Elephone A5 terá 5 câmeras e leitor de digitais na lateral

A Elephone tem anunciado há tempo novos modelos de smartphones. Agora, a empresa mostrou algumas fotos de seu novo aparelho: o Elephone A5. Embora ainda sem muitas informações novas divulgadas, já é possível de cara se impressionar com as cinco câmeras que o smartphone traz, no total.

O Elephone A5 tem três câmeras na parte de trás. O curioso é que ele tem lentes em fila vertical, mas com o terceiro sensor separado dos demais. É provável que este sistema triplo do Elephone A5 tenha uma lente principal mais potente e outras duas que criem efeitos de profundidade e zoom maior, por exemplo.

Duas câmeras frontais são posicionadas no notch (Foto: Divulgação/Elephone)

Na frente, o dispositivo chega com duas câmera posicionadas em um pequeno notch no topo da tela. Aqui, é mais provável que este conjunto duplo seja voltado a fazer selfies com profundidade de campo, ou seja, com fundo desfocado. Isso porque umas das fotos de divulgação mostra a imagem de uma mulher exatamente nesta configuração.

O device também é vendido como um aparelho sem bordas. Por isso, uma das novidades que esta imagem revela é o aparelho será todo em vidro e com sensores de digital na lateral, dando mais espaço na frente para o display.

O Elephone A5 vai chegar com uma tela de 6,18 polegadas em Full HD e uma proporção de tela de 19:9. O aparelho também vai carregar um processador Helio P60, o que permite acreditar que ele vai ser muito parecido com seu antecessor em capacidades. Até o momento, não há informações sobre armazenamento interno nem memória RAM do smartphone.

Imagem mostra fundo desfocado do aparelho (Foto: Divulgação/Elephone)

Como um smartphone da linha A da Elephone, este produto deve ser intermediário, com um preço mais baixo do que outros da companhia, como o U2 Pro, por exemplo, oferecendo uma boa relação de custo-benefício.

Apesar das novas fotos, a Elephone ainda não informou data de lançamento nem a faixa de preço que em que o aparelho deve chegar ao mercado.

via Canaltech

Última temporada do game de The Walking Dead será finalizada pela Skybound

Depois de alguns meses sem novidades sobre o futuro da quarta e última temporada do game de The Walking Dead (que estava incompleta desde que a TellTale fechou as portas em setembro), finalmente tivemos uma confirmação de que os dois episódios que faltavam serão, sim, lançados.

Em nota oficial publicada nesta segunda (19) em seu site, a Skybound Entertainment confirmou que ficará responsável por finalizar os dois episódios que faltam da última temporada do jogog da Telltale, e que irá trabalhar em conjunto com ex-funcionários da empresa para garantir que o game seja completado sem nenhuma alteração no projeto original.

A Skybound Entertainment é uma empresa de entretenimento que tem entre seus fundadores Robert Kirkman, criador da franquia The Walking Dead. A empresa já produziu diversas histórias em quadrinhos e séries de TV, e inaugurou sua divisão de jogos apenas em abril deste ano, tendo lançado já dois títulos sob o selos The Long Dark e Slime Rancher, ambos disponíveis para PlayStation 4 e Xbox One.

Na nota sobre o destino de The Walking Dead, a empresa garante que os jogadores não precisam se preocupar em comprar os episódios produzidos por eles, e todos aqueles que já possuem o season pass da temporada verão os dois últimos episódios sendo disponibilizados automaticamente assim que forem finalizados. E, para aqueles que não tiveram a oportunidade de adquirir o jogo, a Skybound afirma que dentro das próximas semanas irá reativar os links de compra do game em todas as lojas virtuais onde ele estava disponível.

Outro ponto interessante da nota é o fato de a Skybound ter anunciado que está trabalhando para “tomar o controle” do jogo da Telltale. Considerando que a empresa falida está vendendo todas as suas propriedades, é bem provável que a Skybound esteja pensando não apenas em terminar os dois últimos episódios, mas talvez até mesmo continuar com a franquia sob seu controle.

A empresa ainda não revelou data para o lançamento dos dois últimos episódios de The Walking Dead, mas esperava revelar essa informação dentro das próximas semanas.

via Canaltech

NASA considera vender viagens turísticas à Estação Espacial Internacional

Que a Estação Espacial Internacional (ISS) deve ser privatizada dentro de alguns anos, a fim de que seja possível continuar em operação, já não é mais nenhuma novidade. Mas a novidade, agora, é que a NASA está considerando vender assentos das naves que levam astronautas à ISS para viajantes turísticos.

A informação é do Washington Post, observando que a Rússia já fez o mesmo no passado como forma de levantar ainda mais recursos para custear seus projetos espaciais. E esse seria também o objetivo da agência espacial dos EUA, que se vê com orçamentos apertados para seus projetos futuros. Vale lembrar que as empresas espaciais privadas (como SpaceX, Virgin Galactic e Blue Origin, por exemplo) vêm falando no turismo espacial há uns bons anos e, portanto, é somente questão de tempo para que isso comece a acontecer na prática.

Até então, a NASA não permite a participação de civis em seus lançamentos. Uma exceção em sua história foi a da professora Christa McAuliffe, que faleceu a bordo do ônibus espacial Challenger que explodiu em 1986. Mas um subcomitê consultivo da NASA já aprovou a ideia de iniciar um programa turístico rumo à ISS, com a proposta estando em fase inicial, por enquanto, até que seja aprovada por todo o conselho consultivo e, enfim, autorizada por Jim Bridenstine, administrador da NASA.

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Momento em que o Challenger explodiu no dia 28 de janeiro de 1986 (Foto: AP)

“A realidade é que estamos em uma nova era agora”, disse Bridenstine em relação à proposta, que já está rendendo polêmicas. Além de vender assentos, a agência espacial também avalia a perspectiva de permitir que seu logo seja usado para fins comerciais, permitindo, também, que seus astronautas apareçam em peças publicitárias para impulsionar a marca da agência.

A Casa Branca vem tentando acabar com o financiamento direto para a ISS, que só deve funcionar nos moldes atuais até o ano de 2025. Depois disso, a ideia é privatizar a estação espacial, contando com as empresas privadas para manter tudo funcionando e viabilizar que novos estudos continuem sendo feitos por lá. E a venda de assentos para a ISS pode representar um pequeno passo a este futuro próximo, com a NASA podendo cobrar milhões de dólares por cada passagem. A receita gerada com essas vendas seria usada para “facilitar a comercialização de plataformas espaciais dentro e além” da baixa órbita da Terra, de acordo com o grupo consultivo da agência espacial.

Outra ideia polêmica que vem sendo discutida é a de vender direitos de nomenclatura para os futuros foguetes da NASA. Ainda que Bridenstine acredite que isso seja algo difícil de acontecer, o comitê insite ser uma boa ideia a realização de “atividades promocionais baseadas no espaço que poderiam melhorar o perfil público da NASA e encorajar jovens a seguir carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática”.

Então, além de ver pessoas afortunadas viajando para a ISS (seja por meio das empresas privadas ou pela própria NASA), no futuro pode ser que celebremos o lançamento bem sucedido de foguetes chamados “Microsoft” ou, quem sabe, “Facebook” — do jeitinho que a ficção previu em Clube da Luta, que, em determinado momento, profetizou que: “Quando a exploração do espaço profundo aumentar, serão as corporações que nomearão tudo: a esfera estelar IBM, a galáxia Microsoft, o planeta Starbucks.”

Fonte: Washington Post

via Canaltech

Guy Kawasaki critica Apple por privilegiar design em detrimento da bateria

Guy Kawasaki é um capitalista de risco do Vale do Silício e conselheiro da Apple desde a década de 1980, quando foi originalmente um dos responsáveis pelo marketing do Macintosh, em 1984. Até então entusiasta da Maçã, Kawasaki tem feito críticas à empresa por darem tanta atenção ao design dos produtos, especialmente dos iPhones, mas não investirem em melhorias nas baterias dos dispositivos.

“Se a Apple introduzisse um telefone que tivesse o dobro da duração da bateria, mas também fosse mais espesso, eu o compraria amanhã”, disse o havaiano em entrevista ao The Australian Financial Review. “Você tem que carregar seu telefone pelo menos duas vezes por dia, e deus me livre se você esquecer de fazer isso”, problematizou Kawasaki.

Ele ainda arrematou com um comentário pra lá de espirituoso: “Talvez Tim Cook tenha um concierge encarregado de carregar o telefone para ele”. Concierge é o termo em francês que se refere a empregados do setor hoteleiro que têm como atribuição atender às necessidades especiais dos hóspedes.

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Ele revelou também que, devido ao uso da bateria, ele tem adotado um iPad como seu principal dispositivo. Entretanto, chama a atenção para o fato que tablets não possuem o mesmo apelo comercial junto aos jovens que têm smatphones. “Se você olhar para os Millenials, o dispositivo de computação preferido é o telefone, não o tablet”, observou Kawasaki. “A geração do milênio usa um telefone ou um laptop do momento. Quando você pensa em pessoas usando iPads, elas são pessoas mais velhas como eu”, disse ele.

E com razão. Estudos estatísticos de outubro, em que entrevistaram mais de 250 mil adutos estadunidenses, afirmam que os Millenials, nascidos entre as décadas de 1980 e 1990, são os responsáveis pela queda no mercado de tablets de 2017 a 2018, sendo que 55% dos Baby Boomers, nascidos entre as décadas de 1950 e 1960, como Kawasaki, possuem ao menos um tablet.

Entretanto, a afirmação de que seria melhor para a Apple privilegiar a duração da bateria ao design ultrafino nunca foi testada e não se sabe qual seria o impacto no mercado caso a empresa seguisse as recomendações de Kawasaki. Dentre os iPhones, a melhor duração de bateria é do XS Max, com uma célula de 12,08 Wh. O iPhone Xr possui bateria de 11,12 Wh e o iPhone Xs tem bateria de 10,13 Wh.

Fonte: Cult of Mac

via Canaltech

Golpe de Black Friday oferece cartões de crédito premium para roubar seus dados

Um novo golpe de cartão de crédito tem invadido as redes sociais a poucos dias da época mais esperada do ano para muitos lojistas: a Black Friday. E, desta vez, o golpe tem como alvo como alvo algo comum a todos os consumidores nessa época do vontade, que é a vontade de comprar mais com maiores vantagens.

Através das redes sociais, uma nova empresa, que se identifica com o nome de PremiumCard, oferece uma oferta de Black Friday “imperdível” para novos clientes: o PremiumCard Black, um cartão de crédito que é emitido sem consulta a órgãos de crédito e tem a conversão de cada dólar gasto no cartão em 5 pontos para os programas de troca por prêmios, entre diversas outras vantagens. E, durante a Black Friday, os clientes recebiam um desconto vitalício de 90% no valor da anuidade, que passaria ao valor de apenas R$ 34,90 por ano.

Exemplo de postagem nas redes sociais oferecendo o cartão de crédito (Imagem: Kaspersky Lab)

Ao clicar no link, os usuários eram direcionados a um site com diversas informações sobre o cartão e, ao escolherem completar o cadastro para se tornarem clientes PremiumCard Black, eles eram então encaminhados para um formulário onde eram exigidos dados como endereço físico, endereço de e-mail, número do CPF, entre diversas outras informações pessoais. Então, era gerado um boleto no valor de R$ 34,90 para pagamento em qualquer banco.

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A operação, que parece de praxe para o pedido de qualquer cartão de crédito, não passava de um golpe, e os usuários que fizeram o cadastro para o recebimento do suposto cartão, além de terem jogado dinheiro fora ao pagar o boleto, ainda tiveram todos os seus dados pessoais roubados — o que significa que correm o risco de ver seus nomes sendo usados em novos golpes no futuro.

Esse golpe do cartão se destaca pela qualidade da farsa: os golpistas não apenas criaram um site bonito e com todo um design inspirado em empresas de cartões de crédito virtuais (como, por exemplo, o Nubank), como também é um dos poucos golpes deste tipo em que a página não possui nenhum erro gramatical, e tem um texto que parece ter sido realmente escrito por alguém do setor de marketing. Além disso, não só o golpe seguiu o procedimento padrão para o pedido de um cartão de crédito, como ainda os golpistas se deram o trabalho de arrumar um formulário HTTPS válido para o site, dando ao usuário a garantia de que aquele se tratava de um ambiente seguro.

Site do suposto cartão de crédito premium (Imagem: Kaspersky Lab)

De acordo com Fábio Assolini, analista sênior dae Kaspersky Lab, a única parte em que os golpistas vacilaram foi no registro dos domínios que seriam usados para o site de cartão de crédito, pois um dos três endereços foi cadastrado no nome de uma pessoa física, deixando claro que aquela era uma empresa falsa e que o cartão de crédito não passava de um golpe. No momento, todos os endereços de acesso ao site do PremiumCard Black foram derrubados, e não é mais possível acessá-los.

Para evitar cair nesse tipo de golpe, os especialistas recomendam nunca clicar em links desconhecidos — nem mesmo se eles foram enviados por parentes ou amigos de confiança, já que eles podem ter sido infectados por um vírus e mandado de forma automática um link malicioso. Além disso, ao ver uma oferta tentadora de uma empresa que parece se nova no mercado, sempre pesquise no Google pela nome da empresa, pois uma busca rápida já pode mostrar se se trata realmente de uma startup buscando espaço no mercado ou um nome falso usado para aplicar golpes.

Fonte: Kaspersky Lab

via Canaltech

Aprovação de lei pela UE pode significar o fim do Google Notícias na Europa

Nas últimas semanas, a aprovação de uma série de novas leis de direito autoral na internet pela União Europeia tem trazido algumas dores de cabeça para a Google. Depois de a CEO do YouTube considerar bloquear alguns vídeos da plataforma na Europa devido às complicações que serão causadas pelo Artigo 13 da nova lei, o Artigo 11 da mesma pode gerar o fim das operações do Google Notícias no continente.

Em entrevista publicada neste domingo (18) pelo jornal inglês The Guardian, Richard Gingras (vice-presidente da divisão de notícias da Google) discutiu os impactos que o Artigo 11 da nova Lei de Direitos Autorais exercerá nos serviços da empresa, alertando que, do jeito que está escrito, o Artigo tem como alvos diretos o Google Notícias e outros serviços e apps que incluem trechos de notícias para atrair a atenção do leitor.

Chamado pelas más-línguas de “imposto sobre link”, o Artigo 11 da nova lei europeia exige que qualquer serviço que inclua trechos de artigos da imprensa, mesmo que para promover a publicação, devem pagar uma “taxa de licenciamento” para o veículo que publicou o artigo, e os criadores da lei defendem essa taxa como um modo de fazer com que essas empresas digitais ajudem os jornais a recuperarem parte da renda que eles perderam com a queda pela procura de versões impressas.

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Durante a entrevista, Gingras não descarta que, se a medida passar, a Google pode desligar o recurso do Google Notícias em todos os países que fazem parte da União Europeia. O vice-presidente alega que a ferramenta é um modo que a Google criou para aumentar o tráfego de sites de notícias, e que a empresa em si não lucra nada com a postagem de links para sites jornalísticos — e, por isso, não faz sentido pagar para ter a permissão de mostrar esses links para seus usuários.

Essa não seria a primeira vez em que a empresa desliga o serviço do Google Notícias em uma região da Europa, e isso já aconteceu em 2014, quando a Espanha promulgou uma lei bastante semelhante ao Artigo 11 da UE. O resultado do desligamento foi uma queda geral no tráfego de todos os sites de notícias espanhóis, que não só não apareciam mais no Google Notícias como também, devido à diminuição dos acessos, recebiam menos destaque nas buscas do Google, o que direcionou o tráfego de boa parte dos leitores espanhóis para sites e artigos de outros países.

Ainda que já tenha sido aprovado, o texto final da nova Lei de Direito Autoral da Unição Europeia só será finalizado em janeiro de 2019, e até lá diversas empresas de internet estão tentando influenciar os legisladores a mudare o texto dos Artigos 11 e 13. A Google já avisou que só irá tomar a decisão sobre o fim do Google Notícias na Europa depois da definição do texto final desses artigos.

Fonte: 9to5Google

via Canaltech

A imprecisão astronômica da bandeira do Brasil

“O lábaro que ostentas estrelado” é daquelas frases eruditas do hino nacional brasileiro que costumamos repetir sem questionar muito o sentido. Como não poderia deixar de ser, o trecho da canção faz referência a um símbolo nacional – no caso, as constelações que aparecem em nossa bandeira.

Independente de Portugal desde 1822, o Brasil se tornou uma República Federativa em 15 de novembro de 1889, quando ganhou uma bandeira oficial para substituir a que vinha sendo utilizado na época do Império. Mas ela foi apenas provisória: em 19 de novembro daquele ano, data instituída como o Dia da Bandeira, passamos a adotar o modelo com os dizeres “Ordem e Progresso”, que sofreu pouquíssimas alterações desde então.

Além da frase positivista, o grande diferencial da nova bandeira do Brasil República ficava por conta do círculo azul repleto de estrelas – cada uma representando um estado do país. À época, astrônomos chegaram a ser consultados para determinar com precisão científica a posição que cada estrela deveria assumir no pano. A ideia era recriar o céu do Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1889, eternizando na bandeira as estrelas vistas da então capital do país no dia da Independência.

Por mais nobre que fosse a homenagem astronômica, um carioca que tivesse se atentado ao céu daquele fatídico dia 15 poderia ter ficado frustrado. Isso porque a configuração celeste gravada na bandeira retrata o céu da cidade às 8h30 – sim, da manhã. Historiadores divergem até hoje sobre isso, mas o horário em questão é tido como o momento em que Marechal Deodoro da Fonseca, nosso primeiro presidente, proclamou oficialmente o novo status do país.

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Os pontos luminosos da bandeira brasileira representam, portanto, um céu diurno. Para que alguém pudesse ver exatamente essa configuração celeste, seria preciso desligar o Sol por um instante. O problema é que, ainda que isso fosse possível, esta ainda não seria uma representação 100% fiel. Foi feita, ainda, outra alteração importante: o desenho está espelhado. Para ver cada uma das constelações da maneira como aparecem, um observador precisaria estar fora da esfera celeste. Imagine-se segurando um globo com as mãos, olhando tudo do espaço. Os Hemisférios Norte e Sul da Terra estariam invertidos, certo? É esta a imagem gravada na bandeira.

Um terráqueo que quiser obter uma representação mais precisa (sem precisar fretar um ônibus espacial), pode olhar o verso da flâmula. Enxergar o desenho pela parte de trás corrige essa diferença de perspectiva Terra-espaço. Mesmo assim, há outras adaptações no esquema que impedem uma experiência cientificamente completa.

Criada em 1889 com 21 estrelas, a bandeira representava os 20 estados da época, mais um distrito federal. Depois, outras seis estrelas foram incorporadas, referentes aos seis estados criados nas últimas décadas – o Acre em 1962, Mato Grosso do Sul em 1979, Rondônia em 1981 e Tocantins, Amapá e Roraima em 1988. Desde o final dos anos 1980, a bandeira segue sem incorporar novos elementos.

Atualmente, ela reúne estrelas de nove das atuais 88 constelações reconhecidas pela União Astronômica Internacional. Você pode ver cada uma dessas constelações, marcadas entre parênteses, bem como os nomes das estrelas e suas correspondências federativas, na imagem abaixo.

(Wikimedia Commons/Reprodução)

Engana-se quem acredita que a faixa branca da bandeira simboliza o Equador celeste – e que a estrela solitária da parte de cima, por causa disso, é Roraima, que concentra a maior parte do território brasileiro no Hemisfério Norte.

Spica, nome da estrela que ocupa a parte de cima do círculo, ilustra, na verdade, o Pará. Antes de Amapá e Roraima tornaram-se unidades federativas, era este estado que contava com a capital mais setentrional do país.

A afirmação também têm outro problema: a estrela Spica, que integra a constelação de Virgem, é vista no Hemisfério Sul, e não do Norte. Se a relação entre a faixa branca e o Equador fosse regra, a estrela Procyon, da constelação Cão Menor, por sua vez, também estaria na banda errada do círculo: natural do Hemisfério Norte, ela é representada abaixo da faixa branca.

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A disposição das estrelas, dessa forma, tende a observar um padrão mais estético que científico. Segundo a Lei federal no 5700, que estabelece padrões de reprodução da bandeira do Brasil, são apenas cinco tamanhos diferentes de estrela na bandeira – diferente, como você deve imaginar, do que se observa na abóbada celeste.

Um bom exemplo disso é o Cruzeiro do Sul: representado pelos estados do sudeste e a Bahia, ele tem lugar de destaque no centro do círculo, mesmo sendo a menor das 88 constelações. Se as proporções fossem mantidas e seu tamanho original fosse respeitado, o Cruzeiro do Sul teria de ser bem menor que a Constelação de Escorpião, por exemplo, facilmente identificável nas noites de inverno do Hemisfério Sul, e meio apertada no canto direito do céu da bandeira nacional.

A escolha por dar destaque especial ao Cruzeiro do Sul não foi apenas brasileira. Outros países do mundo que ostentam estrelas em seus símbolos nacionais, como os vizinhos de Oceania Austrália, Nova Zelândia e Papua Nova Guiné, também o fizeram. Há apenas um detalhe: nesse casos, a constelação aparece de forma não-espelhada, como é vista da Terra.

Verdade seja dita, nenhum deles se arriscou em representar tantas estrelas de forma tão precisa quanto a nossa. Não que bandeiras precisem ser uma verdadeira carta celeste para embasar o estudo de astrônomos, é claro. Nesse quesito, no entanto, o lábaro estrelado do Brasil é o que carrega mais história.

via Superinteressante

NASA anuncia local de pouso do rover Mars 2020 no Planeta Vermelho

O próximo rover que vai descer em Marte para coletar informações sobre o planeta já tem local de pouso. A NASA informou em coletiva nesta segunda-feira (19) que a cratera chamada Jezero será onde o Mars 2020 vai pousar no Planeta Vermelho.

O local é uma cratera de impacto com 500 metros de profundidade e 45 quilômetros de diâmetro. A agência acredita que este grande buraco tenha sido feito por algum corpo externo há algo entre 3,5 bilhões e 3,9 bilhões de anos.

Um dos motivos para a escolha do lugar é que os cientistas da NASA acreditam que há um grande potencial de encontrar assinaturas de que houve vida no local. Há uma grande possibilidade de que a cratera de Jezero tenha sido um antigo delta de um rio.

Gif mostra os três últimos locais possíveis para envio do Mars 2020 (Foto: Divulgação/NASA)

“Um delta é extremamente bom para preservação de bioassinaturas”, acredita o cientista do laboratório Jet Propulsion Laboratory, da NASA, Ken Farley. Com isso, o grupo aposta que a região é a mais propícia para encontrar possíveis rastros de vida no Planeta Vermelho. A agência espacial estudou a região por cinco anos até tomar esta decisão.

Ainda, caso realmente ali seja um local onde houve um delta de rio, é possível que haja não somente assinaturas de vida, mas também rochas que podem ajudar os cientistas a aprender mais sobre a história de Marte, através da decomposição.

Tais expectativas ficaram ainda mais fortes depois que os outros veículos, como Spirit, Opportunity e Curiosity, enviaram informação aos cientistas de que é possível que tenha havido vida no local. Logo a proposta do Mars 2020 é buscar esta evidência para que a NASA possa, enfim, cravar com certeza esta informação.

Além disso, a escolha do local passou pelo crivo de 5 critérios relacionados à capacidade de o local prover informações científicas sobre o planeta e alguma evidência de vida passada. Ao todo, havia uma dúzia de outras possibilidades que foram descartadas.

Segundo a NASA, a proposta não é entender como está Marte atualmente, mas como o planeta foi no passado. Ainda, entender mais sobre atmosfera e condições climáticas para possíveis empreitadas futuras com aeronaves tripuladas.

Cientistas da NASA acreditam que local possa ter sido antigo delta de um rio em Marte (Foto: Divulgação/NASA)

Outra preocupação da agência é que o local, embora possa ser excelente para pesquisas, não é o mais fácil para pouso do rover, o que pode colocar a missão em risco.

Apesar da escolha da região do pouso, vale lembrar que a missão do Mars 2020, como o próprio nome sugere, está agendada para ser lançada somente entre julho e agosto de 2020. O rover vai chegar a Marte em fevereiro do ano seguinte e deve funcionar no planeta pouco mais um ano.

Mas, antes disso, a NASA espera pousar a sonda InSight no próximo dia 26 e fazer medições pelo local. A nave foi lançada em maio e será a primeira missão marciana a estudar o interior do planeta, colhendo amostras de baixo da superfície e também estudando os fenômenos que foram chamados de "marsquakes" — análogos aos terremotos que temos em nosso planeta.

via Canaltech

Jogadores descobrem como derrubar os servidores de Fallout 76

Lançado em 14 de novembro, Fallout 76 é o primeiro jogo da franquia a permitir que os jogadores participem juntos de aventuras no mundo do jogo, funcionando em servidores fechados onde um número limitado de pessoas podem explorar e fazer as missões do jogo sozinhos ou em cooperação. Mas, ainda que 76 seja o primeiro jogo de Fallout a permitir jogar em multiplayer, definitivamente não é o primeiro a vir sem bugs no lançamento.

E, ainda que bugs sejam algo já esperado em qualquer jogo, Nickaroo93 encontrou um bug especialmente perigoso, pois permite que os jogadores derrubem o servidor do jogo na Bethesda. E nem é nada muito difícil de ser alcançado: tudo que os jogadores precisam fazer é encontrar os códigos para os três mísseis nucleares espalhados no mapa, e combinar com outras duas pessoas o lançamento simultâneo das três bombas.

Como é possível ver no vídeo abaixo, o lançamento das três armas de destruição em massa ao mesmo tempo é o suficiente para derreter a capacidade de processamento dos servidores da Bethesda e fazê-lo cair.

 

Nenhum dos desenvolvedores do jogo se pronunciou até o momento sobre o assunto, mas espera-se que, assim como outros bugs menores presentes no game, esse também seja resolvido com os patches que serão lançados nas próximas semanas.

via Canaltech