Grandes verdades não óbvias sobre sensibilidade nos dentes

Sem surpresas: com cuidados diárias é fácil combater a sensibilidade dentinária (GSK/Divulgação)

Uma mordida naquele sorvete delicioso acaba com a sua vontade de terminá-lo no segundo seguinte? E o cafezinho depois do almoço? Já te gerou algum desconforto? Se a sua resposta foi sim, você corre um sério risco de fazer parte do grupo de brasileiros que têm sensibilidade nos dentes.

O termo correto é hipersensibilidade dentinária: uma dor rápida, aguda, de alta intensidade e curta duração. Ela é provocada pela exposição da dentina, que fica protegida pelas gengivas ou pelo esmalte dental.

Estrutura de um dente: dentina exposta é caminho aberto para a hipersensibilidade dentinária (GSK/Divulgação)

A dentina possui tubos microscópicos que vão até o centro do dente, que é rico em terminações nervosas. Os nervos reagem a temperaturas muito frias ou muito quentes com uma espécie de pontada que incomoda muita gente. Estima-se que 1 em cada 3 brasileiros tenham o problema1.

Observe sua escovação

Dentre as principais causas para a hipersensibilidade dentinária está, pasmem, a má escovação. Muita gente ainda acha que para limpar bem os dentes é preciso muita força ou cerdas muito rígidas. Isso não é verdade!

Na real, quanto mais macias as cerdas da escova, maior a amplitude para alcançar determinadas partes dos dentes e da boca, garantindo uma higiene mais completa e saudável.

Se você já estiver com parte da dentina exposta e ainda escovar errado ou usar uma escova não adequada, por exemplo, a área sensível pode aumentar, tornando o incômodo ainda maior. O consumo frequente de alimentos ácidos, como vinhos e refrigerantes, e distúrbios do sono como o bruxismo completam o grupo de origens frequentes que aceleram o desgaste do esmalte dos dentes.

Outras causas bastante comuns da hipersensibilidade são doenças na gengiva, como a retração gengival.

Reparação e acompanhamento

Se identificou? Uma simples mudança na sua rotina pode te ajudar muito. Existem cremes dentais diários que possuem os mesmos benefícios de um creme regular, como o branqueamento,  e ainda ajudam a reparar o esmalte e aliviar as dores da sensibilidade.

Ainda tem dúvidas? Marque aquela consulta com seu dentista – que você adia há tempos! Ele pode te ajudar a escolher o creme mais indicado para o seu caso. Depois disso, você pode aproveitar sem pressa aquele sorvete bem gelado ou o cafezinho que você tanto gosta.


1 TNS Estudo Incidência 2016/GSK

via Superinteressante

Nova carteira de habilitação traz QR Code para evitar fraudes

Não é difícil encontrar Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) falsas por aí. Para combater o problema, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) vem implementando mudanças no documento desde o ano passado. A última delas foi apresentada nesta terça-feira (9): um QR Code que dá acesso rápido às informações do condutor.

Obrigatório, o código já está sendo impresso no verso das CNHs emitidas em todo o Brasil deste o início do mês e pode ser lido com o Lince, aplicativo gratuito desenvolvido pelo Serpro que faz a conferência dos dados do portador — inclusive da foto — a partir de consultas ao Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach).

CNH - QR Code

Assim, policiais, agentes de trânsito e afins podem verificar rapidamente se o documento é verdadeiro. Em uma fase posterior, o sistema também permitirá às autoridades consultar dados do veículo e eventuais infrações de trânsito cometidas pelo motorista, tudo de maneira ágil.

De acordo com o atual ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), a expectativa é a de que o QR Code ajude a reduzir os casos de clonagem e adulteração de CNHs, tanto daquelas que são roubadas ou perdidas quanto das que são submetidas a alterações por iniciativa do próprio condutor — para inclusão de uma categoria, por exemplo.

A conferência de dados via QR Code não está restrita às autoridades. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), praticamente qualquer cidadão pode validar as CNHs. Dessa forma, uma loja conseguirá usar o sistema para conferir as informações de um cliente, por exemplo, o que faz bastante sentido: a CNH é frequentemente usada como documento de identificação, como você sabe.

Quem renovou a CNH neste ano já notou que o documento está diferente. Entre as novidades estão o mapa e a sigla do Estado de emissão no canto superior direito, elementos gráficos que podem ser conferidos com luz ultravioleta, mapa do Brasil no lado esquerdo impresso com tinta especial, fundo mais amarelado e tarja de cor preta na parte superior.

Apesar de estar disponível somente agora, o QR Code também faz parte desse conjunto de mudanças. O recurso só ficou por último porque foi adicionado após a liberação da resolução que determinou as alterações na CNH, de acordo com o Ministério das Cidades.

Nova CNH

O Denatran explica que não é necessário ter pressa para trocar o documento. Para quem já possui CNH, o processo ocorrerá na renovação. Como o prazo de validade do documento é de até cinco anos, todas as CNHs já terão o QR Code até 2022, nas estimativas do órgão.

Neste ponto, vale ressaltar que a CNH não será incluída no Documento de Identificação Nacional (DIN), cartão com chip que, se aprovado pelo governo, irá reunir várias informações do cidadão, como RG, CPF, título de eleitor e dados biométricos.

Os motoristas terão que continuar portando a CNH, consequentemente. O Denatran afirma, porém, que o novo formato não implicará em elevação de custos para a emissão do documento, pelo menos não por parte do órgão: a taxa de emissão é definida por cada Estado, assim, se houver cobrança adicional, a responsabilidade será dos departamentos de trânsito regionais.

Mais informações sobre o Lince estão disponíveis aqui. Há versões do app para Android e iOS.

Com informações: Auto Esporte, Exame

Nova carteira de habilitação traz QR Code para evitar fraudes

via Tecnoblog

Em disputa com Facebook, Snapchat adiciona novos recursos criativos

Snapchat

A vida do Snapchat não tem sido fácil nos últimos meses. A concorrência com o Facebook, Instagram e WhatsApp começou a colocar a rede social em risco, e para se manter na ativa o aplicativo tem buscado se atualizar constantemente. Diante de sua nova realidade, o Snapchat anunciou nesta terça-feira (9) a implementação de quatro novas ferramentas que expandem ainda mais a funcionalidade do app.

– Snaps infinitos: a partir de agora os usuários podem optar pelo símbolo do infinito para que os amigos tenham acesso aos snaps pelo tempo que quiserem. Apesar da mudança, a imagem continuará desaparecendo quando for fechada).

– Borracha mágica: o segundo recurso anunciado pelo Snapchat é uma borracha que permite a remoção de elementos indesejados das fotos. Para não ficar com o espaço vazio, o usuário tem a opção de borrar os objetos em volta e cobrir o local em branco.

– Caneta de emojis: quem se incomodava por ter que selecionar um emoji por vez para adicioná-los às imagens pode comemorar. Agora é possível selecionar uma caneta que permite colocar vários emojis de uma só vez nas fotos.

– Looping/Boomerang: o Snapchat também resolveu criar uma ferramenta parecida com o Instagram. Os usuários agora poderão fazer vídeos que são reproduzidos em loop e que poderão ser assistidos pelos espectadores por tempo indeterminado (até que ele resolva fechar, claro).

E aí, será que Mark Zuckerberg vai se inspirar mais uma vez nas novidades do Snapchat? Conte sua opinião para a gente nos comentários!

Via iPhoneHacks

via Canaltech

Apple confirma evento especial para 5 de junho

apple showtime

Veículos da imprensa internacional relatam nesta terça-feira (9) que a Apple começou a enviar convites para o WWDC 2017, o que significa uma data exata para a realização do evento. Segundo o 9to5 Mac, o evento acontece entre 5 e 9 de junho, com a principal conferência marcada para às 14h (horário de Brasília) do primeiro dia.

É justamente na abertura da WWDC em que deve acontecer os anúncios mais significativos. Não é segredo para ninguém que a Apple pode revelar os novos iPhones nesta data, sendo que a principal aposta envolve também o anúncio oficial da edição comemorativa de 10 anos do smartphone da Apple.

Ainda não se sabe se ele será chamado de iPhone 8 ou iPhone Edition, mas é bem provável que ele seja revelado em menos de um mês. Além disso, a Maçã deve ainda apresentar um dispositivo físico que utiliza a Siri e vai concorrer diretamente com Google Home e Amazon Echo.

Enfim, todos os mistérios da Apple para este ano podem ser solucionados em breve. Como você pode imaginar, o Canaltech vai cobrir o evento e trazer todas as novidades anunciadas pela Maçã.

Via 9to5 Mac

via Canaltech

Máquina fornece filmes piratas para pendrive como se fosse caixa eletrônico

Depois dos discos de vinil e das fitas K7 e VHS, os CDs e DVDs chegaram tornando obsoleto tudo o que havia antes obsoleto no que diz respeito ao armazenamento de mídias. Mas a tecnologia avança em uma velocidade digna do The Flash, e as a era das mídias físicas já está chegando ao fim. Serviços de streaming disponibilizam músicas e vídeos para assistir assistirmos à vontade pela internet, e a pirataria não fica de fora dessa.

Prova disso é a novidade da SwiftMedia, que posicionou uma espécie de caixa eletrônico de filmes piratas em um terminal digital localizado na Etiópia. Funciona assim: basta plugar um pendrive qualquer na máquina, escolher o filme que deseja salvar, e pronto. Cada título custa algo entre R$ 3 e R$ 5, e o sistema permite salvar armazenar quantos filmes couberem no pendrive.

Segundo o TorrentFreak, o sistema do aparelho é atualizado diariamente com novos filmes, desenhos e documentários. Por enquanto, esse caixa eletrônico dos tempos modernos só está disponível em uma unidade do Wall Mart no país africano.

Será que a novidade daria certo aqui no Brasil?

via Novidades do TecMundo

Comer queijo não eleva o risco de doenças cardíacas, diz estudo

Você sabe que manter uma dieta repleta de coisas gordurosas não é lá a melhor forma de cuidar do coração. Mas isso não precisa ser motivo para evitar todo tipo de gordura que vê pela frente – especialmente o que vem dos queijos e derivados do leite. Ao analisar a influência desses produtos em nosso bem-estar, cientistas da Universidade de Reading, na Inglaterra, concluíram que seu consumo não está ligado ao aumento no risco de doenças cardíacas.

A afirmação vem amparada por 29 estudos anteriores, consultados pelos pesquisadores ingleses. Essas pesquisas forneceram dados de mais de 930 mil pessoas – e 93 mil mortes. Elas analisaram a incidência de doenças cardiovasculares, doenças coronárias e óbitos em grupos de pessoas que ingeriam queijos e outros laticínios, comparada às taxas das mesmas doenças em quem cortou esses alimentos da dieta.

Nenhuma ligação entre o consumo dos laticínios e o risco de ter problemas no coração foi observada, de acordo com os cientistas. Outra análise, que considerou exclusivamente o uso de produtos fermentados, concluiu que o consumo moderado de queijo pode, na verdade, até diminuir o risco de problemas cardiovasculares. A ocorrência desse tipo de doença foi 2% menor em que consumia cerca de 10g de gordura de laticínios por dia. Isso corresponde, mais ou menos, à quantidade de gordura que 50g de um queijo minas frescal possui, de acordo com a Unicamp.

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Para os pesquisadores, o segredo está na moderação. Portanto, um consumo normal de derivados do leite, terá um impacto “neutro” em nosso bem-estar. “Há uma ampla crença de que os derivados do leite, em geral, podem fazer mal, mas isso é um equívoco. Apesar de ser algo muito difundido, nosso estudo prova que é errado”, diz Ian Givens, um dos autores da pesquisa, em entrevista ao The Guardian. “O número de participantes, em especial, é capaz de nos fornecer um panorama bastante completo da associação neutra entre os laticínios e o risco de doenças do coração”, completa outra co-autora, Jing Guo.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Harvard, existem, sim, fontes melhores de gordura que a do queijo. Se substituíssemos as calorias de toda a gordura de derivados do leite pela encontrada em vegetais, por exemplo, aí sim o risco de doenças cardiovasculares cai, em até 10%. A queda é ainda maior se as calorias vierem de gorduras poliinsaturadas. Se tivermos como fonte de gordura apenas produtos mais naturebas como nozes e sementes de abóbora, a diminuição do risco poderia ser de até 24%.

Mas existe um grande problema: a troca exigiram uma quantidade fenomenal de comida “vegan”. As porções de vegetais deveriam ser muito maiores, para que a conta fechasse e a substituição compensasse as necessidades do corpo. A efeito de comparação, para absorver a mesma gordura fornecida por um copo de leite de cabra, precisaríamos comer cerca de um quilo de repolho roxo refogado. Haja linhaça para a troca valer a pena.

via Superinteressante

13 motivos para assistir Cara Gente Branca – e entender mais sobre racismo

Atenção: esse post pode conter spoilers sobre a série.

Cara gente branca. Vocês precisam assistir a Dear White People (ou Cara Gente Branca, em português), que estreou na Netflix no dia 28 de abril. Se você ainda não sabe nada sobre o tema, não precisa ter medo do título. Baseada num filme de 2014, a série conta a história de Sam White e outros jovens negros numa universidade majoritariamente branca, nos EUA. Depois de uma festa blackface (calma, a gente já explica) organizada por um grupo de alunos brancos, várias tensões raciais se desenrolam no ambiente acadêmico. São 10 episódios, cada um sobre um personagem (o melhor deles foi dirigido por Barry Jenkins, que também assinou a direção do vencedor do Oscar Moonlight). Dear White People é sobre racismo. Mas também é muito mais.

Separamos aqui 13 assuntos importantes que o seriado toca – e que todo mundo deveria saber sobre racismo. Aqui vai

 

1. Negro não é fantasia de carnaval

A apropriação cultural, um tema já bastante controverso aqui no Brasil, ganha uma outra abordagem nos primeiros episódios de Dear White People. Ela vem na forma de uma festa em que diversos estudantes brancos “celebram” a negritude pintando suas caras de marrom e se vestindo como ícones da cultura popular negra, só que de maneira exagerada e estereotipada, como a moça que coloca uma peruca rosa como Nicki Minaj e o pessoal que tira uma foto com armas, imitando poses de rappers – famoso “blackface”. Acontece que os negros não precisam de uma homenagem dessa. Elementos culturais importantes para povos específicos não podem simplesmente virar fantasia de festa. É um tanto hipócrita pintar o rosto de marrom e usar uma peruca crespa para estar na pele de de um negro quando a sociedade contribui o tempo todo para a manutenção do racismo e para que essas características e tantas outras sejam associadas a coisas ruins. Para quem ainda tem dúvidas, fica o ensinamento: cor de pele não é fantasia.

 

2. Negros não são os únicos que sofrem racismo. Outros grupos também sofrem…

No episódio mais intenso de Dear White People (o capítulo 5), um grupo de negros passeia despretensiosamente por festas e outras reuniões sociais no campus. Uma participante do grupo é uma garota asiática, que se une a eles graças a um “inimigo comum” (o branco). A série não mostra episódios de racismo contra a moça. Ela se junta ao grupo naturalmente, sem muita contextualização – e de repente todo mundo entende o motivo. Algo parecido acontece em Orange is the new black, quando a descendente de japoneses Coco passa a fazer parte do grupo das presidiárias negras na quarta temporada. Cara Gente Branca  ainda não contou a história da moça asiática, mas admitiu sem nenhum esforço que ela também sofre com a lógica da exclusão.

 

3. …mas brancos, não

Racismo reverso não existe. Simples assim. Não adianta se vitimizar por ter sido chamado de “branquelo” ou “alemão” a vida inteira. O peso das palavras diante do contexto histórico é incomparável. Em Dear White People, os alunos brancos da universidade ficam chocados quando Sam faz generalizações e considera todos eles racistas. Então, contra-atacam pintando a pele de marrom e parodiando os negros. Não deveria ser óbvia a diferença entre as duas coisas? A piada com a pele clara de um branco pode até causar desconforto. Mas ser branco nunca fez com que alguém fosse impedido de entrar em uma loja cara, por exemplo. Também nunca fez com que cabelos lisos fossem chamados de “ruins”. Assim como nenhum jogador de futebol nunca foi punido por dizer “seu loiro albino!” para ofender um adversário. O racismo contra negros é estrutural: segundo o IBGE, em 2015 os trabalhadores negros ganharam, em média, 59% do rendimento dos brancos – e uma mulher negra recebe cerca de 39% do salário de um homem branco. Ele tira até mesmo anos de vida da população preta, que vive 6 anos a menos. O racismo é um conjunto de mecanismos que faz com que os negros sofram todos os dias, a toda hora. Cara gente branca, não existe piada de branquelo que faça com que você saiba o que os negros sentem no dia-a-dia.

 

4. Apesar disso, branco também é “raça”

Primeiro, é bom lembrar que, de acordo com a ciência, não existem raças. Mas, como a cor da pele define a vida das pessoas, é comum vermos essa palavra sendo usada para identificar pessoas com características físicas parecidas. Só que tem um porém. Existe uma predisposição de uma pessoa branca em se considerar “o padrão, o normal” e achar que só leva o nome de “raça” aquilo que é exótico ou diferente dela. Dessa maneira, convencionou-se falar sobre a raça negra, sem que os brancos se dessem conta de que a pele clara também não é universal. Aliás, o próprio conceito de “raça negra” carrega controvérsias, já que a composição étnica da população negra é variada. Por que é que, quando a pessoa branca vai falar sobre os antepassados, diz que é descendente de italiano, ou português, ou polonês, e quando vai falar de pessoas de pele escura, simplesmente diz que elas vieram da “África”?

Para os brancos, ter pele clara é tão “padrão”, que é possível que passem a vida sem perceber que há pouquíssimos ou nenhum negro nos seus locais de estudo, de trabalho ou de lazer. Para um negro antenado, fazer essa contagem assim que chegamos em um novo ambiente – e nos deparar com a mesma conclusão: quase não há gente como a gente – é algo automático. Ao colocar o personagem Gabe como um peixe fora d’água entre os negros, Dear White People faz questão de mostrar qual é a sensação enfrentada diariamente por um negro que decide ocupar um espaço que historicamente não lhe pertence.

 

5. O colorismo existe

Cara Gente Branca mostra que não existem apenas diferenças de privilégio entre brancos e negros – que são gritantes. Dentro da comunidade negra, que é muito diversa, também há quem se dê melhor do que outros. No Brasil, cuja história é marcada por miscigenação, falar de colorismo é ainda mais delicado – e, por isso mesmo, mais importante. Por aqui, mais de 40% da população se identifica como “parda”. A autodeclaração implica uma série de fatos. Um deles é a vontade do brasileiro de se sentir mais branco. “Mulato”, “moreno”, “escurinho”, e tantos outros, são termos criados para abarcar pessoas negras de pele mais clara, que por algum motivo, não desejam se identificar totalmente com a negritude. Ver as tensões raciais que existem dentro da comunidade negra em Dear White People ajuda a olhar para o Brasil com uma nova perspectiva.

Uma das relações mais interessantes da série é entre Coco e Sam. Ambas são negras. Mas Coco tem a pele mais escura, e as situações pelas quais passou na vida por causa disso fizeram com que ela criasse mecanismos de defesa para lidar com a sociedade. A série dá a entender que Sam, graças à pele mais clara e os olhos verdes, sentiu menos racismo. Assim, Coco acaba sendo criticada por outros negros como arrogante e reprodutora de racismo. Pois é: como se não bastasse sofrer mais comparada com suas amigas brancas, a personagem também se sente inferior dentro da moradia negra da universidade. Isso é o colorismo.

 

6. E existe também uma coisa chamada “solidão da mulher negra”

Além de Coco ter sofrido mais racismo do que Sam, ela também aparece sendo deixada de lado por homens – tanto negros (como Troy), quanto brancos (em uma festa feita especialmente para bixetes conhecerem veteranos). Isso mostra que a cor da pele interfere inclusive nas relações amorosas. Se um homem negro está dividido entre uma mulher branca e uma mulher preta, grandes são as chances de que ele escolha a branca. Se ele se vê entre duas moças negras, de tons diferentes de pele, possivelmente escolherá a mais clara também. Esse fenômeno é conhecido como “solidão da mulher negra”, e é mensurável. Segundo o último Censo, em 2010, 52,2% das mulheres vivia fora de uniões estáveis, em “celibato definitivo”. Ao passo de que 60,1% dos homens negros casados ou em uniões estáveis não tinham parceiras negras. Vale a pena tentar entender um pouquinho melhor aqui.

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SPOILER FORTE: Isso para não dizer sobre a dificuldade que é para uma mulher negra se relacionar com um branco. No fim da temporada, Gabe termina com Sam porque não está disposto a aguentar toda a confusão que pode vir junto com o namoro. Mais uma vez, arte imita vida.

FIM DO SPOILER FORTE
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7. Há muitas formas de ser negro

Logo no primeiro episódio, Dear White People mostra que há muitas maneiras de ser um ativista negro. Há a turma de Kelsey (a moça do cachorrinho), de pouca atitude política. Há os que, como Troy (o filho do reitor), se alinham às estruturas de poder, e tentam antes ocupar cargos de confiança para só depois fazer mudanças “de dentro”. Há os que são tidos como radicais por causa de seus métodos de protesto e luta, grupo que inclui Sam, Reggie e Joelle. Mas, mais do que divergências políticas e variados tons de pele, a série mostra que há diversas negritudes possíveis. São vários exemplos que fogem dos estereótipos de negros em séries e filmes. Essas histórias poderiam facilmente fazer parte de uma série que não discute raça, feita com atores brancos.

 

8. O racismo está em tudo. Mas racismo não é tudo

O ponto alto de Cara Gente Branca é a humanização de seus personagens. Ao mostrar histórias universais que, por acaso, estão entrecortadas por questões raciais, a série faz com que seus personagens tenham uma base mais verossímil. Ser um negro despreocupado também é um ato de revolução. Ouvir Taylor Swift (ou qualquer artista branco e apolítico) não deveria ser motivo de vergonha para uma pessoa negra. Passar 24 horas sem pensar na causa, na luta, no protesto, no movimento, na tensão e na polícia não deveria ser apenas um privilégio só das pessoas brancas. Por esse lado, é ótimo vermos na tela pessoas negras que, pelo menos durante uma parte do dia, estão mergulhadas em banalidades.

 

9. As palavras importam, sim

Um dos momentos mais tensos de Dear White People começa quando um rapaz branco (desses que até têm amigos negros, sabe?) fala a palavra proibida. Em português, a palavra “nigger” não tem um equivalente com o mesmo peso histórico e a mesma carga ofensiva quando dita pela boca de uma pessoa branca. Nos EUA, usava-se nigger para falar de escravos como se eles não fossem humanos. Em contrapartida, temos diversos termos que escondem significados terríveis, que só reforçam estereótipos. Quando você diz a palavra “mulata”, provavelmente pensa numa moça linda, de corpo escultural, seminua, de sorriso aberto, pele clara, simpática e agradável. Por mais positivo que alguém diga que essa representação é, ela é nociva e tem raízes no racismo. Afinal, se existe o termo “mulata”, é para diferenciar a negra “agradável” das outras, “feias, da pele escura, nariz largo, cara fechada”, que são escondidas.

 

10. Negro não está aqui para te agradar…

Na série, Troy é um homem negro distinto, de corpo musculoso, que a todo momento compromete as lutas de seus companheiros em nome de uma posição de poder. O drama dele é maior: no fundo ele só busca o carinho do pai, outro homem negro que provavelmente também se comprometeu para chegar onde está. Troy, ao mesmo tempo, prova e contradiz o estereótipo do homem negro hipermasculino e hipersexualizado. Por um lado, ele é um predador sexual, que tem diversas parceiras ao longo da temporada. Por outro, também é o mesmo que não vira as costas para o companheiro de quarto que confessa ser gay. Troy faz campanha para ser presidente do corpo de alunos, mas vota em seu concorrente, admitindo por um segundo que nem deseja tanto assim aquele cargo. Dear White People fala muito bem sobre as expectativas que se cria a respeito da pessoa negra. Troy e Coco têm vários amigos brancos e são mais “aceitos” que os outros personagens negros. Isso porque não mostram agressividade, não se alinham a discursos radicais e evitam situações problemáticas. Ou seja, eles são acolhidos entre os brancos porque não oferecem perigo. É fácil para qualquer pessoa negra se identificar com a situação. Recorrentemente, somos considerados agressivos demais se levantamos a voz. Podemos até falar de racismo, mas só se falarmos com calma, cheios de dedos e “bom-humor”.

 

11. …e nem para te assaltar

Do outro lado do estereótipo, está o negro barulhento, combativo, sempre pronto para a discussão, e que usa a violência como argumento. Em Cara Gente Branca, o maior exemplo dessa tipificação nociva é Reggie – justamente o personagem que é um gênio da programação, um potencial Mark Zuckerberg de pele escura (a comparação é dita na série). Sem dar muitos spoilers, podemos dizer que Reggie enfrenta mais de uma situação em que uma pessoa branca espera que ele seja violento, só porque é preto.

 

12. Negro tem mais chance de ser preso. E de morrer

Sabe quando você, pessoa branca, sente medo ao andar sozinha na rua à noite? Negros também sentem isso. E não é só o medo do assalto ou do estupro. É medo da polícia, mesmo. Os dados falam mais alto. A população prisional brasileira é majoritariamente negra (são 67% de presos de pele escura, contra 32% de brancos e 1% de amarelos). É óbvio que isso tem a ver com a nossa sociedade, já que a maioria pobre também é negra. Mas pode perguntar àquele seu amigo negro. Ele provavelmente já foi (ou conhece alguém que tenha sido) confundido com um assaltante, já evitou o olhar torto de um policial na rua ou de um segurança de loja chique. A cena mais emocionante de Dear White People é uma situação dessas, que deixa os brancos chocados e os negros tristes. Para muita gente, nada disso é novidade.

 

13. É importante ocupar os espaços

Ao longo de Dear White People, o personagem Gabe – o único branco entre os principais – tenta, cheio de boas intenções, participar do debate racial na universidade. Mesmo que ninguém o impeça de frequentar a moradia estudantil negra, a opinião dele é desconsiderada por causa de sua pele branca. Mais uma vez, vemos como a voz da minoria (nesse caso, Gabe) é silenciada pela estrutura hegemônica (nesse caso, o movimento negro). É só inverter a situação para vermos como se sente um negro que é, por exemplo, o único em sua sala de aula. Ser o único o tempo todo tem um peso insuportável, pois faz com que toda opinião que você emita tenda a ser usada como uma generalização da maneira como todos os negros pensam. Se a voz da pessoa negra pode defender milhares de posições (como a série mostra bem), talvez a grande lição de Dear White People seja dizer que a pessoa negra não precisa ficar calada só porque foi assim que ela se acostumou em meio à sociedade racista. Vamos ocupar o espaço sem nos deixar convencer de que, algum dia, ele foi menos nosso.

 

via Superinteressante

Nova Carteira Nacional de Habilitação tem QR Code para evitar fraudes

Celular volante

Nesta terça-feira (9) o Denatran e a Serpro anunciaram a nova Carteira Nacional de Habilitação (CNH). De acordo com o órgão, a partir deste mês os documentos virão com QR-Code para evitar falsificações e fraudes. Apesar das emissões terem início já em maio, segundo as informações divulgadas os condutores não precisarão fazer a troca do documento imediatamente, podendo aguardar a data de renovação.

Pensando em facilitar o acesso às informações, as carteiras contarão com o código na parte interna do documento. Através do aplicativo Lince, do Governo, o QR Code poderá ser lido para que a identificação do documento seja constatada, bem como foto e informações pessoais do motorista. A expectativa é de que em breve também seja possível acessar dados sobre o veículo e infrações com o mesmo sistema.

Para o diretor do Denatran, Elmer Vicenzi, o banco de dados será facilitado pela tecnologia. "Essa implementação tecnológica vai permitir a todos conferir a foto. Não só os agentes de segurança e agentes de fiscalização de transito, mas todos os agentes da sociedade", explicou. "Facilita toda a sociedade. Tanto para aquele que confere a CNH, os agentes de fiscalização, os agentes de segurança pública, tanto os empresários, uma vez que a carteira de motorista é um dos principais documentos de identificação", concluiu.

Informações sobre o motorista poderão ser acessadas por smartphone

Apesar da novidade ter vindo à tona hoje, os Detrans de todo o país já emitiram cerca de 300 mil documentos no novo modelo, seguindo a Resolução 598 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que já está em vigor. Um dos detalhes da alteração é que, apesar do Denatran não aplicar taxas adicionais na emissão, os departamentos de trânsito regionais poderão cobrar valores extra pela tecnologia. 

Além do QR Code, em maio do ano passado o Contran já havia anunciado uma série de mudanças nas carteiras de motorista para 2017, como alteração da cor e o aumento da segurança através de marcas d’água, holografia e números de identificação nacional e estadual.

Via O Povo, G1

via Canaltech

Satélite Geoestacionário deve alcançar órbita final nos próximos dias

SGDC

Lançado ao espaço na última quinta-feira (4) a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) está sendo configurado para entrar em operação. A primeira etapa a ser vencida é levar o satélite para a órbita final, a 36 mil quilômetros de altitude em relação à superfície da Terra. Até o fim desta semana, o SGDC será propulsionado para alcançar o posicionamento geoestacionário, em um processo gradual.

"Quando você lança um satélite geoestacionário, isso é feito em uma órbita de transferência, que chamamos de GTO. Hoje [segunda-feira, 8], ele está na segunda elevação dessa órbita e amanhã [terça-feira, 9] vai dar o último ‘tiro’. No perigeu [ponto mais baixo da órbita], está a 24 mil quilômetros da superfície. No apogeu, chega a 36 mil quilômetros", explica o gerente de Projeto do SGDC, Mario  Quintino.

Depois de posicionado na órbita final, todos os painéis solares serão abertos para carregar as baterias do SGDC, permitindo o funcionamento das antenas de comunicação do equipamento. Os dados de telemetria serão recebidos pela Thales Alenia Space, na Europa, pelo Centro de Operações Aeroespaciais (Comae), em Brasília, e pela Estação de Rádio da Marinha, no Rio de Janeiro. Esse trabalho é acompanhado por engenheiros da Visiona, uma joint venture entre a Telebras e a Embraer.

A partir daí, equipes em terra vão enviar telecomandos para avaliar o funcionamento dos subsistemas do satélite. Serão checados itens como a capacidade de fornecimento de dados dos transponders, dos feixes e das bandas X e Ka, que vão prover acesso a banda larga e assegurar as comunicações estratégicas do governo e das Forças Armadas. A expectativa é que esse trabalho dure cerca de 30 dias.

"Com o funcionamento pleno das funções do satélite, vamos poder efetivar os testes da banda X e da banda Ka, para verificarmos o funcionamento do satélite. Esse processo é trabalhoso e demorado e deve ser feito com muito critério, para garantirmos que tudo está funcionando perfeitamente", afirma o presidente da Visiona, Eduardo Bonini.

Caso tudo transcorra dentro da normalidade, a operação do SGDC será entregue à Telebras e ao Ministério da Defesa em meados de junho.

via Canaltech