SpaceX coloca 64 satélites em órbita com um Falcon 9 que voou 3 vezes em 2018

Finalmente a SpaceX fez o lançamento, nesta segunda-feira (3), de um Falcon 9 levando a bordo uma carga de 64 satélites para a órbita terrestre. O primeiro estágio do foguete, conhecido como booster, já havia voado em maio e em agosto. Tanto a reutlização do Falcon 9 quanto a quantidade impressionante de satélites posicionados na órbita são recordes quebrados pela empresa espacial de Elon Musk.

A missão que foi lançada nesta segunda-feira (3), conhecida como SmallSat Express, já havia sido adiada três vezes devido à falta de condições climáticas para o lançamento. Comprada e coordenada pela Spaceflight Industries, a SmallSat Express arrecadou mais de US$ 200 milhões em financiamentos e quebrou recordes ao entregar à órbita 64 pequenos satélites.

Segundo Curt Blake, presidente da Spaceflight, “o lançamento de 64 satélites dessa variedade nunca foi feito antes e levou a novos desafios que nunca haviam sido enfrentados”. A missão contou com 15 MicroSats e 49 CubeSats de 34 diferentes organizações públicas e privadas, originárias de 17 diferentes países: Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Cazaquistão, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos da América, Finlândia, Holanda, Índia, Itália, Jordânia, Polônia, Reino Unido, Suíça e Tailândia.

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Dentre os 49 CubeSats lançados nesta segunda (3) está o ITASAT-1, o primeiro satélite em dimensões diminutas produzidos pelo Brasil. Desenvolvido pelo ITA em parceria com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o ITASAT-1 possui como cargas úteis um transponder de coleta de dados, um receptor GPS, e uma câmera com resolução de 80 metros por pixel no espectro visível.

Veja, abaixo, o momento do lançamento do Falcon 9 carregando os 64 satélites:

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A reutilização dos foguetes é imprescindível para o modelo de negócios da SpaceX: com voos mais baratos, é possível ofertar às nações uma forma econômica de lançar satélites ao espaço. No início de 2018, a empresa revelou o Block 5, um foguete que seria “capaz de pelo menos 100 voos”, segundo explicação dada pelo próprio Musk em maio. Com o Block 5, é possível lançar, pousar e então lançar novamente ao espaço em um intervalo de apenas 24 horas. O Block 5 deve entrar em uso já em 2019.

Fonte: CNBC

via Canaltech

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