Alzheimer pode estar atrelado ao vírus da herpes

Alzheimer é uma doença cada vez mais comum — quase 44 milhões de pessoas no mundo convivem com ela e as projeções da OMS dizem que, em 2030, 75 milhões serão afetados pelo mal. Uma das razões que torna o tratamento tão difícil é que ainda não existe um consenso sobre a causa do declínio cognitivo. Sabemos que há um aumento de uma proteína chamada beta-amiloide e que a presença de outra substância, a proteína Tau, prejudica os neurônios, mas ainda não desvendamos quais fatores desencadeiam esses processos. Agora, podemos ter encontrado um suspeito inesperado: o vírus da herpes.

Um estudo publicado na revista especializada Neuron reuniu pesquisadores do mundo todo constatou que dois subtipos do vírus da herpes (HHV-6A e HHV-7) foram encontrados no cérebro de pacientes de Alzheimer em níveis até duas vezes maiores do que os encontrados no tecido cerebral de pessoas que não têm a doença. A descoberta foi quase por acidente. Quando os resultados das pesquisas começaram a apontar para esse lado, os cientistas estavam procurando por genes humanos que fossem mais ativos nos estágios iniciais do Alzheimer. A novidade foi recebida com ceticismo pela equipe, que realizou os mesmos testes em três outros bancos de cérebros (centros que colecionam tecidos cerebrais para serem estudados) antes de publicarem o estudo.  

Isso não quer dizer que há uma suspeita de que o Alzheimer seja, de alguma forma, contagioso. Os vírus encontrados não são os mesmos que causam herpes labial, mas formas mais comuns que quase todo mundo carrega e que não costumam causar problemas. A teoria ainda é bastante controversa e os cientistas estão divididos sobre essa relação de causa e consequência.Os pesquisadores estão divididos entre duas possibilidades: 1)gatilho 2)vulnerabilidade). Ou seja, se o vírus é um gatilho ativo da doença ou se os cérebros de pessoas que já estão no caminho do Alzheimer são apenas mais vulneráveis à infecção.

Culpado ou inocente, o fato é que o vírus está lá e só esse fato abriu novas portas para estudos que tentam desvendar um mistério onde já ocorreram centenas de tentativas fracassadas. A luta contra o Alzheimer está só começando.

via Superinteressante

11 aplicativos para ganhar tempo

LEITURA

Ubook

Audiobooks são uma ótima alternativa para leitura enquanto estamos apertados no ônibus ou esperando o embarque. O Ubook oferece um catálogo amplo, de clássicos da literatura até podcasts de assuntos variados – é a sua vantagem em relação aos seus competidores. Custa R$ 24 ao mês, vem em português, com opção de ouvir offline. Tem a opção de salvar suas listas e continua a rodar o aúdio de onde o ouvinte parou da última vez. É como um Netflix sonoro.
ubook.com

(Divulgação/Montagem sobre reprodução)

Spritz

Spritz é uma tecnologia de leitura que opera dentro de outros aplicativos, como o ReadMe!, um leitor de ebooks. O princípio é o mesmo em todas as suas encarnações: basta selecionar o que você quer ler e dar o play. O app passa o texto palavra por palavra. Aí é só manter o foco e se concentrar na leitura, sem ter de virar ou rolar a página, com velocidade selecionada pelo usuário. No site, você encontra uma lista de apps que usam a tecnologia.
spritzinc.com

Pocket

Você está navegando e se depara com um texto superlegal, mas não pode ler naquele momento. Com o Pocket, que também é uma extensão do Chrome, você pode salvar aquele link para ler depois. Notícias, fotos, vídeos e tudo que você mais quiser ler ou ver fica armazenado numa espécie de site de notícias personalizado. O app também converte o texto em áudio, permitindo que você escute qualquer texto no trânsito, no metrô, na academia.
getpocket.com

ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA

Wally

Organiza as suas despesas de um jeito simples (chega de perder horas no Excel). É só cadastrar o que se ganha, a frequência, a projeção de gastos e – importante – o quanto se quer economizar em determinado período. Tem uma interface organizada e opções de filtros que dão ao usuário uma ideia clara de onde ele está gastando seu precioso dinheirinho. O usuário pode ver o quanto e em que gastou – e segurar a carteira na próxima, se for o caso.
wally.me

(Divulgação/Montagem sobre reprodução)

Zoom

O site economiza o tempo perdido na procura do melhor preço. Ao pesquisar um produto, mostra o quanto ele custa em várias lojas, além de anunciar de cara o mais em conta. Para fugir das black fraudes, revela a evolução de preço do produto em dias e meses. Se aparece na loja como promoção, mas o preço está o mesmo de antes de uma alta absurda, liga o alerta e você não cai em roubada – ou pelo menos não compra de lojas antiéticas.
zoom.com.br

GERENCIAMENTO DE TAREFAS

Asana

Indicado para quem quer organizar qualquer tarefa, seja ela de casa, de trabalho ou de estudos. O Asana cria listas de tarefas e organiza tudo por projetos. Dá até para integrar mais pessoas ao aplicativo para distribuir as incumbências entre os parceiros. Para os mais esquecidos, o aplicativo avisa quando se está chegando ao deadline.
app.asana.com

Trello

O app é uma agenda virtual que pode ser compartilhada de forma rápida. Ele permite separar as tarefas em categorias e sinalizar o andamento delas em tags como “ideias”, “a fazer” e “pronto”. Também abre espaço para fotos e discussões em comentários no próprio aplicativo. Você pode turbinar o seu Trello com as powerups, extensões que agregam novas funções, como calendário, notificação de envelhecimento das notas e enquetes. Mas fique atento a isto: gastar mais tempo organizando a agenda do que fazendo também é problema. Comece no básico e vá personalizando aos poucos.
trello.com

Google Keep

Quem nunca teve uma ideia genial na fila do supermercado e não conseguia lembrar exatamente o que era ao chegar em casa? O Google oferece essa ferramenta para que seus insights possam ficar salvos. Funciona como um bloco de notas digital. A diferença é que, além de escrever, dá para gravar áudios e até tirar uma foto daquilo que pode ser importante lembrar. Também tem a função de criar lembretes, listas de tarefas e compartilhar com outros membros.
google.com.br/keep

(Divulgação/Montagem sobre reprodução)

PARA DESLIGAR DO CELULAR

QualityTime

Melhor amigo de quem está tentando se livrar do vício no celular, mostra o tempo gasto em cada app ou rede social, quantas vezes ele foi acionado e em quais horários são acessados. Depois de um tempo coletando os dados, apresenta um panorama geral e, se o usuário quiser, limita o acesso aos apps em certas ocasiões ou dá um alerta de pausa. Assim você sabe que está na hora de largar o smartphone. Disponível somente para Android.
qualitytimeapp.com

(Divulgação/Montagem sobre reprodução)

VIDA NO ESCRITÓRIO

CamScanner

Em pleno século 21, digitalizar documentos ainda é uma tarefa que leva um tempo considerável. Mas, com este app, o próprio celular vira um scanner, utilizando a câmera do aparelho. A digitalização vai direto para sua galeria de fotos ou, se preferir, para a nuvem do próprio app, que oferece 200 MB. Outra função interessante é a conversão da imagem para arquivos de texto editáveis, poupando você de ter de digitar tudo.
en.ccint.compersonal-camscanner

(Divulgação/Montagem sobre reprodução)

Pomodoro

Existe uma técnica de gerenciamento do tempo chamada Pomodoro em que você divide a jornada em tiros de 25 minutos. Quando soar o alarme, você pode descansar por um período curto. Ao completar quatro ciclos, o descanso é maior. Para adotar o método, você precisa de um cronômetro fácil de ajustar várias vezes ao dia.
Para Android: Pomodoro Timer
Na loja iOS: Pomodrone

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Se o Brasil tivesse apenas um jogador, como seria seu rosto?

Neymar tem cabelos ondulados, com um nariz grosso, e um queixo redondinho. É quase o oposto de Alisson, nosso goleiro, com rosto e queixos quadrados e pele mais clara do que o nosso camisa 10. Essa diferença é ótima para mostrar a pluralidade do povo brasileiro (e até para não confundir ninguém na hora de colar a figurinha no lugar certo). Mas, se fossemos pra fazer uma média dos rostos dos dois, ou melhor, da seleção toda, qual seria o resultado? Foi isso que um programador tentou descobrir – e conseguiu.

Para chegar ao resultado, um usuário do Reddit que se identifica como tokenizer_fsj precisou misturar técnicas. Primeiro, ele aproveitou o repositório de retratos da FIFA. A federação internacional disponibilizou fotos de cada um dos jogadores que estão participando da copa. Todos no mesmo enquadramento, e iluminação. Perfeito para a analise dos rostos. O usuário baixou todas as imagens, as agrupou de acordo com as seleções, e, mais tarde, as sobrepôs.

Como resultado, ele teve uma imagem prévia, não muito definida, de como seria esse “rosto padrão” do atleta. No caso Brasil, por exemplo, o programador encontrou isso:

(tokenizer_fsj / Reddit/Reprodução)

Para ajustar o visual, e dar uma forma mais humana e clara, o usuário, então, usou um conjunto de códigos conhecido como Face Morpher (FM). Na prática, o software adapta as camadas de diferentes rostos para uma única face, usando as geometria do corpo humano. Ele consegue identificar, por exemplo, a forma do nariz de cada um dos 23 jogadores sobrepostos. Logo em seguida, é capaz de somar todos os desenhos e formar um novo com base nas características dominantes.  Se 80% dos jogadores têm nariz em formato de batata, naturalmente o resultado final não terá um nariz fino, por exemplo. Após a aplicação dos rostos no FM, o rosto do brasileiro ficou assim:

(tokenizer_fsj / Reddit/Reprodução)

Tokenizer, então, sobrepôs o rosto gerado via Face Morpher, no corpo de sua sobreposição original. O objetivo era ter uma ideia não só do rosto do jogador, mas também visualizar como seria seu corte de cabelo, e o busto. O resultado foi, um atleta que somava a característica da nossa seleção toda:

(tokenizer_fsj / Reddit/Reprodução)

O usuário não fez isso só com os canarinhos. A experiência foi replicada para 24 seleções que estão disputando o mundial. Na prática, se seu álbum de figurinhas tivesse só duas dúzias de espaços, ele pareceria com isso:

(tokenizer_fsj / Reddit/Reprodução)

Para finalizar, o usuário, ainda repetiu o processo unindo todos os rostos dos seus jogadores-padrão. De acordo com ele, se a copa tivesse um único atleta, ele seria assim:

Tudo, é claro, é só uma simulação. Ainda bem. Com um jogador só não se faz copa.

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Especialistas contrariam a OMS e dizem que não existe “vício em videogame”

Especialistas contrariam a OMS e dizem que não existe “vício em videogame”

Esta semana, a Organização Mundial da Saúde incluiu o vício em games na sua lista de doenças. Mas médicos e cientistas dizem que isso pode ser um exagero

Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde incluiu o vício em videogames na sua lista oficial de doenças. O transtorno estaria relacionado à baixa autoestima, depressão e mal-estar. Mas, para muitos profissionais da área, a OMS está se precipitando – pois os estudos a respeito não são conclusivos.

Andy Przybylski, professor associado e diretor de pesquisa do Oxford Internet Institute, concedeu uma entrevista ao jornal The Guardian criticando a ação.“O que é muito importante entender sobre isso é que essas correlações são extremamente pequenas”, disse. “E 99% do bem-estar de uma criança não tem nada a ver com telas, independentemente de como você mede isso”.

Já para Pete Etchells, professor de psicologia e ciência da Universidade de Bath, a correlação não está  necessariamente errada, mas é prematura. “A melhor evidência que temos atualmente sugere que algum tempo de tela, algum vídeo game por dia, é melhor do que nenhum, especialmente para o bem-estar infantil”, declarou.

Isso significa que está liberado passar 24h por dia jogando Fortnite? Não necessariamente. A discussão é sobre classificar o hábito como doença, e não se há um tempo limite para passar nas telas. Para o médico Max Davie, do Royal College of Paediatrics, essa é uma questão familiar, e cabe aos pais educarem os filhos a controlarem o seu tempo de tela e praticarem outras atividades.

Vale lembrar da política adotada pela Coreia do Sul em 2011, que estipulou um toque de recolher nos jogos online para menores de 16 anos entre a meia-noite e às 6 da manhã. A prática não funcionou e a maioria dos jovens pesquisados diz que continua sem dormir de madrugada, só que fazendo outras coisas — no final das contas, não eram os games que os mantinham acordados.

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O dia em que os gravatas caíram

“É para dar um salve geral nos jets* para carregar nas imagens. Se a cumbuca de boia vem cheia, é para jogar um pouco fora e mostrar que é pouco, deixar lixo no pavilhão para mostrar que o local não tem condições para permanecer preso. Tem que ser bem orquestrado, esse Luis Carlos do Condepe vai nos auxiliar como foi feito aqui em Presidente Venceslau em dezembro.”

*Jets (ou “pilotos”) são os gerentes do PCC nas cadeias

O trecho acima é parte de uma carta escrita à mão e apreendida em maio de 2015 na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, a 610 quilômetros de São Paulo. Nela, a cúpula do PCC apresenta Luiz Carlos dos Santos como novo membro da Sintonia dos Gravatas – como é conhecida a equipe de advogados que atua para a facção. Na época, Santos era vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe).

A mensagem esclarecia as funções atribuídas a ele, que vinha recebendo uma mesada de R$ 5 mil para exercer influência na Secretaria da Justiça e junto a juízes e desembargadores. Seu trabalho: denunciar maus tratos no sistema carcerário e interceder em favor de membros do PCC. Daí a orientação para que os presos jogassem comida fora e reforçassem o lixo, já que um grupo de fotógrafos faria imagens da penitenciária a pedido do Condepe. A intenção era pegar o material e fazer denúncias capazes de chegar à ONU e à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Em um e-mail interceptado pela polícia, Santos cobrava R$ 10 mil do PCC para vistoriar o presídio de Presidente Bernardes, onde estão as principais lideranças da facção. E foi a partir dessa investigação que o MP Estadual e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram, em novembro de 2016, a Operação Ethos, pedindo a prisão de 55 pessoas. Do total, 34 eram advogados pertencentes à Sintonia dos Gravatas. Formado inicialmente para prestar serviços jurídicos à facção, há tempos o grupo atuava como elo entre presos e bandidos em liberdade – ou alocados em outras cadeias. Protegidos pelo sigilo constitucional, os gravatas atuavam como pombos-correios do PCC.

Entre eles, a comunicação costumava ser feita por meio de e-mails falsos e codinomes. Os honorários vinham de negócios ilícitos, como a caixinha mensal paga pelos membros do PCC, as rifas e o tráfico de drogas. Depositados em contas de laranjas, os valores oscilavam na casa de R$ 6 milhões ao ano. Quando necessário, os serviços jurídicos legais eram feitos por outros advogados, contratados pela Sintonia dos Gravatas, cujo chefe era Valdeci Francisco Costa – homem de confiança de Marcola. Também conhecido como “CI” e “Alexandre Magno”, o criminoso foi preso em junho de 2016 em Campinas (SP).

A Célula R

Durante as investigações, o MP interceptou um e-mail enviado por Valdeci Costa à advogada Marcela Fortuna. No título, a mensagem dizia “projeto estrutural 2016” e trazia anexa uma planilha com um novo organograma e novas diretrizes para a facção. O PCC estaria organizado, agora, como uma grande empresa. No topo, um Conselho Deliberativo. Logo abaixo, um Conselho Diretor, ocupado por um “diretor presidente” (o próprio CI), um “representante interno” e um “representante externo”. Na sequência, quase 30 setores interconectados, distribuídos em áreas que iam desde auditorias até diretorias administrativa, de relações institucionais e jurídica – agora intitulada Célula R, uma referência à palavra “recursistas”, como são conhecidos os presos que conhecem legislação.

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O ser humano só usa 10% do cérebro. Verdade ou mentira?

O ser humano só usa 10% do cérebro. Verdade ou mentira?

Veja o que a ciência tem a dizer sobre uma das questões mais recorrentes envolvendo a mente humana

É tentador pensar que o cérebro ainda tem 90% de funcionalidades a explorar. Mas não é verdade. O órgão opera em potência máxima o tempo todo. Uma prova disso é que quando você está deitado, no mais puro ócio, seus músculos consomem pouca energia. Se você levantar e sair correndo, eles vão gastar cem vezes mais calorias do que quando estava deitado.

O cérebro opera numa lógica diferente. Ao resolver problemas difíceis, ele consome apenas 1% a mais de energia do que quando você pensava no nada. O responsável por isso é o inconsciente. Os exames de ressonância magnética, por exemplo, demonstram que diversas partes do cérebro são demandadas para realizar atividades simples, como mover os dedos. Em 2015, pesquisadores do MIT, nos EUA, utilizaram eletrodos para medir movimentações neurais de 2,7 mil pontos do córtex. O estudo descobriu que o cérebro toma diferentes caminhos para realizar funções.

Uma das possíveis origens para o mito de que se usa apenas 10% do cérebro tem relação com as células neuróglias ou gliais, responsáveis pelo trabalho pesado do sistema nervoso. Entre outras coisas, elas levam substâncias nutritivas ao órgão, evitam interferências nos impulsos dos neurônios e removem tecidos mortos. Conhecidas como “formiguinhas do cérebro”, elas representam 90% do universo de células neuronais. Os outros 10% dizem respeito aos neurônios, responsáveis por enviar os impulsos que fazem o organismo funcionar.

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Separar crianças dos pais causa danos cognitivos permanentes

No período em que os EUA adotaram a política de “tolerância zero” aos imigrantes ilegais na fronteira com o México, desde maio até a última quarta-feira (20/06), mais de 2.300 crianças foram separadas dos seus pais. Os adultos pegos atravessando a fronteira ilegalmente foram levados para um centro federal de detenção de imigrantes – e separados dos filhos, enviados para abrigos supervisionados pelo governo. 

Isos gerou enorme polêmica nos EUA. A Academia Americana de Pediatria, o Colégio Americano de Medicina e a Associação Americana de Psiquiatria manifestaram preocupação e enviaram declarações escritas pedindo ao governo que reverta a medida o mais rápido possível. Mais de 9.000 profissionais e organizações de saúde mental também assinaram uma carta de repúdio. Isso porque há um consenso entre os médicos de que uma experiência como essa têm consequências permanentes no desenvolvimento do cérebro humano. 

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Para as crianças, cujo cérebro ainda está em formação, ser fisicamente separado dos pais pode desencadear o que é conhecido como “estresse tóxico”. Quando isso acontece, o corpo responde aumentando a frequência cardíaca, a pressão sanguínea e os níveis de hormônios ligados ao estresse, como o cortisol. Em um ambiente saudável, o estresse tóxico é temporário e não causa grandes danos. No entanto, quando a criança não encontra o apoio que precisa, as crises de estresse tóxico são prolongadas e podem resultar em sintomas físicos com consequências tão duradouras quanto àquelas experimentadas com o abuso físico e exposição à violência. Algumas nunca se recuperam do trauma.

O estresse tóxico na infância também aumenta o risco de doenças cardíacas, diabetes, depressão e abuso de substâncias e dificuldade de aprendizado na idade adulta. No caso das crianças imigrantes, vale lembrar que elas já sofreram um trauma: muitas estão fugindo de situações de pobreza ou violência em seu país, o que as torna mais suscetíveis. 

A política de tolerância zero continua, mas os EUA revogaram a decisão que separa pais e filhos. Agora, famílias que forem pegas cruzando a fronteira ilegalmente não serão presas, mas terão de se apresentar à Justiça. Mas a nova medida não inclui as 2.300 crianças que já foram separados dos seus pais e se encontram em abrigos. Ou seja, o problema está longe de ser resolvido. 

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860 espécies marinhas já tiveram seus genes patenteados – e uma só empresa é dona de metade deles

860 espécies marinhas já tiveram seus genes patenteados – e uma só empresa é dona de metade deles

Legislação dos EUA e da Europa permite que corporações se tornem proprietárias do código genético de seres vivos; entenda

Se você inventar ou descobrir alguma coisa que tenha valor econômico, provavelmente irá patenteá-la. Dessa forma, você será o único a poder explorar aquela criação, e ganhar dinheiro com ela, durante determinado tempo. As leis de patentes são um elemento essencial para a sociedade: sem elas, as invenções trariam menos retorno a seus criadores (pois seriam rapidamente copiadas), e havia menos inovação. Mas, como toda legislação, elas também podem resvalar no excesso.

Um exemplo disso está na genômica. Quem identifica um gene, seja de qual criatura for, tem o direito de patenteá-lo – e passa a ser dono dele. Não apenas do método usado para sequenciar aquele gene, ou de eventuais tratamentos derivados da descoberta. Passa a ser dono do gene em si. Mais de 4.000 genes humanos chegaram a ser propriedade de empresas. Até que, em 2013, a Suprema Corte dos EUA proibiu a prática e anulou todas as patentes que incidiam sobre o DNA humano.

Mas continua sendo permitido patentear os genes de outros seres vivos – e grandes empresas têm corrido para fazer isso. É o que revela um estudo feito por cientistas da Suécia, do Canadá e do Japão, que analisaram 12.998 sequências genéticas de 862 espécies marinhas. Dez países são donos de 98% dos genes, e nada menos do que 47% delas pertenciam a apenas uma empresa: a multinacional alemã BASF. Todas as outras companhias, somadas, têm 37% das patentes genéticas. As universidades têm 12%, e governos, hospitais e cientistas individuais controlam apenas 4%.

Para os autores do estudo, isso acaba inibindo a inovação, pois as empresas não permitem que pesquisadores independentes trabalhem com os genes que elas descobriram (ou impõem restrições ao processo). Os genes de animais marinhos já têm várias aplicações comerciais. A empresa química Dow, por exemplo, está tentando isolar os genes responsáveis pela produção de ômega-3 nos peixes, e inseri-los em plantas.

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Os 3 projetos mais interessantes de crowdfunding em julho

Os 3 projetos mais interessantes de crowdfunding em julho

Um jogo de cartas em que você é um deputado federal, um selim de bicicleta com amortecedor e uma experiência para testar se vivemos na Matrix

Jogo do Congresso

Projeto: Vossa Excelência
O que é: Um jogo de cartas em que você assume o papel de deputado federal. Você escolhe um personagem (são 15, todos inspirados em políticos reais) e tem de ajudá-lo a ganhar apoiadores, driblar crises e lidar com CPIs, obras superfaturadas e demais ossos do ofício.
Meta: R$ 25 mil
Chance
de rolar: 4/5

Bike mais confortável

Projeto: ShockStop
O que é: Um selim de bicicleta com amortecedor. Segundo seus criadores, ele pode ser instalado em praticamente todos os modelos de bike (basta soltar dois parafusos) e absorve até 60% do impacto.
Meta: U$S 20 mil
Chance de rolar: 5/5

Desvendando a Matrix

Projeto: Do we live in a virtual reality?
O que é: Uma experiência para testar se o Universo é real ou se vivemos em uma simulação de computador. A ideia é do físico Tom Campbell, que fez carreira na Nasa e agora quer construir o “Contador de coincidências”, um aparelho que usará a física quântica para descobrir se a realidade existe de verdade. Também haverá um documentário mostrando tudo.
Meta: U$S 150 mil
Chance de rolar: 3/5

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SUPER TECH: os 4 produtos mais incríveis de julho

A volta da Atari

25 anos depois de lançar seu último console, a empresa ressurge com o VCS: que roda jogos clássicos e atuais e tem dois tipos de joystick

O joystick tradicional ganhou versão sem fio – e será usado em games clássicos. O console também virá com um controle moderno, para games mais sofisticados

A Atari já foi um império. Mas uma série de erros, cujo ápice foi o desastroso lançamento do console Jaguar (1993), arruinou a empresa. De lá para cá, ela trocou de mãos várias vezes, faliu, voltou e nunca tentou nada muito ambicioso – limitou-se a fazer alguns jogos para PC. Agora, os donos da marca pretendem ressuscitá-la com um novo videogame: o Atari VCS (Video Computer System). Ele imita o design do Atari 2600 e já vem de fábrica com cem games clássicos, como Asteroids, Missile Command, Yars Revenge e Breakout (criado em 1976 por Steve Jobs e Steve Wozniak, que naquele mesmo ano fundariam a Apple). Mas o console também tem um lado moderno: acessa a internet, permite jogar online e será compatível com centenas de games modernos, para PC – pois ele roda o sistema operacional Linux e vem com a placa de vídeo AMD Radeon R7, bastante razoável (tem potência suficiente para rodar jogos recentes em resolução Full HD). A Atari fez uma campanha de crowdfunding para financiar a fabricação do console, e obteve 30 vezes mais dinheiro do que pretendia. O lançamento do VCS está prometido para julho de 2019, por US$ 300.

Tênis feitos de chiclete

A goma de mascar é um dos piores tipos de lixo urbano, porque leva 25 anos para se decompor e é difícil de remover: na Inglaterra, por exemplo, o governo gasta US$ 200 milhões por ano limpando os chicletes das calçadas. Mas ela pode ser reciclada – e virar tênis. O primeiro é o Gumshoe, que foi criado pela marca holandesa Explicit e leva aproximadamente 250 gramas de goma de mascar, misturada com uma resina plástica. Ele está disponível em rosa e preto, e custa 50 euros o par.

Telescópio com navegador

O hiuni usa GPS e o campo magnético da Terra para determinar onde está, mapear o céu e destacar os corpos celestes: estrelas, planetas e até coisas do espaço profundo, como a nebulosa de Roseta (a 5.200 anos-luz daqui). Você usa seu celular ou tablet para navegar pelos astros, e aí o telescópio se posiciona automaticamente para enquadrá-los. O gadget vai custar US$ 540.

Cinema até de dia

Ter um projetor em casa é legal, mas não é fácil: você tem de pendurá-lo no teto e só consegue usá-lo à noite, com a sala escura. O Smart Laser, da marca Hisense, promete resolver isso. Ele pode ficar num rack ou mesinha a apenas 15 cm da parede – e projeta uma imagem enorme, de 100 polegadas. Vem com uma tela especial, que só reflete a luz disparada pelo projetor (por isso, a imagem fica boa mesmo durante o dia). Pena que seja tão caro: US$ 10 mil.

via Superinteressante