Autora tira livro de circulação após polêmica sobre racismo

“Será que você conhece alguém com o cabelo tão forte e comprido, capaz de arrastar uma geladeira? Eu conheço”, diz a contracapa de Peppa, da escritora e ilustradora Silvana Rando. O livro foi recolhido de todos os pontos de venda do país a pedido da autora depois de receber críticas de que se tratava de “uma obra racista” e que “minava a autoestima de crianças de pele negra e branca”.

Peppa é a história de uma menina que tem cabelos volumosos, encaracolados e fortes a ponto de mover objetos. A menina faz um alisamento, mas para que os fios se mantenham intactos, recebe uma série de recomendações que incluem, dentre outras brincadeiras, “não rir demais”, “não rolar na grama” e “não nadar na piscina”. Cansada das restrições, Peppa decide ignorá-las e seus cabelos voltam a ser cacheados.

O livro foi lançado em 2009 pela editora BrinqueBooks e estava na 10ª reimpressão, com 27 mil exemplares vendidos. Em 2010, Peppa foi eleito um dos 30 melhores livros do ano pela revista Crescer e, no mesmo ano, foi adotado pela Prefeitura de São Paulo, pelo programa Minha Biblioteca São Paulo. Em 2013,  foi incluído na iniciativa literária Minha Biblioteca Itaú. Silvana Rando escreveu 10 livros, ilustrou mais de 40 e foi vencedora do Prêmio Jabuti em 2011 com Gildo, na categoria ilustração de livro infantil.

Há mais de um ano, a obra vinha recebendo críticas de que o livro seria ofensivo e de que reforçava estereótipos racistas. Um vídeo, publicado em abril de 2016, em que a youtuber Ana Paula Xongani questiona a mensagem que Peppa pode transmitir às crianças foi uma das críticas que mais repercutiu.

“Que informação a gente está passando pra essa crianças? Que seu cabelo de novo é ruim? Que seu cabelo é complicado de tratar? Já Peppa tem que escolher, ou ela vai ter os cabelos lisos e sedosos ou ela vai brincar? Isso é um absurdo, a gente está cerceando a liberdade da criança brincar com a sua beleza natural. Na última página do livro vem o ápice do absurdo: “lá se vai o cabelão liso e sedoso de Peppa”. A gente está falando de autoestima com essa frase?”, pergunta Xongani.

O vídeo tem mais de 300 comentários, a favor e contra as afirmações. Depois dele, o livro recebeu avaliações negativas nos sites das principais livrarias do país. Por outro lado, escritores, pais e professores que trabalhavam Peppa em sala de aula se manifestaram em apoio à obra. A autora conta que o livro estava entre os mais lidos no Hospital de Câncer de Sorocaba, porque ajudava as crianças que estavam perdendo o cabelo a aceitarem que elas não precisavam ser iguais às outras crianças.

“As crianças se divertiam, adoravam.  A maior mensagem do livro é que a menina não precisa do cabelo padrão para ser feliz. Não acho o livro racista, escrevi inspirada em uma amiga de origem asiática que tinha o cabelo muito espesso, forte. Em algumas cenas mostro que o cabelo de Peppa tem até poderes de super-herói. Relacionei o aço ao cabelo, mas nem pensei na relação pejorativa com palha de aço, mas com a força mesmo O mundo não era o mesmo há 8 anos, o mundo melhorou, eu melhorei, hoje teria escrito um livro diferente”, diz Silvana Rando em entrevista à SUPER.

Na última quarta-feira, a autora explicou em seu perfil pessoal no Facebook a decisão de tirá-lo de circulação:

Após o posicionamento da autora, Ana Paula Xongani divulgou um novo vídeo sobre Peppa. Ali, ela diz: “Em nenhum momento eu quis conversar pessoalmente com a escritora do livro, porque não queria que fosse uma conversa entre Ana Paula Xongani e Silvana Rando. Queria esse debate acontecesse no âmbito social. Que a gente se afastasse e discutisse de forma coletiva, que pensasse em possibilidades como uma sociedade”, diz a Youtuber.

Para Silvana, ler Peppa não é a mesma experiência depois do vídeo de Xongani. “Sempre fiz livros leves, divertidos que passam a mensagem positivas e quero continuar produzindo esse tipo de conteúdo. Levei um susto com toda essa polêmica, mas aprendi a olhar para o outro e ouvir a opinião de quem pensa diferente da gente. Agora, Peppa colocou mais vozes discutindo, mais pessoas na conversa. O diálogo que ele abriu é o mais importante.”

Silvana está trabalhando em um novo livro que será lançado no primeiro trimestre de 2018.

via Superinteressante

Autora tira livro de circulação após polêmica sobre racismo

“Será que você conhece alguém com o cabelo tão forte e comprido, capaz de arrastar uma geladeira? Eu conheço”, diz a contracapa de Peppa, da escritora e ilustradora Silvana Rando. O livro foi recolhido de todos os pontos de venda do país a pedido da autora depois de receber críticas de que se tratava de “uma obra racista” e que “minava a autoestima de crianças de pele negra e branca”.

Peppa é a história de uma menina que tem cabelos volumosos, encaracolados e fortes a ponto de mover objetos. A menina faz um alisamento, mas para que os fios se mantenham intactos, recebe uma série de recomendações que incluem, dentre outras brincadeiras, “não rir demais”, “não rolar na grama” e “não nadar na piscina”. Cansada das restrições, Peppa decide ignorá-las e seus cabelos voltam a ser cacheados.

O livro foi lançado em 2009 pela editora BrinqueBooks e estava na 10ª reimpressão, com 27 mil exemplares vendidos. Em 2010, Peppa foi eleito um dos 30 melhores livros do ano pela revista Crescer e, no mesmo ano, foi adotado pela Prefeitura de São Paulo, pelo programa Minha Biblioteca São Paulo. Em 2013,  foi incluído na iniciativa literária Minha Biblioteca Itaú. Silvana Rando escreveu 10 livros, ilustrou mais de 40 e foi vencedora do Prêmio Jabuti em 2011 com Gildo, na categoria ilustração de livro infantil.

Há mais de um ano, a obra vinha recebendo críticas de que o livro seria ofensivo e de que reforçava estereótipos racistas. Um vídeo, publicado em abril de 2016, em que a youtuber Ana Paula Xongani questiona a mensagem que Peppa pode transmitir às crianças foi uma das críticas que mais repercutiu.

“Que informação a gente está passando pra essa crianças? Que seu cabelo de novo é ruim? Que seu cabelo é complicado de tratar? Já Peppa tem que escolher, ou ela vai ter os cabelos lisos e sedosos ou ela vai brincar? Isso é um absurdo, a gente está cerceando a liberdade da criança brincar com a sua beleza natural. Na última página do livro vem o ápice do absurdo: “lá se vai o cabelão liso e sedoso de Peppa”. A gente está falando de autoestima com essa frase?”, pergunta Xongani.

O vídeo tem mais de 300 comentários, a favor e contra as afirmações. Depois dele, o livro recebeu avaliações negativas nos sites das principais livrarias do país. Por outro lado, escritores, pais e professores que trabalhavam Peppa em sala de aula se manifestaram em apoio à obra. A autora conta que o livro estava entre os mais lidos no Hospital de Câncer de Sorocaba, porque ajudava as crianças que estavam perdendo o cabelo a aceitarem que elas não precisavam ser iguais às outras crianças.

“As crianças se divertiam, adoravam.  A maior mensagem do livro é que a menina não precisa do cabelo padrão para ser feliz. Não acho o livro racista, escrevi inspirada em uma amiga de origem asiática que tinha o cabelo muito espesso, forte. Em algumas cenas mostro que o cabelo de Peppa tem até poderes de super-herói. Relacionei o aço ao cabelo, mas nem pensei na relação pejorativa com palha de aço, mas com a força mesmo O mundo não era o mesmo há 8 anos, o mundo melhorou, eu melhorei, hoje teria escrito um livro diferente”, diz Silvana Rando em entrevista à SUPER.

Na última quarta-feira, a autora explicou em seu perfil pessoal no Facebook a decisão de tirá-lo de circulação:

Após o posicionamento da autora, Ana Paula Xongani divulgou um novo vídeo sobre Peppa. Ali, ela diz: “Em nenhum momento eu quis conversar pessoalmente com a escritora do livro, porque não queria que fosse uma conversa entre Ana Paula Xongani e Silvana Rando. Queria esse debate acontecesse no âmbito social. Que a gente se afastasse e discutisse de forma coletiva, que pensasse em possibilidades como uma sociedade”, diz a Youtuber.

Para Silvana, ler Peppa não é a mesma experiência depois do vídeo de Xongani. “Sempre fiz livros leves, divertidos que passam a mensagem positivas e quero continuar produzindo esse tipo de conteúdo. Levei um susto com toda essa polêmica, mas aprendi a olhar para o outro e ouvir a opinião de quem pensa diferente da gente. Agora, Peppa colocou mais vozes discutindo, mais pessoas na conversa. O diálogo que ele abriu é o mais importante.”

Silvana está trabalhando em um novo livro que será lançado no primeiro trimestre de 2018.

via Superinteressante

Recorde: dino de 35 toneladas deixou 155 m de pegadas na França

Você está caminhando distraído em um dos idílicos sopés de montanha do vilarejo de Plagne, na França. Lindo. Até que você tropeça e cai em um buraco de um metro de diâmetro.

Surpreendente? Você ainda não viu nada. O buraco que acabou com as suas férias, na verdade, não é um buraco: é uma das maiores pegadas da história da paleontologia, deixada pela pata de um dinossauro saurópode de 35 toneladas há 150 milhões de anos.

Floreios à parte (ninguém tropeçou, ainda bem), foi quase isso que ocorreu em 2009 com dois membros de uma sociedade de naturalistas sediada na comuna de Oyonnax, na França. Ao se depararem com a pata tamanho GG, eles ligaram para especialistas da Universidade de Lyon, que começaram a explorar o sítio.

Seis anos de observação depois, em 2015, ficou estabelecido que o autor do buraco atendia pelo nome de Brontopodus plagnensis, um pescoçudo herbívoro de 35 metros – sete a mais que um ônibus biarticulado, como este aqui. Foi preciso criar uma nova espécie para encaixá-lo, já que seu tamanho e suas patas não batiam com nenhuma das classificações conhecidas até então.

Só isso já bastaria para fazer história na paleontologia. Mas as descobertas não pararam por aí. Com o passar dos anos, os pesquisadores de Lyon encontraram outra pegada. E mais outra. E mais outra. No final das contas, o rastro deixado pelo B. plagnensis se estendia por 155 metros. Um recorde: a trilha de pegadas de dinossauro mais longa já encontrada. O registro ainda não chegou no Guinness, mas já há um artigo científico publicado a respeito.

Além do diâmetro da pata em si, que varia entre 0,94 cm e 1,03 m, cada pisada do animal espalhava um anel de lama de três metros em torno de si. Os pesquisadores já suspeitavam da existência dessa trilha desde a descoberta do primeiro buraco, há oito anos, mas só agora o resultado foi oficializado. “Essas são distâncias muito longas”, afirmou à imprensa, à época, Pierre Hantzpergue, um dos pesquisadores envolvidos. “Nós já vimos trilhas de 50 metros na França, de 100 metros na Suíça e até o recorde mundial, em Portugal, com 150 metros. Ainda há muitos hectares para explorar, mas Plagne sem dúvida passará dos 150 metros.” E passou mesmo.

Com base em seu peso e tamanho, é possível calcular a velocidade média do dino: 4 km/h. Ainda bem que ele não tinha motivo para correr: os saurópodes foram os gigantes gentis da pré-história. Se alimentavam de folhas e gostavam de ficar na água. Evidências geológicas apontam que, no final do período Jurássico, a região da França mais próxima dos Alpes era coberta por águas rasas, pontuadas por pequenas ilhas. O ambiente perfeito para os gigantes se molharem, comerem uma árvore ou duas e pularem na água de novo. Vida boa.

via Superinteressante

Recorde: dino de 35 toneladas deixou 155 m de pegadas na França

Você está caminhando distraído em um dos idílicos sopés de montanha do vilarejo de Plagne, na França. Lindo. Até que você tropeça e cai em um buraco de um metro de diâmetro.

Surpreendente? Você ainda não viu nada. O buraco que acabou com as suas férias, na verdade, não é um buraco: é uma das maiores pegadas da história da paleontologia, deixada pela pata de um dinossauro saurópode de 35 toneladas há 150 milhões de anos.

Floreios à parte (ninguém tropeçou, ainda bem), foi quase isso que ocorreu em 2009 com dois membros de uma sociedade de naturalistas sediada na comuna de Oyonnax, na França. Ao se depararem com a pata tamanho GG, eles ligaram para especialistas da Universidade de Lyon, que começaram a explorar o sítio.

Seis anos de observação depois, em 2015, ficou estabelecido que o autor do buraco atendia pelo nome de Brontopodus plagnensis, um pescoçudo herbívoro de 35 metros – sete a mais que um ônibus biarticulado, como este aqui. Foi preciso criar uma nova espécie para encaixá-lo, já que seu tamanho e suas patas não batiam com nenhuma das classificações conhecidas até então.

Só isso já bastaria para fazer história na paleontologia. Mas as descobertas não pararam por aí. Com o passar dos anos, os pesquisadores de Lyon encontraram outra pegada. E mais outra. E mais outra. No final das contas, o rastro deixado pelo B. plagnensis se estendia por 155 metros. Um recorde: a trilha de pegadas de dinossauro mais longa já encontrada. O registro ainda não chegou no Guinness, mas já há um artigo científico publicado a respeito.

Além do diâmetro da pata em si, que varia entre 0,94 cm e 1,03 m, cada pisada do animal espalhava um anel de lama de três metros em torno de si. Os pesquisadores já suspeitavam da existência dessa trilha desde a descoberta do primeiro buraco, há oito anos, mas só agora o resultado foi oficializado. “Essas são distâncias muito longas”, afirmou à imprensa, à época, Pierre Hantzpergue, um dos pesquisadores envolvidos. “Nós já vimos trilhas de 50 metros na França, de 100 metros na Suíça e até o recorde mundial, em Portugal, com 150 metros. Ainda há muitos hectares para explorar, mas Plagne sem dúvida passará dos 150 metros.” E passou mesmo.

Com base em seu peso e tamanho, é possível calcular a velocidade média do dino: 4 km/h. Ainda bem que ele não tinha motivo para correr: os saurópodes foram os gigantes gentis da pré-história. Se alimentavam de folhas e gostavam de ficar na água. Evidências geológicas apontam que, no final do período Jurássico, a região da França mais próxima dos Alpes era coberta por águas rasas, pontuadas por pequenas ilhas. O ambiente perfeito para os gigantes se molharem, comerem uma árvore ou duas e pularem na água de novo. Vida boa.

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Cachorros conseguem farejar medo nas pessoas

Os cães são capazes de sentir, em frações de segundo, quando uma pessoa está com medo. Você já deve ter percebido isso na prática. Agora, a ciência sabe como eles fazem isso: por meio do olfato. Numa experiência realizada por pesquisadores italianos, três grupos de pessoas assistiram a vídeos alegres, assustadores ou neutros (que não provocavam nenhuma resposta emocional). Em seguida, os cientistas coletaram amostras do suor dos voluntários – e levaram para que 40 cachorros (31 labradores e 9 golden retrievers) cheirassem.

O suor de quem havia sentido medo induziu a mesma reação nos cães, que ficaram mais nervosos, arredios e com batimentos cardíacos acelerados (as outras amostras de suor, de quem tinha visto os vídeos alegres ou neutros, não produziram esse efeito).

Isso supostamente acontece porque, quando uma pessoa está com medo, seu corpo secreta substâncias específicas – que os pesquisadores ainda não conseguiram idenfiticar (o estudo se refere a eles de forma genérica, como “sinais químicos”), mas teoricamente podem ser detectadas pelo olfato apuradíssimo dos cães. Quando você está com medo, os cachorros percebem – e não adianta tentar disfarçar. 

via Superinteressante

Grupo Amish dos EUA têm mutação genética que faz viver 10 anos a mais

Pedra filosofal? Fonte da juventude? Esqueça tudo isso: se quiser garantir uns anos de vida a mais na face da Terra – e de quebra evitar problemas como o diabetes –, você precisa mesmo é de um pouco de DNA Amish nas suas células.

Os Amish são um grupo católico conservador, famoso por usar trajes sóbrios e evitar contato com automóveis, celulares e outras inovações tecnológicas não tão recentes assim. Sua origem é uma espécie de “ala radical” do protestantismo que emergiu na Suíça no final do século 16 – e atravessou o oceano, pegando carona com a colonização dos atuais territórios dos EUA e do Canadá. Atualmente, há por volta de 200 mil fiéis dessa denominação na América do Norte.

Como eles são obrigados a se casar com membros da própria comunidade, tendem a ter grandes semelhanças genéticas entre si. Isso é ruim por um lado, já que torna quase impossível evitar a disseminação de doenças hereditárias quando elas aparecem. Por outro, se calhar de aparecer um gene novo e extremamente vantajoso em um Amish, em algumas poucas gerações ele se espalhará e beneficiará uma grande fatia da população.

É justamente esse fenômeno que foi “flagrado” por pesquisadores da Universidade Northwestern, em Chicago. Analisando uma amostra de 177 Amish do estado de Indiana, eles descobriram que 43 deles carregavam uma rara alteração no gene Serpine1 – associada a um aumento médio de dez anos na expectativa de vida do portador, além de um metabolismo mais saudável e maior resistência ao diabetes.

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“Essa é uma mutação genética rara, que parece proteger contra o envelhecimento biológico em seres humanos”, explicou à imprensa Douglas Vaughan, líder do estudo. Os resultados foram publicados em um artigo científico.

Uma das funções do gene Serpine1 é dar ao corpo as instruções para fabricar uma proteína chamada PAI-1, que estimula o processo de senescência. Em bom português, sua função é impedir nossas células de criarem novas cópias de si próprias – o que impede a renovação dos nossos tecidos e nos leva, em última instância, à morte.

Quando esse gene “dá pau”, as células não recebem mais instruções para parar de se reproduzir – e o portador da mutação acaba vivendo mais e melhor. Vaughan e sua equipe verificaram uma redução de 50% na produção de PAI-1 nos Amish estudados – o que significa, em termos biológicos, que eles herdaram uma cópia problemática do gene de um dos pais, e uma cópia saudável do outro (o que os torna heterozigóticos).

Em escala celular, essa juventude prolongada se manifesta em estruturas chamadas “telômeros”. Telômeros são estruturas que ficam posicionadas como tampas de caneta na ponta dos cromossomos. Via de regra, eles ficam mais curtos conforme o corpo envelhece. Não por coincidência, os telômeros dos Amish que ganharam na loteria genética são mais compridos que o normal para suas faixas etárias – uma prova de que eles realmente demoram mais para entrar na terceira idade.

Legal. Só não dá para exagerar na dose. Sete dos 43 investigados acabaram herdando a característica tanto do pai quanto da mãe – o que cortou completamente a atuação do Serpine1, e, por consequência, a produção de PAI-1. Os pesquisadores ainda não sabem o quanto uma dose dupla da mutação será capaz de aumentar a expectativa de vida desses portadores – o mais velho deles tem 30 anos de idade. Mas eles já sofrem com problemas de saúde associados ao problema. Na dúvida, melhor não exagerar: dez anos a mais já são bastante coisa, não é mesmo?

via Superinteressante

Comer muito rápido engorda e faz mal para o coração

Você é daqueles que come tão rápido que precisa esperar – com certa dose de paciência – os colegas a sua volta terminarem o prato?

Pois saiba que, perto deles, você tem maior probabilidade de ver a cintura inflar e o coração sofrer. Pelo menos é o que indica um estudo recém-apresentado em evento da prestigiada Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês).

Para o trabalho, cientistas da Universidade Hiroshima, no Japão, recrutaram 642 homens e 441 mulheres de mais ou menos 51 anos. Em 2008, nenhum deles apresentava síndrome metabólica – conjunto de fatores que eleva o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão, diabetes e excesso de gordura ao redor do abdômen. Eles dividiram esse pessoal todo em três turmas, de acordo com a velocidade que cada um julgava comer: devagar, normal ou rápido.
Em cinco anos, os estudiosos perceberam que os apressados à mesa tinham um risco maior de desenvolver a tal síndrome metabólica do que quem comia num tempo normal: 11,6% contra 6,5%, respectivamente. Engolir a comida como se o mundo fosse acabar ainda foi associado a ganho de peso, cintura mais larga e altas taxas de glicose no sangue.

Em comunicado divulgado pela AHA, Takayuki Yamaji, principal autor do trabalho comentou o seguinte: “Ao comer rapidamente, as pessoas tendem a não sentir saciedade. Assim, ficam mais propensas a exagerar. Esse comportamento leva a uma maior flutuação de glicose, o que pode resultar em resistência insulínica”. Quando esse hormônio não funciona direito, o açúcar sobra na circulação – situação que abre brecha para o diabetes e os estragos associados ao quadro.

Dicas para refeições menos aceleradas

Prepare a mesa e evite distrações
Não precisa de requinte. Usar um jogo americano já dá vontade de passar mais tempo sentado. Só não vale ligar a tevê ou ficar mexendo no celular.

Envolva a família toda
Quem não mora sozinho deve buscar companhia para ficar em volta da mesa. Um bom papo tende a estender o tempo das garfadas – só não vale abusar delas.

Comece pela salada
E monte-a com itens mais duros (como a cenoura), que exigem mastigação. Ao chegar ao prato principal, o cérebro logo receberá o sinal de saciedade.

Descanse os talheres
Após cada garfada, repouse a faca e o garfo ao lado do prato. Ao segurá-los o tempo todo, a tendência é emendar uma abocanhada na outra, sem descanso.

Vá de alimentos sólidos
No início do treino para desacelerar a refeição, prefira ingredientes mais resistentes. Por exemplo: troque o purê pela batata.

Planeje suas refeições
Não é necessário ter horário fixo. Mas, se você já sabe como será seu dia, não custa reservar 20 minutos para se alimentar.

Este conteúdo foi publicado originalmente em Saúde.

via Superinteressante

Bullying é mais prejudicial quando praticado por amigos

“Você não pode sentar com a gente!” (Reprodução/Giphy)

Conflitos e provocações entre amigos são algo natural. Mas nem sempre são inofensivos: na verdade, quando viram bullying, podem ser mais prejudiciais do que aquele praticado por outras pessoas.

Essa foi a conclusão de um estudo da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, e publicado este mês no Journal of School Health.

Os autores mediram os efeitos do bullying sobre a saúde de 5.335 estudantes ingleses entre 11 e 15 anos. Foram considerados três tipos de bullying: físico (quando há algum tipo de agressão ou intimidação física), verbal (xingamentos, ameaças, comentários desrespeitosos etc.) e relacional (quando ocorrem agressões emocionais ou psicológicas entre pessoas de um mesmo grupo).

De todos, o bullying relacional se mostrou associado a uma menor qualidade de vida entre os jovens. E, apesar de as meninas serem mais propensas a enfrentar esse problema, o efeito negativo na saúde era igual para ambos os gêneros.

Segundo o estudo, esse tipo de bullying é marcado por ações como ameaças de término de amizades, propagação de rumores falsos, uso de amizade como moeda de troca e exclusão intencional da vítima do grupo de amigos. Como resultado, ocorrem danos ao status social e ao relacionamento da pessoa com os colegas – e tudo isso acaba impactando na saúde dos excluídos.

Kayleigh Chester, pesquisadora do instituto de saúde e ciência humana da Universidade de Hertfordshire e autora principal do artigo, destacou o perigo desse tipo de assédio mais sutil: o bullying relacional ainda não recebe muita atenção de pais e professores e muitas vezes é confundido com simples desentendimentos entre amigos – o que reduz a probabilidade de uma intervenção externa para ajudar as vítimas.

(Via Medical Xpress)

via Superinteressante

Einstein e Freud, como você nunca viu

Você é feito de quatro coisas. Só quatro: tempo, espaço, matéria e energia. Einstein veio e mostrou que tempo e espaço, no fundo, são a mesma coisa. Quando você está parado, atravessa a dimensão do tempo na maior velocidade possível. Quando se move, rouba velocidade da passagem do tempo e a transfere para as dimensões de espaço na forma de quilômetros por hora. Quando você atinge 1,08 bilhão de km/h, a maior velocidade possível pelas leis da física, então, o tempo deixa de passar.

Se para Cazuza o tempo não para, do ponto de vista de uma partícula de luz, que está sempre a mais de 1 bihão de km/h, o tempo não passa. Fótons são eternos. Tempo e espaço, afinal, são duas faces da mesma moeda, Einstein ensinou. Como se não bastasse, o alemão também mostrou que matéria e energia são basicamente a mesma coisa. O E=mc2, sua equação-celebridade, revela que matéria é só uma forma extremamente concentrada de energia outra. Se você pesa 60 quilos, isso significa que há 2.584 megatons de energia pura aí dentro – o equivalente a 169 mil bombas de Hiroshima.

Quem gosta de ciência sabe que o que o conteúdo dos últimos dois parágrafos representa só uma fração das descobertas de Einstein. Quem acompanha a SUPER sabe que a gente adora editar livros. A gente decidiu, então, fazer como Einstein e unificar essas duas coisas, na forma de um livro todo dedicado a explicar as teorias do maior gênio da história.

Só as teorias, diga-se. As biografias tradicionais que nos perdoem, mas não perdemos tempo no nosso livro falando sobre os casamentos de Einstein, os filhos de Einstein, se Einstein preferia sorvete de creme ou de chocolate. São 312 páginas sobre a ciência de Einstein. Toda a ciência: das primeiras teorias, sobre o comportamento dos átomos e das partículas de luz, à busca pela unificação entre a mecânica quântica e sua Relatividade Geral.

Einstein já está nas bancas e nas livrarias. Perto do Natal, ele ganha uma companhia ilustre: Freud, também editado pela SUPER. As duas obras marcam a estreia de uma nova coleção nossa, a Para Entender de Uma Vez, feita para explicar a obra de gênios de forma abrangente, profunda e gostosa de ler. Essa tarefa, nada simples, ficou a cargo de dois autores completos. Einstein foi escrito por Salvador Nogueira, um dos melhores divulgadores de ciência do país. É seu 11o livro – quarto pela SUPER. Freud ficou sob os cuidados de Alexandre Carvalho, autor de Inveja, (editora Leya), e parte da família de colaboradores da SUPER há uma década. Pode ficar tranquilo que você está em ótimas mãos. Einstein e Freud também.

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Algoritmo supera humanos em diagnóstico de doença

Um algoritmo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Stanford se mostrou mais eficaz do que radiologistas humanos para diagnosticar casos de pneumonia.

Alimentado com 112.120 imagens de raio-X de peito referentes a 14 tipos de doenças, o algoritmo foi criado para facilitar a desafiadora tarefa de diagnosticar patologias como a pneumonia. “Nos interessamos em desenvolver algoritmos de machine learning que podem aprender de milhares de diagnósticos a partir de raio-x de peito e fazer diagnósticos precisos”, escreve Pranav Rajpurkar, estudante de graduação no grupo de machine learning de Stanford e co-autor do estudo, publicado arXiv, que reúne artigos científicos ainda não publicados em periódicos do ramo. O machine learning é um processo que simula a aprendizagem humana com eficiência computacional.

Os pesquisadores trabalharam junto com Matthew Lungren, professor assistente de radiologia, para desenvolver o algoritmo. Sob sua supervisão, quatro radiologistas de Stanford fizeram anotações sobre 420 imagens de raio-x de peito para detectar a pneumonia. Dentro de um mês de funcionamento, o algoritmo já conseguia diagnosticar a doença com maior precisão do que os profissionais humanos.

“A motivação por trás desse trabalho é ter um modelo de deep learning para ajudar na tarefa da interpretação de imagens para superar as limitações intrínsecas à percepção e ao viés humano, e reduzir erros”, segundo Lungren.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo também desenvolveram um programa de computador que gera uma espécie de mapa de calor sobre os raio-x de peito dos pacientes para facilitar o diagnóstico da pneumonia. O objetivo é que ele possa ajudar a detectar a doença em locais onde não existem radiologistas para atender ao povo.

A equipe se diz dedicada a projetos de machine learning no futuro, um campo que, segundo eles, tem “potencial massivo”.

Este conteúdo foi publicado originalmente em Exame.com

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