Gel ajuda cães que têm medo de fogos de artifício

Cientistas finlandeses selecionaram 182 cães com histórico de medo associado a barulho e aguardaram a chegada do Réveillon. Nesse dia, aplicaram na boca de uma parcela dos animais um gel à base de um composto chamado dexmedetomidina. O restante recebeu um produto placebo – sem substância ativa.

64 dos 89 animais que fizeram o tratamento de verdade sofreram menos durante os fogos. Eles tremeram e latiram menos, e não fizeram xixi fora do lugar. A substância, na dose ministrada, não é capaz de sedá-los, e serve só para acalmar. Apenas 34 dos 93 cachorros do grupo do placebo alcançaram o mesmo resultado. As descobertas foram publicadas no periódico VetRecord. “A vantagem de usar um gel é a facilidade de aplicar”, avalia o veterinário Cesar Dinola, da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Enquanto o gel não sai do laboratório, o veterinário Mário Marcondes, do Hospital Sena Madureira, na capital paulista, dá dicas de como aliviar a ansiedade do animal diante de barulhos.Ambiente preparado

Escolha o local menos tumultuado da casa e coloque lá os pertences preferidos do bicho. Retire tudo aquilo que, se quebrar, possa feri-lo.

Tapa-ouvido

Peça para o veterinário indicar um algodão especial para a proteção dos ouvidos. Assim, os ruídos podem ser aplacados, reduzindo o sofrimento.

Camomila nele!

Existem géis à base de plantas, como a camomila, que ajudam a acalmar os ânimos e trazer relaxamento. Mas vale consultar o veterinário.

Divã canino

Para humanos, não adianta tomar remédio psiquiátrico sem fazer terapia. No caso dos cães, também é uma boa visitar um especialista em comportamento animal.

Conteúdo publicado originalmente em Saúde.

via Superinteressante

As 7 coisas mais bizarras já leiloadas no eBay

1. Nicholas, a couve de bruxelas

Vamos começar por uma boa ação: em janeiro de 2006, o britânico Leigh Knight usou o eBay para fazer o leilão virtual de Nicholas, uma singela couve de bruxelas. Nicholas realmente não tinha nada de especial – além de ser uma típica sobra de ceia de natal, representa a espécie vegetal comestível mais odiada do mundo anglófono. Mesmo assim, ele saiu por £ 1,5 mil (na cotação atual, R$ 6,6 mil), e o dinheiro foi todo doado ao Cancer Research UK, um dos maiores fundos de apoio a pesquisas sobre o câncer do mundo.

2. Minas Gerais, o porta aviões

O primeiro porta aviões brasileiro, o Minas Gerais, foi construído pelos britânicos durante a 2º Guerra, mas não ficou pronto a tempo de participar dos combates. Foi emprestado à Austrália entre 1952 e 1955, sob o nome HMS Vengeance, e vendido às forças armadas brasileiras em 1956. Quando saiu de operação, em 2001, era o porta aviões mais antigo do mundo.

Entusiastas e colecionadores fizeram uma petição para transformá-lo em museu, mas não deu certo: a embarcação de 16 mil toneladas foi vendida a um anônimo e passou de mão e mão até aparecer no eBay em 2004, com lance inicial de US$ 7 milhões. O anúncio não foi aprovado pelo site, que proíbe a negociação de material bélico. O usuário, um corretor que atende por maine_gold, garantiu que não havia nenhum explosivo, míssil ou caça a bordo.

3. A torrada da Virgem Maria

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Essa já é clássica: um sanduíche de queijo prensado que foi preparado – e chegou a ser mordido – em 1994 foi leiloado no Ebay uma década depois (2004) por inacreditáveis US$ 28 mil. O motivo? O pão torrado supostamente continha uma imagem da Virgem Maria. Tire suas próprias conclusões vendo a foto aqui. O site até tentou tirar o anúncio do ar, sob a alegação de que gracinhas não são permitidas pelo regulamento, mas a vendedora insistiu que estava disposta a enviar o item pelo correio.

O comentário a SUPER vai deixar a cargo de Marc Hartzman, autor do livro Found on eBay. “Essas coisas realmente trazem à tona o espírito empreendedor das pessoas. Há alguns anos, alguém anunciou um jarro com um fantasma dentro. Logo apareceram coisas de todos os tipos… torradas no jarro… casas de férias para o fantasma no jarro…”

4. O presidente do Egito

Em fevereiro de 2016, Abdel Fattah el-Sisi, presidente do Egito, foi posto em leilão por US$ 100 mil após afirmar, durante um discurso, que seria capaz de vender a si próprio para levantar fundos e melhorar a situação econômica do país. “Pelo Deus todo-poderoso, se eu pudesse me vender, eu teria feito isso”, afirmou na televisão estatal. O frete era gratuito. Da descrição do item constava: “marechal, Ph.D., estado de conservação decente, lance atual US$ 100.301”.

5. O cabelo de Britney Spears

Lembra do longínquo ano da graça de 2007, quando Britney Spears raspou o cabelo? Pois é, não pense que as mechas da diva pop foram para o lixo: o salão de beleza em que o ato foi consumado, na Califórnia, pegou o tufo e pôs no Ebay, com lance inicial de US$ 1 milhão. A BBC, na época, afirmou que parte do valor seria doado a instituições de caridade – e que os cabeleireiros enviariam ao comprador, de brinde, um isqueiro azul e uma lata de Red Bull que a cantora esqueceu na sala de espera.

6. O possante do Papa

Em maio de 2005, um Volkswagen Golf ano 1999, cor cinza metálico, foi leiloado por exatos €188.938,88 no eBay – mais de R$ 600 mil. O motivo? O último registro do veículo estava no nome de um certo cardeal alemão chamado Joseph Ratzinger – o Papa Bento XVI. Ao que tudo indica, o dono anterior – um jovem alemão de 21 anos chamado Benjamin Halbe – decidiu se livrar do veículo quando descobriu que ele poderia contribuir voluptuosamente com seu saldo bancário. O comprador foi o cassino online Golden Palace, famoso por adquirir itens absurdos que marcaram época na internet.

7. O cereal alienígena

Tem modelos de negócio bons. Tem modelos de negócio muito bons. E aí tem leiloar um pedaço de cereal matinal parecido com o E.T. de Steven Spielberg por US$ 1035 no eBay – e depois faturar US$ 3000 em cima vendendo os direitos de cobertura do caso com exclusividade para uma emissora de TV. O gênio por trás do golpe é um designer gráfico australiano chamado Chris Doyle, que na época, 2004, tinha 27 anos. O jornal Telegraph afirma que o rapaz abriu mão de uma fortuna ainda maior – seus repórteres, explorando uma caixa aleatória de Nutri-Grain, encontraram outros 34 pedaços parecidos com personagem. Nenhum foi vendido.

via Superinteressante

Chefes de Estado mulheres tiram licença maternidade?

Na manhã desta sexta-feira (19), a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, contou ao mundo que está grávida. O anúncio, feito pelo Twitter, trouxe um comentário curioso: “Haverá muitas perguntas, e posso assegurar que já temos planos desenhados. Mas, por agora, pode vir 2018!”, escreveu.

As perguntas, é claro, estão relacionados com o cargo de Ardern: ela é apenas a segunda Chefe de Estado a engravidar em toda a história da política moderna. Sua predecessora é Benazir Bhutto, que foi primeira-ministra do Paquistão entre 1988 e 1990 e entre 1993 e 1996 – ela engravidou no primeiro mandato.

Quando Ardern der a luz, ela entregará brevemente seu cargo como primeira-ministra. Na Nova Zelândia, a licença dura 18 semanas – e é compartilhada entre o pai e a mãe. “Ontem me encontrei com o vice primeiro-ministro, Winston Peters, para compartilhar a notícia e pedir para que ele assuma meu cargo por seis semanas após o nascimento do bebê”, disse Jacinda em um comunicado publicado pelo site Mashable. “O Sr. Peters irá atuar como Primeiro Ministro e trabalhará com o apoio da minha equipe, além de manter contato comigo durante todo o tempo que for necessário”, concluiu.

No fim da licença-maternidade, a neo-zeolandesa irá retornar ao cargo, enquanto seu companheiro, Clarke Gayford, ficará em casa cuidando do filho. “Clarke e eu somos privilegiados por estar em uma posição na qual ele pode ficar em casa para ser o cuidador primário”, adicionou a política.

Dias após ter sido apontada como a líder do Partido dos Trabalhadores do país, em agosto de 2017, Jacinda enfrentou diversas críticas sobre a possibilidade de tornar-se mãe e manter sua carreira na política. E ela não desviou desse embate. “Para outras mulheres, é totalmente inaceitável que essa questão precise ser respondida em 2017”, afirmou a um programa de rádio na época. “A decisão sobre ter ou não filhos é inteiramente da mulher. Isso não deveria pré-determinar nada relacionado ao mercado de trabalho”.

A atitude de Ardern ressoa de maneira positiva em uma sociedade que, cada vez mais, debate esse tipo de questão. Suas últimas palavras até então, ditas para repórteres de TV, só clareiam ainda mais o tema: “Não sou a primeira mulher a executar diversas tarefas ao mesmo tempo”, disse. “Sei que essas são circunstâncias especiais, mas muitas mulheres já fizeram isso antes de mim – e muitas outras ainda o farão. Sei que realizarei esse trabalho e que a Nova Zelândia irá me ajudar a criar meu primeiro filho”, concluiu.

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Astronautas terão gerador nuclear para usar em Marte

Astronautas terão gerador nuclear para usar em Marte

Nuclear on Mars?

A NASA iniciou uma série de testes com um mini-sistema de energia nuclear criado para sustentar a vida de astronautas em Marte. O protótipo , chamado “kilopower”, usa um reator de urânio-235 do tamanho de um rolo de papel-toalha. E, segundo os pesquisadores envolvidos, é um sucesso.

Os testes começaram em novembro de 2017, no departamento de energia na facilidade da NASA construída em Nevada, visando prover energia para missões envolvendo robôs e humanos na órbita e na superfície de Marte – assim como na Lua e em outros possíveis destinos do sistema solar.

Um dos maiores desafios em missões espaciais é justamente encontrar uma fonte de energia forte o suficiente para sustentar uma base, mas pequena e leve a ponto de poder ser transportada em longas distâncias pelo espaço.

Steve Jurcyk, um dos responsáveis pelos testes, deu mais detalhes à Reuters. “Marte é um ambiente complicado para sistemas de energia, com menos luz solar do que a Terra ou a Lua, temperaturas noturnas muito gelada e tempestades de areia que podem durar meses e englobar o planeta inteiro”, afirmou. “A robustez do ‘kilopower’ nos permite entregar diversas unidades que irão prover dezenas de quilowatts de poder”, completou.

A ideia da NASA é conduzir outros testes entre a metade e o final de março.

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6 dicas para ficar mais esperto

“Você não tem muito controle sobre sua inteligência, ela vem de berço”, repetiam os professores de psicologia da norte-americana Andrea Kuszewski. Andrea escutava, mas não levava a sentença a sério. Logo depois de se formar, em 1999, ela começou a trabalhar com crianças autistas. Sua missão era reverter deficiências cognitivas dos pacientes, o que seus tutores acreditavam ser impossível. Para dar conta do desafio, Andrea adotou o ensino multimodal, técnica que usa todos os estímulos necessários para que uma criança aprenda. Os críticos do método diziam que não ia funcionar.

Nas suas primeiras consultas como terapeuta, Andrea atendeu um garoto diagnosticado com uma forma atípica de autismo, que limita as habilidades sociais, a linguagem e provoca hábitos repetitivos. Seu QI não chegava a 80, bem abaixo da média. Ao longo de três anos, a psicóloga submeteu o menino a uma série de atividades de comunicação, leitura, matemática, interação social e jogos. Ao final do período, veio a surpresa: o QI dele superou os 100, alcançando a média das pessoas da sua idade. Era um impressionante aumento de 20 pontos.

Apesar do sucesso do método, não havia muito interesse científico no assunto. A virada de jogo veio em 2008, com o estudo da psicóloga Susanne Jaeggi. A hoje professora da Universidade da Califórnia, em Irvine, EUA, mostrou que uma bateria de exercícios verbais, espaciais e auditivos melhoram a memória de curto prazo – a nossa folha de rascunho mental que é uma peça-chave na resolução de problemas. Depois de duas semanas, os voluntários testados conseguiram usar os ganhos do treino em testes completamente diferentes – o que, segundo a pesquisa, era uma evidência de que a cognição tinha aumentado. Os exercícios usados por Andrea e Susanne eram diferentes, mas seus resultados provaram a mesma tese. Desde então, a noção de que a inteligência pode ser incrementada começou a ser levada asério. Inspirados no trabalho das pesquisadoras, muitos neurocientistas procuraram novas formas de alcançar ganhos cognitivos, inclusive para quem não tem autismo. Conheça algumas delas:

6 dicas para ficar mais esperto

A mente funciona como um músculo: não pode parar de se exercitar, o que equivale a ser desafiada sempre

1. Faça coisas diferentes

Já experimentou escovar os dentes com a outra mão? Ou abandonar o GPS e pegar um caminho diferente para o trabalho? Segundo um estudo de 2010 da Universidade do Colorado, ser curioso e estar disposto a tomar atitudes diferentes têm um papel importante na formação de memórias. Isso porque, quando expostas a novidades consideradas interessantes, as pessoas liberam dopamina no cérebro, o que aumenta a atenção dada às informações, além de estimular os neurônios. Por isso, na próxima vez que sentar na frente do computador, experimente usar o mouse com a mão contrária à de costume. Ou leia um parágrafo de trás para frente e, ao final, diga qual era a ideia principal.

2. Exercite a imaginação

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Selecione um objeto qualquer na sua mesa. Agora, pense em dez coisas diferentes que você pode fazer com ele. Pare e olhe para o lençol da sua cama. Escreva o maior número de usos para ele. Faça isso com outros objetos à sua volta, de tijolos a canetas, de copos a facas. Solte a imaginação sempre que puder. Uma corrente de cientistas acredita que exercer a criatividade é fundamental para a inteligência. O psicólogo Robert Sternberg, de Yale, criou o Rainbow Project, programa que aplica métodos de ensino criativo nas escolas. O estudo que avaliou o projeto de Sternberg acompanhou 1.015 alunos, sendo que metade recebeu tarefas que incluíam legendar caricaturas e criar histórias em 15 minutos. A turma que fez as atividades diferentes tirou melhores notas e se saiu melhor em um teste cognitivo de múltipla escolha. Isso indica que eles não só tiveram melhor desempenho acadêmico, como conseguiram aplicar o ganho mental em uma situação completamente diferente.

3. Fortaleça a memória de trabalho

A memória de trabalho é aquela que você usa para ler este texto e, ao final dele, extrair uma conclusão sobre qual é sua ideia geral. Em provas ou nos desafios do dia a dia, você precisa muito dela, o que a torna crucial para a inteligência. Se sua memória de trabalho é limitada, é possível que você tenha um desempenho pior. Por isso, os esforços dos psicólogos têm sido criar – e testar – os melhores métodos para treiná-la. Uma forma de estimulá-la é fazer brincadeiras mentais: diga em voz alta os dias da semana e os meses do ano e repita depois de trás para frente. Ou fale o alfabeto ao contrário. Assim, você turbina sua capacidade de conservar, em estado ativo, as informações relevantes no momento.

4. Crie associações

Pense em cinco pessoas diferentes e liste uma qualidade para cada uma delas. Depois, crie uma semelhança e uma diferença para pente e escova, copo e xícara, água e sal, faca e serrote etc. Fazer associações entre informações e fatos é uma ótima forma de gravá-los na mente. Um dos exercícios mais famosos nos estudos de inteligência é o dual n-back, que testa a memória visual e auditiva e a associação entre elas. A tela mostra um quadrado dividido em nove pedaços, como o jogo da velha. O objetivo é lembrar quando aparece uma letra ou um quadradinho repetidos ao mesmo tempo. Quando percebe, o participante deve clicar nos comandos na parte inferior do vídeo: um auditivo e um visual. Um estudo de 2008 indica que jogá-lo diariamente por 25 minutos por duas semanas pode melhorar a capacidade de resolver problemas. Os sites brainscale.net e brainturk.com oferecem versões gratuitas em inglês.

5. Pratique esportes

Não é só de charadas mentais que o cérebro precisa. Segundo um estudo de 2009 do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos EUA, exercícios aeróbicos como corrida, dança, natação e ciclismo também melhoram a cognição. Uma das pesquisas avaliadas, feita por cientistas de Harvard e publicada em 2004, acompanhou, por dois anos, 16.466 enfermeiras acima dos 70 anos. Os resultados mostraram uma correlação significativa entre energia gasta e os níveis de cognição. Em 2001, pesquisadores franceses já haviam encontrado achados parecidos em uma população de 32 idosos. A conclusão foi a de que a combinação de treinos físicos e mentais resultava em ganhos significativos para a mente, em especial a memória. “Exercício regular oxigena o cérebro e permite que os neurônios funcionem melhor”, explica Shelley Carson, professora da Universidade de Harvard. A recomendação é fazer de 30 a 60 minutos de exercícios aeróbicos, pelo menos duas vezes na semana.

6. Toque um instrumento musical

Tocar um instrumento turbina os neurônios e pode aumentar o QI em qualquer idade. Pelo menos dois estudos mostraram esses benefícios. No primeiro deles, divulgado em 2007, uma equipe de psicólogos americanos acompanhou idosos de 60 a 85 anos que aprenderam a tocar piano em aulas de 30 minutos semanais durante seis meses. Segundo a pesquisa, as pessoas que receberam as aulas melhoraram sua capacidade de planejamento, velocidade de processamento de informação e memória de curto prazo. No segundo estudo, de 2011, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, avaliaram os benefícios das aulas de música em crianças de 9 a 12 anos. Os adolescentes que haviam feito as classes musicais tiraram melhores resultados num teste de QI do que aqueles sem o treino de acordes.

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Novo exame de sangue detecta 8 tipos de câncer com 70% de precisão

O câncer, antes mesmo dos primeiros sintomas, começa a deixar rastros no sangue. Eles podem ser pequenos pedaços de DNA mutante, flutuando em meio a glóbulos vermelhos e brancos. Também podem ser proteínas com uma sequência de aminoácidos peculiar, que só poderiam ter sido fabricadas pelas células de um tumor.

Cada tipo de câncer – há mais de cem deles – deixa um rastro de substâncias diferente, um conjunto único de pegadas no seu corpo. É como quando duas pessoas, uma de chinelo e outra de coturno, pisam no cimento fresco da calçada. Agora estamos no caminho de identificar essas pegadas com uma agulhada – ainda nos primeiro estágios do tumor, quando o estrago não é tão grande e o tratamento quase sempre funciona.

É essa a promessa de um novo tipo de exame de sangue, anunciado ontem na Science. Quando aplicado a 1005 voluntários com câncer diagnosticado, identificou a doença e o órgão atingido em 70% dos casos – a taxa de sucesso variou entre 39% e 96% conforme o tipo. Tudo com um vidrinho do líquido, sem raio-x nem ressonância magnética. Entre os tipos testados, estão alguns dos mais comuns: mama, pulmão, ovário, fígado, estômago, pâncreas, esôfago e reto. O método também foi testado em 812 pessoas que não estavam doentes, para verificar o número de alarmes falsos. Foram apenas sete enganos.

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É claro que ainda há muito a ser aperfeiçoado. A precisão cai para 40% quando são considerados apenas tumores no primeiro estágio de desenvolvimento. É justamente nessa fase, em que o câncer muitas vezes é assintomático, que o método seria mais valioso. Em uma situação ideal, pessoas aparentemente saudáveis poderiam identificar tumores em exames preventivos, desses rotineiros, que fazemos para medir colesterol – e tomar uma atitude enquanto ainda dá tempo.

Seja como for, agora que a ideia está lançada, fica mais fácil desenvolver versões mais eficientes do método – e também mais baratas, que poderão ser aplicadas a uma grande parcela da população. “Esse é um dos primeiros estudos a combinar biomarcadores proteicos e DNA de tumores circulando no sangue como ferramentas de diagnóstico”, afirmou ao The Guardian Chris Abbosh, do University College em Londres, que não participou do estudo. “Também em um dos primeiros a aplicar essas ferramentas a vários tipos de câncer em um grande número de pacientes.” Atualmente, cinco dos nove tumores analisados não tem teste preventivos (no jargão técnico, rastreio ou screening) eficientes. 

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Quanto maior seu nível de testosterona, mais você gosta de rock

Eu não te conheço, mas talvez consiga descobrir se você é mais fã de Guns N Roses ou de Marvin Gaye – não vou precisar de nenhuma foto sua;  só de uma cópia do seu exame de sangue mais recente. Um novo estudo das universidades de Nagazaki (Japão) e de Trento (Itália) está apontando que o nível de testosterona do seu corpo está intimamente ligado à sua seleção de favoritos do Spotify.

Para conseguirem chegar nessa conclusão, os envolvidos recrutaram 37 homens e 39 mulheres. Todos os voluntários tiveram que cuspir em um potinho (para, posteriormente, fazer uma medição dos níveis de testosterona) e depois sentar em frente a um computador. À máquina estava conectado um fone de ouvido, assim que eles fossem colocados, a tela fazia uma contagem regressiva de três segundos e iniciava um trecho de música. Coisa rápida, a composição durava apenas 15 segundos. Após a reprodução, uma mensagem aparecia na tela e o voluntário tinha que afirmar o quanto ele havia gostado da música, selecionando um dos 19 níveis de satisfação que iam de “Gostei muito” à “Não gostei nem um pouco”. Cada participante repetiu esse processo 25 vezes.

Os resultados apontaram que, quanto maior o nível de testosterona do participante, maiores as chances dele curtir músicas que tendiam para o rock N roll, e, ao mesmo tempo, não serem tão fãs assim de música clássica e jazz.

A conclusão, porém, só vale para os homens.  Entre as voluntárias não foi possível estabelecer nenhum tipo de conexão entre hormônios e partituras. E os pesquisadores arriscam uma resposta do porque. “Nós não controlamos o ciclo menstrual das participantes”, escrevem os responsáveis pelo experimento, na conclusão do estudo. Como durante o mês o corpo da mulher tem diferentes picos de testosterona, o não monitoramento desse fator pode ter impactos diretos em um estudo como esse. “Isso pode ter servido para mascarar as associações entre os níveis de testosterona e o gosto musical”, completam.

A explicação do gosto masculino, no entanto, pode ter relação com os efeitos comportamentais da testosterona. Diversos estudos já fizeram relação do hormônio com atitudes rebeldes e desrespeito à autoridade. Como o rock é associado à  transgressão, os cientistas acreditam que os voluntários fazem essa ligação inconscientemente, preferindo o estilo musical.

Os pesquisadores porém admitem que como o estudo foi feito com um número pequeno de participantes – todos japoneses de educação similar – havia uma homogeneidade cultural no passado dos voluntários. Na prática não dá pra saber como o testosterona se relacionaria com um brasileiro ouvindo funk, por exemplo. Não dá nem mesmo para cravar que um carioca ouvindo a mesma música que os participantes japoneses reagiria da mesma forma, mesmo se os níveis de testosterona de ambos fossem idênticos.  “A influência da testosterona na nossa personalidade e gosto musical deveria ser testada e validada em outros diversos ambientes sociais e culturais”, dizem os pesquisadores. Fica a dica para o pesquisador que quiser replicar a ideia durante o nosso carnaval. Até lá, som na caixa.

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Material raro de Stephen King é destruído em acidente bizarro

Um fanático por Stephen King passou por uma situação tão inesperada – e surpreendente – que poderia muito bem fazer parte de um conto escrito pelo renomado autor.

Gerald Winters passou os últimos 20 anos de sua vida viajando pelo mundo e colecionando raridades relacionadas a King: manuscritos originais, primeiras edições de livros, objetos e todo tipo de memorabilia. Seu objetivo era simples: abrir, um dia, um museu que pudesse reunir todo o legado do autor.

Mas um acidente fez com que 90% da coleção de Winter fosse, literalmente, por água abaixo.

O azarado (ou seria amaldiçoado?) se mudou da Tailândia para a cidade norte-americana de Bangor – o mesmo local onde Stephen King mora -, para compartilhar seu tesouro com outros fãs. O problema é que um cano de rua estourou exatamente em frente ao depósito alugado por Gerald, com água suficiente para chegar ao teto do local.

Em circunstâncias normais, a coleção teria sido salva – já que Winter’s guardava todos os manuscritos e itens raros num andar superior, mas exatamente naquela semana ele havia decidido reorganizar a coleção, movendo a maior parte das coisas para o andar de baixo.

O tipo de coincidência que costuma acontecer em histórias de ficção que viram best-sellers instantâneos nas mãos de certos escritores consagrados.

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Reino Unido escolhe ‘Ministra da Solidão’

Um acontecimento que você pode considerar ‘muito Black Mirror’ (já comprou o nosso especial sobre a série, falando nisso?) ou simplesmente um sinal dos tempos: o Reino Unido apontou um ‘Ministro da Solidão’ para lidar com uma verdadeira epidemia de tristeza: mais de 9 milhões de britânicos afirmaram, em uma pesquisa recente, sentir solidão “sempre ou com frequência”.

A primeira-ministra Theresa May se pronunciou sobre o assunto, afirmando que “para muita gente, solidão é a realidade da vida moderna”, e é por isso que ela tomou a decisão apontando Tracey Crouch, que é Ministra dos Esportes, para o cargo. Sua função será medir o nível de isolamento social dos britânicos com estatísticas oficiais.

“Sabemos que há um impacto real para a solidão nas pessoas, seja no bem-estar mental ou na saúde física, mas isso se estende para outros aspectos da sociedade, e desejamos lidar com este desafio”, afirmou a ‘Ministra da Solidão’ no mesmo comunicado.

No Brasil

Por aqui, a solidão é um medo que não esconde seus números: em 2017, uma pesquisa realizada com dois mil homens e mulheres acima dos 55 anos pela Sociedade de Geriatria e Gerontologia de São Paulo descobriu que 29% dos entrevistados teme a solidão.

Mas pessoas jovens também precisam enfrentar diariamente a pressão da sociabilidade (ou o medo da falta dela). Com as redes sociais e as inovações tecnológicas, novas síndromes já surgiram – como a ‘Fomo’ (‘fear of missing out’ em inglês, algo próximo de ‘medo de perder a oportunidade’). Sabe aquele sentimento ruim que bate quando você passa pela timeline do Instagram e vê todo mundo se divertindo enquanto você está em casa? É Fomo.

Estima-se que a solidão pode estar relacionada a 50% dos suicídios cometidos anualmente – cerca de um milhão.

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Moscou só teve 6 minutos de luz solar em todo o mês de dezembro

A célebre neblina londrina é só charme perto da escuridão do Natal russo: só incidiram seis minutos de luz solar em Moscou ao longo de todo o mês de dezembro. É um recorde – em média, são 18 horas de sol distribuídas ao longo dos 31 dias, o que dá cerca de 30 minutos diários. Até então, o recorde de céu fechado na capital russa era do ano 2000, cujo mês de dezembro viu, ao todo, meras três horas de luz natural.

“Novembro e dezembro são tradicionalmente os meses com maior número de pacientes com problemas psicológicos”, afirmou ao jornal local Moskovsky Komsomolets o psicólogo Sechenov Sivolap. “Nesses casos, é importante procurar um especialista e não ter medo de tomar antidepressivos.”  No escuro, a produção do neurotransmissor serotonina, popularmente associado ao bem-estar e satisfação pessoal, tende a cair. 

Segundo o New York Times, a grossa camada de nuvens que envolve a capital russa se deve ao avanço de massas de ar quentes e úmidas oriundas do Atlântico – além da falta de Sol, as temperaturas estão 6ºC mais altas que a média. O verão de 2017 já havia sido mais chuvoso e escuro que o normal, um prenúncio do que estava por vir. Em junho, o número de ligações para uma central de assistência psicológica subiu 14% em relação ao mesmo período do ano interior. 

O relativo “calor” do inverno de Moscou – afinal, mesmo com 6ºC extras, as temperaturas continuam negativas – veio acompanhado de um frio descomunal na extremidade asiática da Rússia. Algumas cidades do leste chegaram a registrar – 65ºC. A foto de uma moradora de Yakutsk, ao norte da fronteira com a China, viralizou no Instagram: ela aparece com os cílios congelados.   

Все уже в курсе, что у нас тут -50? И да, мы выбираемся из дома (приходится) и Ходим по улицам, при этом остаёмся в живых😂 даже видосик снять можно и сфоткаться🤣да и вообще жарковато как то😂 Два года назад выкладывая подобное фото, я подумать не могла, что все эти два года оно будет путешествовать по интернету и побывает во всевозможных пабликах😂 даже до @9gag дошло😅 Чтож, пора обновить фоточку то😂😂😂 А вообще у меня такое ощущение, что я ввела какую то моду фоткать замороженные реснички или до того, как сама сфоткала их не замечала этого, но ведь сейчас почти у каждой жительницы Якутска имеется такая фоточка, правда ведь😏 а два года назад их было не так много😅 А ещё видосик ловите🤣 И нет, пандой я после этого не становлюсь, слава моей туши для ресниц, которая не течёт после этого😍❤ Тут могла бы быть реклама туши, но не будет😅 И нет, это я не специально шла и дышала спецом на ресницы, это просто путь на работу в -47🤷🏼‍♀️ минут 15-20 на улице и готово❄ #зима #winter #yakutsk #snowlashes #snowlashesyakutia #yakutia

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