Smart home: sua casa pode ser inteligente – PODCAST PORTA 101 #10

Bem-vindos a mais um episódio do Porta 101, um espaço onde a equipe do Canaltech se reveza semanalmente para discutir assuntos relevantes, curiosos, e muitas vezes polêmicos, relacionados ao mundo da tecnologia e inovação.

Ouça ao podcast.

via Canaltech

Aclamada série Breaking Bad completa 10 anos

Não foi fácil para Vince Gillian, diretor da série mais aclamada da atualidade, emplacar sua criação e convencer as emissoras de dar uma chance à obra que atingiu nota 9,2 de 10 no Metacritic e levou 16 Emmy Awards para casa, após ter sido indicado a 51 categorias. Com cinco temporadas geniais, apresentar o piloto da série para os executivos responsáveis pelas emissoras foi, segundo Gillian, o pior momento de sua carreira como diretor. Sendo rejeitado por quatro emissoras, dentre elas a HBO, por terem considerado a obra pouco comercial e mal feita, a AMC topou veicular a obra e o resultado foi o estrondoso sucesso, mesmo após uma década. 

Para comemorar o aniversário, o Canaltech fez uma lista de curiosidades que provavelmente você não sabia sobre Breaking Bad:

Fim no auge

Foi ideia de Gillian dar o fechamento da história no auge do sucesso da série, em sua quinta temporada. Ele temia que Breaking Bad cometesse o mesmo erro que outras séries amadas pelo público cometeram: esticar demais o roteiro para gerar mais lucro, acabando assim com a qualidade da história (Olá, Dexter!). Para quem não viu até o final, evitaremos spoilers, mas já adiantamos que tirou o fôlego de muitos fãs.

Um Pinkman leigo

Aaron Paul, ator que interpreta o azarado Jesse Pinkman na série, nunca frequentou aulas de atuação. Antes de Breaking Bad, ele havia feito algumas pontas em outras séries, mas nada além de alguns episódios e sempre atuando como personagens sem grande importância para a trama.

Outra trivia importante sobre Jesse Pinkman: ele fala a palavra Bitch 54 vezes ao longo da série.

Marcado na pele

Bryan Cranston, o intérprete de Walter White, fez uma tatuagem em seu dedo anelar da mão direita com a logo da série. A tatuagem combina com o estilo trash de Breaking Bad e foi feita após um dia de filmagem, quando a equipe se reuniu para tomar umas e acabaram levando Cranston a um estúdio de tatuagem, onde ele, levemente alcoolizado, optou por tatuar um local do corpo que fosse discreto, mas ainda assim bem visível.

Em estilo Trash Tattoo, Bromo e Bário

Toques de realidade

RJ Mitte, o filho viciado em café da manhã de Walter White, vive com paralisia cerebral, deficiência que seu personagem na série também tem. Entretanto, para dar vida ao personagem Walter Junior ele agravou os sintomas para maior dramaticidade na obra.

Outra personagem que também viveu um transtorno na pele e o trouxe para a sua personagem é a atriz Betsy Brandt, intérprete da insuportável Marie Schrader, cunhada de Walter White. Ela sofreu, no passado, de cleptomania.

A cor púrpura

Falando em Marie Schrader, tudo o que envolve a personagem tem a cor roxa. De seu carro até suas roupas, incluindo objetos de decoração da casa dos Schraders, tudo tem algum tom de roxo envolvido.

Se Marie fosse uma chata de galocha, as galochas seriam roxas

Última escolha

Bryan Cranston, que não deixou nenhum fã insatisfeito e foi o melhor Walter que poderíamos imaginar, não foi a primeira escolha para o papel principal da trama. Os executivos da AMC estavam céticos quanto às habilidades cênicas de Cranston devido ao seu histórico junto à obras de comédia. Apenas após John Cusack (Alta Fidelidade, 1408) e Matthew Broderick (Curtindo a vida Adoidado) terem recusado o papel que, sem alternativas, Cranston foi aceito. Ainda bem, né?

Obrigado por dizerem não, rapazes!

Quem mais curtiu que os outros dois não tenham topado dar vida ao personagem foi o ator Anthony Hopkins (o eterno Hannibal, que Mads Mikkelsen nos perdoe) que, após assistir todas as cinco temporadas em ritmo de maratona, escreveu uma carta de fã tiete a Cranston, elogiando sua atuação e dizendo que a série é tão boa quanto um drama Shakesperiano ou uma tragédia grega.

Química na veia. Ou nas sobrancelhas

Apesar de Brian Cranston interpretar o gênio da química, quem de fato entende tem PhD na ciência é Marius Stan, o intérprete do dono do Lava Jato, Bogdan. Ele nunca havia interpretado na vida e ainda atua na área acadêmica como pesquisador.

Sobrancelhas.

Cabala? Não, tabela periódica!

A série conta com 62 episódios, no total. Na tabela periódica, o elemento de número atômico 62 é o Samário (Sm), cujo isótopo é utilizado em diversas drogas para tratamento de câncer, incluindo o câncer de pulmão, que afeta Walter White na obra e é a desculpa para que o gênio do mal comece a cozinhar metanfetaminas.

O último episódio tem o título de Felina, um anagrama para a palavra Finale, mas também faz alusão à trilha sonora mostrada no episódio, no momento em que Walter White está em seu carro, com a música El Paso, de Marty Robbins, tocando ao fundo, onde um pistoleiro se apaixona por uma mexicana chamada Felina.

Além dessas duas explicações, há uma terceira hipótese para a escolha do nome do episódio final que se baseia na química: Fe, em alusão ao Ferro, seria um símbolo para o sangue derramado; Li se refere ao elemento Lítio, utilizado na fabricação de metanfetamina; enquanto Na, redução da tabela periódica para o sódio, é o principal componente das lágrimas. Resume bem o final da série, não é mesmo?

Salvem Walter White

A página criada, na trama, pelo dedicado filho de Walter para conseguir doações para o tratamento de câncer do pai ainda está ativa, idêntica à mostrada na série e pode ser acessada aqui. No momento em que essa notícia é escrita, há 38679 acessos no contador da página.

Feita sob Medida

A música Negra y Azul: The Ballad of Heisenberg, autoria de Los Cuates de Sinaloa, faz um trocadilho com a cor azulada da metanfetamina produzida por White e o termo Black and Blue que, em inglês, se refere aos tons que hematomas adquirem.

A música gruda na cabeça, mas é, ao mesmo tempo, gostosa e engraçada e pode ser ouvida abaixo:

via Canaltech

Office para Mac ganha update com recurso de edição colaborativa em tempo real

A Microsoft lançou nesta sexta-feira (19) a atualização 16.9 do pacote Office 2016 do sistema operacional Mac. O update corrige alguns bugs e problemas de otimização, além de contar com uma série de novidades e recursos novos para as ferramentas Word, PowerPoint, Excel e Outlook.

Uma das implementações mais interessantes é a edição colaborativa em tempo real, que possibilita que um grupo de pessoas edite um mesmo documento ou projeto, funcionando de forma semelhante ao esquema presente na versão online do serviço Office Online.

Ao utilizar esta função, todos os membros que estiverem alterando um mesmo documento serão representados por ícones com diferentes cores. Para evitar que edições indesejadas ocorram, o Office permitirá o controle de diversas versões de um mesmo documento, bem como o acesso facilitado a outros documentos colaborativos por meio da seção "Abrir".

Outras adições interessantes na atualização são as novas opções de gráficos e tabelas dinâmicas no Excel, opções de "recorte" e de uma trilha de áudio ou vídeo no PowerPoint, e a funcionalidade de gerenciamento de emails por meio de gestos no programa Outlook.

Para conferir as novidades da atualização do Office 2016 para Mac na íntegra, acesse este link (em inglês).

via Canaltech

Patente da Samsung revela smartphone com 100% de aproveitamento de tela

Os chamados "displays infinitos" do mercado atual aproveitam o máximo possível do display, sendo que os modelos atuais de smartphones com essa tecnologia têm um aproveitamento médio de 80%. Mas pode ser que, em breve, vejamos aparelhos da Samsung com 100% de aproveitamento de tela, de acordo com essa patente registada pela sul-coreana.

Nas imagens que ilustram o documento, vemos um smartphone com tela que cobre toda a sua face frontal, sem bordas que reduzem o espaço do display. No topo, vemos a câmera frontal e espaço para sensores, enquanto na parte inferior da tela podemos ver um botão "Home". Mas é possível que a Samsung elimine o botão físico, escolhendo posicionar o sensor de impressões digitais abaixo da tela.

(Reprodução: Lets Go Digital)

A fabricante não confirmou se está mesmo desenvolvendo um smartphone com tela 100% aproveitável, mas a patente, que já foi aprovada, pode indicar que esse tipo de display possa chegar ao mercado com o Note 9, que, por já ser um aparelho bastante grande, pode oferecer mais praticidade ao usuário se aproveitar o display inteiro, sem aumentar suas dimensões.

via Canaltech

Educação é a chave para que menos pessoas sejam vítimas do cibercrime

A internet é um lugar fantástico, mas que, como todo mundo já sabe, esconde centenas de milhares de perigos. Além de ficar preocupado com os possíveis ataques de hackers e cibercriminosos, as pessoas também precisam ficar de olho no seu “lado da cerca”, evitando cair em golpes. Ou, pior, entregando “de graça” as suas informações.

Nós aprendemos nos últimos anos que a segurança da informação precisa ser levada a sério. Uma série de dados sensíveis de pessoas comuns, públicas e empresas foram divulgados numa quantidade massiva, intensificando o poder dos atacantes. E, só pra gente relembrar um pouquinho, aqui vão alguns exemplos:

Estes foram apenas alguns dos casos mais notáveis dos últimos 12 meses (e alguns dias), e nos dão um panorama sobre o futuro. Em 2018, as previsões de analistas e empresas especializadas em cibersegurança não são tão animadoras, embora seja claro que os riscos sempre existirão.

Segundo pesquisa da Avast divulgada em agosto de 2017, “apenas 3% dos brasileiros entrevistados usam um gerenciador de senhas para proteger suas contas.” O dado foi extraído do relatório criado com base em entrevistas com 652 brasileiros, mas até que não nos intriga: algumas das senhas mais usadas do ano foram “123456”, “password” e “starwars”.

Considerando tudo o que aconteceu recentemente, isso precisa mudar. A mesma pesquisa ainda revela que 70% dos brasileiros usam senhas fracas e 80% armazenam elas no navegador.

O caso das senhas é compreensível em partes. Salvá-las no navegador é cômodo, mas elas podem estar mais vulneráveis se alguém pegar o seu computador. O uso de autenticação biométrica é uma solução viável, mas não é acessível em todos os serviços.

Ameaças móveis: mais riscos em 2018

A predição da Kaspersky Lab para 2018, se referindo a dispositivos móveis, é muito clara: “Estimamos que em 2018, mais ataques malware APT (Advanced Persistent Threat) de alta qualidade serão descobertos, como resultado de um aumento nos ataques e melhorias nas tecnologias de segurança, projetadas para identificá-los”, disse a empresa.

Isso sempre aconteceu e vai continuar acontecendo. Quanto mais ataques sofisticados, mais empresas de segurança estarão dispostas a encontrar soluções. É um ciclo que precisa ser acompanhado, principalmente, pelo usuário que tem identidade online e quer preservar seus dados. Afinal, quando falamos de dados hoje em dia, também falamos de dinheiro.

A plataforma de espionagem móvel Pegasus, por exemplo, foi revelada em agosto de 2016 numa análise da CitizenLab e Lookout, revelando o software de interceptação que é vendido a governos e outras entidades. Quem faz essa transação é uma empresa israelense chamada NSO Group, e mostra, mais uma vez, o poder de infiltração em plataformas como o iOS, da Apple, que é mais fechada.

O Android, por outro lado, é um sistema operacional mais aberto e permite a identificação rápida de malwares, mas isso não significa, necessariamente, que os usuários estão livres. Eles só podem ter um tempo de reação mais rápido se comparados aos usuários do iPhone, o que, ainda assim, ajuda e muito.

Esse é mais um exemplo de software (ou plataforma/suíte) de espionagem aprimorada, mas acredite, nem sempre é preciso algo complexo para se obter dados sensíveis. Basta uma página falsa de uma empresa ou serviço famoso e, pronto, uma grande quantidade de pessoas são enganadas. Mas a gente vai falar sobre isso já, já.

Segundo a Avast, 2016 teve um aumento de 60,4% em ameaças mobile se comparado com o ano anterior, com 17 milhões de ataques de malware direcionados a dispositivos móveis. No ano passado, 2017, uma média de 1,6 milhão de usuários foram atacados por vírus mobile todos os meses, registrando um aumento de 32,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os dados são alarmantes, mesmo que muita gente "não se preocupe”. Afinal, nenhum desses ataques pode ter acontecido com você, o que é ótimo; mas a mesma pesquisa da Avast também cita que 61% dos usuários entrevistados pensam que seus dados online não estão seguros. São tempos difíceis, e se preocupar é essencial – mas sem se desesperar, vamos com calma.

Em um papo com Daniel Bortolazo, gerente de Engenharia de Sistemas da Palo Alto Networks Brasil, a previsão não é diferente. Ele reforça que é preciso estar de olho na segurança tanto no computador quanto no dispositivo móvel, que tende a ser mais vulnerável por alguns motivos:

  1. Os usuários prestam mais atenção no computador ou notebook;
  2. Em dispositivos móveis, a instalação de software é mais recorrente;
  3. Estamos conectados o tempo todo, o que aumenta os riscos;
  4. Não há atualizações frequentes para todos os aparelhos;
  5. Muitos aplicativos maliciosos estão disponíveis nas lojas.

“Uma boa dica é sempre lembrarmos de como o mundo virtual se assemelha ao real”, diz o executivo em uma analogia interessante. Do mesmo modo que não devemos entregar nossos dados a estranhos, no mundo online essa precaução também se faz necessária.

Precisamos falar sobre o phishing

Uma situação rápida: quando você acorda e decide comprar um tênis, e depois vai no Google, procura em uma ou duas lojas mas não se decide e segue a vida, os dados dessa busca ficam salvos no cache no seu navegador. Eles, então, são utilizados em outras plataformas que usam o sistema de anúncios da Google, e por isso parece que ele sempre sabe o que você quer, ou está procurando.

Juntando esses dados com muitos outros seus que estão espalhados na internet, usuários mal intencionados conseguem criar ataques phishing direcionados, embora a maioria siga o padrão “vamos atacar pra tudo quanto é lado, e o que cair na isca é lucro”.

Pra quem ainda não pegou o espírito do phishing, a prática se traduz literalmente: é pescaria, mesmo.

Nós vimos muitos casos de phishing sendo veiculados na imprensa nos últimos meses. O WhatsApp, por exemplo, se tornou uma ferramenta útil para os criminosos. Em novembro, divulgamos o golpe usando o nome do grupo O Boticário que oferecia vantagens em troca dos seus dados. Segundo o Reclame Aqui, mais de 400 mil pessoas clicaram no link malicioso.

E é mais ou menos assim que cada vez mais usuários vão caindo em golpes de phishing, porque eles são simples, fáceis e enganam, mesmo. Mas não existe almoço de graça, como você já deve ter ouvido alguma vez na vida. Se, por acaso, alguém mandá-lo algum link de uma empresa X dizendo que vai dá-lo créditos na compra de um produto Y, usando algum meio duvidoso para disseminar a mensagem, provavelmente essa pessoa já foi afetada. Ela talvez nem tenha mandado o link intencionalmente, e sim no calor do momento, mas não há como prever.

O ideal é sempre ficar de olho e não clicar em links duvidosos. Em nenhuma hipótese. É só ignorar o link ou arquivo. Aquela empresa famosa de chocolates realmente não vai dar R$ 50 em bônus pelo WhatsApp, acredite. Mas se o seu amiguinho acabar repassando alguma dessas mensagens, é só dar um toque nele para que menos pessoas caiam nos golpes.

Bortolazo reforça “que os ataques continuarão a utilizar este phishing para enganar as vítimas em 2018, porém teremos ferramentas cada vez mais avançadas para bloquear este e outros tipos de ataques, utilizando, por exemplo, Machine Learning e Inteligência Artificial.”

É o caso anterior que nós citamos: novas técnicas impedirão a disseminação desses golpes, mas eles serão remodelados, e é por isso que os usuários precisam estar cientes e adotar boas práticas para não acabarem sendo afetados.

Se você ainda está descrente sobre essa onda de phishing no país, a Kaspersky revela que 28% dos usuários brasileiros tiveram incidentes com phishing no período de janeiro a novembro de 2017, sendo o país líder global desse tipo de ataque. A Austrália (21,8%) vem em seguida, com a China (19,6%) em terceiro.

Dicas para manter a segurança online

O que fica irreparável de tudo isso é o fato de que o cibercrime vai continuar progredindo, do mesmo modo em que empresas especializadas em segurança online farão o mesmo. Essa “guerra” não tem prazo para terminar; se é que um dia terminará. O game changer, porém, pode ser o usuário.

Algumas coisas realmente simples podem ser feitas para manter a privacidade de seus dados intacta. Nenhuma delas envolve um nível de conhecimento incrivelmente alto em computação, nem nada do tipo. Mas, em tempos como estes, é muito bom estudar o assunto para criar  essas tais boas práticas online; aqui vão algumas dicas:

  • Não clique em links desconhecidos;
  • Não baixe arquivos ou documentos suspeitos;
  • Promoções “boas até demais”: leia os regulamentos e estude a estrutura do site, ela pode dizer muita coisa;
  • Renove sempre suas senhas, mantendo uma certa periodicidade e, se preferir, usando um gerador de senhas;
  • No smartphone, não baixe aplicativos suspeitos: sempre olhe quem o desenvolveu, comentários e afins se sentir desconfiança;
  • Cuidado com redes abertas! Wi-Fi público é bom, mas também é um alvo fácil do cibercrime, ainda mais para quem faz compras nestes ambientes;
  • Mantenha seus dispositivos atualizados: smartphone, computador, tablet, relógio inteligente e tudo mais que você tem.

Precisamos ter em mente, também, que as páginas falsas podem ser sofisticadas. Preste muita atenção nas URLs, pois o ícone de cadeado ou o https não garante a autenticidade do site. Achou um erro de ortografia, ou algo minimamente suspeito? Aumente essa suspeita e procure mais dentro do site por pistas, e então evite-o se for o caso.

Se você por acaso clicou em um desses cupons milagrosos e agora está coçando a cabeça preocupado, a única solução é mudar as suas senhas e tentar relacionar o ataque com produtos próximos que podem ter sido afetados. Senhas de cartões de crédito, redes sociais e muito mais também precisam ser monitorados.

E falando assim até parece que o mundo virtual não é mais aquele lugar fantástico do primeiro parágrafo deste artigo. Mas concordo com Bortolazo nesta afirmação: “estar conectado significa que você precisa de segurança, mas não necessariamente está na mira do cibercrime.”

No dia 31 de janeiro, o Canaltech estará presente na Campus Party Brasil 2018 (#CPBR11), no Palco Coders, participando de um debate chamado "Tudo que você queria saber sobre segurança e não tinha pra quem perguntar". Portanto, aproveite a oportunidade e mande sua dúvida para o e-mail duvidas@canaltech.com.br .

via Canaltech

Update corrige problema de lentidão de redes WiFi causadas pelo Chromecast

Em virtude dos casos relacionados à queda de desempenho de redes WiFi, causados por um bug presente no Chromecast, a Google lançou nesta sexta-feira (19) um patch que corrige o problema de forma definitiva.

Por meio de uma postagem em seu blog oficial, a gigante das buscas disse que o problema está relacionado diretamente à forma como o app do Chromecast lida com as redes sem fio, enviando incorretamente uma grande quantidade de dados sem nenhuma necessidade.

A Google também reiterou que as pessoas que podem enfrentar esse problema são aquelas que possuem aparelhos Android com dispositivos Chromecast configurados em uma mesma rede WiFi, e que o bug pode impactar as redes WiFi em diferentes intensidades, dependendo do modelo do roteador.

De acordo com a publicação, a atualização começou a ser liberada via Google Play nesta quinta-feira (18). Além disso, a Google também orientou a todos os usuários que estiverem com o problema a reinicializarem os dispositivos móveis e a verificarem se o firmware do roteador está devidamente atualizada.

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Carteiras falsas roubam bitcoins; Terra se afastando do Sol e + [CT News]

Inteligência Artificial desenha o que você pedir // Carteiras falsas roubam bitcoins no Android // LG revela o LG X4+ // Terra está se
afastando do Sol

Assista ao vídeo.

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Regulamentação das criptomoedas divide opiniões de gestores e países, mas avança

Peter Smith, CEO da Blockchain, recentemente, afirmou publicamente que os bancos centrais deverão, ainda em 2018, armazenar grandes quantidades de criptomoedas: "Eu acho que este ano será o primeiro ano em que começaremos a ver os bancos centrais começarem a armazenar moedas digitais como parte de seu balanço patrimonial. O Bitcoin já é uma das 30 maiores moedas, e com essa tendência, a pressão para manter o dinheiro digital como parte das reservas só acelerará à medida que o preço subir”.

Controvérsias internacionais

Quando o assunto é operar com moedas digitais, há governos e governos. A China e a Coreia do Sul estão discutindo formas de proibir o uso das criptomoedas em seus territórios, o que inclusive impactou o valor do bitcoin. O ministro das finanças da França, Bruno Le Maire, sugeriu que a regulação do bitcoin seja pauta para o próximo encontro do G20, em novembro de 2018, em Buenos Aires.

Outras nações já estão tratando por si só de regulamentar as moedas digitais, convencidas de que o modelo econômico descentralizado veio para ficar: é o caso do Banco Central da Inglaterra, que anunciou, por meio do The Telegraph, que está planejando o desenvolvimento de uma criptomoeda própria, apoiada pelo governo inglês. A criptomoeda inglesa provavelmente terá seu valor atrelado ao valor da libra esterlina como mecanismo para evitar a volatilidade típica da moeda digital: “Acabam com os riscos de instabilidade financeira; são obtidos benefícios de estabilidade financeira. E há a economia nas enormes quantidades de energia computacional”, disse Mark Carney, diretor do Banco da Inglaterra. Ele não acredita que as criptomoedas sejam uma ameaça à estabilidade financeira mainstream.

Quem discorda do inglês é o Sheik egípcio Shawki Allam, que pediu a proibição da venda, compra ou qualquer transação de moedas digitais por elas irem contra o que prega a lei islâmica. A explicação é de cunho menos religioso do que aparenta num primeiro olhar: Segundo o Grand Mufti egípcio, as moedas digitais, por não serem sustentadas por um bem tangível, como o lastro em ouro, além do anonimato característico das transações, poderiam levar ao financiamento do crime organizado, à evasão fiscal e à lavagem de dinheiro, sendo, assim, contrária às leis do Islã.

Há também o caso da Bulgária, que após uma repressão da polícia búlgara a uma rede de crime organizado, está com cerca de 200 mil unidades de bitcoin apreendidas pelo Estado. Ninguém sabe, até o momento, o que o governo da Bulgária pretende fazer com toda essa fortuna digital, uma vez que ele se recusa a comentar sobre o assunto.

Já o Banco Central de Israel, recentemente (8), veio a público através de sua vice-presidente, Nadine Baudot-Trajtenberg, alegando que não reconhece as moedas digitais como dinheiro de verdade, mas que as interpreta como ativos financeiros. "Há dificuldade real na emissão de diretrizes abrangentes ao sistema em relação à maneira correta de estimar, gerenciar e monitorar os riscos inerentes a essa atividade. Além dos riscos para o cliente, há também riscos de conformidade para o banco", afirmou Nadine durante uma reunião do comitê de finanças do parlamento de Israel, deixando bem claro que o governo do país se isenta de qualquer responsabilidade nas transações de criptomoedas.

E no Brasil?

Por aqui no Brasil, há um projeto de lei tramitando desde julho de 2015, que inicialmente visava proibir o uso de bitcoins nos programas de milhagens aéreas, como o Smiles. Porém, através de um parecer emitido por Expedito Netto, deputado federal pelo PSD de Rondônia, o projeto de lei passou a proibir toda e qualquer operação com moedas digitais em todo o território nacional.

Em setembro de 2015, Rogério Lucca, do Banco Central, falou que há riscos monetários, mas que as criptomoedas não apresentam um risco à economia mainstream por não terem aplicação prática no cotidiano, como pode ser visto abaixo, no vídeo-entrevista feito pela FOXBIT:

Mas muita água passou por baixo da ponte desde 2015, especialmente quando falamos de política econômica brasileira e de criptomoedas. Houve, em novembro de 2017, um escândalo envolvendo um portal do governo estadual de São Paulo, que utilizava o poder de processamento das máquinas dos cidadãos que acessavam o site para resolver burocracias como emissão de certidões, sem nenhum aviso, para mineirar bitcoins. O código que permitia tal indecência foi retirado do site, mas não se falou mais em onde estão os bitcoins minerados dessa forma e a investigação segue apenas no âmbito administrativo, sem conseqüências, ao menos por enquanto, na esfera penal.

Cerca de um mês depois disso, em novembro de 2017, o Governo do Estado de São Paulo anunciou o projeto Ilumina SP, que, em parceria com a empresa privada CG/LA Infrastructure, de origem estadunidense, visa financiar melhorias na iluminação pública em todo o estado com a criptomoeda BuildCoin.

Entretanto, na última sexta-feira, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) proibiu investimentos em criptomoedas, incluindo o Bitcoin, por gestores e administradores de fundos, uma vez que não há conclusões sobre a natureza jurídica desse tipo de investimento. Esse posicionamento do CVM aponta para uma possível aceitação do conteúdo do Projeto de Lei 2303/2015 em seu inteiro teor, o que preocupa as corretoras de criptomoedas do Brasil.

João Canhada, da FOXBIT, esteve com deputados em Brasília em dezembro, e afirmou: "A gente [corretoras] deve ser regulamentado em 2018. É importante que os deputados tenham informação adequada para chegar ao melhor modelo possível, que não mate a inovação".

Enquanto o deputado Expedito Netto quer que seja totalmente proibido o uso, tranferência, compra, venda, troca e armazenamento de valores digitais dentro do país, se é que isso é possível de se fiscalizar, o autor do projeto original, o deputado Áureo, do partido SD do Rio de Janeiro, crê que seu colega esteja sendo radical demais: "Defendo a regulação libertária, o mercado se ajusta, mas com combate a lavagem de dinheiro e ao terrorismo. Sou contra taxar. Precisa regulamentar. Tem muita gente entrando nisso sem saber onde está e perdendo dinheiro por falta de informação", revelou ele. O projeto de lei está aguardando a instalação de Comissão Temporária para seguir em tramitação ordinária.

E as empresas privadas?

Além disso, empresas privadas estão divulgando projetos de desenvolvimento de suas próprias moedas digitais, como é o caso do Telegram, com seu Gram e grande potencial de criptografia, que poderia gerar uma capacidade de um milhão de transações por segundo através de seus mais de 180 milhões de usuários; e da Kodak, com a sua KODAKCoin, um sistema com economia e moeda próprias que atuará no gerenciamento de direitos autorais de fotografias. Ambas as empresas tiveram suas ações valorizadas após os anúncios.

Ao que tudo indica, 2018 será recheado de discussões sobre a regulamentação e validade das criptomoedas e nós do Canaltech estaremos de olho para trazer para você todos os debates e novidades sobre o tema.

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Pesquisa mostra que usuário vem perdendo interesse pelo iPhone

Antes considerado um objeto de desejo, o iPhone começa a perder essa aura. Pelo menos é o que indica uma pesquisa feita nos Estados Unidos, que revelou que os proprietários do smartphone da Apple não pretendem trocar seus aparelhos por um mais novo, nem pelo iPhone X.

A pesquisa foi realizada pela firma de Wall Street Cowen, que notou que o último modelo do telefone não está convencendo os donos de iPhone a atualizar seus aparelhos. "O apelo do iPhone está mais moderado", diz o relatório da pesquisa.

Todo ano, o lançamento de um iPhone gera expectativa, meses de rumores sobre especificações, hardware e design. E isso sempre afeta o consumidor, tanto que as filas para comprar os novos aparelhos costumam se formar dias antes do início das vendas.

Com o iPhone X aconteceu a mesma coisa, mas o interesse ficou restrito aos early adopters. O fascínio pelo principal produto da Apple, aquele que em 2007 alavancou a curva de ascendência da empresa de Steve Jobs, vem caindo.

Queda de 7 pontos

Um dos dados da pesquisa registrou o humor dos consumidores. No trimestre anterior ao lançamento do iPhone X, o interesse pelo flagship era de 87,6%, índice que caiu para 80,5% no fim de 2017. A queda de sete pontos percentuais sugere que a Apple não está mais conseguindo despertar a mesma curiosidade em seus aparelhos.

A pesquisa tem um valor importante para o mercado, pois foi o iPhone que levou a Apple a se tornar a empresa mais valiosa do mundo, impulsionada pelos números de vendas e também pelo interesse que as pessoas sentiam pelo celular.

Lançado como um modelo revolucionário, iPhone X parece estar sofrendo com o preço. A pesquisa indicou que os consumidores não estão dispostos a pagar US$ 1.000 pelo aparelho, mesmo com todas as inovações que ele traz. A Cowen relata que o custo está afastando, pela primeira vez, o usuário do iPhone.

No Brasil, o iPhone X tem preços a partir de R$ 6.999 na loja da Apple. Esse valor pode ser reduzido caso a compra seja feita em uma operadora de celular.

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OnePlus reconhece roubo de cartões de crédito de seus usuários

A OnePlus alertou seus usuários que confirmou o roubo de dados de cartão de crédito nos perfis cadastrados em seu site. Segundo a investigação interna, informações como número, prazo de validade e código de segurança foram vazadas, ou seja, todos os dados necessários para comprar algum produto pela internet.

O fórum da empresa informa que cerca de 40 mil usuários foram afetados, sendo que a maior parte é de clientes que colocaram os dados do cartão de crédito entre novembro de 2017 e janeiro de 2018. A OnePlus enviou um e-mail para os usuários afetados e avisou que todos os pagamentos foram suspensos.

Além disso, a fabricante chinesa de celulares e acessórios está oferecendo um ano de monitoramento de cartão de crédito gratuito para quem foi afetado.

Quarentena

O sistema de pagamento foi atacado por um script malicioso, que roubou os dados dos clientes. Como segurança, o sistema foi colocado em quarentena e toda estrutura de proteção foi reforçada. 

A OnePlus recomenda que usuários que perceberem movimentação estranha no cartão de crédito que entrem em contato com o suporte ou enviem um e-mail para security@oneplus.net.

Fonte: GSM Arena

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