Funcionários da Amazon anunciam greves na Europa

Da Redação

16 de julho de 2018 – 11h30

Segundo a Reuters, trabalhadores dos armazéns da gigante de e-commerce anunciaram greves na Alemanha, Espanha e Polônia em meio ao Amazon Prime Day.


Após Espanha e Polônia, agora foi a vez de funcionários da Amazon na Alemanha anunciarem uma greve nos armazéns da gigante de e-commerce no país, de acordo com a Reuters

Segundo a agência de notícias, a greve de um dia convocada pelo sindicato da fornecedora alemã Verdi acontecerá nesta terça-feira, 17/7, e deverá reunir milhares de trabalhadores.

“A mensagem é clara – enquanto a gigante de tecnologia on-line fica rica, está economizando dinheiro com a saúde dos seus trabalhadores”, afirmou a oficial responsável pelo setor de varejo da Verdi, Stefanie Nutzenberger.

As greves nos três países coincidem com a promoção Prime Day, da Amazon. No entanto, a empresa de Seattle, nos EUA, afirma que as greves não terão impacto sobre as entregas do Prime Day. 

“Acreditamos que os empregos no Fullfillment Center da Amazon são excelentes em fornecer um ótimo lugar para aprender habilidades para iniciar e desenvolve ruma carreira”, afirmou a Amazon em uma nota enviada para a Reuters.

Ainda conforme a agência de notícias, os funcionários da equipe permanente dos armazéns da Amazon na Alemanha ganham aproximadamente 12,22 euros por hora. O país europeu é o segundo maior mercado nacional da empresa no mundo, atrás apenas dos EUA, tendo registrado 17 bilhões de dólares em receita no ano passado.

via IDG Now!

GOG não terá mais versão em português do Brasil, mas mantém pagamento em reais

De forma um tanto abrupta, o GOG comunicou o encerramento do suporte à versão brasileira da loja online a partir desta segunda-feira (16), implicando no fim de todos os conteúdos que anteriormente eram traduzidos para o português brasileiro.

Em comunicado, a plataforma de venda e distribuição de jogos online disse que a descontinuação do suporte vale tanto para os boletins informativos quanto para as descrições dos jogos e para a administração de fóruns dedicados e canais de mídias sociais, que não serão mais atualizados para o português. Desta forma, mantém-se o real como moeda de pagamento para as compras feitas na loja online.

A companhia por trás da plataforma de distribuição de jogos digitais associou a decisão a problemas para “cumprir a promessa de lidar com o mercado inteiramente, com um suporte adequado para os jogadores brasileiros”. No entanto, não foram especificados os motivos reais que culminaram na retirada dos conteúdos no país.

Lançada pelo grupo CD PROJEKT em 2012, a loja de jogos GOG se destaca entre as demais por oferecer jogos livres de DRM, trava digital que restringe a utilização de softwares e jogos digitais.

Fonte: GOG

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via Canaltech

Rumor | Microsoft pode lançar smartphones próprios com Android em breve

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Microsoft


Após o fracasso dos Windows Phone, a Microsoft recuou do mercado de smartphones, permanecendo apenas com pontuais parcerias, com envolvimento indireto com flagships da linha Galaxy S, da Samsung, e com o Razer Phone. No entanto, durante o fim de semana surgiram informações de que a gigante de Redmond ainda possui planos para apostar em um smartphone próprio.

Ainda que a Microsoft tenha introduzido o Windows 10 Mobile como uma variante móvel do sistema operacional desktop, uma fonte do site Windows Latest trouxe evidências de que a companhia pretende lançar seus próprios dispostivos Android. Tal informação foi obtida a partir de uma conversa com um funcionário da Windows Store, que afirmou que os novos modelos da Microsoft terão o Android.

A troca de mensagens também deixa claro que o dispositivo será desenvolvido diretamente pela Microsoft, descartando qualquer hipótese de a companhia estar ligada de forma indireta no lançamento de um novo smartphone.

Ainda é muito cedo para tirarmos conclusões concretas sobre os novos dispositivos Android da Microsoft ou sobre uma possível data de lançamento do produto, considerando que os produtos ainda estejam em fase inicial de desenvolvimento. De qualquer forma, é muito interessante saber que a empresa ainda está interessada no mercado mobile, mesmo após o péssimo desempenho de vendas dos Windows Phones.

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via Canaltech

Conheça o BlackFly, novo carro voador financiado pelo cofundador da Google

Os carros voadores das obras de ficção científica parecem algo absurdamente difícil de acontecer na vida real para você? Pois bem, eles já estão sendo testados, e a mais recente tentativa de que temos notícia é o BlackFly, um veículo que viaja até 25 milhas (40 km) a uma velocidade de 100 km/h e não exigirá carteira de habilitação para que seja dirigido.

O transporte foi revelado em Palo Alto, no estado da Califórnia, e seus fabricantes dizem que ele custará o mesmo que um carro esportivo típico – apesar de que os primeiros modelos devem ser um pouco mais caros. O projeto é, inclusive, financiado pelo cofundador da Google, Larry Page. É ele quem está por trás da Kitty Hawk, uma startup americana que testa aviões em Las Vegas.

(Imagem: BBC)

Apesar disso, quem criou o BlackFly foi a Opener, e o carro foi testado no Canadá, onde as autoridades de aviação autorizaram a operação. O projeto pode ser descrito como um drone que transporta humanos – assim como os aviões que a Kitty Hawk desenvolve –, podendo levar uma pessoa em seu pequeno cockpit.

De acordo com Opener, o BlacFly possui “oito sistemas de propulsão, espalhados por duas alas e decola e pousa melhor em superfícies como grama”. O transporte não foi, portanto, concebido para ser dirigido em estradas. E mesmo que o veículo não exija carteira de motorista, a fabricante alega que os motoristas devem passar por um programa de treinamento para se familiarizarem.

“Mesmo que não seja exigido pelas leis da Federal Aviation Administration (FAA), aos operadores de BlackFly será solicitado que eles concluam com êxito o exame escrito de piloto particular e também a familiarização com o veículo e o treinamento dos operadores”, explica a Opener. Seu presidente executivo, Marcus Leng, por sinal, comentou que os controles de bordo oferecem “gratificação instantânea”, garantindo à pessoa no comando “total domínio tridimensional”.

(Imagem: BBC)

Os BlackFly também poderão voar de forma autônoma. Quando questionados se os veículos falharão, a Opener é bastante transparente e alega que provavelmente isso vai acontecer. Com isso, a companhia se junta a uma lista cada vez maior de empresas que buscam trazer essas projeções de obras de ficção científica para a realidade – o que pode realmente acontecer graças à constante evolução da tecnologia. A Uber, por sinal, é uma dessas marcas.

Resta saber, porém, como esse mercado – se é que já existe um – se moldará aos regulamentos dos lugares onde pretende atuar, ainda mais em vista das possíveis falhas que devem acontecer nos veículos autônomos.

Fonte: BBC

via Canaltech

Apple tenta consertar teclado do MacBook Pro usando proteção contra poeira

A Apple lançou, na semana passada, uma nova geração do MacBook Pro com até 4 TB de SSD e 32 GB de RAM. Além das especificações (e do preço alto), ele se destaca pelo teclado de terceira geração, que promete “uma digitação mais silenciosa”. E, segundo o iFixit, as teclas têm uma proteção que impede a entrada de poeira.

Ao realizar o desmonte do novo MacBook Pro, o iFixit descobriu que o mecanismo abaixo de cada tecla está protegido por uma barreira fina de silicone. Isso evita a entrada de resíduos e reduz o ruído ao digitar.

Desde 2015, cada tecla do MacBook Pro usa um mecanismo que lembra as asas de uma borboleta. Isso permite reduzir a espessura do botão e, segundo a Apple, distribui a pressão dos seus dedos com mais uniformidade em relação ao mecanismo tradicional de tesoura, encontrado em outros notebooks.

No entanto, a empresa está sendo processada porque esse teclado acumula mais poeira, e as teclas podem parar de funcionar quando isso acontece. Desde então, ela anunciou um programa de reparo gratuito para resolver isso, mesmo em MacBooks Pro fora da garantia.

Então por que a Apple não diz que melhorou o teclado para evitar a entrada de poeira? John Gruber, do Daring Fireball, lista dois motivos. Primeiro, ela não poderia dizer que consertou o problema, senão estaria admitindo que existe um problema e aumentaria o risco de perder na Justiça — afinal, os processos ainda estão sendo julgados.

E, em segundo lugar, isso não faria sentido do ponto de vista de marketing. Ela continua vendendo a segunda geração de seu teclado nos MacBooks sem Touch Bar — que ficaram ainda mais caros no Brasil, custando a partir de R$ 11.499.

A Apple diz ao The Verge que seu teclado de terceira geração não foi projetado para resolver o acúmulo de poeira, e que esse problema afetou apenas uma fração muito pequena de seus usuários.

A empresa nem quis explicar como reduziu o volume da digitação — só ficamos sabendo da membrana de silicone após o desmonte do iFixit.

Um pouco menos de ruído ao digitar

O TechCrunch testou o teclado do novo MacBook Pro, comparando-o à segunda geração sem a barreira de silicone. Aqui, um microfone de podcast gravou uma pessoa digitando a frase “The quick brown fox jumps over the lazy dog”.

Não é um teste altamente científico, mas mostra a diferença de volume — e ela não é tão grande assim. O teclado antigo tem um som de máquina de escrever, com estalidos perceptíveis a cada pressionamento de tecla.

Enquanto isso, a nova versão é um pouco mais abafada, mas ainda parece ser meio barulhenta. O ruído é outra reclamação que alguns usuários têm com o teclado “borboleta” do MacBook Pro.

Apple tenta consertar teclado do MacBook Pro usando proteção contra poeira

via Tecnoblog

GOG anuncia fim de suporte a português brasileiro

Durante alguns anos, a loja GOG, conhecida por vender jogos mais antigos mas com suporte para sistemas operacionais mais recentes, teve uma versão para o mercado brasileiro, com descrições, fórum e perfis nas redes sociais em português brasileiro. Agora, surpreendendo muita gente, os responsáveis pela loja anunciaram que ela deixará de ter suporte para o público brasileiro a partir de hoje, dia 16 de julho.

Através de um comunicado enviado a todos os usuários brasileiros cadastrados na loja, e depois replicado no seu site oficial, o GOG informou o encerramento de suas atividades de suporte ao idioma português do Brasil. A empresa responsável pela loja informou que “diante da situação atual”, não poderá cumprir a promessa de lidar com o mercado brasileiro inteiramente.

GOG.com

Não ficou muito claro qual seria a situação, mas acredita-se que sejam os mesmo motivos que fizeram a Nintendo abandonar seus negócios no Brasil. Mesmo assim, os responsáveis pelo GOG informaram que ainda manterão as vendas podendo ser feitas em Reais, além de manter os métodos de pagamento e suporte técnico como já estava sendo realizado anteriormente.

Basicamente, os usuários terão a mesma experiência que tinham antes do suporte total à nossa língua, onde todo o site podia ser acessado em inglês. O GOG não informou se futuramente também mudará os preços dos jogos praticados no país.

GOG anuncia fim de suporte a português brasileiro via Voxel

via Novidades do TecMundo

Galaxy S10 e intermediários de 2019 devem trazer leitor de digitais na tela

Já é quase certo que o Galaxy Note 9 não terá um leitor de digitais embutido na tela, recurso que deve pintar pela primeira vez em um smartphone da Samsung apenas no início de 2019, quando a companhia apresenta o Galaxy S10. E, segundo o vazador Ice Universe, conhecido por antecipar novidades do mundo mobile, a novidade estará presente também em alguns intermediários lançados pela companhia de Seul no próximo ano.

A expectativa é que o Galaxy S10 venha em três versões, a tradicional, o S10+ e um “modelo de entrada”, com recursos um pouco mais simples e preço mais em conta. Essa versão básica seria a única do trio a não contar com o leitor de digitais embutido na tela, antecipam os rumores.

É curioso, porém, que haja a informação de que a Samsung adicionará leitor de impressões digitais também na tela de alguns intermediários, como a linha Galaxy A (2018), supostamente inferior mesmo à edição mais simples do S10. Resta esperar o início de 2019 para confirmar quais dessas informações são verdadeiras.

Galaxy S10Conceito do Galaxy S10 criado pelo site mobil-helden.de.

Pelo Twitter, o mesmo Ice Universe cravou que o chefão da divisão mobile da Samsung DJ Koh afirmou que o S10 não usará tecnologia óptica no leitor de digitais porque isso pode prejudicara a experiência do usuário. “Nós levaremos uma experiência melhor de leitura de digital na tela para o S10”, teria dito o executivo.

Se não será óptica, a tecnologia do leitor do S10 provavelmente será ultrassônica, mas isso também deverá ser confirmado em fevereiro, durante a MWC 2019, a provável data de anúncio dos novos smartphones da linha Galaxy S10.

via Novidades do TecMundo

Hackers russos teriam gastado US$ 95 mil em criptomoedas para manipular eleições

Um relatório do Departamento de Justiça dos Estados Unidos apontou que os hackers russos envolvidos na manipulação das eleições de 2016 gastaram US$ 95 mil em criptomoedas para suportar as operações. Isso não envolve pagamentos diretos aos criminosos, mas sim o dinheiro investido na compra de domínios, servidores e contas falsas utilizadas durante a operação.

No documento, os responsáveis, já localizados pelas autoridades dos EUA, são indiciados por tentativa de lavagem de dinheiro, além de crimes digitais. Isso porque, para o Departamento de Justiça, o uso de criptomoedas, principalmente bitcoins, é uma tentativa de ocultar não apenas a própria identidade, mas também as de financiadores e eventuais agentes de estado envolvidos, bem como a origem dos fundos que foram utilizados na operação.

Tanto que, para adquirir as moedas virtuais usadas, os hackers utilizaram cartões de crédito pré-pagos e também transferências diretas em vez do método mais tradicional, que é a compra dos valores por meio de câmbios. Isso é simples, mas, também, é o melhor caminho para que uma investigação como esta possa rastrear os responsáveis pela compra e seguir o caminho do dinheiro até quem o recebeu posteriormente.

A mineração própria também foi usada, tanto a partir de máquinas pessoais quanto campanhas de phishing, que infectaram computadores ao redor do mundo e utilizaram seu poder de processamento sem a anuência dos usuários. A venda de material roubado, sejam fotos, credenciais ou informações, também teria servido para financiar a operação maior, com cunho político, realizada pelos hackers.

Uma vez de posse dos valores, foram executadas as campanhas de marketing voltadas para manipulação política por meio de exibição de anúncios, a execução de bots para discussão e divulgação de fake news e, nos piores casos, invasões dos sistemas do Comitê Nacional do Partido Democrático e da campanha da candidata Hillary Clinton, que acabaram culminando no vazamento de informações, e-mails e dados que geraram revezes em sua busca pela Casa Branca.

As investigações continuam em curso, mas, na visão do especialista Jonathan Levin, cofundador da Chainalysis, uma empresa que analisa a blockchain em busca de indícios de fraude e lavagem de dinheiro, o uso das criptomoedas pelos hackers mostra a interseção cada vez maior entre crimes e assuntos de segurança nacional. Tanto que, na última semana, o presidente Donald Trump anunciou a criação de uma iniciativa voltada para investigações desse tipo.

A Força-Tarefa de Integridade do Mercado e Fraude, em tradução do nome em inglês, reunirá oficiais da lei de diferentes agências como forma de integrar e coordenar as investigações locais e federais sobre assuntos relacionados à lavagem de dinheiro no mercado digital. É uma forma de tentar capturar hackers e outros criminosos que estão, cada vez mais, vendo nas criptomoedas uma forma de financiar operações ou fazer com que fundos escusos não sejam mais rastreados como tal.

O governo americano, entretanto, não disse se a criação da unidade está relacionada aos crimes realizados durante a eleição de 2016. Da mesma forma, a Chainalysis também não confirmou se está participando das investigações federais, com Levin não comentando especificamente sobre esse assunto.

Fonte: Wired

via Canaltech

Análise | Com The Crew 2, Ubisoft dá dois passos à frente e um para trás

A Ubisoft é uma companhia reconhecida pela criação de jogos de mundo aberto, e uma com ampla experiência nisso. Ao mesmo tempo, quando falamos nela, os títulos de corrida não necessariamente vêm à cabeça; falta a tradição que sobra quando o assunto é o FPS ou a aventura, por exemplo.

E, então, ela resolve fazer exatamente isso: um título de velocidade não apenas em mundo aberto, mas em um cenário que reproduziria, claro, de forma reduzida, toda a extensão dos Estados Unidos. O primeiro The Crew chegou e teve recepção mediana, com o cuidado que sobrou nessa reconstituição digital do território americano faltando quando se observava a história e o pouco incentivo para que os jogadores continuassem progredindo.

Outra tradição da Ubisoft, porém, é o aprendizado com os próprios erros. Conectada com o público, a empresa ouve o feedback dos fãs e, nas sequências, tenta endereçar o que ficou faltando no anterior enquanto aprimora aquilo que foi positivo. É assim com Far Cry e Assassin’s Creed, mas, inexplicavelmente, essa lógica não se aplicou a The Crew 2.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=D3Enbdr_V-4?rel=0&hd=0]

Nesta sequência, a Ubisoft aprimora o foco na velocidade a níveis quase hiperbólicos. Saem as corridas ilegais e o foco em vingança da história desinteressante do primeiro jogo, entra uma série de torneios e provas de diferentes competências, que servem como porta de entrada para mais de uma dezena de tipos diferentes de corridas, com centenas de veículos para serem escolhidos. O portfólio é gigantesco e, ao mesmo tempo, o game permite que o jogador foque naquelas de que gosta mais e tem maior habilidade, sem sentir que está perdendo muito por dar pouca atenção ao restante.

É claro, o foco ainda é a variação e o usuário, de tempos em tempos, é incentivado a sair da zona de conforto para encarar desafios diferentes, pois quem focar em um único estilo sofrerá para evoluir e seguir adiante. Ainda assim, isso é possível, dando liberdade ao usuário, pois tudo no mundo de The Crew 2 garante pontos de experiência, aqui convertidos em seguidores que mostram o caminho do jogador de um “zé ninguém” até um astro das corridas, bem como em dinheiro para a aquisição de máquinas. Mas as corridas, claro, são o caminho mais fácil para a glória.

As provas de triatlo, como vamos chamar aqui, são as mais interessantes e representam o ponto alto do título (junto com o carro de Fórmula 1 da Red Bull, com nitro e buzina, uma escolha pessoal de quem escreve esta análise). Sempre combinando três estilos bem diferentes, as competições nos levam da água para o ar e depois para as curvas sinuosas do motocross em competições acirradas que dependem muito da habilidade. Ao mesmo tempo, há espaço para manobra e, caso seja melhor em um estilo, é possível chegar à vitória compensando uma performance abaixo da esperada em outra.

Parceria com a Red Bull trouxe a RB13 da Fórmula 1 a The Crew 2, com direito a buzina e nitro (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

A dificuldade, entretanto, não é das mais altas e o título não apresentará um desafio real. De forma a se tornar acessível, The Crew 2 resume a velocidade a um indicador presente na tela de visualização de cada veículo, com um sistema simples de aprimoramento de peças aumentando esse valor e melhorando a performance. Basta comparar esse total com o recomendado para uma prova para saber se o veículo escolhido está de acordo ou se, mesmo em velocidade máxima, será deixado para trás.

Na maioria das vezes, então, a vitória não chegará por conta de erros do próprio usuário, seja na tentativa de pegar os inúmeros atalhos disponíveis nos cenários e acabar dando de cara em um poste ou por apostar demais em suas habilidades de drift e acabar saindo da pista, perdendo a velocidade tão preciosa diante de oponentes que não param jamais. Ainda assim, quem souber se portar vai se sair bem.

O lado escuro

O foco na variedade e na competição significou menos atenção ao mapa de The Crew 2 (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Em alguns momentos, The Crew 2 chega a parecer que se inspirou em outro grande bastião da velocidade atual: Forza Horizon. O jogo é quase como um daqueles programas do Canal OFF, com gente descolada fazendo coisas incríveis em cenários belos e interessantes, imagens quase intocáveis para o cidadão comum.

Se fosse um programa da emissora, então, The Crew 2 seria rejeitado, pois faltou a segunda parte da descrição dada acima. Enquanto foca na velocidade, na variação de corridas e no portfólio enorme de carros, a Ubisoft acabou deixando de fora o outro pilar de sustentação de franquia, justamente aquele que tornou o primeiro jogo tão interessante: sua versão digital dos Estados Unidos.

The Crew 2 ainda traz extensão territorial dos Estados Unidos, mas com menos cidades e detalhes (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Viajar pelo mapa do antecessor era um verdadeiro deleite, com mais de duas horas de pé na estrada para ver todas as cidades disponíveis, enquanto sentíamos a variação de cenários e a transição do dia para a noite, junto com a trilha sonora, dando aquela sensação quase realista de estarmos, efetivamente, viajando. Esta sequência não é menor, pelo contrário – o mesmo trajeto leva pouco mais de três horas para ser completado.

O problema é que os Estados Unidos de The Crew 2 está morto e vazio. Inexplicavelmente, temos bem menos cidades do que no primeiro jogo da série e uma falta de cuidado generalizada na maioria delas. Se antes passear por esse mundo era uma experiência até mais interessante do que competir nas provas, The Crew 2 faz exatamente o contrário e transforma o país em um mero cenário e pouco mais do que isso.

Ainda existem, sim, as provas que nos levam dos centros das cidades até as áreas rurais ou que atravessam territórios de diferentes tipos, saindo do asfalto até as estradas de terra e terminando nos grandes cânions. Entretanto, falta o carisma e, novamente, o cuidado de passar a sensação de que estamos efetivamente trafegando entre diferentes cidades e territórios.

Viagem pelos EUA de The Crew 2 até traz os principais pontos turísticos, mas não é tão interessante quanto deveria (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Marcos históricos e pontos turísticos estão lá, assim como a aparência arquitetônica das cidades, mas é basicamente isso. Há menos a ver e fazer, enquanto o meio-oeste americano é um grande vazio. Os Estados Unidos de The Crew 2 só conta com cidades nas costas, como se sua região central fosse um grande terreno ainda a ser explorado e desenvolvido.

Deixa a desejar, também, a performance gráfica, com quedas na taxa de frames por segundo durante, principalmente, as corridas urbanas noturnas, momentos em que há grande ação na tela e muitos elementos e efeitos de iluminação aparecendo ao mesmo tempo. De dia, dá para perceber placas jogadas, com dizeres que não fazem sentido, como a placa em um restaurante francês oferecendo fettuccine como prato do dia ou a hamburgueria especializada em “café grelhado”.

Na maioria do tempo, entretanto, o conjunto visual é competente, com avanços em relação ao antecessor, principalmente no que toca os detalhes dos carros. Uma corrida chuvosa em circuito fechado é um deleite para os olhos, mesmo que o comportamento dos carros não corresponda à situação – a física do game, como um todo, aliás, não é das melhores. Ainda assim, o apelo aos olhos é grande, principalmente por ser possível enxergar longe e, na aproximação de uma cidade, enxergar a imensidão se aproximando cada vez mais.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZKwcakh0miM?rel=0&hd=0]

Existem os tradicionais colecionáveis, na forma de peças de carros para serem encontradas, e também algumas missões disponíveis no mapa, como radares de velocidade que incentivam a competição na lista de amigos ou as ótimas provas em que é preciso fugir o mais rapidamente possível de uma onda vermelha que cresce cada vez mais.

Tais atividades também geram seguidores, mas eles vêm em menor quantidade em relação às provas convencionais. Além disso, muitas dessas “missões alternativas” aparecem também no mapa e, desde o início, é possível usar a viagem rápida para qualquer ponto dos Estados Unidos, sem que seja preciso “descobrir” a região antes.

Com isso, aliado ao mundo desinteressante, resta pouco incentivo para, realmente, navegar pelo mapa, principalmente quando se percebe que os loadings não são longos, muito pelo contrário. Esperar o rápido carregamento dos dados é mais rápido do que seguir dirigindo, principalmente quando se percebe que, em diversos momentos, o GPS deixa de funcionar como deveria.

Falta equilíbrio em The Crew 2, que acerta no aspecto da competição mas falha em seu mundo aberto (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

O novo game da Ubisoft é a prova de que não basta apenas criar uma enorme variedade de competições e ter centenas de máquinas à disposição do jogador para que um game de corrida seja bom. É preciso um ensejo, uma motivação e um universo interessante, seja ele fechado ou aberto, para motivar o giro da chave no contato e a utilização dos possantes.

De novo, e com o risco de soar como uma viúva, o primeiro jogo da franquia tinha isso de sobra, e, mais do que isso, a reprodução dos Estados Unidos era o aspecto que o diferenciava de todos os outros “arcadões” do mercado. Na época, o que se pensava era que, em uma sequência, a desenvolvedora acertaria no que havia ficado faltando, entregando um título que teria tudo para ser incrível.

The Crew 2, entretanto, acaba soando como um ponto fora da curva desse ciclo de desenvolvimento usual da Ubisoft. É um título mediano e com um mundo aberto descuidado, de um jeito que não estamos acostumados a ver quando falamos na companhia. Normalmente, terminaríamos uma análise desse tipo com a expectativa de que, na sequência, ela acerte o equilíbrio. Mas, levando em conta o que foi apresentado aqui, essa pode não ser uma expectativa tão acertada assim, pelo menos quando se fala na franquia The Crew.

* O jogo foi testado no PlayStation 4, em cópia física gentilmente cedida ao Canaltech pela Ubisoft.

via Canaltech

Análise | Com The Crew 2, Ubisoft dá dois passos à frente e um para trás

A Ubisoft é uma companhia reconhecida pela criação de jogos de mundo aberto, e uma com ampla experiência nisso. Ao mesmo tempo, quando falamos nela, os títulos de corrida não necessariamente vêm à cabeça; falta a tradição que sobra quando o assunto é o FPS ou a aventura, por exemplo.

E, então, ela resolve fazer exatamente isso: um título de velocidade não apenas em mundo aberto, mas em um cenário que reproduziria, claro, de forma reduzida, toda a extensão dos Estados Unidos. O primeiro The Crew chegou e teve recepção mediana, com o cuidado que sobrou nessa reconstituição digital do território americano faltando quando se observava a história e o pouco incentivo para que os jogadores continuassem progredindo.

Outra tradição da Ubisoft, porém, é o aprendizado com os próprios erros. Conectada com o público, a empresa ouve o feedback dos fãs e, nas sequências, tenta endereçar o que ficou faltando no anterior enquanto aprimora aquilo que foi positivo. É assim com Far Cry e Assassin’s Creed, mas, inexplicavelmente, essa lógica não se aplicou a The Crew 2.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=D3Enbdr_V-4?rel=0&hd=0]

Nesta sequência, a Ubisoft aprimora o foco na velocidade a níveis quase hiperbólicos. Saem as corridas ilegais e o foco em vingança da história desinteressante do primeiro jogo, entra uma série de torneios e provas de diferentes competências, que servem como porta de entrada para mais de uma dezena de tipos diferentes de corridas, com centenas de veículos para serem escolhidos. O portfólio é gigantesco e, ao mesmo tempo, o game permite que o jogador foque naquelas de que gosta mais e tem maior habilidade, sem sentir que está perdendo muito por dar pouca atenção ao restante.

É claro, o foco ainda é a variação e o usuário, de tempos em tempos, é incentivado a sair da zona de conforto para encarar desafios diferentes, pois quem focar em um único estilo sofrerá para evoluir e seguir adiante. Ainda assim, isso é possível, dando liberdade ao usuário, pois tudo no mundo de The Crew 2 garante pontos de experiência, aqui convertidos em seguidores que mostram o caminho do jogador de um “zé ninguém” até um astro das corridas, bem como em dinheiro para a aquisição de máquinas. Mas as corridas, claro, são o caminho mais fácil para a glória.

As provas de triatlo, como vamos chamar aqui, são as mais interessantes e representam o ponto alto do título (junto com o carro de Fórmula 1 da Red Bull, com nitro e buzina, uma escolha pessoal de quem escreve esta análise). Sempre combinando três estilos bem diferentes, as competições nos levam da água para o ar e depois para as curvas sinuosas do motocross em competições acirradas que dependem muito da habilidade. Ao mesmo tempo, há espaço para manobra e, caso seja melhor em um estilo, é possível chegar à vitória compensando uma performance abaixo da esperada em outra.

Parceria com a Red Bull trouxe a RB13 da Fórmula 1 a The Crew 2, com direito a buzina e nitro (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

A dificuldade, entretanto, não é das mais altas e o título não apresentará um desafio real. De forma a se tornar acessível, The Crew 2 resume a velocidade a um indicador presente na tela de visualização de cada veículo, com um sistema simples de aprimoramento de peças aumentando esse valor e melhorando a performance. Basta comparar esse total com o recomendado para uma prova para saber se o veículo escolhido está de acordo ou se, mesmo em velocidade máxima, será deixado para trás.

Na maioria das vezes, então, a vitória não chegará por conta de erros do próprio usuário, seja na tentativa de pegar os inúmeros atalhos disponíveis nos cenários e acabar dando de cara em um poste ou por apostar demais em suas habilidades de drift e acabar saindo da pista, perdendo a velocidade tão preciosa diante de oponentes que não param jamais. Ainda assim, quem souber se portar vai se sair bem.

O lado escuro

O foco na variedade e na competição significou menos atenção ao mapa de The Crew 2 (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Em alguns momentos, The Crew 2 chega a parecer que se inspirou em outro grande bastião da velocidade atual: Forza Horizon. O jogo é quase como um daqueles programas do Canal OFF, com gente descolada fazendo coisas incríveis em cenários belos e interessantes, imagens quase intocáveis para o cidadão comum.

Se fosse um programa da emissora, então, The Crew 2 seria rejeitado, pois faltou a segunda parte da descrição dada acima. Enquanto foca na velocidade, na variação de corridas e no portfólio enorme de carros, a Ubisoft acabou deixando de fora o outro pilar de sustentação de franquia, justamente aquele que tornou o primeiro jogo tão interessante: sua versão digital dos Estados Unidos.

The Crew 2 ainda traz extensão territorial dos Estados Unidos, mas com menos cidades e detalhes (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Viajar pelo mapa do antecessor era um verdadeiro deleite, com mais de duas horas de pé na estrada para ver todas as cidades disponíveis, enquanto sentíamos a variação de cenários e a transição do dia para a noite, junto com a trilha sonora, dando aquela sensação quase realista de estarmos, efetivamente, viajando. Esta sequência não é menor, pelo contrário – o mesmo trajeto leva pouco mais de três horas para ser completado.

O problema é que os Estados Unidos de The Crew 2 está morto e vazio. Inexplicavelmente, temos bem menos cidades do que no primeiro jogo da série e uma falta de cuidado generalizada na maioria delas. Se antes passear por esse mundo era uma experiência até mais interessante do que competir nas provas, The Crew 2 faz exatamente o contrário e transforma o país em um mero cenário e pouco mais do que isso.

Ainda existem, sim, as provas que nos levam dos centros das cidades até as áreas rurais ou que atravessam territórios de diferentes tipos, saindo do asfalto até as estradas de terra e terminando nos grandes cânions. Entretanto, falta o carisma e, novamente, o cuidado de passar a sensação de que estamos efetivamente trafegando entre diferentes cidades e territórios.

Viagem pelos EUA de The Crew 2 até traz os principais pontos turísticos, mas não é tão interessante quanto deveria (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Marcos históricos e pontos turísticos estão lá, assim como a aparência arquitetônica das cidades, mas é basicamente isso. Há menos a ver e fazer, enquanto o meio-oeste americano é um grande vazio. Os Estados Unidos de The Crew 2 só conta com cidades nas costas, como se sua região central fosse um grande terreno ainda a ser explorado e desenvolvido.

Deixa a desejar, também, a performance gráfica, com quedas na taxa de frames por segundo durante, principalmente, as corridas urbanas noturnas, momentos em que há grande ação na tela e muitos elementos e efeitos de iluminação aparecendo ao mesmo tempo. De dia, dá para perceber placas jogadas, com dizeres que não fazem sentido, como a placa em um restaurante francês oferecendo fettuccine como prato do dia ou a hamburgueria especializada em “café grelhado”.

Na maioria do tempo, entretanto, o conjunto visual é competente, com avanços em relação ao antecessor, principalmente no que toca os detalhes dos carros. Uma corrida chuvosa em circuito fechado é um deleite para os olhos, mesmo que o comportamento dos carros não corresponda à situação – a física do game, como um todo, aliás, não é das melhores. Ainda assim, o apelo aos olhos é grande, principalmente por ser possível enxergar longe e, na aproximação de uma cidade, enxergar a imensidão se aproximando cada vez mais.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZKwcakh0miM?rel=0&hd=0]

Existem os tradicionais colecionáveis, na forma de peças de carros para serem encontradas, e também algumas missões disponíveis no mapa, como radares de velocidade que incentivam a competição na lista de amigos ou as ótimas provas em que é preciso fugir o mais rapidamente possível de uma onda vermelha que cresce cada vez mais.

Tais atividades também geram seguidores, mas eles vêm em menor quantidade em relação às provas convencionais. Além disso, muitas dessas “missões alternativas” aparecem também no mapa e, desde o início, é possível usar a viagem rápida para qualquer ponto dos Estados Unidos, sem que seja preciso “descobrir” a região antes.

Com isso, aliado ao mundo desinteressante, resta pouco incentivo para, realmente, navegar pelo mapa, principalmente quando se percebe que os loadings não são longos, muito pelo contrário. Esperar o rápido carregamento dos dados é mais rápido do que seguir dirigindo, principalmente quando se percebe que, em diversos momentos, o GPS deixa de funcionar como deveria.

Falta equilíbrio em The Crew 2, que acerta no aspecto da competição mas falha em seu mundo aberto (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

O novo game da Ubisoft é a prova de que não basta apenas criar uma enorme variedade de competições e ter centenas de máquinas à disposição do jogador para que um game de corrida seja bom. É preciso um ensejo, uma motivação e um universo interessante, seja ele fechado ou aberto, para motivar o giro da chave no contato e a utilização dos possantes.

De novo, e com o risco de soar como uma viúva, o primeiro jogo da franquia tinha isso de sobra, e, mais do que isso, a reprodução dos Estados Unidos era o aspecto que o diferenciava de todos os outros “arcadões” do mercado. Na época, o que se pensava era que, em uma sequência, a desenvolvedora acertaria no que havia ficado faltando, entregando um título que teria tudo para ser incrível.

The Crew 2, entretanto, acaba soando como um ponto fora da curva desse ciclo de desenvolvimento usual da Ubisoft. É um título mediano e com um mundo aberto descuidado, de um jeito que não estamos acostumados a ver quando falamos na companhia. Normalmente, terminaríamos uma análise desse tipo com a expectativa de que, na sequência, ela acerte o equilíbrio. Mas, levando em conta o que foi apresentado aqui, essa pode não ser uma expectativa tão acertada assim, pelo menos quando se fala na franquia The Crew.

* O jogo foi testado no PlayStation 4, em cópia física gentilmente cedida ao Canaltech pela Ubisoft.

via Canaltech