Prévia | Jogamos Resident Evil 2 por 4 horas seguidas com Leon, Claire e Ada

A releitura de Resident Evil 2 está quase chegando: falta pouco para 25 de janeiro, apesar de não parecer. O segredo é não pensar muito sobre o assunto e tentar manter a cabeça ocupada para que o tempo passe mais rápido. Contudo, fica difícil se manter controlado, evitando que a ansiedade tome conta, quando a Capcom convida o Canaltech e alguns outros veículos para testar a mais recente build do aguardado remake.

A demonstração permitia explorar muito além dos locais que já tínhamos visitado antes, em testes anteriores com ambos os personagens principais, Leon e Claire. Porém, durante a jogatina, que durou cerca de 4 horas, tivemos a chance de contemplar algumas das diversas novidades que Resident Evil 2 Remake está reservando tanto para os velhos quanto para os novos jogadores. Vamos por partes!

Demo do Leon

Começamos com o policial novato, já no estacionamento da delegacia de Raccoon. Como já visto em um dos últimos trailers divulgados do novo Resident Evil 2, é nessa área que Leon se encontrará com Ada pela primeira vez, da mesma forma que no game original. Não foi possível vermos a cutscene que apresenta a personagem oficialmente, tampouco o que ela conversou com o recém-chegado oficial, mas assim que colocamos nossas mãos nos controles, a espiã – ainda trajando um casaco e óculos escuros – já estava nos esperando para prosseguir.

Ada e Leon investigam juntos os locais. (Imagem: Capcom) 

Antes de prosseguirmos, porém, resolvemos retornar um pouco, explorando a área subterrânea da delegacia de polícia. Não havia nada de novo, tampouco muitos inimigos para nos preocuparmos. Por falar neles, vale à pena abrir parênteses nesse trecho para mencionar que continua sendo prudente economizar (a escassa) munição e evitar batalhas, mesmo contra zumbis normais, pois, continua sendo ridiculamente difícil derrubá-los.

Então, após finalmente prosseguimos caminho ao lado de Ada, exploramos algumas locações conhecidas e encontramos, inclusive, figuras conhecidas dos fãs, tais como Robert Kendo. Se você não se lembra dele, basta se recordar dos seus primeiros minutos jogando o Resident Evil 2 original. Caso tenha sobrevivido aos zumbis brotando em meio ao incêndio e chegou ao primeiro refúgio, isto é, a loja de armas, você certamente conheceu o personagem.

Ele está de volta na releitura do game e o momento em que o encontramos é bastante emocionante – a um nível The Last of Us, só para se ter uma noção. De toda forma, prosseguimos com a jogatina e chegamos eventualmente aos esgotos da cidade de Raccoon, explorando um pouco a área até chegar à planta de tratamento de água.

Roberto Kendo está de volta e o encontro com ele é bem emocionante. (Imagem: Capcom)

Alguns detalhes da história, infelizmente, precisarão ficar de fora dessa prévia por conta das restrições impostas pela Capcom, porém podemos dizer três coisas sobre esse segmento dos esgotos e da planta de tratamento: antes de tudo, o crocodilo existe; depois, as adições à narrativa como um todo junto do fotorrealismo tornaram tudo ainda mais especial e visceral; e, por fim, Ada é jogável!

E por falar em Ada, a parte dela é essencialmente difícil basicamente porque a munição é escassa. Aliás, não apenas com a espiã de vestido vermelho – sim, ela está usando o clássico vestido vermelho, muito mais bonito e chamativo, diga-se de passagem – como com o Leon e com a Claire também, mas falaremos disso mais à frente.

Voltando à Ada, vale mencionar que ela agora conta com um acessório bem spy-tech: um dispositivo de scan que será primordial na jogatina. E, além de bastante ágil, ela também resolverá puzzles. O gameplay dela encerra após algum tempo e voltamos para Leon, encontrando velhos conhecidos e prosseguindo até reencontramos a espiã de vestido vermelho. Porém, a demonstração com o policial novato acabou logo após esse momento e, em seguida, assumimos os testes com Claire.

Ada conta com o auxílio de um dispositivo bem moderno. (Imagem: Capcom)

Demo da Claire

Com a irmã de Chris Redfield, assumimos o controle um pouco antes do desfecho da primeira build que testamos com ela. Isso significa que assistimos novamente toda a cutscene com o chefe da delegacia de polícia, Brian Irons, e também nos despedimos temporariamente da garotinha Sherry Birkin. A partir disso, exploramos os subterrâneos da delegacia de polícia, passando pelo estacionamento, pelo necrotério, pelo canil e pela sala do gerador.

É importante ressaltar como toda essa parte é assustadoramente escura. Os sustos são constantes e os monstros estão, literalmente, à espreita… Especialmente os Lickers! Eles estão presentes e em grande número durante todo esse excerto, e é um pouco trabalhoso derrotá-los. Porém, nessa demonstração, basicamente tudo se desenvolve com base em exploração e resolução de puzzles, então tivemos que inevitavelmente derrotar alguns dos inimigos que encontrávamos.

Essa é uma escolha particularmente difícil já que, como comentado antes, a munição realmente é escassa para todos os personagens jogáveis – diferente do game original. Ajuda também o fato de os inimigos serem bastante resistentes, então cada encontro é, de fato, uma escolha importante: fugir ou ficar; economizar ou batalhar? Optamos pelas duas últimas alternativas de cada questão e, conforme avançávamos, cada vez mais a jogatina se tornava difícil.

A exploração com Claire pela delegacia de polícia rende momentos muito empolgantes! (Imagem: Capcom)

A lição que ficou, portanto, é: reconhecer território e racionar itens é primordial. E uma dica legal é ficar sempre de olhos atentos ao mapa, pois ele ajudará o jogador nesses dois quesitos, mas não entraremos em mais detalhes do que isso, ao menos por enquanto. De toda forma, prosseguimos resolvemos os enigmas e desvendando mais da delegacia, indo do pátio ao último andar, entrando inclusive na torre do relógio.

Há muitos itens a se coletar e muito pouco espaço, então as idas e vindas aos baús eram sempre constantes, trazendo de volta um sentimento que há muito tempo eu sentíamos na série Resident Evil: aquele medo constante, capaz de te fazer salvar o progresso a cada nova visita a uma safe haven. Inclusive, houve um momento em que eu realmente precisei adentrar um refúgio às pressas, com a saúde já no vermelho e cambaleando, me tremendo de medo devido à horda de inimigos que se acumulou às costas de Claire. Foi épico.

E todo esse desespero tem um belo nome: Mr. X. O T-00, aquele gigante que veste um sobretudo verde chumbado, está de volta e persegue Claire a todo o momento. É, inclusive, assustador e fascinante vê-lo perseguindo a heroína, limpando o caminho até ela, literalmente. Por outro lado, estar tranquilo em uma área e começar a ouvir os passos dele e, de repente, escutar a trilha sonora mudar… É desesperador. Agora, imagine resolver os quebra-cabeças da delegacia com esse figurão caçando a motoqueira? Haja coração!

Mr. X perseguindo a Claire e Nemesis perseguindo a Jill na delegacia, os dois a 80km/h… (Imagem: Capcom)

Chega logo, janeiro!

A demonstração da Claire acaba logo após resolvermos o puzzle da torre do relógio. Após terminarmos ambas as builds, conclui que senti poucas mudanças na jogabilidade desde a última vez que testei Resident Evil 2. Os controles parecem mais responsivos, mais facilmente adaptáveis – ou talvez seja o costume. Contudo, vale ressaltar o quanto achei mais prazeroso de jogar desta vez, embora a tensão tenha feito muitas massagens em meus ombros durante toda a jogatina, não me deixando sequer respirar.

Também vale apontar que as duas builds que testamos estavam totalmente legendadas em português e, no quesito localização, há um cuidado que beira o fofo, afinal até os inimigos ganharam nomes adaptados para o nosso idioma! No que tange à história e ao legado do game original, deixo também meus parabéns à Capcom por todo o esmero com os mínimos detalhes. Certamente, todos os fãs de velha guarda vão apreciar as novidades e vão conseguir enxergar nas entrelinhas que tudo está lá: a receita é certamente a mesma, só mudaram (e acrescentaram) os temperos, mas tudo ficou ainda mais gostoso!

O game também parece bem difícil. Mesmo progredindo com os enigmas e principalmente obtendo novas armas, parece que os inimigos vão acompanhando sua evolução bélica e não deixam barato, e os quebra-cabeças vão ficando igualmente mais complicados. Além disso, nada está como antes. Esse definitivamente não é um remake; trata-se de um novo Resident Evil 2. E eu mal posso esperar para jogá-lo em 25 de janeiro.

via Canaltech

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