Xbox One X: review completo do poderosíssimo console da Microsoft

*A análise em vídeo está em produção e será adicionada aqui até o fim deste mês de janeiro.

Quando o Project Scorpio foi revelado ao mundo, na E3 2016, eu estava lá na conferência da Microsoft, em Los Angeles, e arrepiei dos pés à cabeça. Um rápido vídeo com alguns desenvolvedores falando em 4K, 60 fps e as possibilidades que esses dois respaldos técnicos representam. De repente, Phil Spencer, ao centro do palco, iluminado como uma estrela que irradia aos olhos e ecoa aos ouvidos, decretou: “Isso é possível. Estamos trabalhando em algo chamado Project Scorpio e vamos lançar até o final de 2017”.

Como sempre, dito e feito. A Microsoft adota o estilo apolíneo, isto é, segue um esquema pé no chão, com datas mais delineadas e um desenho mais claro do mercado. Claro que isso não é uma regra, mas o tom da força verde sempre foi mais tradicionalista. Não seria diferente com o Project Scorpio, posteriormente convertido em Xbox One X, o terceiro membro da família Xbox One, que tem também o “Fat” e o S na linhagem.

Mas, na prática, o que isso representa? De que forma os serviços da Microsoft, que são uma das bandeiras da empresa, se traduzem no atual console? Como os third-parties tiram o melhor proveito possível da plataforma? Além, é claro, dos exclusivos? E a dashboard: está mais rápida mesmo? O multitarefas tem menos gargalos em função da memória RAM superior? Vou explicar cada um dos “sims” a essas perguntas. Porque, antes de mais nada, o que temos é uma visão um pouco mais concreta do futuro.

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Carcaça linda

Não há como iniciar por outro caminho que não seja o design do console. A carcaça do Xbox One X absorve o belíssimo trabalho que já foi realizado no Xbox One S, com algumas sutilezas adicionais. O preto fosco – que já botou em xeque aquele tom esmaltado/brilhante há algum tempo – se aproxima de um tom cinza grafitado, chegando bem pertinho do “gray” escuro, forte e intenso. Uma nuance perto da cor prata, aquela que nunca perde o garbo. Só que preta e sóbria.

O controle segue a mesma estética. Não é completamente preto; o trecho central (no qual está o botão Xbox, alocado na parte de cima) está graciosamente mais ondulado, mais grafitado, sem ser agressivo aos olhos ou suave demais aos inocentes. Alcançou o meio-termo da elegância.

É como se um lápis 2B, nos bons idos das aulas de artes, tivesse sido inteiramente gasto no controle, de maneira artística. O revestimento é quase um aço escovado de notebook – mas sem os típicos rabisquinhos. Tão liso quanto.

Hardware de ponta: comparativos

Antes de entrar nos pormenores, vamos ao básico: as especificações técnicas. Para esse propósito, duas tabelas foram criadas: uma comparando o Xbox One X com seu principal concorrente do mercado, o PS4 Pro, e outra que coloca os três membros da família Xbox One lado a lado.

Evidente a todos, o console da Microsoft se sobressai em dois aspectos primordiais com relação ao PS4 Pro:

  • Memória RAM – um salto de 8 GB em DDR3 para 12 GB em GDDR5;
  • CPU/GPU – o X tem o AMD Jaguar customizado de 2.3 GHz, enquanto o PS4 Pro fica em 2.1 GHz. Em palavras mais potentes, o aparelho da força verde ostenta 6 teraflops, enquanto o sistema da Sony fica em 4.2 teraflops, uma diferença de 1.8 – suficiente para ser considerada substancial numa generosa porcentagem de vantagem para o lado da Microsoft.

Lado a lado, o Xbox One X e o PS4 Pro ficam da seguinte forma:

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E a família Xbox One está distribuída da seguinte maneira:

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Blu-Ray em 4K

Há ainda um terceiro fator agravante que pesa a favor do Xbox One X: a leitura de Blu-Rays em 4K. Na verdade, o recurso já existe no Xbox One S também, um aparelho que, a fundo, não se restringe a uma casca mais Slim: ele embutiu a fonte internamente, tem um hardware revisado, incluiu o HDR e, de lambuja, oferece leitura de mídia em 4K. O Xbox One X apenas deu continuidade a isso.

De maneira famigerada, por assim dizer, o PS4 Pro não possui drive óptico capaz de executar Blu-Rays em Ultra HD. Ao inserir um filme em 4K na bandeja do console da Sony, ele não realiza a leitura. E sim, isso faz diferença pra muita gente. Por mais que 4K ainda seja uma tecnologia onerada, ela se torna cada vez mais acessível com o tempo – é possível encontrar ótimos modelos da Samsung e da LG nas Black Fridays da vida pela faixa dos R$ 2 mil – R$ 2.500.

Mad Max, por exemplo, é um destemido benchmark que ostenta dois certificados de ponta da Dolby: o Dolby Vision, que engrossa a imagem com cores mais fiéis que o HDR, e o Dolby Atmos, que equaliza o som para equipará-lo ao de cinema. É só no Xbox One X que você consegue desfrutar de tudo isso 

“Nosso sentimento é que, se por um lado as mídias físicas continuam sendo importantes nos negócios de games, acreditamos muito no streaming. Na nossa base de usuários, é a segunda maior utilização do tempo das pessoas no sistema, portanto, enfatizamos mais essa área”, opinou Andrew House, ex-chefão da Sony Interactive Entertainment, na época de lançamento do PS4 Pro, em entrevista ao The Guardian.

A verdade é que o consumidor quer fazer jus ao seu investimento. Ele quer usufruir de todas as funcionalidades possíveis que o hardware de ponta oferece. E hoje não é tão raro assim encontrar Blu-Rays em 4K nas lojas (geralmente com suporte ao 3D também). O comprador, que investiu uma grana sinistra em tudo, tem o direito, sim, de exigir a leitura de mídias em 4K. Não é coisa pequena não. O que pesa, psicologicamente falando, é ter um direito perdido. Por mais que o consumidor não o utilize.

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Mad Max, por exemplo, é um destemido benchmark que ostenta dois certificados de ponta da Dolby: o Dolby Vision, que engrossa a imagem com cores mais fiéis que o HDR, e o Dolby Atmos, que equaliza o som para equipará-lo ao de cinema. É só no Xbox One X que você consegue desfrutar de tudo isso – aliado a um televisor que possua tais protocolos também, é claro.

As OLEDs da LG são ótimos produtos para isso. Inclusive tive a oportunidade de testar o console numa delas, de 55”. Fora a jogatina em casa, no bichão que tenho na minha estante, uma Samsung UN55JU7500 Série 7, curvada, também de 55”. É esse monstrão aqui. Aí é como dizem: monstro com monstro se entende, certo? Mas deixa eu falar mais sobre o multitarefas do Xbox One X.

Navegação lisa na dashboard

Uma das principais características do Xbox One é o primoroso trabalho que a Microsoft realiza nas atualizações do sistema. Grandes updates vêm com grandes responsabilidades, parafraseando os dizeres do Tio Ben, o parente favorito e tio-pai de Peter Parker. Na dashboard, isso é levado a sério. E o trabalho sempre acontece em conjunto com a comunidade graças ao Xbox Insider.

Sim, a empresa registra todos os feedbacks enviados por meio desse canal – ou até mesmo fora dele, na verdade. Personalização da interface, arraste de aplicativos e jogos favoritos, clubes, loja reformulada, setorizada em promoções, conteúdos exclusivos a assinantes da Gold, do EA Access ou do Game Pass, enfim, o banquete de alternativas oferecidas fica cada vez mais farto e menos confuso – duas proporções que nem sempre caminham de mãos dadas.

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A navegação por todos esses recursos está mais rápida no Xbox One X. E por que isso acontece? Do ponto de vista técnico, a resposta está na ponta da língua de qualquer um: memória RAM. Sabemos que a memória RAM é responsável pela velocidade de um sistema, por sua capacidade de abrir e fechar janelas com rapidez, por sua eficácia em executar jogos e aplicativos, por sua aptidão em rodar tarefas do segundo plano sem engasgar as que estão no primeiro. Tudo isso acontece de maneira mais fluida no Xbox One X.

Gargalos existem? Sim, sempre. É impossível criar um sistema sem gargalos. Seja ele no celular, na TV, no computador, no video game. No caso do Xbox One X, estamos falando de um salto de 8 GB em DDR3 para 12 GB em GDDR5 de memória RAM, e esses 4 GB adicionais, em barramento mais nobre, simbolizam uma nítida evolução – que se reflete também em menor tempo de loading (detesto escrever “carregamento”) durante as telas de transição.

Jogos: o brilho do console

Aqui talvez seja o ponto central desta análise. O propósito do Xbox One X é oferecer primor técnico em jogos e ser o melhor console para rodar os third-parties. Nos exclusivos, a brincadeira fica ainda melhor, uma vez que os desenvolvedores trabalham internamente em conjunto com a infraestrutura da Microsoft – e o próprio Phil Spencer costuma acompanhar de perto os progressos.

Dos 12 GB de memória RAM que o console tem, nada menos que 9 GB são liberados aos desenvolvedores para os jogos. Os 3 GB restantes são reservados ao sistema, um valor que já resulta na mencionada melhoria de navegação pela dashboard. A arquitetura do Xbox One X, portanto, já nasce mais “liberal” que a do Xbox One tradicional, aparelho que foi burocrático no início da atual geração. Some a isso os 6 teraflops e você tem, basicamente, um monstro de estimação em casa.

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Dentro disso, há outro agravante a favor do X: o barramento da memória. A ascensão do DDR3 (Xbox One original) ao GDDR5 (Xbox One X), por si só, já representa um processamento mais aventuresco na forma como essa memória é alocada aos jogos e ao sistema.

Aliada à GPU refinada, temos um sistema que comporta acréscimos gráficos substanciais, como texturas mais recheadas, que não perdem a crocância quando observadas à distância, especialmente graças ao 4K verdadeiro. Também há ganho em sombras, iluminação e maior profundidade de renderização.

Basicamente, temos um sistema que comporta acréscimos gráficos substanciais, como texturas mais recheadas, que não perdem a crocância quando observadas à distância

No papel, todos os third-parties rodam e vão rodar melhor no Xbox One X até o término desta geração de consoles, isto é, até entrarmos na era do PS5 e de um “Xbox Two” da vida, o que deve acontecer por volta de 2020 ou além. Até lá, meus irmãos e minhas irmãs, todos os jogos vão, teoricamente, rodar em desempenho superior no aparelho da Microsoft. A ideia é que isso também aconteça na prática – como já está acontecendo.

Desde que o console enviado pela empresa chegou aqui na redação (eu também adquiri um durante a Black Friday, no Ponto Frio, e é a Project Scorpio Edition), os títulos testados se alternaram entre verdadeiros benchmarks e melhorias tênues, visíveis aos olhos dos mais chatos por calibragem – meu caso, sempre. Relembre nosso vídeo ao vivo, com os apresentadores Francesco e Bruno Micali (este que vos escreve), do unboxing do monstro aqui na redação:

Tive o regozijo de degustar coisas deliciosas de dezembro até aqui (sem mencionar o que foi testado na E3 2017, em junho do ano passado), otimizadas da seguinte forma no Xbox One X:

Exclusivos:

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Third-parties:

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Ok, então…bora comparar as performances decentemente?

Os jogos citados acima são só um rápido aperitivo do desempenho de alguns títulos no Xbox One X. Você deve estar se perguntando: “Tá, e o que isso representa perante o PS4 Pro?”. Para não deixar os detalhes confusos e muito menos colocar informações desencontradas, o Voxel confeccionou tabelas que comparam dois quesitos técnicos cruciais: a resolução, que está atrelada à qualidade visual, e a taxa de quadros por segundo, que está ligada à performance.

Créditos ao redator Vinícius Munhoz por cuidar da curadoria desse conteúdo. As informações técnicas foram compiladas a partir dos dados extraídos no Digital Foundry. Clique aqui para conferir os links de respaldo de cada jogo citado e checar a veracidade das informações por conta própria.

Diferenças de resolução

Para a fidelidade visual, as tabelas foram separadas em três: resolução baixa, resolução média e resolução alta alcançadas por cada jogo. Confira, na galeria adiante, as diferenças de resolução dos seguintes títulos rodando no PS4 Pro e no Xbox One X. Há algumas observações importantes sobre as tabelas na sequência:

Observações importantes

As tabelas estão sendo atualizadas com alguns complementos por nossa equipe, mas as informações discriminadas acima estão respaldadas junto ao Digital Foundry. Por enquanto, os asteriscos importantes a serem registrados são os seguintes:

Tabela de resoluções mínimas:

*The Witcher 3 no PS4 Pro roda com checkerboarding e não possui modo performance. Por esse motivo não cai: porque utiliza a técnica de 4K em checkerboarding e 30 fps, enquanto o Xbox One X opta pela natividade. São técnicas diferentes de renderização de imagem;

*Rise of the Tomb Raider depende do modo que você escolhe. No PS4 Pro, ele alcança 1080p no modo Enriched (sem checkerboarding), enquanto no Xbox One X o jogo bate 4K com o checkerboarding no mesmo modo.

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Tabela de resoluções médias:

*Final Fantasy XV roda com checkerboarding no PS4 Pro, ao passo que o Xbox One X preferiu o método de resolução nativa aqui. O Digital Foundry aponta que, no Xbox One X, a imagem é mais nítida, mesmo numa resolução menor;

*Call of Duty: WW2 teve a média resultada a partir de cálculo aritmético, uma vez que nem o Digital Foundry indicou esse valor. A diferença é que, no Xbox One X, o jogo passa a maior parte do tempo na resolução máxima, com mais frequência que no PS4 Pro. A resolução horizontal varia nas duas plataformas;

*Rise of the Tomb Raider novamente pode variar com base do modo que você escolhe.

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Tabela de resoluções máximas:

*Em Terra-Média: Sombras da Guerra, você ativa e desativa a resolução dinâmica a partir dos modos de jogo, e isso melhora ou piora a qualidade de imagem. Só no Xbox One X ele alcança o 4K;

*Rise of the Tomb Raider: em High F. Mode, o F. é para “frame-rate” e há apenas poucas quedas;

*A coluna de resolução dinâmica será atualizada.

Diferenças de performance

Aliada à resolução, eis a performance que esses títulos ostentam em ambas as plataformas:

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Observações importantes

*The Evil Within 2: a performance está melhor no PS4 Pro, mas há explicações. O jogo tem um bug no console. A resolução máxima deveria ser 1440p, mas ele não ativa a saída de video em 1440p e só roda em 1080p, por isso consegue se desempenhar melhor. Em 1440p e frame-rate desbloqueado, não sabemos como ele rodaria;

*Fortnite: Menos frame-rate no X? Sim, porque o nível de detalhes está similar às configurações ÉPICAS no PC (que representam um patamar além do Ultra);

*Final Fantasy XV: no High Mode do Xbox One X, a performance pode cair para 20 fps por dois motivos. Um: há quedas de desempenho com batalhas que exibam muitos efeitos alpha, como água, explosões, quantidade de inimigos etc. São raras as ocasiões. E dois: o X tem um bug nesse jogo em que, quando alguém passa por períodos prolongados com ele ou após o Sleep, a aventura dropa para 20 a 22 fps, obrigando o dono a fechar e abrir a instância do game;

*Destiny 2 tem uma correção. O mínimo que o jogo alcança no PS4 Pro é 3072 x 2160 e o máximo é 4K, só que os dois valores, tanto mínimo quanto máximo, são alcançados via checkerboarding. No Xbox One X, o título da Bungie roda sempre em 4K nativo.

Convém ressaltar que as tabelas serão atualizadas com esses ajustes e postadas aqui em breve no lugar das atuais.

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Retrocompatibilidade: praticamente um remaster

Alguns jogos do Xbox 360 disponíveis no catálogo de retrocompatibilidade do Xbox One ganharam um turbo brutal no Xbox One. Deles, lidera a lista Gears of War 3, célebre por ter se transformado praticamente numa remasterização graças a um acréscimo incrível de texturas, melhorias em sombras, iluminação e preenchimento geométrico de elementos do segundo plano.

Além do boost na resolução, o suporte ao HDR é a cereja do bolo – e alguns dos títulos são executados em profundidade de cor 10-bit em vez de 8-bit. Os outros destaques são os seguintes:

E como encontrar tudo isso no Xbox One X?

Uma das magias da Xbox Live é a navegação inteligente pelo sistema. Absolutamente tudo está categorizado na Microsoft Store para você não se perder. Com a chegada do Xbox One X, a rede inaugurou uma nova área para filtrar os títulos que têm patch ao console.

Quando qualquer jogador se sentir “carente” de conteúdo aprimorado ao Xbox One X – algo que raramente vai acontecer daqui pra frente –, basta dar um pulo na seção. O catálogo de jogos turbinados é maior do que você imagina, entre indies e AAAs.

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Público-alvo e investimento

Tão importante quanto o Xbox One X em si é a televisão à qual o console estiver conectado. Naturalmente, pressupõe-se que o consumidor interessado pelo novo aparelho da Microsoft tenha um televisor à altura. Assim, o seu cacife deve ser direcionado a isso como um investimento.

Há quem gaste mil reais numa camisa, 5 mil numa bolsa, 70 mil num carro, 20 mil numa viagem, 10 mil em tênis e sapatos…  Às vezes, no consumismo, é difícil apontar um certo ou errado no que é justo ou injusto gastar seu dinheiro. Se o certo para você é investir cerca de R$ 6 mil na brincadeira toda – uma TV 4K e o Xbox One X –, isso jamais deixará de ser certo. E acredite, vale a pena para quem curte.

Conforme mencionado, o meu televisor é uma Samsung UN55JU7500 Série 7, curvada, de 55 polegadas, com HDR (cuja denominação pode mudar de modelo para modelo e aqui é chamada de “UHD Color”), Modo Jogo e opções pré-configuradas de imagem. Modelo de 2015. Olheiro que sou, calibrei as barras deslizantes da TV por um tempão até alcançar um ponto de equilíbrio. Tons quentes, frios, saturação, distribuição manual de cores e brilho, entre outras coisas, representam uma etapa burocrática do processo, porém necessária.

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As OLEDs da LG também são escolhas excepcionais, só que têm um custo onerado – e só elas têm as certificações Dolby Vision e Dolby Atmos juntas, na linha de 2017 pra cá. Estamos falando na casa do R$ 7 mil a R$ 10 mil num modelo de 55”. A linha QLED, da Samsung, é a resposta para as OLEDs da LG. São televisores que trabalham com QPicture de pontos quânticos, tecnologia que representa a melhor equivalência possível às OLEDs. A faixa de preço é a mesma.

Mas é possível encontrar modelos mais humildes dessas duas marcas que respondem bem às exigências do Xbox One X. A Samsung UN49MU6100GXZD, por exemplo, de 49 polegadas, sai por R$ 2.400 – R$ 2.900 no grande varejo. A LG 49UJ6525, também de 49”, é uma ótima opção pelo mesmo valor. Ambas têm HDR – no caso da LG, o painel IPS ainda é um plus. Há ainda modelos da Philips, da Panasonic, da Sony e da Philco à disposição, embora os dois carros-chefes compostos por Samsung e LG sejam o páreo duro na disputa pela supremacia.

O Xbox One X tem uma clara visão do público-alvo que quer atingir: o consumidor exigente, o jogador premium, o cara que se apega aos detalhes que os olhos ingênuos, nus, não conseguem ver

O Xbox One X custa, no varejo oficial do Brasil, R$ 3.999. Lá fora, ele sai por US$ 499. Pagando no clássico boleto aqui, o preço cai para R$ 3.500 e, se você usar um daqueles cupons de desconto, dá para reduzir ainda mais o valor. No mercado cinza, o console pode ser encontrado por volta de R$ 2.500 – R$ 3.200, mas a diferença tem alguns pesos dos dois lados: um sai mais barato e oferece respaldo somente do lojista, enquanto o oficial assegura garantia de um ano da Microsoft.

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Quem comprou em etapa de pré-venda ainda conseguiu levar uma Project Scorpio Edition pra casa, embora a edição possa ser encontrada ainda hoje por quem estiver com mais disposição na caçada. Essa versão acompanha base para deixar o console na vertical, as inscrições “Project Scorpio” gravadas no console e no controle, caixa de luxo e, de lambuja, um aparelho em tom degradê que vai do cinza-claro ao grafite mais escurecido. E ah, os botões A, B, X e Y do joystick não são coloridos, dando um tom mais sóbrio e limpo à estética dele.

E para quem o console é voltado?

O Xbox One X tem uma clara visão do público-alvo que quer atingir: o consumidor exigente, o jogador premium, o cara que se apega aos detalhes que os olhos ingênuos, nus, não conseguem ver. A própria Microsoft já se posicionou dessa forma desde o princípio de vida do console.

O preço mais caro se justifica em um hardware de ponta que, se comparado ao PC, sai até mais barato. Nós já fizemos esse orçamento detalhado no site-irmão TecMundo. Os dizeres do analista Fábio Jordão são claros: um computador com configuração similar à do Xbox One X pode custar facilmente 700 dólares (contra US$ 500, preço oficial do monstro). Ainda que você altere o processador, a placa e outros componentes, dificilmente vai conseguir chegar ao mesmo valor do video game.

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Dito isso, o Xbox One X é um aparelho para quem almeja o máximo de primor técnico num console. Não são apenas os detalhes de fundo – enriquecidos e sem borrados graças à resolução superior ao concorrente – e o visual mais pintado que convencem. É todo um ecossistema alicerçado no sólido trabalho que a Microsoft realiza no Brasil. E só quem mexe sabe como é delicioso ter o gostinho da crocância.

O Xbox One X é um console feito para consolistas (como eu). Trata-se de uma máquina pensada com carinho para dar sobrevida ao Xbox One e, de lambuja, estender a atual geração de video games. Se você quer chegar em casa do trabalho, ligar a TV, relaxar na poltrona e ter uma experiência audiovisual transcendente, o Xbox One X é o melhor colírio que há para os olhos.

Análise: Xbox One X tem respaldo técnico de ponta e é pura crocância via Voxel

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Aprecie este “novo” e impressionante ângulo de Júpiter [foto]

Sempre que você pensa em Júpiter, o maior e mais impressionante planeta do nosso Sistema Solar, a primeira imagem que lhe vem à mente certamente é aquela que mostra “Grande Mancha Vermelha”, uma tempestade permanente que pode parecer inclusive um olho. Só que este não é o único visual impressionante do planeta. Como mostrou o internauta Gerald Eichstädt, os polos de Júpiter são ainda mais incríveis.

Essa imagem que você confere retrata o polo sul de Júpiter e foi feita pela sonda Juno, da NASA. O arquivo, que estava no arquivo público da missão, foi processado por Eichstädt e, em seguida, publicado pelo site da agência espacial norte americana.

júpiterPolo sul de Júpiter (confira em alta resolução)

Os polos de Júpiter têm uma coloração diferente do restante do planeta por conta da diferença de temperatura e da concentração de gases distinta. Isso gera esse azul intenso cheio de manchas claras, que faz o planeta parecer um gigantesco recife de corais no mar visto do alto.

A fotografia em questão foi capturada no dia 16 de dezembro de 2017, quando a sonda estava a 104 mil km de distância do planeta. Só entre a sonda e o planeta retratado, cabem oito Terras uma ao lado da outra. Júpiter em si tem um diâmetro 11 vezes maior que o do nosso planeta.

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NASA testa pequenos reatores nucleares para gerar energia em Marte

Ir a Marte tem sido o grande objetivo da exploração espacial no mundo todo, mas existem muito mais problemas a serem resolvidos do que simplesmente encontrar uma forma de chegar mais rapidamente até o planeta vermelho carregando uma tripulação ou mesmo passageiros. As pessoas que chegarem ao Planeta Vermelho vão precisar de eletricidade para fazer sistemas básicos — como aquecimento, purificação de ar e de água — funcionarem. Por isso a NASA está trabalhando em um pequeno reator nuclear chamado “Kilopower”.

Esse equipamento pode ser feito em diversas versões: as menores geram apenas 1 kW de energia e as maiores podem chegar até 10 kW. 5 kW já é o suficiente para uma casa pequena na Terra, e quatro unidades dessas grandes podem gerar a energia necessária para uma base em Marte.

O Kilopower foi desenvolvido para ser o mais simples possível, construído com uma quantidade mínima de peças para facilitar eventuais reparos durante viagens espaciais. A energia é gerada a partir do calor proveniente de fissão nuclear. Isso então ferve sódio em um “conversor Stirling”, que acaba transformando calor em eletricidade.

O equipamento ainda está em desenvolvimento, mas a NASA espera utilizá-los em suas primeiras missões tripuladas à Marte na década de 2030.

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iOS 11 já está presente em 65% dos smartphones e tablets da Apple

A Apple publicou ontem (18) em sua página de suporte a desenvolvedores as novas estatísticas de uso do iOS pelo mundo. Segundo a empresa, 65% dos iPhones e iPads já contam com a versão mais recente do sistema operacional, o iOS 11. Essa versão do software foi lançada para o grande público em setembro do ano passado, cerca de quatro meses atrás.

A adoção do iOS 11 tem sido mais lenta do que aconteceu com o iOS 10 entre 2016 e 2017

Isso quer dizer que a adoção do iOS 11 tem sido mais lenta do que aconteceu com o iOS 10 entre 2016 e 2017. Em janeiro do ano passado, por exemplo, o iOS 10 já estava rodando em mais de 76% dos aparelhos da Maçã, mais de dez pontos percentuais acima do que foi registrado neste mês para o iOS 11.

Apesar disso, a adoção do iOS cresceu nos últimos dois meses. De dezembro para janeiro, o iOS 11 instalado em 6% mais smartphones e tablets. Desde novembro, a conta aumentou 13%.

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Receio?

É possível que relatos de instabilidade nos primeiros meses e também os problemas nas baterias de iPhones antigos ativados por atualizações de software tenham deixado os usuários receosos com a atualização. Fora isso, duas das últimas atualizações menores do iOS 11 liberadas pela Apple chegaram para corrigir problemas de segurança graves. O 11.2.1 foi lançado para estancar uma brecha de segurança no HomeKit que permitia acesso indevido a acessórios que usavam esse protocolo, e o 11.2.2 mitigou os efeitos do Spectre, um problema de segurança que afetou praticamente todos os eletrônicos modernos que usam processadores.

Em dezembro, o iOS 11.2 trouxe algumas novidades em questão de ferramentas, mas parece que isso não foi o suficiente para melhorar a taxa de adoção da nova versão do sistema. Seja como for, 65% em quatro meses é um número excelente. Para título de comparação, o Android Oreo 8.0, que foi lançado pela Google em agosto de 2017, só chegou a 0,7% dos dispositivos Android em atividade pelo mundo. Assim como o novo iOS, a mais recente versão do Robô também enfrenta uma taxa de adoção atipicamente baixa.

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Brecha em site da OnePlus pode ter vazado dados de até 40 mil clientes

Vazamento de dados financeiros inclui informações como número do cartão, data de validade e código de segurança digitados na loja virtual desde novembro.

via IDG Now!

WhatsApp começa a testar transferência de dinheiro via chat na Índia

De acordo com três fontes individuais que conversaram com o FactorDaily, o WhatsApp estaria começando a testar a possibilidade de transferir dinheiro entre usuários do mensageiro na Índia. Por enquanto, apenas funcionários do Facebook — que é dono do WhatsApp — estão tendo acesso ao recurso no país asiático, mas, em breve, ele será liberado para o grande público.

Alguns funcionários do Facebook vem testando a função de pagamentos. Tem funcionado muito bem

Essa liberação, contudo, segundo as fontes, ainda funcionará em caráter de teste. Apenas 1% dos 200 milhões de usuários do WhatsApp na Índia devem receber o recurso em seus smartphones em um primeiro momento.

“Alguns funcionários do Facebook vem testando a função de pagamentos. Tem funcionado muito bem. Pagamentos tem sido apenas de usuário para usuário, até o momento. Nenhuma possibilidade de pagamentos para empresas foi adicionada”, disse uma das fontes anônimas.

Parcerias

A publicação explica que o mensageiro fez parcerias com três grandes bancos indianos para que fosse possível movimentar o dinheiro pelo app, mas ainda não está claro como as transferências aconteceriam. Existe a possibilidade de elas serem gratuitas entre usuários, mas haver algum tipo de taxa para “colocar” o dinheiro no app e também para sacá-lo.

O FactorDaily ainda fala sobre a possibilidade de usuários fazerem pagamentos para empresas através do mensageiro, mas esse tipo de transação pode não ser liberada já de início, tendo em vista que requer mais burocracia para ser completada. Ontem (18), o WhatsApp começou a testar sua versão para empresas, o WhatsApp Business.

Fora isso, existe um problema na questão da criptografia de ponta a ponta. Como o governo indiano faz uma auditoria em todos os pagamentos eletrônicos realizados no país a cada três meses, o WhatsApp não poderia criptografar completamente as transações caso queira colocar o recurso para funcionar por lá.

O primeiro 1% dos usuários indianos poderá começar a usar a novidade até o fim do primeiro trimestre de 2018, mas não há uma previsão de quando esse recurso poderá ser liberado em outros países, como o Brasil.

Cupons de desconto TecMundo:

via Novidades do TecMundo

LG X4+ parrudo, patente da Samsung, novo formato de imagem e mais

Esses e outros destaques estão no nosso resumo diário em vídeo

Nesta edição do Hoje no TecMundo, veja que Google e Mozilla estão trabalhando juntas no desenvolvimento de um novo formato de imagem, entre outros destaques. Os links das notícias estão logo abaixo.

Leia mais…

via Novidades do TecMundo

Office para Mac ganha update com recurso de edição colaborativa em tempo real

A Microsoft lançou nesta sexta-feira (19) a atualização 16.9 do pacote Office 2016 do sistema operacional Mac. O update corrige alguns bugs e problemas de otimização, além de contar com uma série de novidades e recursos novos para as ferramentas Word, PowerPoint, Excel e Outlook.

Uma das implementações mais interessantes é a edição colaborativa em tempo real, que possibilita que um grupo de pessoas edite um mesmo documento ou projeto, funcionando de forma semelhante ao esquema presente na versão online do serviço Office Online.

Ao utilizar esta função, todos os membros que estiverem alterando um mesmo documento serão representados por ícones com diferentes cores. Para evitar que edições indesejadas ocorram, o Office permitirá o controle de diversas versões de um mesmo documento, bem como o acesso facilitado a outros documentos colaborativos por meio da seção "Abrir".

Outras adições interessantes na atualização são as novas opções de gráficos e tabelas dinâmicas no Excel, opções de "recorte" e de uma trilha de áudio ou vídeo no PowerPoint, e a funcionalidade de gerenciamento de emails por meio de gestos no programa Outlook.

Para conferir as novidades da atualização do Office 2016 para Mac na íntegra, acesse este link (em inglês).

via Canaltech

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Vida de Suporte

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Crédito imagem: ztime.tistory.com.


Frozen é um post do blog Vida de Suporte.

via Vida de Suporte

WhatsApp agora conta com canais de notificações no Android Oreo

Em toda nova versão do Android, a Google aperfeiçoa um pouco mais o sistema de notificações. No Oreo, a empresa adicionou os chamados “canais de notificações”, que organizam as notificações de apps compatíveis em categorias e permite que os usuários possam desativar tipos específicos de notificações em vez de bloquear todos os alertas de um app de uma só vez. Depois de alguns meses, o WhatsApp finalmente começou a dar suporte à novidade, como reportou o Android Police.

O mensageiro trouxe dez categorias ou canais de notificações diferentes para o usuário, sendo possível definir importância de cada uma — controlando o tamanho delas quanto a área de notificações é expandida — ou mesmo as desativá-las individualmente.

A novidade está disponível na versão 2.18.18 do WhatsApp Beta, mas só deve aparecer para quem está usando o Android Oreo 8.0, o qual ainda é uma verdadeira raridade no mercado. Seja como for, vale destacar que é possível personalizar os canais, trocando determinadas notificações de lugar.

Caso você fique irritado com alguma notificação em específico, mas não saiba a qual canal ela pertence, é possível simplesmente tocar e segurar nela quando aparecer e ver as informações do canal específico. A partir daí o Android permite desativá-las ou ir até a tela de configurações para mais opções.

Vale destacar que essa mesma versão Beta do WhatsApp também já permite alternar de chamadas de voz para vídeo com apenas um toque.

Cupons de desconto TecMundo:

via Novidades do TecMundo

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