Documentos mostram como Facebook negocia dados de usuários

Cerca de 250 páginas de documentos internos liberados hoje (05) pelo Parlamento Britânico mostram como o Facebook, e o próprio CEO Mark Zuckerberg, tomava decisões sobre o gerenciamento de dados de usuários da rede social.

Como o The Verge nota, o Facebook sempre deixou claro de maneira institucional que os dados de seus usuários são inegociáveis. Que não existe e nunca existiu a intenção de tornar as informações sensíveis das pessoas uma moeda. Porém, os documentos internos revelados mostram que essa postura não era tão dura como o Facebook mostra para o mundo.

É possível descobrir que o Facebook negociou uma “lista branca” de acesso aos dados de usuários para empresas parceiras

Nos documentos, é possível descobrir que o Facebook negociou uma “lista branca” de acesso aos dados de usuários para empresas parceiras. Entre elas, gigantes da tecnologia, estavam empresas como a Netflix e o Airbnb. O advogado britânico Damian Collins, que liberou os documentos, escreveu que o “Facebook entrou claramente em acordos de whitelisting com certas empresas, o que significa que após as mudanças da plataforma feitas entre 2014 e 2015, eles mantiveram acesso total aos dados de amigos. Não está claro se houve consentimento de usuário para isso, nem como o Facebook decidiu quais empresas deveriam ser colocadas na lista de permissões ou não”.

Por outro lado, os emails também mostram que o Facebook buscou encerrar o acesso para empresas que não representavam os interesses da própria companhia. Um dos documentos, por exemplo, mostra Mark Zuckerberg aprovando o desligando de acesso aos dados de amigos do aplicativo Vine, que foi comprado pelo Twitter.

Outros detalhes revelados mostram Zuckerberg ponderando mudar a estrutura de preços para desenvolvedores e bloqueando áreas de acesso da plataforma para terceiros.

Facebook responde: os fatos são claros: nunca vendemos dados de pessoas

O caso corre na Justiça após uma empresa chamada Six4Three, desenvolvedora de um app que não funciona mais, processar o Facebook alegando práticas anticompetitivas. Um porta-voz da rede social comentou o caso:

“Como já dissemos muitas vezes, os documentos que o Six4Three reuniu para seu caso infundado são apenas parte da história e são apresentados de uma maneira muito enganadora, sem contexto adicional. Mantemos as mudanças na plataforma que fizemos em 2015 para impedir que uma pessoa compartilhe os dados de seus amigos com os desenvolvedores. Como em qualquer negócio, tivemos muitas conversas internas sobre as várias maneiras pelas quais poderíamos construir um modelo de negócios sustentável para nossa plataforma. Mas os fatos são claros: nunca vendemos dados de pessoas”.

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via Novidades do TecMundo

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