GOG não terá mais versão em português do Brasil, mas mantém pagamento em reais

De forma um tanto abrupta, o GOG comunicou o encerramento do suporte à versão brasileira da loja online a partir desta segunda-feira (16), implicando no fim de todos os conteúdos que anteriormente eram traduzidos para o português brasileiro.

Em comunicado, a plataforma de venda e distribuição de jogos online disse que a descontinuação do suporte vale tanto para os boletins informativos quanto para as descrições dos jogos e para a administração de fóruns dedicados e canais de mídias sociais, que não serão mais atualizados para o português. Desta forma, mantém-se o real como moeda de pagamento para as compras feitas na loja online.

A companhia por trás da plataforma de distribuição de jogos digitais associou a decisão a problemas para “cumprir a promessa de lidar com o mercado inteiramente, com um suporte adequado para os jogadores brasileiros”. No entanto, não foram especificados os motivos reais que culminaram na retirada dos conteúdos no país.

Lançada pelo grupo CD PROJEKT em 2012, a loja de jogos GOG se destaca entre as demais por oferecer jogos livres de DRM, trava digital que restringe a utilização de softwares e jogos digitais.

Fonte: GOG

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via Canaltech

Rumor | Microsoft pode lançar smartphones próprios com Android em breve

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Após o fracasso dos Windows Phone, a Microsoft recuou do mercado de smartphones, permanecendo apenas com pontuais parcerias, com envolvimento indireto com flagships da linha Galaxy S, da Samsung, e com o Razer Phone. No entanto, durante o fim de semana surgiram informações de que a gigante de Redmond ainda possui planos para apostar em um smartphone próprio.

Ainda que a Microsoft tenha introduzido o Windows 10 Mobile como uma variante móvel do sistema operacional desktop, uma fonte do site Windows Latest trouxe evidências de que a companhia pretende lançar seus próprios dispostivos Android. Tal informação foi obtida a partir de uma conversa com um funcionário da Windows Store, que afirmou que os novos modelos da Microsoft terão o Android.

A troca de mensagens também deixa claro que o dispositivo será desenvolvido diretamente pela Microsoft, descartando qualquer hipótese de a companhia estar ligada de forma indireta no lançamento de um novo smartphone.

Ainda é muito cedo para tirarmos conclusões concretas sobre os novos dispositivos Android da Microsoft ou sobre uma possível data de lançamento do produto, considerando que os produtos ainda estejam em fase inicial de desenvolvimento. De qualquer forma, é muito interessante saber que a empresa ainda está interessada no mercado mobile, mesmo após o péssimo desempenho de vendas dos Windows Phones.

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Conheça o BlackFly, novo carro voador financiado pelo cofundador da Google

Os carros voadores das obras de ficção científica parecem algo absurdamente difícil de acontecer na vida real para você? Pois bem, eles já estão sendo testados, e a mais recente tentativa de que temos notícia é o BlackFly, um veículo que viaja até 25 milhas (40 km) a uma velocidade de 100 km/h e não exigirá carteira de habilitação para que seja dirigido.

O transporte foi revelado em Palo Alto, no estado da Califórnia, e seus fabricantes dizem que ele custará o mesmo que um carro esportivo típico – apesar de que os primeiros modelos devem ser um pouco mais caros. O projeto é, inclusive, financiado pelo cofundador da Google, Larry Page. É ele quem está por trás da Kitty Hawk, uma startup americana que testa aviões em Las Vegas.

(Imagem: BBC)

Apesar disso, quem criou o BlackFly foi a Opener, e o carro foi testado no Canadá, onde as autoridades de aviação autorizaram a operação. O projeto pode ser descrito como um drone que transporta humanos – assim como os aviões que a Kitty Hawk desenvolve –, podendo levar uma pessoa em seu pequeno cockpit.

De acordo com Opener, o BlacFly possui “oito sistemas de propulsão, espalhados por duas alas e decola e pousa melhor em superfícies como grama”. O transporte não foi, portanto, concebido para ser dirigido em estradas. E mesmo que o veículo não exija carteira de motorista, a fabricante alega que os motoristas devem passar por um programa de treinamento para se familiarizarem.

“Mesmo que não seja exigido pelas leis da Federal Aviation Administration (FAA), aos operadores de BlackFly será solicitado que eles concluam com êxito o exame escrito de piloto particular e também a familiarização com o veículo e o treinamento dos operadores”, explica a Opener. Seu presidente executivo, Marcus Leng, por sinal, comentou que os controles de bordo oferecem “gratificação instantânea”, garantindo à pessoa no comando “total domínio tridimensional”.

(Imagem: BBC)

Os BlackFly também poderão voar de forma autônoma. Quando questionados se os veículos falharão, a Opener é bastante transparente e alega que provavelmente isso vai acontecer. Com isso, a companhia se junta a uma lista cada vez maior de empresas que buscam trazer essas projeções de obras de ficção científica para a realidade – o que pode realmente acontecer graças à constante evolução da tecnologia. A Uber, por sinal, é uma dessas marcas.

Resta saber, porém, como esse mercado – se é que já existe um – se moldará aos regulamentos dos lugares onde pretende atuar, ainda mais em vista das possíveis falhas que devem acontecer nos veículos autônomos.

Fonte: BBC

via Canaltech

Hackers russos teriam gastado US$ 95 mil em criptomoedas para manipular eleições

Um relatório do Departamento de Justiça dos Estados Unidos apontou que os hackers russos envolvidos na manipulação das eleições de 2016 gastaram US$ 95 mil em criptomoedas para suportar as operações. Isso não envolve pagamentos diretos aos criminosos, mas sim o dinheiro investido na compra de domínios, servidores e contas falsas utilizadas durante a operação.

No documento, os responsáveis, já localizados pelas autoridades dos EUA, são indiciados por tentativa de lavagem de dinheiro, além de crimes digitais. Isso porque, para o Departamento de Justiça, o uso de criptomoedas, principalmente bitcoins, é uma tentativa de ocultar não apenas a própria identidade, mas também as de financiadores e eventuais agentes de estado envolvidos, bem como a origem dos fundos que foram utilizados na operação.

Tanto que, para adquirir as moedas virtuais usadas, os hackers utilizaram cartões de crédito pré-pagos e também transferências diretas em vez do método mais tradicional, que é a compra dos valores por meio de câmbios. Isso é simples, mas, também, é o melhor caminho para que uma investigação como esta possa rastrear os responsáveis pela compra e seguir o caminho do dinheiro até quem o recebeu posteriormente.

A mineração própria também foi usada, tanto a partir de máquinas pessoais quanto campanhas de phishing, que infectaram computadores ao redor do mundo e utilizaram seu poder de processamento sem a anuência dos usuários. A venda de material roubado, sejam fotos, credenciais ou informações, também teria servido para financiar a operação maior, com cunho político, realizada pelos hackers.

Uma vez de posse dos valores, foram executadas as campanhas de marketing voltadas para manipulação política por meio de exibição de anúncios, a execução de bots para discussão e divulgação de fake news e, nos piores casos, invasões dos sistemas do Comitê Nacional do Partido Democrático e da campanha da candidata Hillary Clinton, que acabaram culminando no vazamento de informações, e-mails e dados que geraram revezes em sua busca pela Casa Branca.

As investigações continuam em curso, mas, na visão do especialista Jonathan Levin, cofundador da Chainalysis, uma empresa que analisa a blockchain em busca de indícios de fraude e lavagem de dinheiro, o uso das criptomoedas pelos hackers mostra a interseção cada vez maior entre crimes e assuntos de segurança nacional. Tanto que, na última semana, o presidente Donald Trump anunciou a criação de uma iniciativa voltada para investigações desse tipo.

A Força-Tarefa de Integridade do Mercado e Fraude, em tradução do nome em inglês, reunirá oficiais da lei de diferentes agências como forma de integrar e coordenar as investigações locais e federais sobre assuntos relacionados à lavagem de dinheiro no mercado digital. É uma forma de tentar capturar hackers e outros criminosos que estão, cada vez mais, vendo nas criptomoedas uma forma de financiar operações ou fazer com que fundos escusos não sejam mais rastreados como tal.

O governo americano, entretanto, não disse se a criação da unidade está relacionada aos crimes realizados durante a eleição de 2016. Da mesma forma, a Chainalysis também não confirmou se está participando das investigações federais, com Levin não comentando especificamente sobre esse assunto.

Fonte: Wired

via Canaltech

Análise | Com The Crew 2, Ubisoft dá dois passos à frente e um para trás

A Ubisoft é uma companhia reconhecida pela criação de jogos de mundo aberto, e uma com ampla experiência nisso. Ao mesmo tempo, quando falamos nela, os títulos de corrida não necessariamente vêm à cabeça; falta a tradição que sobra quando o assunto é o FPS ou a aventura, por exemplo.

E, então, ela resolve fazer exatamente isso: um título de velocidade não apenas em mundo aberto, mas em um cenário que reproduziria, claro, de forma reduzida, toda a extensão dos Estados Unidos. O primeiro The Crew chegou e teve recepção mediana, com o cuidado que sobrou nessa reconstituição digital do território americano faltando quando se observava a história e o pouco incentivo para que os jogadores continuassem progredindo.

Outra tradição da Ubisoft, porém, é o aprendizado com os próprios erros. Conectada com o público, a empresa ouve o feedback dos fãs e, nas sequências, tenta endereçar o que ficou faltando no anterior enquanto aprimora aquilo que foi positivo. É assim com Far Cry e Assassin’s Creed, mas, inexplicavelmente, essa lógica não se aplicou a The Crew 2.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=D3Enbdr_V-4?rel=0&hd=0]

Nesta sequência, a Ubisoft aprimora o foco na velocidade a níveis quase hiperbólicos. Saem as corridas ilegais e o foco em vingança da história desinteressante do primeiro jogo, entra uma série de torneios e provas de diferentes competências, que servem como porta de entrada para mais de uma dezena de tipos diferentes de corridas, com centenas de veículos para serem escolhidos. O portfólio é gigantesco e, ao mesmo tempo, o game permite que o jogador foque naquelas de que gosta mais e tem maior habilidade, sem sentir que está perdendo muito por dar pouca atenção ao restante.

É claro, o foco ainda é a variação e o usuário, de tempos em tempos, é incentivado a sair da zona de conforto para encarar desafios diferentes, pois quem focar em um único estilo sofrerá para evoluir e seguir adiante. Ainda assim, isso é possível, dando liberdade ao usuário, pois tudo no mundo de The Crew 2 garante pontos de experiência, aqui convertidos em seguidores que mostram o caminho do jogador de um “zé ninguém” até um astro das corridas, bem como em dinheiro para a aquisição de máquinas. Mas as corridas, claro, são o caminho mais fácil para a glória.

As provas de triatlo, como vamos chamar aqui, são as mais interessantes e representam o ponto alto do título (junto com o carro de Fórmula 1 da Red Bull, com nitro e buzina, uma escolha pessoal de quem escreve esta análise). Sempre combinando três estilos bem diferentes, as competições nos levam da água para o ar e depois para as curvas sinuosas do motocross em competições acirradas que dependem muito da habilidade. Ao mesmo tempo, há espaço para manobra e, caso seja melhor em um estilo, é possível chegar à vitória compensando uma performance abaixo da esperada em outra.

Parceria com a Red Bull trouxe a RB13 da Fórmula 1 a The Crew 2, com direito a buzina e nitro (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

A dificuldade, entretanto, não é das mais altas e o título não apresentará um desafio real. De forma a se tornar acessível, The Crew 2 resume a velocidade a um indicador presente na tela de visualização de cada veículo, com um sistema simples de aprimoramento de peças aumentando esse valor e melhorando a performance. Basta comparar esse total com o recomendado para uma prova para saber se o veículo escolhido está de acordo ou se, mesmo em velocidade máxima, será deixado para trás.

Na maioria das vezes, então, a vitória não chegará por conta de erros do próprio usuário, seja na tentativa de pegar os inúmeros atalhos disponíveis nos cenários e acabar dando de cara em um poste ou por apostar demais em suas habilidades de drift e acabar saindo da pista, perdendo a velocidade tão preciosa diante de oponentes que não param jamais. Ainda assim, quem souber se portar vai se sair bem.

O lado escuro

O foco na variedade e na competição significou menos atenção ao mapa de The Crew 2 (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Em alguns momentos, The Crew 2 chega a parecer que se inspirou em outro grande bastião da velocidade atual: Forza Horizon. O jogo é quase como um daqueles programas do Canal OFF, com gente descolada fazendo coisas incríveis em cenários belos e interessantes, imagens quase intocáveis para o cidadão comum.

Se fosse um programa da emissora, então, The Crew 2 seria rejeitado, pois faltou a segunda parte da descrição dada acima. Enquanto foca na velocidade, na variação de corridas e no portfólio enorme de carros, a Ubisoft acabou deixando de fora o outro pilar de sustentação de franquia, justamente aquele que tornou o primeiro jogo tão interessante: sua versão digital dos Estados Unidos.

The Crew 2 ainda traz extensão territorial dos Estados Unidos, mas com menos cidades e detalhes (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Viajar pelo mapa do antecessor era um verdadeiro deleite, com mais de duas horas de pé na estrada para ver todas as cidades disponíveis, enquanto sentíamos a variação de cenários e a transição do dia para a noite, junto com a trilha sonora, dando aquela sensação quase realista de estarmos, efetivamente, viajando. Esta sequência não é menor, pelo contrário – o mesmo trajeto leva pouco mais de três horas para ser completado.

O problema é que os Estados Unidos de The Crew 2 está morto e vazio. Inexplicavelmente, temos bem menos cidades do que no primeiro jogo da série e uma falta de cuidado generalizada na maioria delas. Se antes passear por esse mundo era uma experiência até mais interessante do que competir nas provas, The Crew 2 faz exatamente o contrário e transforma o país em um mero cenário e pouco mais do que isso.

Ainda existem, sim, as provas que nos levam dos centros das cidades até as áreas rurais ou que atravessam territórios de diferentes tipos, saindo do asfalto até as estradas de terra e terminando nos grandes cânions. Entretanto, falta o carisma e, novamente, o cuidado de passar a sensação de que estamos efetivamente trafegando entre diferentes cidades e territórios.

Viagem pelos EUA de The Crew 2 até traz os principais pontos turísticos, mas não é tão interessante quanto deveria (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Marcos históricos e pontos turísticos estão lá, assim como a aparência arquitetônica das cidades, mas é basicamente isso. Há menos a ver e fazer, enquanto o meio-oeste americano é um grande vazio. Os Estados Unidos de The Crew 2 só conta com cidades nas costas, como se sua região central fosse um grande terreno ainda a ser explorado e desenvolvido.

Deixa a desejar, também, a performance gráfica, com quedas na taxa de frames por segundo durante, principalmente, as corridas urbanas noturnas, momentos em que há grande ação na tela e muitos elementos e efeitos de iluminação aparecendo ao mesmo tempo. De dia, dá para perceber placas jogadas, com dizeres que não fazem sentido, como a placa em um restaurante francês oferecendo fettuccine como prato do dia ou a hamburgueria especializada em “café grelhado”.

Na maioria do tempo, entretanto, o conjunto visual é competente, com avanços em relação ao antecessor, principalmente no que toca os detalhes dos carros. Uma corrida chuvosa em circuito fechado é um deleite para os olhos, mesmo que o comportamento dos carros não corresponda à situação – a física do game, como um todo, aliás, não é das melhores. Ainda assim, o apelo aos olhos é grande, principalmente por ser possível enxergar longe e, na aproximação de uma cidade, enxergar a imensidão se aproximando cada vez mais.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZKwcakh0miM?rel=0&hd=0]

Existem os tradicionais colecionáveis, na forma de peças de carros para serem encontradas, e também algumas missões disponíveis no mapa, como radares de velocidade que incentivam a competição na lista de amigos ou as ótimas provas em que é preciso fugir o mais rapidamente possível de uma onda vermelha que cresce cada vez mais.

Tais atividades também geram seguidores, mas eles vêm em menor quantidade em relação às provas convencionais. Além disso, muitas dessas “missões alternativas” aparecem também no mapa e, desde o início, é possível usar a viagem rápida para qualquer ponto dos Estados Unidos, sem que seja preciso “descobrir” a região antes.

Com isso, aliado ao mundo desinteressante, resta pouco incentivo para, realmente, navegar pelo mapa, principalmente quando se percebe que os loadings não são longos, muito pelo contrário. Esperar o rápido carregamento dos dados é mais rápido do que seguir dirigindo, principalmente quando se percebe que, em diversos momentos, o GPS deixa de funcionar como deveria.

Falta equilíbrio em The Crew 2, que acerta no aspecto da competição mas falha em seu mundo aberto (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

O novo game da Ubisoft é a prova de que não basta apenas criar uma enorme variedade de competições e ter centenas de máquinas à disposição do jogador para que um game de corrida seja bom. É preciso um ensejo, uma motivação e um universo interessante, seja ele fechado ou aberto, para motivar o giro da chave no contato e a utilização dos possantes.

De novo, e com o risco de soar como uma viúva, o primeiro jogo da franquia tinha isso de sobra, e, mais do que isso, a reprodução dos Estados Unidos era o aspecto que o diferenciava de todos os outros “arcadões” do mercado. Na época, o que se pensava era que, em uma sequência, a desenvolvedora acertaria no que havia ficado faltando, entregando um título que teria tudo para ser incrível.

The Crew 2, entretanto, acaba soando como um ponto fora da curva desse ciclo de desenvolvimento usual da Ubisoft. É um título mediano e com um mundo aberto descuidado, de um jeito que não estamos acostumados a ver quando falamos na companhia. Normalmente, terminaríamos uma análise desse tipo com a expectativa de que, na sequência, ela acerte o equilíbrio. Mas, levando em conta o que foi apresentado aqui, essa pode não ser uma expectativa tão acertada assim, pelo menos quando se fala na franquia The Crew.

* O jogo foi testado no PlayStation 4, em cópia física gentilmente cedida ao Canaltech pela Ubisoft.

via Canaltech

Análise | Com The Crew 2, Ubisoft dá dois passos à frente e um para trás

A Ubisoft é uma companhia reconhecida pela criação de jogos de mundo aberto, e uma com ampla experiência nisso. Ao mesmo tempo, quando falamos nela, os títulos de corrida não necessariamente vêm à cabeça; falta a tradição que sobra quando o assunto é o FPS ou a aventura, por exemplo.

E, então, ela resolve fazer exatamente isso: um título de velocidade não apenas em mundo aberto, mas em um cenário que reproduziria, claro, de forma reduzida, toda a extensão dos Estados Unidos. O primeiro The Crew chegou e teve recepção mediana, com o cuidado que sobrou nessa reconstituição digital do território americano faltando quando se observava a história e o pouco incentivo para que os jogadores continuassem progredindo.

Outra tradição da Ubisoft, porém, é o aprendizado com os próprios erros. Conectada com o público, a empresa ouve o feedback dos fãs e, nas sequências, tenta endereçar o que ficou faltando no anterior enquanto aprimora aquilo que foi positivo. É assim com Far Cry e Assassin’s Creed, mas, inexplicavelmente, essa lógica não se aplicou a The Crew 2.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=D3Enbdr_V-4?rel=0&hd=0]

Nesta sequência, a Ubisoft aprimora o foco na velocidade a níveis quase hiperbólicos. Saem as corridas ilegais e o foco em vingança da história desinteressante do primeiro jogo, entra uma série de torneios e provas de diferentes competências, que servem como porta de entrada para mais de uma dezena de tipos diferentes de corridas, com centenas de veículos para serem escolhidos. O portfólio é gigantesco e, ao mesmo tempo, o game permite que o jogador foque naquelas de que gosta mais e tem maior habilidade, sem sentir que está perdendo muito por dar pouca atenção ao restante.

É claro, o foco ainda é a variação e o usuário, de tempos em tempos, é incentivado a sair da zona de conforto para encarar desafios diferentes, pois quem focar em um único estilo sofrerá para evoluir e seguir adiante. Ainda assim, isso é possível, dando liberdade ao usuário, pois tudo no mundo de The Crew 2 garante pontos de experiência, aqui convertidos em seguidores que mostram o caminho do jogador de um “zé ninguém” até um astro das corridas, bem como em dinheiro para a aquisição de máquinas. Mas as corridas, claro, são o caminho mais fácil para a glória.

As provas de triatlo, como vamos chamar aqui, são as mais interessantes e representam o ponto alto do título (junto com o carro de Fórmula 1 da Red Bull, com nitro e buzina, uma escolha pessoal de quem escreve esta análise). Sempre combinando três estilos bem diferentes, as competições nos levam da água para o ar e depois para as curvas sinuosas do motocross em competições acirradas que dependem muito da habilidade. Ao mesmo tempo, há espaço para manobra e, caso seja melhor em um estilo, é possível chegar à vitória compensando uma performance abaixo da esperada em outra.

Parceria com a Red Bull trouxe a RB13 da Fórmula 1 a The Crew 2, com direito a buzina e nitro (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

A dificuldade, entretanto, não é das mais altas e o título não apresentará um desafio real. De forma a se tornar acessível, The Crew 2 resume a velocidade a um indicador presente na tela de visualização de cada veículo, com um sistema simples de aprimoramento de peças aumentando esse valor e melhorando a performance. Basta comparar esse total com o recomendado para uma prova para saber se o veículo escolhido está de acordo ou se, mesmo em velocidade máxima, será deixado para trás.

Na maioria das vezes, então, a vitória não chegará por conta de erros do próprio usuário, seja na tentativa de pegar os inúmeros atalhos disponíveis nos cenários e acabar dando de cara em um poste ou por apostar demais em suas habilidades de drift e acabar saindo da pista, perdendo a velocidade tão preciosa diante de oponentes que não param jamais. Ainda assim, quem souber se portar vai se sair bem.

O lado escuro

O foco na variedade e na competição significou menos atenção ao mapa de The Crew 2 (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Em alguns momentos, The Crew 2 chega a parecer que se inspirou em outro grande bastião da velocidade atual: Forza Horizon. O jogo é quase como um daqueles programas do Canal OFF, com gente descolada fazendo coisas incríveis em cenários belos e interessantes, imagens quase intocáveis para o cidadão comum.

Se fosse um programa da emissora, então, The Crew 2 seria rejeitado, pois faltou a segunda parte da descrição dada acima. Enquanto foca na velocidade, na variação de corridas e no portfólio enorme de carros, a Ubisoft acabou deixando de fora o outro pilar de sustentação de franquia, justamente aquele que tornou o primeiro jogo tão interessante: sua versão digital dos Estados Unidos.

The Crew 2 ainda traz extensão territorial dos Estados Unidos, mas com menos cidades e detalhes (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Viajar pelo mapa do antecessor era um verdadeiro deleite, com mais de duas horas de pé na estrada para ver todas as cidades disponíveis, enquanto sentíamos a variação de cenários e a transição do dia para a noite, junto com a trilha sonora, dando aquela sensação quase realista de estarmos, efetivamente, viajando. Esta sequência não é menor, pelo contrário – o mesmo trajeto leva pouco mais de três horas para ser completado.

O problema é que os Estados Unidos de The Crew 2 está morto e vazio. Inexplicavelmente, temos bem menos cidades do que no primeiro jogo da série e uma falta de cuidado generalizada na maioria delas. Se antes passear por esse mundo era uma experiência até mais interessante do que competir nas provas, The Crew 2 faz exatamente o contrário e transforma o país em um mero cenário e pouco mais do que isso.

Ainda existem, sim, as provas que nos levam dos centros das cidades até as áreas rurais ou que atravessam territórios de diferentes tipos, saindo do asfalto até as estradas de terra e terminando nos grandes cânions. Entretanto, falta o carisma e, novamente, o cuidado de passar a sensação de que estamos efetivamente trafegando entre diferentes cidades e territórios.

Viagem pelos EUA de The Crew 2 até traz os principais pontos turísticos, mas não é tão interessante quanto deveria (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

Marcos históricos e pontos turísticos estão lá, assim como a aparência arquitetônica das cidades, mas é basicamente isso. Há menos a ver e fazer, enquanto o meio-oeste americano é um grande vazio. Os Estados Unidos de The Crew 2 só conta com cidades nas costas, como se sua região central fosse um grande terreno ainda a ser explorado e desenvolvido.

Deixa a desejar, também, a performance gráfica, com quedas na taxa de frames por segundo durante, principalmente, as corridas urbanas noturnas, momentos em que há grande ação na tela e muitos elementos e efeitos de iluminação aparecendo ao mesmo tempo. De dia, dá para perceber placas jogadas, com dizeres que não fazem sentido, como a placa em um restaurante francês oferecendo fettuccine como prato do dia ou a hamburgueria especializada em “café grelhado”.

Na maioria do tempo, entretanto, o conjunto visual é competente, com avanços em relação ao antecessor, principalmente no que toca os detalhes dos carros. Uma corrida chuvosa em circuito fechado é um deleite para os olhos, mesmo que o comportamento dos carros não corresponda à situação – a física do game, como um todo, aliás, não é das melhores. Ainda assim, o apelo aos olhos é grande, principalmente por ser possível enxergar longe e, na aproximação de uma cidade, enxergar a imensidão se aproximando cada vez mais.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZKwcakh0miM?rel=0&hd=0]

Existem os tradicionais colecionáveis, na forma de peças de carros para serem encontradas, e também algumas missões disponíveis no mapa, como radares de velocidade que incentivam a competição na lista de amigos ou as ótimas provas em que é preciso fugir o mais rapidamente possível de uma onda vermelha que cresce cada vez mais.

Tais atividades também geram seguidores, mas eles vêm em menor quantidade em relação às provas convencionais. Além disso, muitas dessas “missões alternativas” aparecem também no mapa e, desde o início, é possível usar a viagem rápida para qualquer ponto dos Estados Unidos, sem que seja preciso “descobrir” a região antes.

Com isso, aliado ao mundo desinteressante, resta pouco incentivo para, realmente, navegar pelo mapa, principalmente quando se percebe que os loadings não são longos, muito pelo contrário. Esperar o rápido carregamento dos dados é mais rápido do que seguir dirigindo, principalmente quando se percebe que, em diversos momentos, o GPS deixa de funcionar como deveria.

Falta equilíbrio em The Crew 2, que acerta no aspecto da competição mas falha em seu mundo aberto (Imagem: Divulgação/Ubisoft)

O novo game da Ubisoft é a prova de que não basta apenas criar uma enorme variedade de competições e ter centenas de máquinas à disposição do jogador para que um game de corrida seja bom. É preciso um ensejo, uma motivação e um universo interessante, seja ele fechado ou aberto, para motivar o giro da chave no contato e a utilização dos possantes.

De novo, e com o risco de soar como uma viúva, o primeiro jogo da franquia tinha isso de sobra, e, mais do que isso, a reprodução dos Estados Unidos era o aspecto que o diferenciava de todos os outros “arcadões” do mercado. Na época, o que se pensava era que, em uma sequência, a desenvolvedora acertaria no que havia ficado faltando, entregando um título que teria tudo para ser incrível.

The Crew 2, entretanto, acaba soando como um ponto fora da curva desse ciclo de desenvolvimento usual da Ubisoft. É um título mediano e com um mundo aberto descuidado, de um jeito que não estamos acostumados a ver quando falamos na companhia. Normalmente, terminaríamos uma análise desse tipo com a expectativa de que, na sequência, ela acerte o equilíbrio. Mas, levando em conta o que foi apresentado aqui, essa pode não ser uma expectativa tão acertada assim, pelo menos quando se fala na franquia The Crew.

* O jogo foi testado no PlayStation 4, em cópia física gentilmente cedida ao Canaltech pela Ubisoft.

via Canaltech

Senadores dos EUA pedem investigação sobre privacidade nas smart TVs

Ed Markey e Richard Blumenthal são dois senadores democratas norte-americanos que, na semana passada, pediram à Federal Trade Commission (FTC) que investigue potenciais problemas de privacidade relacionados às smart TVs.

Em suas palavras, “muitas smart TVs são equipadas com tecnologias sofisticadas, que podem rastrear o conteúdo que os usuários estão assistindo e usar essas informações para distribuir anúncios direcionados”. Essa declaração faz parte de uma carta que a dupla entregou ao presidente da FTC, Joseph Simons, e continua: “Lamentavelmente, os usuários de TVs inteligentes podem não estar cientes de até que ponto seus televisores estão coletando informações confidenciais sobre seus hábitos”.

Os senadores pedem que o órgão inicie uma investigação “para ontem” a respeito, envolvendo as políticas de privacidade das fabricantes de televisores inteligentes. Segundo a dupla, a lei federal não foi atualizada para englobar os potenciais problemas de privacidade nas TVs conectadas, ainda que o Congresso tenha imposto regras de privacidade para empresas de TV por assinatura há muito tempo. É que tais regras “não abrangem empresas de dados que usam conectividade com a internet em vez de sistemas a cabo ou satélite”, segundo a dupla.

A ideia, aqui, é que o Congresso elabore novas leis específicas para as smart TVs, com a FTC podendo punir empresas por práticas comerciais desleais nesse sentido. No ano passado, inclusive, o órgão chegou a tomar medidas contra a Vizio, que fabrica TVs inteligentes, fazendo-a pagar US$ 2,2 milhões após ser acusada de coletar hábitos de 11 milhões de usuários sem seu devido consentimento.

Os senadores reforçam seu pedido com base em um relatório do New York Times de como as smart TVs rastreiam os usuários.

“Relatórios recentes sugerem que a Samba TV, uma das maiores empresas que rastreiam o comportamento dos usuários de TV inteligente, oferece aos consumidores a oportunidade de ativar seu serviço de rastreamento, mas não fornece informações suficientes sobre suas práticas de privacidade para garantir que os usuários tomem decisões verdadeiramente informadas. Por exemplo, ao solicitar que os consumidores optem pelo serviço ‘TV interativa’, o Samba TV indica que o serviço permite que os usuários obtenham ‘conteúdo exclusivo e ofertas especiais’, mas não transmite claramente quantas informações confidenciais sobre um usuário serão coletadas ou se os dados serão usados ​​para anúncios direcionados em diferentes dispositivos”, denunciam os senadores na carta.

A carta em questão somente pede uma investigação por parte da FTC, não entrando no mérito quanto a punições. Contudo, Markey e Blumenthal creem que “qualquer entidade que colete e use informações confidenciais deve detalhar quem terá acesso a esses dados, como esses dados serão usados e que medidas serão tomadas”. E, para proteger essas informações, os usuários devem ter a oportunidade de consentir com a coleta e uso de seus dados, sem perder acesso às funções de suas smart TVs caso não autorizem tal monitoramento.

Fonte: ARSTechnica

via Canaltech

Varejo comemora aprovação da lei brasileira de proteção de dados

Na semana passada, o Senado brasileiro aprovou, em caráter de urgência, a proposta da nova lei nacional de proteção de dados. Agora, entidades do varejo celebram a aprovação, incluindo o setor do e-commerce, que deve ser o mais impactado pelas mudanças.

Para a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as novas regras colocarão o Brasil no mesmo patamar internacional, com leis de proteção de dados que são uma tendência mundial do momento. Recentemente, a Europa adotou o GDPR, que regulamenta como as empresas detentoras de serviços virtuais podem coletar dados de seus usuários.

“Não fazia sentido empresas brasileiras perderem oportunidades de negócios por conta do Brasil constar no mapa de risco da União Europeia e de outros países que já possuem legislação específica”, afirma Marcio Cots, diretor jurídico da ABComm.

Para a entidade, esta é uma oportunidade para o comércio brasileiro ganhar segurança jurídica, apesar do trabalho que terão para se adequarem às novas regras. Cots acredita que a nova lei não deve ser encarada como um empecilho, mas sim como uma forma de praticar uma atividade com segurança quanto ao que se pode ou não fazer.

Para José César da Costa, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as regras ainda protegem o Cadastro Positivo ao permitir o tratamento de dados para a proteção ao crédito. “A regra geral é que o uso dos dados exige o consentimento do seu titular cujo tratamento de suas informações será permitido dentro das hipóteses previstas no projeto, como obrigações legais, contratuais e proteção do crédito. Cumpridos esses requisitos, as lojas eletrônicas manterão suas atividades habituais”, declarou.

Já para a FecomercioSP, a nova lei abrirá as portas no mercado externo, com novos investimentos de países estrangeiros na economia brasileira. “As empresas vão precisar ajustar alguns procedimentos internos, especialmente as suas políticas de segurança e proteção à privacidade. Todavia, elas poderão ser beneficiadas com os efeitos da legislação num futuro próximo, com a possibilidade de atingir mercados externos maduros e exigentes que fazem parte da OCDE ou de outros blocos econômicos ou com eventuais acordos internacionais”, acredita a instituição.

Fonte: Ecommerce Brasil

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Resumão | Comece a semana bem informado sobre o mundo tech (09/07 a 15/07)

Sabemos (mais do que gostaríamos) o quanto o dia a dia é uma correria que parece não ter fim. Com tantos afazeres e compromissos, muitas vezes resta pouco tempo para acompanharmos o noticiário e fazer aquilo que a gente gosta: ficar bem informado. Mas vocês sabem que o Canaltech é seu amigo e, por isso, toda segunda-feira logo cedinho a gente publica um resumão com os acontecimentos mais importantes do mundão da tecnologia, que foram noticiados nos últimos dias.

Então, vamos lá:

Achou que a gente não ia falar de Zuckerberg hoje?

Achou errado! É que o CEO do Facebook se tornou a terceira pessoa mais rica do mundo, ultrapassando Warren Buffet e ficando atrás apenas de Jeff Bezos (da Amazon) e Bill Gates. Essa é a primeira vez em que os três indivíduos mais ricos do planeta são pessoas envolvidas com tecnologia, por sinal.

Enquanto isso, a rede social está testando uma coisa que pode ser realmente bacana: “experimentar” roupas e acessórios anunciados por meio da realidade aumentada. A ideia é “vestir” o produto virtualmente para ver se ele vai combinar com o seu visual, ajudando na decisão de compra.

Mas nem tudo são flores para o Facebook. Após os escândalos envolvendo o uso indevido de dados por parte da Cambridge Analytica, o Reino Unido decidiu aplicar uma multa salgada para a companhia de Zuckerberg, no valor de 500 mil libras. Mas conversas ainda estão rolando, e uma nova determinação será feita em outubro para bater o martelo em quanto o Facebook deverá pagar de multa para a Europa.

Zuck não curtiu

Lei absurda é rejeitada na Europa

Para o alívio geral, a União Europeia rejeitou a lei que visava medidas ainda mais rígidas quanto aos direitos autorais na internet. A lei exigiria que serviços online se responsabilizassem pela remoção de materiais protegidos, mas descrições vagas e genéricas poderiam fazer com que até memes fossem censurados.

Já no Brasil, lei de proteção de dados está quase aí

Enquanto na Europa a GDPR entrou em vigor fazendo com que todas as empresas de serviços virtuais revissem suas práticas relacionadas ao uso de dados da galera, o Brasil tenta seguir essa linha e também criar uma legislação própria. A nova lei de proteção de dados foi aprovada em caráter de urgência no Senado, faltando apenas a sanção do presidente Michel Temer.

Novo iOS dando problema

O fantasma das baterias que se esgotam rapidamente volta a assombrar a Apple após a liberação do iOS 11.4.1. Usuários de iPhones 6, 6s e SE vêm relatando que suas baterias estão sendo drenadas após a atualização, e o problema acontece mesmo com quem trocou a bateria recentemente por uma novinha em folha. A Maçã já está ciente do problema, mas ainda não falou nada sobre uma correção.

Ainda sobre o iOS 11.4.1, versão do sistema que traz um recurso que dificulta o acesso aos dados por meio de conexões via cabo, especialistas já conseguiram burlar essa proteção. O Modo Restrito USB chegou para anular o funcionamento daqueles dispositivos controversos de quebra de senhas, mas o pessoal da empresa de segurança ElcomSoft rapidinho fez sua mágica, explorando uma falha que descobriram.

App para tratar depressão aprovado no Brasil

A Anvisa aprovou o uso do Deprexis no Brasil — app auxiliar no tratamento da depressão. O programa não substitui um psicólogo ou psiquiatra, e inclusive exige que o usuário cadastre o CRM de seu médico para poder usá-lo.

Twitter fazendo a limpa

A rede de microblogging decidiu fazer uma limpa imensa em sua plataforma, banindo milhares de contas falsas por dia. Tudo isso como parte de seus esforços para barrar as fake news na rede social, e o Twitter já avisou que o número de seguidores da galera poderia ser impactado com a medida.

Dito e feito: famosos já perderam milhões de seguidores em poucos dias de ação.

IA prevendo desempenho de funcionários

A IBM já está usando o Watson, sua inteligência artificial, para prever o desempenho de funcionários. Em vez de analisar o histórico do empregado, a IA projeta seu desempenho com base em análises de dados, com assertividade de incríveis 96%.

Estou de olho em sua produtividade

Notebooks novinhos em folha

Aqui no Brasil, a Dell acaba de lançar um novo notebook com tecnologia de aceleração da Intel. O Inspiron 15 5000 memoriza o comportamento do usuário para acelerar aqueles processos mais utilizados.

Já a Apple, sem alardes, lançou novos MacBooks Pro de 13 e 15 polegadas. As máquinas trazem configurações aprimoradas e teclados mais silenciosos, e o pessoal do iFixit já descobriu que esses teclados contam com uma proteção contra poeira, na tentativa de impedir o fiasco dos teclados borboleta dos modelos anteriores, lançados a partir de 2015.

E por falar em MacBook de 2015, este modelo sem Touch Bar acaba de ser descontinuado pela Apple, não constando mais em sua loja oficial. A revolta já está grande, visto que o modelo era considerado por aí como o melhor MacBook já lançado.

Para piorar, a Maçã aumentou o preço dos MacBooks aqui no Brasil. A alta do dólar pode ter sido o vilão da história, com o preço dos aparelhos (que já eram bem caros) subindo até 19,6%.

Direitos autorais no YouTube

Na tentativa de barrar os copycats, o YouTube está lançando o Copyright Match, recurso que vai analisar todos os novos vídeos registrados e automaticamente determinar se uma publicação não é uma cópia cuspida e escarrada de outra. Os vídeos identificados como plágio não são automaticamente removidos, mas os autores originais serão notificados, podendo pedir a remoção da cópia.

Novo Chrome mais seguro, porém mais lento

A nova versão estável do Chrome, a 67, chegou com o chamado Site Isolation: recurso que carrega cada site em um processo diferente. O motivo? Tentar conter a exploração da falha Spectre por parte de sites mal intencionados. Muito bem, a gente agradece a camada extra de proteção, só que isso tem um preço: o Chrome, com isso, acaba consumindo ainda mais memória da máquina, podendo ficar mais lento caso o computador não tenha lá muitos GB de RAM, ou caso você esteja abusando da boa vontade do computador com “n” abas abertas.

Venda de PCs volta a crescer

Depois de seis anos em queda, a venda global de PCs voltou a crescer. Analisando o segundo trimestre de 2018, tal aumento pode ter sido de 2,7% (segundo a IDC) ou de 1,4% (de acordo com o Gartner). E quem encabeçou a alta nas vendas? O Chromebook, mas PCs e Macs também impulsionaram a coisa toda.

IPO da Xiaomi deu bom para este brasileiro

O brasileiro Hugo Barra já ganhou R$ 800 milhões com a abertura de capital da Xiaomi. A chinesa registrou seu IPO no início da semana e, ainda que tenha feito sua estreia abaixo do esperado, proporcionou essa fortuna para o brasileiro, que era porta-voz internacional da Xiaomi há anos, mas hoje trabalha no Facebook.

via Canaltech

Resumão | Comece a semana bem informado sobre o mundo tech (09/07 a 15/07)

Sabemos (mais do que gostaríamos) o quanto o dia a dia é uma correria que parece não ter fim. Com tantos afazeres e compromissos, muitas vezes resta pouco tempo para acompanharmos o noticiário e fazer aquilo que a gente gosta: ficar bem informado. Mas vocês sabem que o Canaltech é seu amigo e, por isso, toda segunda-feira logo cedinho a gente publica um resumão com os acontecimentos mais importantes do mundão da tecnologia, que foram noticiados nos últimos dias.

Então, vamos lá:

Achou que a gente não ia falar de Zuckerberg hoje?

Achou errado! É que o CEO do Facebook se tornou a terceira pessoa mais rica do mundo, ultrapassando Warren Buffet e ficando atrás apenas de Jeff Bezos (da Amazon) e Bill Gates. Essa é a primeira vez em que os três indivíduos mais ricos do planeta são pessoas envolvidas com tecnologia, por sinal.

Enquanto isso, a rede social está testando uma coisa que pode ser realmente bacana: “experimentar” roupas e acessórios anunciados por meio da realidade aumentada. A ideia é “vestir” o produto virtualmente para ver se ele vai combinar com o seu visual, ajudando na decisão de compra.

Mas nem tudo são flores para o Facebook. Após os escândalos envolvendo o uso indevido de dados por parte da Cambridge Analytica, o Reino Unido decidiu aplicar uma multa salgada para a companhia de Zuckerberg, no valor de 500 mil libras. Mas conversas ainda estão rolando, e uma nova determinação será feita em outubro para bater o martelo em quanto o Facebook deverá pagar de multa para a Europa.

Zuck não curtiu

Lei absurda é rejeitada na Europa

Para o alívio geral, a União Europeia rejeitou a lei que visava medidas ainda mais rígidas quanto aos direitos autorais na internet. A lei exigiria que serviços online se responsabilizassem pela remoção de materiais protegidos, mas descrições vagas e genéricas poderiam fazer com que até memes fossem censurados.

Já no Brasil, lei de proteção de dados está quase aí

Enquanto na Europa a GDPR entrou em vigor fazendo com que todas as empresas de serviços virtuais revissem suas práticas relacionadas ao uso de dados da galera, o Brasil tenta seguir essa linha e também criar uma legislação própria. A nova lei de proteção de dados foi aprovada em caráter de urgência no Senado, faltando apenas a sanção do presidente Michel Temer.

Novo iOS dando problema

O fantasma das baterias que se esgotam rapidamente volta a assombrar a Apple após a liberação do iOS 11.4.1. Usuários de iPhones 6, 6s e SE vêm relatando que suas baterias estão sendo drenadas após a atualização, e o problema acontece mesmo com quem trocou a bateria recentemente por uma novinha em folha. A Maçã já está ciente do problema, mas ainda não falou nada sobre uma correção.

Ainda sobre o iOS 11.4.1, versão do sistema que traz um recurso que dificulta o acesso aos dados por meio de conexões via cabo, especialistas já conseguiram burlar essa proteção. O Modo Restrito USB chegou para anular o funcionamento daqueles dispositivos controversos de quebra de senhas, mas o pessoal da empresa de segurança ElcomSoft rapidinho fez sua mágica, explorando uma falha que descobriram.

App para tratar depressão aprovado no Brasil

A Anvisa aprovou o uso do Deprexis no Brasil — app auxiliar no tratamento da depressão. O programa não substitui um psicólogo ou psiquiatra, e inclusive exige que o usuário cadastre o CRM de seu médico para poder usá-lo.

Twitter fazendo a limpa

A rede de microblogging decidiu fazer uma limpa imensa em sua plataforma, banindo milhares de contas falsas por dia. Tudo isso como parte de seus esforços para barrar as fake news na rede social, e o Twitter já avisou que o número de seguidores da galera poderia ser impactado com a medida.

Dito e feito: famosos já perderam milhões de seguidores em poucos dias de ação.

IA prevendo desempenho de funcionários

A IBM já está usando o Watson, sua inteligência artificial, para prever o desempenho de funcionários. Em vez de analisar o histórico do empregado, a IA projeta seu desempenho com base em análises de dados, com assertividade de incríveis 96%.

Estou de olho em sua produtividade

Notebooks novinhos em folha

Aqui no Brasil, a Dell acaba de lançar um novo notebook com tecnologia de aceleração da Intel. O Inspiron 15 5000 memoriza o comportamento do usuário para acelerar aqueles processos mais utilizados.

Já a Apple, sem alardes, lançou novos MacBooks Pro de 13 e 15 polegadas. As máquinas trazem configurações aprimoradas e teclados mais silenciosos, e o pessoal do iFixit já descobriu que esses teclados contam com uma proteção contra poeira, na tentativa de impedir o fiasco dos teclados borboleta dos modelos anteriores, lançados a partir de 2015.

E por falar em MacBook de 2015, este modelo sem Touch Bar acaba de ser descontinuado pela Apple, não constando mais em sua loja oficial. A revolta já está grande, visto que o modelo era considerado por aí como o melhor MacBook já lançado.

Para piorar, a Maçã aumentou o preço dos MacBooks aqui no Brasil. A alta do dólar pode ter sido o vilão da história, com o preço dos aparelhos (que já eram bem caros) subindo até 19,6%.

Direitos autorais no YouTube

Na tentativa de barrar os copycats, o YouTube está lançando o Copyright Match, recurso que vai analisar todos os novos vídeos registrados e automaticamente determinar se uma publicação não é uma cópia cuspida e escarrada de outra. Os vídeos identificados como plágio não são automaticamente removidos, mas os autores originais serão notificados, podendo pedir a remoção da cópia.

Novo Chrome mais seguro, porém mais lento

A nova versão estável do Chrome, a 67, chegou com o chamado Site Isolation: recurso que carrega cada site em um processo diferente. O motivo? Tentar conter a exploração da falha Spectre por parte de sites mal intencionados. Muito bem, a gente agradece a camada extra de proteção, só que isso tem um preço: o Chrome, com isso, acaba consumindo ainda mais memória da máquina, podendo ficar mais lento caso o computador não tenha lá muitos GB de RAM, ou caso você esteja abusando da boa vontade do computador com “n” abas abertas.

Venda de PCs volta a crescer

Depois de seis anos em queda, a venda global de PCs voltou a crescer. Analisando o segundo trimestre de 2018, tal aumento pode ter sido de 2,7% (segundo a IDC) ou de 1,4% (de acordo com o Gartner). E quem encabeçou a alta nas vendas? O Chromebook, mas PCs e Macs também impulsionaram a coisa toda.

IPO da Xiaomi deu bom para este brasileiro

O brasileiro Hugo Barra já ganhou R$ 800 milhões com a abertura de capital da Xiaomi. A chinesa registrou seu IPO no início da semana e, ainda que tenha feito sua estreia abaixo do esperado, proporcionou essa fortuna para o brasileiro, que era porta-voz internacional da Xiaomi há anos, mas hoje trabalha no Facebook.

via Canaltech