Coreia do Norte pode estar minerando bitcoin para vencer a ciberguerra

Enquanto as tensões para uma guerra aumentam entre Estados Unidos e Coreia do Norte, a ciberguerra já está rolando faz algum tempo. Segundo uma pesquisa da empresa de segurança Recorded Future, o regime de Kim Jong-un está até minerando bitcoins para aumentar o próprio poderio.

A empresa nota que a Coreia do Norte iniciou a mineração no dia 17 de maio e o último registro aconteceu no dia 6 de julho. A Recorded ainda notou que a mineração exige muita eletricidade e poder computacional dos mineradores — e que a rede libera 12,5 bitcoins (cerca de US$ 50 mil) a cada 10 minutos como incentivo por acompanhamento de transações e adições à blockchain.

Alguns especialistas acreditam que os bitcoins podem ser uma nova forma de lucro para a Coreia do Norte após sanções da China, que parou de comprar carvão de Kim Jong-um — e a Coreia é uma das maiores exportadoras de carvão do mundo.

Essa nova investida pode ser algo voltado a melhorar as capacidades de ciberguerra da Coreia do Norte

Segundo a Recorded, a pesquisa também encontrou traços da navegação realizadas pelas elites norte-coreanas. Utilizando VPNs (redes virtuais privadas), cidadãos da Coreia do Norte realizam transferências de bitcoins, compram peças de vestuário, acessam contas de email do Gmail, usam o Twitter e assistem filmes pornográficos. A Recorded nota que foi possível observar esse padrão de navegação porque os cidadãos com este tipo de acesso não sabem mascarar o tráfego de maneira correta.

Não se sabe quanto a Coreia do Norte levantou com bitcoins — nem se realmente é uma alternativa ao carvão. Porém, como a FireEye notou, hackers do país já tiveram como alvo as transações de criptomoedas realizadas na Coreia do Sul. Por isso, essa nova investida pode ser algo voltado a melhorar as capacidades de ciberguerra da Coreia do Norte.

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Bebês que convivem com gatos crescem mais resistentes à asma

Cientistas acabaram de trazer novos argumentos para se defender a convivência entre bichos e crianças. Em um grande estudo feito pelos Institutos Nacionais de Saúde, nos Estados Unidos, foi avaliada a influência de certos alérgenos na saúde respiratória de 560 crianças. A conclusão principal? Estar exposto, desde bebê, a certas substâncias que os gatinhos soltam deixaria as crianças mais resistentes à asma por volta dos 7 anos de idade. Os estudiosos notaram uma associação similar em relação aos cachorros, mas os resultados não foram considerados estatisticamente significativos.

A descoberta vai contra crenças antigas de que, ao reduzir o contato com alérgenos dentro do ambiente doméstico, acabamos afastando a doença. E olha que todos os participantes do estudo possuíam grande tendência a desenvolver a condição, já que pelo menos um dois pais tinha alergia ou asma. Além disso, as crianças cresceram em áreas extremamente urbanizadas (e, portanto, poluídas) dos Estados Unidos, como Baltimore, Boston e Nova York.

O relatório ainda confirmou dados que já apareciam em outros trabalhos. Por exemplo: a influência de alguns hábitos e problemas de saúde da mãe no bem-estar respiratório de seus filhos. É o caso do tabagismo durante a gestação e de depressão e estresse durante os três primeiros anos de vida dos pequenos – tudo isso aumentou o risco de as crianças apresentarem asma.

Conteúdo publicado originalmente em Saúde.

via Superinteressante

Vazam mais infos sobre Pixel 2: novo launcher, bordas apertáveis e mais

O Pixel 2 será anunciado na próxima semana, mais precisamente no dia 4 de outubro, e os rumores a seu respeito começam a ficar cada vez mais quentes. O mais recente deles envolve uma série de informações ainda não confirmadas com origem em uma fonte de Artem Russalovskii, fundador do site APK Mirror.

No Twitter, ele publicou algumas novidades antecipadas por alguém que usou o Pixel 2 da Verizon. Segundo Russalovskii, a câmera do Pixel 2 conta com um modo retrato com borragem de foto induzida por software (o dispositivo não traz duas câmeras).  Outra novidade inclui informações sobre artistas e título de músicas sendo reproduzidas exibidas diretamente na tela de bloqueio do dispositivo.

O Pixel Launcher foi recriado e a barra de busca do Google agora aparece abaixo do dock de atalhos da tela inicial

Aparentemente, o Pixel Launcher foi recriado e agora exibe a barra de busca abaixo do dock de atalhos do Android, e a página inicial do Google também foi totalmente refeita, informou Russalovskii no Twitter. Ele citou ainda a presença de bordas apertáveis (um brinde da HTC) para acionar o Google Assistente e também um par de alto falantes, como no Nexus 6P.

Por fim, Russalovskii afirmou que o novo smartphone da Google contará com tela plana, ou seja, nada de bordas arredondadas nem tela 2.5D. Apesar de reafirmar que não pode garantir a autenticidade de todas essas informações, o criador do APK Mirror ressalta o quanto elas são plausíveis — e não dá para discordar dele.

De qualquer forma, será preciso aguardar até o próximo dia 4 para saber se tudo isso é verdade ou não.

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500 anos de protestantismo em 95 “tuítes”

(Leonardo Soares/Superinteressante)

Martinho Lutero é o nome mais comentado da Alemanha em 2017. Cartazes anunciam debates e seminários sobre ele. Estátuas, pinturas e painéis à sua imagem e semelhança são restaurados. Museus abrem mostras dedicadas ao monge. No fim de maio, a primeira-ministra Angela Merkel, ela mesma filha de um pastor luterano, participou de um congresso protestante, com homenagem a Lutero, ao lado do ex-presidente americano Barack Obama. O Lutherol, uma caixa de remédio recheada com frases de Lutero no lugar das pílulas, sai por 6 euros. Por pouco menos, 4,5 euros, você leva um boneco Playmobil do monge. Versões de 1,5 m de altura do mesmo brinquedo são expostas em igrejas. As livrarias estão cheias de edições especiais dedicadas a Lutero, cujo rosto também estampa canecas, vinhos e caixinhas de música. Ele, que combateu a venda de perdão divino pela Igreja Católica, acabou virando marca lucrativa 500 anos depois de iniciar a Reforma Protestante – um movimento que pretendia revigorar o catolicismo, mas que acabou rompendo com ele.

Foi no final de 1517: Lutero tinha 33 anos, era professor universitário. Anexou à porta da Igreja de Todos os Santos, da cidade alemã de Wittenberg, um panfleto em latim. Não havia nada de novo nesse procedimento: professores espalhavam papéis em portas de igrejas para publicar ideias ou resumir conceitos sobre um tema específico. Dessa vez, porém, o conteúdo foi bombástico. As 95 teses de Martinho Lutero foram o estopim de uma guerra dentro do cristianismo, que provocou perseguições e assassinatos. A Reforma Protestante mudou o desenho geopolítico da Europa, moldou a colonização de outros países, especialmente dos EUA, e forçou o catolicismo a se modernizar.

A Reforma Protestante queria revigorar o catolicismo – só rompeu com ele quando não havia outra alternativa.





 

Os protestantes consideram que a Reforma começou em 31 de outubro de 1517. Usando um martelo gigantesco, Lutero teria pregado suas teses diante de uma multidão boquiaberta. Não foi bem assim: no dia 31, ele enviou o texto para seu superior, o arcebispo de Mainz, Alberto de Bradenburg. Foi só alguns dias depois, em meados de novembro, que o padre usou um martelo discreto para afixar o papel, não se sabe se só na Igreja de Todos os Santos ou em todos os templos católicos da cidade. Possivelmente poucos presenciaram a cena.

Ao receber o texto, o arcebispo Alberto viu sinais de heresia. Encaminhou o documento para Roma e deu início a um processo que culminou com a excomunhão de Lutero em 1521.

Vigário responsável por 11 paróquias da região de Wittenberg, Lutero era um padre de pouca expressão política. Ele foi seguido por outros padres modestos, sem pretensões hierárquicas, que só queriam melhorar a Igreja Católica. Quando isso se mostrou impossível, e só então, romperam com Roma para resetar o cristianismo.

Críticas coerentes

Em apenas dois meses, as teses de Lutero já tinham se disseminado por toda a Europa, da Inglaterra à Rússia. Se conquistaram adeptos rapidamente, é porque, naquele momento do século 16, os fiéis já estavam se acostumando a ouvir, de quando em quando, vozes questionando os dogmas católicos. O inglês John Wycliffe foi um dos primeiros: 135 anos antes do padre alemão, em 1382, ele já desafiava a Igreja ao publicar uma Bíblia em inglês – Roma não aceitava traduções e exigia que os ritos fossem conduzidos sempre em latim.

Wycliffe também criticava o culto aos santos, a venda de indulgências – perdão dos pecados – e a existência do purgatório. Pensamentos parecidos foram levantados por Johannes von Goch, monge agostiniano alemão, que faleceu em 1475 e deixou escritos críticos ao Vaticano, influenciando a geração seguinte. O holandês Wessel Gansfort, que viveu até 1489, criticava a “paganização” dos papas – quando se pensa em Sixto 4º, que autorizou a venda de perdão para mortos, ou em Alexandre 6º, que teve sete filhos liderando uma igreja celibatária, é fácil entender as críticas. Mas o caso mais dramático foi o do padre Jan Hus.

O tcheco escreveu que o papa não podia mandar ninguém usar armas em nome de Deus e queimou documentos católicos que condenavam seus escritos. Por ironia, teve o mesmo fim dos papéis: queimado em praça pública, a mando do papa, em 1415.

Hus deixou seguidores. Seus ensinamentos fundaram a igreja dos hussitas, que chegou a congregar 90% dos tchecos. Rebelados contra as lideranças católicas, entre 1419 e 1431 os hussitas venceram cinco cruzadas enviadas pelo papa antes de serem derrotados e prepararam o terreno para Martin Luther (o sujeito que estamos acostumados a chamar pelo nome aportuguesado: Martinho Lutero).

Linguagem moderna

Monge nascido em Eisleben, no centro da atual Alemanha, Lutero estudou para ser advogado. Quando um raio caiu perto dele, em 1505, tomou um susto tão grande que pediu proteção a Santa Ana, prometendo virar monge se não fosse atingido. Inconformado, seu pai viu o jovem de 21 anos entrar para a ordem de Santo Agostinho. Em 1508, estabeleceu-se em Wittenberg, a 100 km de Eisleben, como padre e professor de teologia. Quando escreveu suas 95 teses, estava inconformado com a visita de Johann Tetzel à região. O frei dominicano estava vendendo as indulgências, papéis que garantiam perdão total dos pecados.

O dinheiro seria usado para construir a Basílica de São Pedro, no Vaticano – inaugurada só em 1667. Os fiéis de Wittenberg faziam fila para comprar o perdão papal, que valia para todo tipo de pecado, mas expirava em oito anos. Foi sobre isso que o monge Martinho xingou muito no Twitter da época. “Lutero queria debater o que era necessário para o perdão dos pecados. Na visão dele, o que valia era o arrependimento sincero e uma vida de atitudes corretas”, diz o historiador James Payton Jr., da Universidade Redeemer, no Canadá.

A principal arma de Lutero para propagar sua indignação foi a mídia mais moderna daqueles tempos: a imprensa, que permitia a divulgação rápida de muitas cópias em papel. Além disso, ele estava quase 500 anos à frente do seu tempo. Agrupadas sob o título Debate para o esclarecimento da virtude das indulgências, as teses de Lutero eram como 95 tuítes, sintéticos e altamente viralizáveis. Tanto que são “retuitados” até hoje – reproduzimos alguns deles a seguir.

Os tuítes reproduzidos aqui são traduções de algumas das 95 teses que Martinho publicou em 1517.





Seus textos eram publicados com centenas de cópias e um didatismo que ajudava a impulsionar suas ideias. Sua Bíblia traduzida para o alemão, de 1534, era tão influente que ajudou a moldar a literatura do país e a própria maneira de as pessoas falarem. Lutero a escreveu enquanto vivia escondido da perseguição católica num castelo em Wittenberg. “Muitos príncipes queriam fortalecer suas posições e se incomodavam com a interferência da Igreja. Eles adotaram com maior facilidade as ideias de Lutero”, afirma Roger Olson, teólogo da Universidade Baylor, no Texas. “O príncipe da região de Wittenberg, Frederico, o Sábio, garantiu que Lutero não tivesse o mesmo destino de Jan Hus.”

Lutero também abriu um precedente importante ao romper com o celibato e casar, aos 41 anos, com Katharina von Bora, uma freira de 26 anos, membro de um grupo de 12 religiosas que ele havia ajudado a fugir do convento de Nimbschen em 1523. “Todas as fugitivas haviam casado, exceto Katharina, que era considerada feia e de gênio difícil”, conta o historiador Horst Immel, que vive em Bretten, onde nasceu um dos mais importantes parceiros de Martinho, Felipe Melâncton.

Cada cabeça, uma sentença

Muitos outros católicos seguiram o padre. Melâncton ajudou nas discussões teológicas mais acirradas e ganhou poder em Wittenberg ao casar com a filha do prefeito, Katharina Krapp.

Os ex-monges Johann Esch e Heinrich Voes foram os primeiros mártires da causa, queimados em Bruxelas em 1523. John Smyth e John Murton fundaram a Igreja Batista na Inglaterra. Na Dinamarca, Hans Tausen forçou monges franciscanos a dividir a igreja do mosteiro: à tarde os protestantes se reuniam; à noite, os católicos.

Essas atitudes demonstram uma importante lição contida na atitude de Lutero: agora era possível questionar a religião e debater detalhes complexos da teologia cristã. Como resultado, surgiram líderes que não concordavam nem com o papa, nem com os luteranos.

Um deles foi Jean Calvin , mais conhecido por aqui como João Calvino. Ele realizou na Suíça o mesmo que Lutero na Alemanha. Nascido na França, esse advogado e teólogo migrou quando a Reforma provocou revoltas em sua terra natal. Amparado em Basel pelo reformador Johannes Oecolampadius, Calvino foi decisivo para a instalação do protestantismo e a perseguição a católicos e hereges protestantes. “A reforma proposta por Lutero não foi tão bem-sucedida fora da Alemanha. No norte da Europa, ela avançou graças a Calvino”, afirma Andrew Pettegree, fundador do Instituto de Estudos da Reforma Protestante da Universidade de St. Andrews, na Escócia.

Calvino criticava o estilo mais diplomático de Lutero e adotou rituais mais austeros, sem músicas e imagens relacionados aos cultos. A herança de Lutero na Alemanha foi bem diferente: ainda hoje, ao entrar em uma igreja luterana no país, a impressão é de estar em um templo católico. A igreja protestante de São João em Tüningen, por exemplo, é cheia de imagens de santos, incluindo vitrais da Virgem Maria. “Os luteranos consideram Maria e os santos como exemplos de vida, e não como pessoas a serem adoradas. Por isso, não recusam imagens em suas igrejas, como fazem os calvinistas”, diz a historiadora local Elisabeth Tielsch.

Teologia bélica

Além dos embates teológicos entre os protestantes, havia a pressão de lideranças católicas interessadas em manter suas terras sob controle papal. Num contexto de fim do feudalismo e começo da formação de nações, algumas reunidas sob o chamado Sacro Império Romano, as guerras e revoluções políticas eram inevitáveis. A primeira aconteceu logo em 1524.

A Revolta dos Camponeses se espalhou por todas as regiões de língua alemã. Cidades menores, que não eram residências de arcebispos nem centros de peregrinação, eram mais inclinadas a aceitar a Reforma. Questionar as condições sociais foi o próximo passo.

Os camponeses acabaram massacrados: foram mais de 100 mil mortos, contra poucas centenas de vítimas entre os soldados mercenários contratados pelos aristocratas católicos. A revolução protestante também causou uma onda de invasão de igrejas e destruição de imagens. Entre os anos 1520 e 1550, quebra-quebras aconteceram em Zurique, Copenhagen, Genebra e outras cidades nas atuais Holanda, Bélgica, França e Escócia.

Mas o maior conflito, que deixou marcas definitivas no continente, foi a Guerra dos Trinta Anos, travada na Europa Central entre 1618 e 1648. Uma combinação de motivações sociais e políticas, mas principalmente religiosas, enterrou de vez o feudalismo e resultou na morte de 8 milhões de pessoas.

América puritana

A reforma representou também um endurecimento das normas comportamentais. “Se eles condenaram o celibato entre os padres e abriram as portas dos conventos”, escreveu o filósofo François-Marie Voltaire no século 18, “foi apenas para transformar toda a sociedade num convento. Shows de entretenimento foram proibidos pela religião; por mais de 200 anos nenhum instrumento musical foi permitido em Genebra”, completa.

Hoje os protestantes estão espalhados pelo mundo e por diferentes denominações. Não suplantaram o catolicismo em número de fiéis, mas forçaram o Vaticano a realizar mudanças drásticas. “De certa forma, a Igreja Católica foi salva pela Reforma. Sua estrutura se modernizou e os papas passaram a ser homens mais comprometidos com o aspecto religioso da instituição”, diz Andrew Pettegree. Novos grupos religiosos, especialmente os jesuítas, ajudariam a conter a expansão das igrejas reformadas na Europa e levariam o catolicismo a terras novas, do Brasil ao Japão. Por outro lado, foram protestantes que colonizaram os EUA e a Austrália. Hoje eles são mais de 800 milhões no mundo, contra 1,2 bilhão de católicos.

Em Wittenberg, desde 1858, as portas da Igreja de Todos os Santos são comemorativas. Contêm as 95 teses que deram início à revolução. Lutero faleceu em 1546. Tinha 62 anos e foi enterrado com pompa ao lado do púlpito da igreja onde mudou a história. Em 31 de outubro de 2017, boa parte da Alemanha vai parar para celebrar seu feito – com a possível exceção das cidades católicas, como Worms, onde Lutero foi declarado herege em 1521, por ordem de Carlos 5º. “Até hoje, um protestante tem dificuldades para se casar numa cidade católica, e vice-versa”, diz o historiador Henry Gerlach antes de arrematar: “Quinhentos anos depois, a tensão não se dissipou.”

 

Raízes protestantes
A Reforma originou centenas de denominações. Veja a trajetória de algumas:
*O jornalista viajou à convite do Centro de Turismo Alemão (DZT).

via Superinteressante

Artigo: A união entre tecnologia e fator humano em favor do Direito

Tecnologia é uma grande aliada na hora de colher e organizar um montante vasto de dados, mas profissionais é que os transformarão em informações relevantes.

via IDG Now!

Sites e extensões usam seu navegador para minerar criptomoeda sem avisar

Sites podem ganhar um dinheiro extra usando o computador dos visitantes para minerar criptomoedas. O Pirate Bay testou isso recentemente, e parece que um canal de TV paga seguiu o exemplo.

O canal americano Showtime é conhecido por séries como Dexter, Homeland e Penny Dreadful. O pesquisador de segurança Troy Mursch descobriu que os sites oficiais Showtime.com e Showtimeanytime.com rodavam um código JavaScript feito para minerar a criptomoeda Monero.

O minerador, chamado Coinhive, usava até 60% do processador dos visitantes. Não havia qualquer notificação ou pedido de consentimento para o usuário. O Showtime ainda não esclareceu se seus sites foram invadidos, ou se realmente estavam fazendo testes.

Mursch guardou capturas de tela mostrando que o minerador ficava na seção “newrelic” do código-fonte; ele foi removido desde então.

O Coinhive foi lançado este mês como uma alternativa a anúncios na web. No entanto, como nota o Bleeping Computer, uma extensão para Chrome chamada SafeBrowse, com mais de 140 mil usuários, começou a usá-lo sem qualquer consentimento do usuário. Ela foi removida da Chrome Store.

Além disso, o Coinhive vem sendo usado em anúncios maliciosos: o usuário é redirecionado para alertas falsos de vírus ou de atualização do Java e, ainda por cima, seu navegador minera Monero.  Também é possível encontrá-lo em domínios enganosos como “twitter ponto com ponto com”, e em blogs hackeados do WordPress.

Pelo menos dois bloqueadores de anúncios — AdBlock Plus e AdGuard — já barram o Coinhive de rodar no navegador. E desenvolvedores criaram extensões para o Chrome que fazem o mesmo, incluindo AntiMinerNo Coin e minerBlock.

Com informações: The Next Web, Bleeping Computer.

Sites e extensões usam seu navegador para minerar criptomoeda sem avisar

via Tecnoblog

Este chip da Broadcom vai deixar o GPS do smartphone muito mais preciso

Você já passou pela experiência de pedir um carro pelo Uber ou usar o Google Maps e perceber que a sua posição no mapa está errada? Talvez esse problema se torne muito menos frequente se você comprar um smartphone em 2018 (ou depois). Basta que o dispositivo seja equipado com um chip da Broadcom que promete localização por GPS muito mais precisa.

Todo dispositivo com receptor de GPS obtém a sua localização geográfica ao calcular a sua distância em relação a três (ou mais) satélites. Os dispositivos móveis atuais normalmente utilizam receptores GNSS (Global Navigation Satellite System) de frequência única, com base na banda L1.

GPS (Imagem por Pixabay)

Já o BCM47755 — o chip que a Broadcom anunciou — terá um receptor GNSS de dupla frequência. O receptor determinará a sua posição a partir da banda L1 e, na sequência, refinará o posicionamento fazendo cálculos com a banda L5, que possui uma frequência diferente e, pelo menos em tese, é menos suscetível aos reflexos de sinal, problema que é relativamente comum em grandes centros urbanos por conta do número de prédios.

O resultado é mais precisão. A banda L5 existe há algum tempo, mas vem sendo usada basicamente em aplicações industriais e de pesquisa. Para completar, o chip BCM47755 será compatível com sistemas de localização como Galileo (da Europa), QZSS (Japão) e Glonass (Rússia).

A Broadcom fala em uma precisão realmente grande, com margem de erro de apenas 30 centímetros — chips atuais têm margem entre três e cinco metros. E isso sem aumentar o consumo energético: com tecnologia de fabricação de 28 nanômetros e uma nova arquitetura de rádio, o BCM47755 conseguirá ser até 50% mais econômico no gasto de energia do que a geração anterior de chips.

BCM47755

Embora o receptor tenha uma margem de erro de 30 centímetros, não dá para garantir que o smartphone que o utilize conseguirá tamanho nível de precisão, afinal, outros fatores podem influenciar, como a antena do dispositivo. De qualquer forma, aparelhos equipados com o novo chip deverão ser muito menos passíveis de erros de posicionamento do que os receptores atuais.

Mas há um detalhe que esfria as expectativas: sabe-se que o chip será disponibilizado em 2018, mas isso não quer dizer que a novidade será amplamente adotada. Tudo dependerá das parcerias que Broadcom estabelecer. Nesse aspecto, a Qualcomm tradicionalmente leva a melhor.

Com informações: IEEE Spectrum

Este chip da Broadcom vai deixar o GPS do smartphone muito mais preciso

via Tecnoblog

China bloqueia WhatsApp e suas mensagens criptografadas

A China vem fazendo de tudo para controlar o que circula no país pela internet. Eles querem manter a estabilidade antes do congresso que será realizado em outubro para definir os líderes do Partido Comunista Chinês.

Por isso, o WhatsApp e sua criptografia de ponta a ponta foram banidos por lá. Segundo a empresa Symbolic Software, que monitora a situação do app na China, não é possível nem mesmo enviar mensagens de texto.

Foto por Álvaro Ibáñez/Flickr

Nadim Kobeissi, da Symbolic Software, diz ao The Verge que a China pode ter atualizado seu firewall para detectar e bloquear o protocolo NoiseSocket, usado pelo WhatsApp para enviar mensagens de texto. Em julho, o país bloqueou o HTTPS/TLS usado para enviar fotos e vídeos.

Ao barrar aplicativos seguros como o WhatsApp, a China espera forçar a população a usar alternativas que podem ser monitoradas facilmente. Uma delas é o WeChat: ele tem 963 milhões de usuários ativos, e fornece seus dados pessoais para o governo chinês.

Além disso, a China está combatendo o uso de VPNs. Uma regra aprovada em janeiro exige que todas as VPNs recebam autorização do governo, fazendo as ferramentas mais usadas no país fecharem as portas. Assim, o país consegue abafar notícias sobre corrupção e sobre dissidentes.

Com informações: The Verge, Engadget.

China bloqueia WhatsApp e suas mensagens criptografadas

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Apple troca Bing por Google como buscador na Siri e no Spotlight

Nos últimos quatro anos, o Bing tem sido o buscador da assistente pessoal Siri no iOS e da ferramenta Spotlight no macOS. Isso acaba de mudar: a Apple substituiu o motor da Microsoft pelo do Google.

O Google já era o buscador padrão no Safari, então faz sentido que outros softwares da Apple também adotem a tecnologia do pessoal de Mountain View. De fato, essa é a resposta oficial da empresa de Tim Cook para o motivo da mudança: criar uma “experiência mais consistente de busca na web”, como informa o TechCrunch.

Siri

E o que está por trás disso? A Apple não comenta detalhes do acordo, mas um rumor de agosto indica que o Google está pagando US$ 3 bilhões por ano para se manter como buscador padrão no iOS.

A decisão afeta as buscas pela Siri (“hey Siri, pesquise por alguma coisa”) e o Spotlight, tanto para resultados da web quanto vídeos. No entanto, o Bing ainda será acionado em pesquisas por imagens. E, como de costume na Apple, todas as buscas continuarão sendo criptografadas e anonimizadas — exceto se você acessar diretamente os resultados na página do Google.

A mudança vale para o mundo inteiro e está sendo distribuída gradativamente para todos os usuários.

Apple troca Bing por Google como buscador na Siri e no Spotlight

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Microsoft anuncia oficialmente quando o Office 2019 chega ao mercado

Microsoft anunciou hoje (26) oficialmente a chegada do Office 2019 para o fim do ano que vem. A empresa explicou que começará a liberar as primeiras versões de teste na metade de 2018 para que, seis meses depois, o software esteja completo e pronto para liberação no mercado.

Apesar desse anúncio oficial, ainda não temos detalhes mais específicos sobre como deve ser a nova versão do Office. É provável que tenhamos algumas mudanças no visual, como sempre é o caso em uma atualização como essa, mas a Microsoft deu apenas umas dicas genéricas do que está por vir.

Por exemplo, a suíte “trará novas possibilidades para usuários e gerentes de TI que ainda não estão prontos para migrar para a nuvem, além de novas e melhoradas ferramentas para desenho — como sensibilidade à pressão, efeitos de inclinação e replay de desenhos (para canetas stylus)…”, diz o comunicado oficial.

Excel terá novas fórmulas para análise de dados, tornando essa possibilidade mais simples e poderosa

A única coisa mais direta que a Microsoft disse foi que o Excel terá novas fórmulas para análise de dados, tornando essa possibilidade mais simples e poderosa. O PowerPoint também deve ganhar uma seleção de novidades interessantes para entrar no novo mundo das apresentações, trazendo recursos como Morph e Zoom. Como isso vai funcionar, entretanto, não foi revelado.

O anúncio do Office 2019 foi feito pela Microsoft em seu evento Ignite, que acontece nos EUA nesta semana, mas ainda não foi mostrada nenhuma imagem ou prévia de como a suíte está ficando. Podemos imaginar que ainda não foi definido um design ou que o desenvolvimento está ainda muito cru.

Nós reconhecemos que migrar para a nuvem é uma jornada com muitas considerações a serem feitas

Seja como for, a Microsoft deve adicionar mais funções conectadas à web para Word, Excel, PowerPoint e outras aplicações, mas parece que o foco é mesmo oferecer uma experiência melhorada para quem não precisa disso. “Inovações promovidas pela nuvem é o tema mais importante da Ignite nesta semana, mas nós reconhecemos que migrar para a nuvem é uma jornada com muitas considerações a serem feitas ao longo do caminho. O Office 2019 será uma atualização valiosa para clientes que preferem manter parte ou todos os seus apps e servidores por perto”, disse Jared Spataro no curto texto.

Fique ligado ao TecMundo para saber mais novidades sobre o novo Office assim que a Microsoft liberar qualquer informação relevante.

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