialistas acredita que a chegada a esse marco irá causar tantos problemas quanto os ocorridos no Dia 512k. Isso porque, ao contrário de 2014, as operadoras já se prepararam para o evento.

Como já estão esperando o Dia 768k desde o apagão geral da internet em 2014, as empresas já desenvolveram diversas formas de evitar que algo do tipo aconteça novamente. Os equipamentos utilizados pelas empresas já permitem que o espaço de alocação da tabela BGP vá muito além dos 768 mil conseguidos em 2014, o que garante que aquelas empresas que atualizaram seus equipamentos depois de 2014 não deverão ter problemas.

Mas mesmo aquelas que ainda possuem equipamentos antigos que sofreriam com o limite de 768 mil espaços de alocação podem evitar facilmente o problema. Isso porque, de acordo com Troutman, esse limite só é um problema se o roteador dos servidores de uma provedora de internet estiver considerando todas as rotas existentes. Se esses equipamentos forem configurados para ignorar qualquer coisa vinda das rotas /24 (notação CIDR usada para definir endereços IP de redes locais de grande porte, como por exemplo a Ethernet da Microsoft) e direcionem pedidos desses endereços para o roteador de outra empresa. Isso faz com que o número de endereços existentes na tabela desses roteadores mais antigos caia para menos da metade, o que permite operarem sem problemas, deixando qualquer pedido vindo de algo com esse endereçamento para os equipamento mais novos das grandes operadoras, que já possuem espaço para um número de alocações maior do que 768 mil endereços.

Por isso, ao contrário do que aconteceu em 2014, a chegada do Dia 768k não deverá ser uma ameaça para o funcionamento da internet mundial, e apenas algumas pequenas provedoras locais que não estão atualizadas sobre o assunto deverão ficar com seus sistemas fora do ar.

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Noruegueses confundem experimento da Nasa com ataque alienígena

Foguetes lançados pela agência espacial expeliram vapores que formaram luzes e nuvens brilhantes no céu. Intenção é estudar partículas da ionosfera

Moradores da Noruega foram pegos de surpresa semana passada ao olharem para o céu, no fim da tarde do dia 5. Luzes brilhantes e coloridas, no formato de riscos e nuvens, trouxeram uma visão inusitada e difícil de relacionar com qualquer fenômeno natural. Não demorou para que muitos acreditassem estar presenciando um autêntico ataque alienígena, e os alertas e relatos sobre a possível invasão extraterrestre se propagaram nas redes sociais. 

A confusão só chegou ao fim após a Nasa, a agência espacial norte-americana, divulgar que as estranhas luzes no céu eram resultado de um experimento com foguetes, que tem o objetivo de estudar a troca de energia que ocorre durante uma aurora boreal. 

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Vazamentos mostram Moto Z4 com câmera de 48MP e tela de 6,4 polegadas

Nenhuma marca está sendo tão acoçada por vazamentos quanto a Motorola. Depois de rumores sobre um Moto Z4 Play e a ampliação da linha One, agora informações e materiais promocionais mostram um suposto Moto Z4 que teria configurações intermediárias de potência, mas com tela enorme e câmera seguindo os padrões de resolução atuais.

De acordo com esse vazamento, o telefone tem um chipset Snapdragon 675, o mesmo que equipa o Z4 Play, mas teoricamente com um downgrade em relação ao MotoZ3, que possui um Snapdragon da série 800, à época um dos mais potentes. Os materiais promocionais indicam, também, que o preço será bem inferior ao dos smartphones topo de linha do momento, o que solidifica o status médio do telefone.

Os rumores acerca dos dois aparelhos indicam câmeras traseiras de 48MP, mas individuais, com a versão de entrada tendo uma câmera selfie de 25MP. Tanto o Z4 normal quanto o Play terão a opção de diminuição de resolução das câmeras para fotos melhores no escuro.


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Já com relação à tela, o Moto Z4 será um pouco maior do que o Play — 6.4 polegadas contra 6.22. Ambas terão leitores de impressão digital no monitor e notch em formato de gota. Já as baterias também serão as mesmas, com capacidade de 3.600mAh e suporte a TurboCharge de 18W. A entradinha 3,5mm também permanecerá.

O Moto Z4 será um telefone 4G, mas com suporte ao 5G MotoMod, para quem quiser experimentar as redes móveis da próxima geração.

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Usuários do iPad Pro reclamam de problemas com a tela do tablet

Pontos da tela que não reconhecem o toque ou teclado que não funciona direito são os problemas mais apontados

Usuários do iPad Pro, com modelos de 2017 e 2018, começaram a aparecer na internet para reclamar sobre problemas que surgiram recentemente com seus tablets. De acordo com vários relatos, os aparelhos começam a apresentar pontos da tela que não respondem ao toque, telas tremidas e teclados que não funcionam direito.

Diversos usuários foram os fórums de suporte da Apple, assim como do site MacRumors, para reclamar sobre problemas com a tela de seus iPads Pro. Acontecendo com modelos lançados em 2017 e 2018, os problemas geralmente são relacionados a tremidas na tela, assim como pontos que não respondem aos toques dos usuários. Em um vídeo publicado por uma dessas pessoas, é possível ver que a área do teclado não responde muito bem, deixando algumas teclas sem resposta, mesmo com elas recebendo o comando corretamente.

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Como encontrar câmeras ocultas no seu Airbnb e em outros lugares

Temos algumas dicas para você evitar ser espionado por câmeras escondidas em um imóvel alugado

À medida que o Airbnb vem se tornando popular, crescem as reclamações devido a espionagem. Infelizmente, nem todos os usuários desse tipo de serviço estão atentos para os perigos de serem observados sem autorização. Em paralelo, muitos dos que se preocupam não sabem como identificar se há alguma câmera instalada de forma irregular.

Veja algumas dicas de como encontrar câmeras ocultas e esteja preparado para alugar um imóvel com tranquilidade, mantendo sua privacidade intacta.

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Crítica | Estrada Sem Lei e o único mal irremediável

Um clássico, uma minissérie para televisão, algumas outras obras pelo caminho e, entre essas, até mesmo uma intitulada Bonnie & Clyde vs. Dracula. Ainda assim, a visão dos criminosos que viajavam pelos Estados Unidos com sua gangue durante a Grande Depressão sempre foi a mais conhecida. Se, enquanto vivos, o casal tinha um grau de reconhecimento comparável ao das estrelas de Hollywood, parece irônico que, anos depois da emboscada que daria fim às aventuras, a dupla tenha realmente alcançado o estrelato… ainda mais quando do lançamento de Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas (de Arthur Penn, 1967), que quebrou diversos tabus (especialmente de sexo e violência) e influenciou o cinema dos anos e décadas que viriam.

Cuidado! A partir daqui esta crítica pode conter spoilers!

Uma força etérea e a manutenção do desconhecido

Estrada Sem Lei simboliza o outro lado, a face de uma ordem que, à sua maneira, precisou burlar a lei. Assim, os policiais civis aposentados Frank Hamer (Kevin Costner) e Maney Gault (Woody Harrelson) são postos de volta à ativa pela governadora do Texas Ma Ferguson (Kathy Bates). Com a ideia de manter os Texas Rangers abolidos, Ferguson usa de espaços na legislação para o retorno de Hamer e Gault como patrulheiros, membros do serviço especial rodoviário.


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Esse início é de uma habilidade narrativa fundamental para o desenrolar da história. Paralelamente, são mostrados crimes (sobretudo assassinatos) protagonizados por Bonnie (Emily Brobst) e Clyde (Edward Bossert) e a evolução criminosa dentro da burocracia política. Sendo assim, o filme demonstra que não se trata somente de uma oposição à visão heroica dos criminosos, mas de uma constatação da força quase etérea daqueles que eram perseguidos e jamais alcançados dentro da lei há tempos.

Acentuando esse caráter mágico – ou, sendo mais real, misterioso – de Bonnie e Clyde, o diretor John Lee Hancock (de Um Sonho Possível, 2009) opta por esconder seus rostos quase que durante todo filme. Esse caminho, muito utilizado no terror, para além de atiçar a curiosidade do espectador, insere neste o mesmo desconhecimento de Hamer e Gault. Ligando, dessa forma, os protagonistas ao público, Hancock assume, claro, o lado da sua história, mas jamais deixa de revelar a força antagônica.

(Imagem: Captura de tela/Sihan Felix)

Inclusive, ao mesmo tempo em que Hamer e Gault são tratados com profundo desgaste, construídos à base de um ritmo lento, as ações de Bonnie e Clyde surgem com uma beleza estética e com uma força praticamente opostas. Nesse sentido, a direção de fotografia de John Schwartzman (de O Espetacular Homem-Aranha, 2012) é imprescindível. É perceptível, por exemplo, que, logo após Hamer ser convidado para ir à caçada por Lee Simmons (John Carroll Lynch), Schwartzman utiliza um jogo de luz e sombra de muita engenhosidade na sequência: aparentemente, apenas o semáforo vermelho e os faróis do carro iluminam a cena; enquanto o semáforo pisca e as sombras surgem, são revelados detalhes da gangue (nunca os rostos dos líderes) dentro do carro. São planos detalhes que deixariam Hitchcock orgulhoso, principalmente pela manutenção do desconhecido.

O roteiro e a alma sombria

O roteiro de John Fusco (de O Reino Proibido, 2008) vai além do que seria correto para uma história baseada na realidade. A apresentação da dupla de Rangers é notadamente bem escrita por Fusco. Se Hamer é visto como um sujeito ranzinza, com a vida estável e tranquila – e seu casamento só reforça a estabilidade de sua vida –, Gault é o oposto: vulnerável, falido, quase indigente. Mesmo assim, a personagem de Harrelson é absolutamente humana e, por isso, a de personalidade mais complexa. Gault é aquele que, mesmo com fome, cede sua comida ao neto, reflete sobre a honra e enfrenta Hamer – por mais que se sinta inferior àquele que já salvara sua vida dando-lhe cobertura diversas vezes.

(Imagem: Captura de tela/Sihan Felix)

Fusco ainda se arrisca em alfinetar a sociedade contemporânea, inserindo falas que remetem às discussões sobre tradição versus vanguarda (durante toda a perseguição que se torna uma espécie de competição entre os velhos Rangers e os agentes federais), sobre o talento para ser jornalista e, de um jeito sensível, sobre a questão das vantagens de berço. “Ele não nasceu com a alma sombria, mas agora ele tem uma.”, diz o pai de Clyde (William Sadler) durante sua explanação sobre a vida do filho em conversa com Hamer.

E é incrível como o trabalho do roteirista não toma um partido nem mesmo nesse ponto, deixando a reflexão instaurada, mas sem solucioná-la. Isso se deve ao posicionamento de Hamer que, mesmo com sua visão ortodoxa e controladora sobre a vida – e por ter tido as regalias de ser o mais famoso dos Rangers –, consegue ter poder para que o seu magnetismo o preceda.

(Imagem: Captura de tela/Sihan Felix)

Claro que Kevin Costner (o eterno protagonista de O Guarda-Costas) dá vida a esse personagem como poucos atores de sua geração conseguiriam. Seu gestual, suas emoções veladas e seus olhares criam uma aura de respeito difícil de romper. Woody Harrelson (o Haymitch da quadrilogia Jogos Vorazes), por sua vez, consegue ir além do seu parceiro, aproveitando toda a humanidade escrita por Fusco para uma de suas melhores atuações dos últimos anos. O olho direito sempre avermelhado de Gault é construção de um ator que costuma se entregar aos seus papéis, além de dar luz à sua fragilidade. A visível fraqueza perante o amigo vai, pouco a pouco, dando lugar a uma força de dentro para fora que explode em carisma.

Manos arriba

A direção de Hancock, que une cada elemento competente com muita habilidade, ainda consegue espaço para utilizar a linguagem do cinema da forma mais poética. As escolhas de Hancock são vistosas, bonitas de se ver. Das chuvas que tomam conta da tela quando os personagens estão em seus conflitos mais íntimos – a governadora Ferguson em sua decisão de convidar um Texas Ranger para fazer o papel de sua polícia e uma discussão entre Hamer e Gault – à dita opção de ir até a cena derradeira sem expor os antagonistas.

Esta escolha, por sinal, é das mais intensas e vale outra explanação: Enquanto Bonnie surge somente em desfoques (em um espelho e prestes a assassinar um policial – na visão deste), o visual de Clyde é uma completa incógnita. O caminho proposto por Hancock é uma rima certeira com a situação dos Rangers, que, assim como o espectador, desconheciam inteiramente os rostos dos caçados – o que só eleva o perigo.

(Imagem: Captura de tela/Sihan Felix)

E quando, ao final, Hamer e Gault passam a conhecer a dupla criminosa, Hancock é positivamente nada econômico: o close – de uma nitidez jamais utilizada durante as mais de duas horas passadas – em seus rostos assustados pela emboscada desmitifica a mágica que havia no caminho da dupla. Seja o ilusionismo de uma perseguição na areia, seja o status de Robin Hood junto a boa parte do povo, nada mais pode esconder o que Bonnie e Clyde são. Ali, de frente para o fim iminente, acabam iguais aos Texas Rangers, aos agentes federais, à Ma Ferguson e a todos os vivos e já mortos (inclusive pela dupla): frágeis diante do único mal irremediável… a morte.

"Manos arriba."

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Epic Games Store agora roda no Lutris, e projeto ganha convite do Tim Sweeney

Quando falamos em jogos e Linux na mesma frase, isso causa um certo “rebu” nos comentários onde quer que seja, pode ser em redes sociais, blogs, sites e até no “boteco da esquina do Seu Linus”, mas…

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