Em meio a baixa nas vendas, Apple lança HomePod na China

A baixa nas vendas de iPhones e outros produtos na China, bem como incertezas comerciais e diplomáticas entre os dois governos, não fez com que a Apple desistisse do país. A empresa anunciou para esta sexta-feira (18) a chegada do HomePod ao território chinês, aumentando seu portfólio de produtos na região e apostando no segmento de Internet das Coisas que vem florescendo por lá.

O lançamento acontece em um momento complicado para a empresa no território, mas a Apple aposta em recursos exclusivos para atrair a atenção dos consumidores. O principal é o suporte do HomePod aos idiomas mandarim e cantonês, falados nas principais províncias chinesas e também em Hong Kong, o que o diferencia da maioria dos alto-falantes da concorrência, que entendem apenas o chinês simplificado e, na maioria do tempo, obriga os usuários a conversarem em inglês com as assistentes de voz.

Outro ponto de diferenciação, na visão da Maçã, é a realização de uma série de parcerias locais com serviços de música. O HomePod chega à China integrado às plataformas QQ Music, da gigante Tencent, e JOOX, muito usada em Hong Kong, além de contar com a tecnologia AirPlay para transferência de mídia de smartphones (incluindo opções Android compatíveis) e o gadget.

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Restam dúvidas, entretanto, se tais características vão justificar o pagamento de um valor mais alto que o da concorrência. Na China, o HomePod chegará oficialmente custando 2.799 iuanes, ou aproximadamente R$ 1.540. É um dos valores mais altos entre smart speakers disponíveis na região e também maior que o de versões importadas de outros países. Em uma comparação direta, o preço é 17% maior que o da contraparte americana, por exemplo.

A chegada do HomePod à China acontece quase que simultaneamente à queda geral nos preços do iPhone no país. Sem alarde, a fabricante baixou em cerca de US$ 70 os valores dos modelos deste ano por lá, em uma atitude sem precedentes e voltada para conter a sangria, revertendo o panorama de vendas em baixa e perda de market share devido às incertezas econômicas.

Tais fatores também já levaram a empresa a rever sua expectativa de faturamento para o primeiro trimestre de 2019, baixando de US$ 93 bilhões para US$ 84 bilhões a previsão de ganhos no período. Para o CEO Tim Cook, além dos fatores mercadológicos, a nova estratégia de lançamento, com uma família de três produtos no mercado, seria responsáveis pelas anormalidades.

Fonte: Apple

via Canaltech

Publicado por Carlos Trentini

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