Redes sociais perdem espaço como fonte de notícia, diz relatório global

Jonas Valente, Agência Brasil

23/06/2018 – 11h54

Brasil é onde o Facebook tem a maior popularidade como fonte; seguido do WhatsApp


Nos últimos anos, as redes sociais se tornaram uma fonte importante de acesso a notícias. Contudo, esta tendência começa a mudar. A conclusão é do Relatório sobre Notícias Digitais do Instituto Reuters, um dos mais conceituados do mundo. O estudo entrevistou milhares de pessoas em 37 países para entender os hábitos de consumo de jornalismo.

Segundo a pesquisa, o índice de pessoas que se informam pelas redes sociais caiu em diversos mercados importantes, como Estados Unidos (6%), Reino Unido e França. “Quase a totalidade disso se deve à diminuição da busca, publicação e compartilhamento de notícias do Facebook”, analisam os autores. Apesar disso, a rede social ainda é a mais utilizada para ler notícias (36%), seguida de WhatsApp (15%), Twitter (11%), FB Messenger (8%) e Instagram (6%).

Na comparação entre países, o Brasil ainda é o local pesquisado em que o Facebook tem maior popularidade como fonte de notícias (66%), seguido por Estados Unidos (45%), Reino Unido (39%) e França (36%).

Por outro lado, aplicativos de troca de mensagens, como Whatsapp, FB Messenger, Telegram e Skype, estão ganhando espaço como palco de troca de notícias. Entre os brasileiros entrevistados para a pesquisa, quase a metade (48%) afirmou usar o Whatsapp para acesso a conteúdo jornalístico. O país só fica atrás da Malásia, onde o índice foi de 54%. O percentual vem crescendo também em outros países, como Espanha (36%) e Turquia (30%).

Confiança

O estudo também mediu a confiança das pessoas no jornalismo. Do total de entrevistados, 44% manifestaram esse sentimento em relação ao noticiário que consomem. No caso daquelas fontes de informação acessadas mais regularmente, o índice subiu para 51%. O percentual é menor quando os conteúdos são vistos a partir de mecanismos de busca (34%), como Google, ou recebidos por redes sociais (23%), como Twitter.

No recorte por países, o Brasil aparece como o 3º onde a confiança é maior nos veículos jornalísticos (59%), ficando atrás apenas de Portugal (62%) e Finlândia (62%). No ranking, o Brasil é seguido por Holanda (59%), Canadá (58%), Dinamarca (56%) e Irlanda (54%). 

 

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De Harvard a Khan Academy: 8 sites com cursos gratuitos para a carreira em TI

Se você está interessado em mudar o rumo da sua carreira, apenas começando ou ainda tentando reforçar o seu currículo com as tendências, qualquer um desses provedores poderá ajudá-lo


A educação não precisa ser cara – há muitos cursos gratuitos para aprimorar suas habilidades em TI, que exigem nada além de uma conexão com a Internet e um laptop ou smartphone. Esses oito provedores de educação on-line oferecem opções em praticamente qualquer domínio técnico. É uma ótima maneira de mergulhar em um novo tópico com comprometimento limitado ou para ficar no topo do desenvolvimento de tendências e tecnologias em seu setor.

Se você está interessado em mudar o rumo da sua carreira, apenas começando ou ainda tentando reforçar o seu currículo com as tendências, qualquer um desses oito provedores de educação on-line poderá ajudá-lo.

1 – Codeacademy 

A Codeacademy oferece classes de codificação gratuitas em 12 linguagens de programação e marcação, incluindo Python, Ruby, Java, JavaScript, jQuery, React.js, AngularJS, HTML, Sass e CSS. Os cursos prometem dar experiência prática e feedback em tempo real dos colegas.Também é possível optar por ter uma conta do Codeacadmy Pro por US $ 19,99 por mês, que dará mais acesso a projetos práticos, questionários e orientadores. Caso contrário, os cursos básicos são oferecidos gratuitamente – então, se o profissional for um trabalhador auto motivado, eles podem ser o suficiente para a especialização em codificação.  

2 – Dash General Assembly 

A Dash General Assembly é uma organização de ensino com fins lucrativos, mas eles também oferecem um curso gratuito que promete ensinar aos alunos os conceitos básicos de desenvolvimento web. O programa Dash se concentra em ensinar a usar HTML, CSS e JavaScript. É gratuito e totalmente online, para que o profissional possa aprender no seu próprio ritmo. O curso inclui tutoriais e projetos práticos que podem ser completados via browser.

3 – EdX

O EdX é um fornecedor maciço de cursos online abertos (MOOC) com cursos de nível universitário desenvolvidos por escolas, organizações sem fins lucrativos e corporações. Esses programas são oferecidos gratuitamente aos usuários, com cursos de universidades como MIT e Harvard. Os cursos incluem vídeos curtos, exercícios interativos, vídeos tutoriais, livros didáticos e um fórum online onde os alunos podem interagir uns com os outros, fazer perguntas e contatar assistentes de ensino. No final do curso, o profissional receberá um certificado – e alguns cursos podem contar como créditos universitários ou universitários, dependendo da escola.

4 – Harvard Online Learning

A universidade de Harvard oferece acesso on-line a materiais do curso, palestras, programas e outros conteúdos educacionais gratuitamente. O objetivo é oferecer “caminhos efetivos e acessíveis para pessoas que desejam aprender, mas que podem não ter a oportunidade de obter uma educação em Harvard.” Os cursos são oferecidos por diversos provedores de conteúdo de aprendizado à disatância, incluindo EdX, GetSmarter, HarvardX e Harvard Business School (HBX), Harvard Extension School e Harvard Medical School (HMX). Há cursos em quase todos os tópicos de TI .

5 – Khan Academy 

A Khan Academy foi desenvolvida em 2006 como uma organização educacional sem fins lucrativos, com o objetivo distinto de educar os alunos online gratuitamente. As aulas são ministradas por meio de vídeos do YouTube, com exercícios adicionais online para educadores e alunos. Os cursos podem ser acessados ​​em um dispositivo móvel e a maioria foi traduzida em vários idiomas, com quase 20mil traduções de legendas disponíveis. Embora possa não ser uma educação formal, é uma maneira fácil de aprender novas habilidades à medida que você avança em sua carreira

6 – Lynda.com, do LinkedIn

O Lynda.com foi fundado em 1995 por Lynda Weinman, uma animadora de efeitos especiais e professora de multimídia que fundou uma escola de artes digitais com o marido. Ela serviu originalmente como suporte online para seus livros e aulas, mas começou a oferecer cursos gratuitos em 2002. Foi comprada pelo LinkedIn em 2016 e passou a oferecer cursos gratuitos para assinantes em uma ampla variedade de tópicos técnicos. É possível experimentar os cursos gratuitamente por um mês, mas depois disso você precisará pagar US$ 29 por mês (ou US $ 24 por mês por uma assinatura anual) para ter acesso aos cursos. Embora não seja totalmente gratuito, você tem acesso a todos os cursos por uma taxa de inscrição, tornando-se uma opção acessível.

7 – MIT OpenCourseWare

Em 2001, a MIT University lançou sua iniciativa de publicar todo o material do curso de graduação e pós-graduação gratuitamente online através do MIT OpenCourseWare. Foi a primeira grande universidade a disponibilizar seu curso gratuitamente ao público – mais de 250 outras faculdades e universidades seguiram os passos do MIT. Em 2018, o MIT adicionou palestras completas  em vídeo para mais de 100 cursos que os usuários podem transmitir ou baixar para visualização offline. Se você quer trabalhar em uma certa habilidade ou experimentar uma nova habilidade antes de se comprometer com o pagamento de um curso, vale a pena conferir o MIT OpenCourseWare para ver o que eles têm sobre o seu tópico de interesse.

8 – Udemy

A Udemy é voltada para adultos profissionais que precisam adequar a educação aos seus horários de trabalho. Alguns cursos na Udemy são gratuitos, enquanto alguns estão disponíveis por uma taxa – isso dependerá do curso e do instrutor. No entanto, mesmo os cursos pagos não são caros, custando em torno de US$ 9,99.

 

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Carregador de celular pode causar choques e incêndios; Saiba como previni-los

Casos recentes de acidentes trazem o alerta para cuidados com hábitos nocivos do cotidiano, como deixar o celular carregando ao lado da cama enquanto dorme


Os celulares são parte indispensável do mundo moderno, e em nenhum momento da história da cultura humana uma tecnologia mudou tanto a maneira das pessoas se comunicarem. Hoje esses dispositivos móveis estão conectados quase 24 horas por dia, 7 dias por semana. Não há dúvidas que os celulares proporcionam benefícios reais, como a melhoria da qualidade de vida e a produtividade.

Mas esse uso intenso também é capaz de trazer riscos que podem levar à morte. Foi o caso recente de um adolescente no Ceará que foi eletrocutado após atender uma chamada enquanto o celular estava carregando. Os casos vêm crescendo a cada dia e o jovem infelizmente não foi a primeira e nem será a última vítima. Por isso, a disseminação dos cuidados que devem ser tomados ganha mais força para evitar outros casos trágicos.

Equipamentos em más condições são os principais causadores de casos como o do jovem cearense. Extensões desencapadas, uso durante o banho e principalmente a utilização de carregadores falsificados são as causas dos acidentes.

“As pessoas devem esquecer os mitos de que o carregador genérico cumpre o mesmo objetivo que o de marca e que não há necessidade de investir em acessórios originais por serem mais caros. Os riscos pelo uso de um carregador falsificado são gigantes e nenhuma vida vale a economia”, defende Pedro Al Shara, CEO da TS Shara, fabricante nacional de equipamentos protetores de energia, como nobreaks, estabilizadores de tensão, filtros de linha, autotransformadores e protetores de rede inteligentes.

Pedro ainda ressalta que alguns hábitos comuns, vistos como inofensivos, podem causar muitos problemas, como deixar o celular carregando ao lado da cama enquanto dorme. “Essa ação leva a três grandes problemas: deixar o celular carregando além do tempo necessário, uso enquanto carrega e principalmente o risco de descargas elétricas que afetem o carregador e gerem incêndios. Nesse caso, o risco é ampliado, pois os moradores podem estar dormindo e não ter tempo suficiente para se salvarem”, explica o executivo.

A TS Shara preparou uma lista com os principais cuidados que devem ser tomados para garantir a sua segurança e a vida útil do seu celular. Confira:

  • Compre sempre acessórios de marcas confiáveis e evite o uso de aparelhos em más condições. Um carregador falsificado, que não atende às normas e padrões de segurança, pode causar diferença de tensão elétrica, gerando graves acidentes;
  • Evite o uso de aparelhos que estejam conectados na rede elétrica, seja tomada ou USB. Alguém ligou ou quer ver se recebeu alguma mensagem? Para evitar perigos, desconecte o celular da energia elétrica antes de utilizá-lo;
  • Incidência de raios? Tire o carregador da tomada mesmo que não esteja chovendo e somente torne a carregar o celular quando os raios tiverem cessado;
  • Se o celular já encerrou o ciclo de carregamento, tire o carregador da tomada para evitar que o acessório continue consumindo energia. Os equipamentos originais têm um dispositivo que impede o envio de corrente caso não tenha nenhum aparelho conectado, porém os carregadores falsificados não oferecem a mesma segurança e o hábito de manter na tomada pode até causar incêndios;
  • O uso de extensões ou adaptadores deve ser reduzido. Muitas pessoas acabam sobrecarregando a tomada, o que pode gerar incêndios. Opte em colocar o celular em uma tomada única, sem adaptadores ou extensões;
  • Nunca carregue o celular em ambientes úmidos, como banheiros. O uso pode gerar mais riscos de choque elétrico;
  • A manutenção deve ser uma aliada. Faça manutenção da rede elétrica, celulares e outros equipamentos utilizados para recarregar celulares, como notebooks e tablets.

 

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8 dicas para líderes e especialistas brilharem em entrevistas com a imprensa

Participar de uma entrevista não é tão fácil como pode parecer, pois nessa hora você fica exposto a críticas; Por isso é bom estar preparado


Quanto mais uma pessoa ascende na vida pessoal e profissional e torna-se um especialista no seu segmento, quer seja como colaborador de uma organização ou empreendedor, mais passa a ser procurada para compartilhar seus conhecimentos, experiência e sabedoria por meio de entrevistas.

Esse tema me fascina, tanto que criei há dez anos um programa de entrevistas no Youtube que realizo pelo Instituto Passadori, chamado “Comunicação Executiva”, destinado ao público empresarial, entrevistando pessoas relevantes que tenham um conteúdo interessante para os nossos internautas. Participo também de muitas entrevistas em programas de rádio e TV, jornais, revistas e afins, para falar sobre temas relacionados à comunicação, liderança, negociação, entre outros.

Pretendo, apresentar aqui algumas sugestões para você brilhar cada vez mais nas entrevistas das quais participa, considerando várias nuances dessa atividade tão importante que pode fortalecer a sua imagem e da sua empresa, como provocar um efeito contrário se não preparada e realizada como deveria.

O primeiro aspecto é que, participar de uma entrevista não é tão fácil como pode parecer, pois nessa hora você fica exposto a críticas, comentários, avaliações e julgamentos. Se bem-feita, pode gerar o resultado esperado, vendendo ou divulgando seus produtos, promovendo sua empresa, esclarecendo algum ponto obscuro, das informações sobre suas realizações e falando sobre seus feitos e perspectivas de crescimento.

Por outro lado, se malfeita, a entrevista poderá gerar prejuízos para você e o seu negócio, enaltecendo alguma incapacidade ou falta de controle. Já soube de casos em que pessoas perderam o emprego por terem dito absurdos diante da mídia, ou por nervosismo ou falta de preparo técnico. Já vi pessoas renomadas, bem-sucedidas, com livros publicados e com grandes feitos profissionais, com um bom histórico de vida parecerem crianças assustadas diante de um “microfone-monstro-devorador”.

Pavor, ansiedade, medo, manifestações de gagueira, tremedeira, sudorese, taquicardia, boca seca, “branco” são, por incrível que pareça, situações comuns nesse contexto, por isso a primeira sugestão é procurar se acalmar, conhecendo bem o assunto, fazendo exercícios de respiração, pensando positivamente, acreditando no sucesso e não no fracasso.

Vamos considerar alguns itens nesse cenário e contexto:

De um lado, há um canal de TV, uma emissora de rádio, uma revista ou jornal, representados por seus repórteres, cuja missão é buscar informações interessantes para o seu público. São preparadas para isso, perguntando, fazendo comentários, procurando detalhes, querendo saber, saber, saber para depois editar e publicar.

De outro lado, há você, nem sempre habituado com isso, tendo que falar, ou melhor, falar bem, dominar a ansiedade, transmitir uma mensagem congruente, inteligente e interessante, muitas vezes, diante de um microfone assustador ou de um repórter difícil de lidar, mais parecendo um inquisidor do que alguém que busca informações por meio de uma boa conversa. Pior ainda quando são mal-humorados ou prepotentes.

Daí a necessidade do preparo para responder perguntas, conduzir a conversa de acordo com os seus interesses, tendo congruência, fluência verbal, utilizando um bom e adequado vocabulário, apresentando conteúdos interessantes e criativos para despertar na audiência do veículo o interesse que você pretende.

Tive o prazer de participar como co-autor de um livro, com Nancy Assad, presidente da NA Comunicação e Marketing, chamado “Media Training – Como Construir uma comunicação eficaz com a empresa e a sociedade”, de onde tirei algumas sugestões para entender esse processo:

O primeiro a fazer é entender o ponto de vista dos jornalistas, que, em geral, tem as seguintes características:

– Disputa com outros jornalistas os furos de reportagem;

– Pretende ser imparcial, devendo ser isento, mas carrega uma dose de subjetividade;

– Escuta e faz uso de “off” se perceber que a informação é de interesse do público;

– É ambicioso e capaz de colocar a carreira a frente de outras questões;

– Irrita-se com a oferta de favores e presentes, porque prevê o risco de ter que abrir mão da independência jornalística;

– Duvida do que você diz;

– Está aberto para o diálogo e para quem é capaz de convencê-lo com boas pautas;

– Defende suas pautas;

– Detesta generalizações ou imprecisões;

– É defensor da liberdade de imprensa e de expressão;

– Evita fontes de informação que já cometeram falhas;

– Usa todos os meios e métodos éticos ao seu alcance para conseguir informações para produzir uma notícia.

Sob o ponto de vista dos entrevistados, ou seja, você, também tenho algumas recomendações:

– Procure pautar antes o que precisa ser dito, em outras palavras, conhecer o tema e as mensagens básicas da personalidade e cultura organizacional;

– Lembrar-se que está falando com o leitor, o telespectador ou ouvintes do veículo para o qual a entrevista está sendo concedida, conheça o tema e fale com o público;

– Tenha calma, ouça a pergunta, peça ao repórter para repeti-la, se não entendeu. Ilustre com exemplos, as ações concretas e realizadas. Seja claro e objetivo.

–  Apresente estatísticas e dados confiáveis;

– Reúna, com antecedência, dados da empresa ou relativos ao tema objetivo da entrevista;

– Se tiver uma Assessoria de Imprensa, recorra a ela para algum momento de necessidade;

– Esteja preparado para lidar com questões polêmicas.

– Ofereça dados e materiais impressos com os dados resumidos para facilitar a redação da matéria do jornalista;

Há, naturalmente, nesse meio, muitas outras informações oriundas de práticas, usos e costumes, bem como excelentes profissionais, mas há, infelizmente, aqueles sem ética e respeito.

De qualquer modo, a preparação continuada é fundamental. Se for porta-voz da empresa ou ocupa um papel relevante, sujeito a falar com a mídia, faça um bom curso de media training, contrate uma assessoria de imprensa responsável e competente para abrir espaço nos melhores veículos. Verá que é um investimento útil para o fortalecimento da sua carreira e da sua reputação.

Lembre-se de estar sempre preparado quando for dar uma entrevista, a exemplo da comunicação como um todo, que poderá construir ou destruir sua imagem, sua credibilidade conforme o resultado do que você falou ou deixou de falar. Bom preparo e boa sorte!

*Reinaldo Passadori, fundador e CEO do Instituto Passadori – Educação Corporativa, já treinou mais de 80 mil profissionais. Também é autor dos livros: “Comunicação Essencial – Estratégias eficazes para encantar seus ouvintes”, “As Sete Dimensões da Comunicação Verbal”, “Media Training – Como construir uma comunicação eficaz com a Imprensa e a Sociedade” – Editora Gente e “Quem não Comunica não Lidera” – Editora Atlas.


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Novo sistema de AI da IBM já consegue argumentar e debater com humanos

Tecnologia foi exibida nesta semana; Apesar de adversários humanos terem se saído melhor desta vez, distância entre homens e máquinas está um pouco menor


A batalha entre homens e máquinas  ganhou um novo capítulo esta semana com a IBM protagonizando, mais uma vez, os nossos receios de que computadores, eventualmente, superarão nossas sensíveis habilidades.

A companhia que desenvolve supercomputadores, cujas capacidades já derrotaram campeões mundiais de xadrez e do Jeopardy, agora conta com resultados impressionantes para um novo sistema chamado Project Debater (algo como Projeto Debatedor, em português). A tecnologia foi aplicada “contra” dois debatedores humanos, Noa Ovadia e Dan Zafrir, durante conferência realizada em São Francisco, CA. 

Para cada um dos debates, os participantes tiveram que preparar um discurso de abertura de quatro minutos, seguido por uma réplica de quatro minutos e uma conclusão de dois minutos. O tema do debate de abertura foi “devemos subsidiar a exploração espacial”, seguido de “devemos ampliar o uso da telemedicina”. Em ambos, a audiência votou que o Project Debater se saiu pior de forma geral, mas melhor em termos da quantidade de informação transmitida. E apesar de vários deslizes robóticos, o público votou que a inteligência artificial se mostrou mais persuasiva.

Apesar de os adversários humanos terem se saído melhor desta vez, parece que a distância aqui entre homens e máquinas está um pouco menor. Mas a questão principal aqui é que trata-se da primeira vez que um sistema de inteligência artificial demonstra a habilidade de argumentar. De acordo com a IBM, a tecnologia representa um grande avanço em equipar computadores com a habilidade de entender a linguagem humana e depois se expressar. 

A IBM espera que a pesquisa eventualmente permita um assistente virtual mais sofisticado possa absorver conjuntos massivos e diversificados de informações para ajudar a construir argumentos persuasivos e tomar decisões bem informadas – em vez de simplesmente responder a perguntas e comandos simples.

O Project Debater tem sido desenvolvido nos últimos seis anos pela IBM. De certa forma, ele expande os recursos do supercomputador Watson, que está sendo usado por diferentes empresas e universidades para extrair enormes conjuntos de dados internos.

 

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Funcionários pedem para Amazon não vender sistema de reconhecimento facial à polícia

Em carta a Jeff Bezos, funcionários dizem que software de reconhecimento facial da companhia irá servir como ferramenta de vigilância do governo


O CEO da Amazon, Jeff Bezos, foi pressionado por um grupo de funcionários à luz de que a gigante de tecnologia tem vendido tecnologia de reconhecimento facial para a polícia dos Estados Unidos. Em carta encaminhada ao presidente, os funcionários pedem para que a Amazon não forneça mais a tecnologia chamada Rekognition às autoridades norte-americanas. 

A carta à Amazon foi encaminhada após uma investigação da American Civil Liberties revelar que a companhia vende seu sistema de reconhecimento facial para clientes governamentais. Segundo o site Engadget, a polícia de Orlando confirmou que policiais da cidade estão testando o software, apesar de dizer que estão aplicando a tecnologia apenas em policiais que se voluntariaram para fazer parte de um piloto e que não a utilizam para espionar residentes. 

No documento, os funcionários da Amazon lembram do potencial da tecnologia para prejudicar cidadãos já marginalizados no país. 

“Em meio a uma histórica militarização da polícia, renovando o alvo a ativistas negros, e o crescimento de uma força federal de deportação atualmente envolvida em abusos dos direitos humanos, o software de reconhecimento facial da Amazon irá, certamente, servir como uma poderosa ferramenta de vigilância para o governo”, diz o documento.

O episódio lembra o recente pedido de funcionários do Google, que pressionaram a companhia de Mountain View para cortar laços com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos no chamado Projeto Maven, que aplica inteligência artificial do Google para drones, algo que daria ao Pentágono uma forma de identificar alvos sem a supervisão do olho humano. Funcionários do Google chegaram a se demitir da empresa por não concordar e a repercussão negativa levou a companhia a recuar e não renovar o seu contrato com o Projeto Maven. 

Os funcionários da Amazon ainda pedem para a Amazon desligar a empresa de mineração de dados Palantir de seus serviços de nuvem AWS. Segundo reportagem do The Intercept, a Imigração e Alfândega dos Estados Unidos tem usado os serviços da Palantir para identificar e erradicar imigrantes dos Estados Unidos.

 

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Google simplifica controles de privacidade e segurança para usuários

Disponível primeiro para Android, atualização do hub Minha Conta traz novo design e deixa controles de segurança e privacidade em destaque.


O Google anunciou nesta semana uma nova versão do hub de acesso “Minha Conta”, que permite que os usuários controlem as suas configurações de privacidade. O update chega primeiro aos aparelhos Android, sendo que até o final do ano também desembarca no iOS e na web, de acordo com a empresa de Mountain View.

A nova versão da página “Minha Conta” simplifica o acesso aos controles de segurança e privacidade, que agora aparecem com mais destaque, além de novos recursos, como uma funcionalidade de buscas para facilitar a pesquisa por informações importantes da sua conta.

“Para ajudar você a entender melhor e assumir o controle da sua Conta Google, tornamos mais fácil revisar todas as suas opções de privacidade com o nosso novo design intuitivo e testado por usuários”, afirmou a empresa em um post no seu blog sobre a novidade.

Com isso, os usuários agora podem encontrar com mais facilidade os controles de atividades (“Minha Atividade”), na aba Dados e Personalização, onde também podem escolher quais dados de atividades são salvos.  Além disso, a seção traz a versão atualizada da Check-up de Privacidade (Privacy Checkup), que permite que os usuários revisem as configurações de privacidade.

Lançado em 2015, o hub de controle para contas do Google é usado diariamente por cerca de 20 milhões de pessoas no mundo, conforme a gigante revelou em seu blog.

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De helicópteros sob demanda a drones autônomos: futuro da mobilidade será vertical

Pelo menos é o que prometem as startups Ehang e Voom, que testam novos modelos de negócio e tecnologias para tentar desafogar o trânsito das megacidades


Em Xangai, China, uma das cidades mais populosas do mundo com seus quase 25 bilhões de habitantes, o meio de transporte encontra suas variáveis das mais tradicionais às mais avançadas. A cidade abriga a malha metroviária mais extensa do mundo e permite aos habitantes e turistas um meio rápido de sair do aeroporto internacional de Pudong com o trem Maglev – um sistema de levitação magnética que, de certa forma, é precursor ao que Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, propõe com o Hyperloop. Só que o Maglev já se encontra em operação e consegue atingir atualmente 400 km/h. 

Mas na cidade, que cada vez mais se verticaliza – ela também é sede do segundo prédio mais alto do mundo – e a população  tende a congestionar o  espaço  público, afinal é preciso sair de casa, a mobilidade tem sido vista de várias frentes e ângulos, incluindo, o de cima. Vale lembrar que é chinesa a startup Ehang que há dois anos fez manchetes no mundo inteiro ao apresentar um drone supostamente autônomo na CES Las Vegas como um meio de transporte individual possível.

Na última semana, um dos cofundadores da Ehang esteve no palco da CES Asia, em Xangai, ao lado de Evan Tahler, Chief Product Officer da startup Voom e Lu Zhou, do escritório de advocacia Hogan Lovells International LLP, para discutir o que a indústria tem definido como “mobilidade aérea”. Mas se o futuro da mobilidade povoará o horizonte das cidades com hélices e drones, e sabe-se lá mochilas com foguetes, há uma série de desafios e peculiaridades legais que precisam ser levadas em conta. 

Lançada em 2017, a Voom é uma espécie de Uber dos helicópteros, entregando um serviço sob demanda para as pessoas, digamos, com mais pressa e dinheiro para se locomover entre pontos na cidade de São Paulo e Cidade do México. A startup conta com investimento da unidade de inovação da Airbus. Apesar de se basear em um meio de transporte relativamente tradicional, convenhamos, um helicóptero não tem nada de novo, a empresa diz inovar ao propor uma logística mais atualizada com meios digitais e defende que oferece custos mais acessíveis ao compartilhar os trajetos com até cinco pessoas – algo como um UberPool onde as corridas variam de 160 a 240 dólares. Entre as rotas, está a possibilidade de pegar um Voom para o aeroporto de Guarulhos. 

Tahler, CPO da Voom, acredita que o trânsito congestionado dos grandes centros, como São Paulo e Xangai, pode se beneficiar de meios de transporte já disponíveis como os helicópteros. Somam-se a eles apps e algoritmos que possam otimizar demandas e rotas.  “Não queremos esperar por novos tipos de veículos para melhorar o trânsito das grandes cidades”, diz o executivo. “Hoje estamos trabalhando com a experiência do cliente, no sentido de entender como eles gostam de voar. Queremos tornar a carona de helicópteros algo acessível e atraente”, completa. É o tipo de teste de logística e resposta que a companhia tem feito para, eventualmente, escalar o serviço para outras cidades. 

Mais ágeis e verdes

Grandes métropoles, incluindo as chinesas, têm sofrido com os altos níveis de poluição, logo acrescentar aos seus horizontes frotas de helicópteros ou ainda drones que deixem rastros de gás carbônico poderia prejudicar ainda mais a qualidade do ar e da vida de populações. A boa notícia é que, ao repensar o transporte do futuro, startups de mobilidade estão olhando para soluções verdes. A chinesa Ehang é uma delas.

Com seu drone Ehang 184, a startup defende que seus passageiros poderão chegar de um ponto A ao B a uma velocidade de 130 k/m e o estarão fazendo de uma forma segura e que não poluirá o meio ambiente, tendo em vista que se trata de um veículo elétrico. A primeira vez que a companhia apresentou seu protótipo funcional foi em 2016 e em fevereiro deste ano exibiu um vídeo onde mostrava o drone sobrevoando uma área rural da China e em condições atmosféricas desafiadoras, colocando o próprio CEO, Huazhi Hu, a teste. A startup ainda segue testando a tecnologia e o vice-presidente Hunter Zhang não se comprometeu a dar uma data de lançamento do serviço, dado o fato de que há uma série de desafios, incluindo uma regulação que permita drones sem pilotos transportar civis. 

Segundo Zhang, ao tirar pilotos da equação da Ehang, a companhia conseguiria ofertar um meio de transporte mais acessível. “Queremos que a possibilidade de voar chegue a todos e não seja apenas exclusiva a alguns”, ressalta Zhang. Uma vez que um passageiro entre em um Ehang 184, bastaria colocar seu endereço final em um aplicativo como o Google Maps e, solitário, ele seguiria até o seu destino. A companhia agora se debruça para evoluir um sistema de gerenciamento de seus drones para atender a demanda futura de passageiros. 

Uma questão regulação e segurança

No final do dia, há ainda um longo caminho regulatório para se alinhar a uma realidade que parece ter saído de “Os Jetsons”, apesar da tecnologia evoluir antes que o arcabouço legal que dará conta dela. Mas segundo Lu Zhou, da Hogan Lovells International LLP, o governo chinês tem se mostrado receptivo e avançado para acompanhar a tecnologia e a regulação de drones no país tem sido mais avançada que os Estados Unidos. “Acho que temos grande potencial para a tecnologia aqui”, diz a advogada.

“A segurança é o fator mais importante que governos se preocupam na hora de criar políticas e, segundo, barulho e depois privacidade”, ressalta. Afinal, a ideia de drones se levantando entre prédios tendem a perturbar a esfera da vida privada das pessoas.

Para Tahler, da Voom, participar das conversas sobre regulação é importante, uma vez que elas também devem pautar e influenciar o modelo de negócios e o próprio desenho dos veículos. 

Para Zhang, da Ehang, há que se lembrar que para toda tecnologia que chega no mercado, sempre há três estágios. O primeiro deles diz respeito a evolução da própria tecnologia, o segundo sobre a regulação e, por último, a educação do mercado.

“Já estamos no primeiro estágio e conversando sobre o segundo. Como toda nova tecnologia, o modelo de negócios não é aceito imediatamente pelo público. Lembre-se  que carros e aviões  também foram questionados. O público geral ainda tem preocupações, mas acredito que a medida que regularmos a tecnologia, a população vai aceitar”, diz o cofundador da Ehang, que prometeu que seu drone ainda fará um voo fora da China este ano.

*A jornalista viajou a Xangai a convite da CTA 


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Motorista assistia TV durante acidente fatal com carro autônomo do Uber


 Imagem: reprodução/Tempe Police Department

A motorista “de segurança” do carro autônomo Uber envolvido em um acidente fatal em março deste ano estava assistindo TV via streaming durante o momento da colisão, segundo a polícia de Tempe, no Arizona, onde o caso aconteceu. As informações são da Reuters.

Em seu relatório de 318 páginas, o Departamento de Polícia de Tempe afirmou ter obtido registros da conta do Hulu da motorista Rafaela Vasquez, que mostram que ela assistiu ao programa “The Voice” por mais de 40 minutos, até às 21h59, o que “coincide com a hora aproximada da colisão”, de acordo com o documento.

As autoridades locais também apontam que Rafaela ficava olhando continuamente para baixo, em vez de olhar para a estrada, voltando a atenção para cima apenas meio segundo antes do veículo, uma SUV da Volvo, atingir Elaine Herzberg, de 49 anos, que atravessava a rua a pé.

Por esses fatores todos, a polícia da cidade americana considerou que a colisão era “totalmente evitável”, caso a motorista estivesse prestando atenção na estrada.

Ainda não está claro quais serão as acusações formalizadas contra Rafaela. O relatório foi encaminhado para os promotores locais, que decidirão sobre as acusações.

O veículo trafegava no modo autônomo, com Rafaela atrás do volante, caso fosse necessário entrar em ação. Por lei, os carros autônomos devem contar com um motorista de segurança atrás do volante.

O acidente

Na noite do domingo de 18 de março, um veículo autônomo da Uber atropelou uma mulher de 49 anos. Ela atravessava uma rua mal iluminada quando a SUV a atingiu. Ela chegou a ser levada ao hospital, mas não sobreviveu aos ferimentos. 

 No vídeo divulgado pela polícia do Arizona, em março, é possível ver a vítima saindo das sombras e somente ficar visível quando já está no meio da pista, quando é atingida pelo veículo. A câmera interna mostra a operadora do carro alternando a sua atenção entre a pista e algo dentro do carro e sua reação ao ver o atropelamento.

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Em uma Copa do Mundo das redes, Brasil ficaria com a 28ª posição

Ericsson preparou simulação da tabela do Mundial considerando dados de desempenho de redes de cada país participante da Copa; Brasil não passaria da primeira fase


As atenções do mundo todo estão voltadas para a Rússia, onde é realizada a Copa do Mundo de Futebol. Nos estádios, países competem para saber quem tem o melhor desempenho nos gramados. Mas e se o assunto for redes de internet?

Monika Byléhn, responsável pela estratégia global de 5G na Ericsson, preparou uma simulação da tabela do Mundial considerando os dados de desempenho de redes de cada país participante da Copa.

“Os pontos de dados que analisamos (análise da Ericsson nos dados do Speedtest Intelligence® de Ookla®, de 1º de janeiro a 27 de maio de 2018), que avaliam o desempenho geral da rede de cada país com base nas velocidades de downlink, uplink e latência, se aplicam a mais de 90% das amostras. Estatisticamente, isso significa que, em 90% das vezes, o usuário obterá essa qualidade de serviço ou melhor”, explica Byléhn, em postagem no blog da companhia.

A empresa dividiu os mesmos 32 países nos oito grupos da Copa para ver quais dois em cada grupo passariam para a última fase de 16 eliminatórias. Em seguida, simulou os confrontos de quartas, semi e finais para chegar ao campeão.

A Islândia, debutante na Copa, país com uma população de menos de 350 mil habitantes, é o campeão mundial quando se trata das velocidades de rede. Mas apesar do desempenho do Brasil nesta sexta-feira (22/06), o País não passaria da primeira fase nessa competição, atrás de países como México, Panamá e Colômbia, ocupando o 28º do ranking, à frente apenas de Costa Rica, Nigéria e Japão (aqui uma surpresa!).

Confira os resultados da “Copa do Mundo das redes”:

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