Tesla é acusada de assédio racial por ex-funcionários negros, mas nega alegações

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Segundo o que informaram ao jornal The New York Times ao menos seis ex-funcionários da Tesla, o ambiente de trabalho na empresa de carros de luxo não é nada amigável com os trabalhadores não-brancos. A empresa está respondendo a três processos por discriminaçã o racial desde o início de 2018.

Ao site estrangeiro Ars Technica, a Tesla alegou que o Times exagerou nas acusações para pintar uma imagem mais severa do problema. “A Tesla se opõe a todas as formas de discriminação, assédio e tratamento injusto, e nos esforçamos para proporcionar um ambiente de trabalho respeitoso para todos os funcionários e fazer o melhor possível para evitar a má conduta. A Tesla tem conhecimento de apenas dois dos seis indivíduos que informaram terem feito reclamações formais enquanto trabalhavam na fábrica — casos que foram investigados pela empresa e resultaram em ações disciplinares”, disse uma porta-voz da companhia.

Um dos dois casos conhecidos pela empresa é o de DeWitt Lambert, um ex-funcionário da Tesla que pertence à etnia negra e que compartilhou um vídeo, no início de 2017, onde um homem não identificado no chão de fábrica da fabricante de carros de luxo o ameaça e se refere a ele como “nigga”, um termo racista e ofensivo geralmente dirigido a pessoas negras.

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DeWitt Lambert denunciou o racismo na Tesla em 2017 (Imagem: Edmund D. Fountain / The New York Times)

Em março de 2017, Lambert recebeu uma proposta de acordo extrajudicial no valor de US$ 100 mil, mas a vítima de racismo recusou a oferta, que estava disponível “apenas se pudermos resolver esse assunto antes que haja repercussão na mídia”.

Dentre os casos relatados ao The New York Times está DeWayne Jones, outro ex-funcionário negro da Tesla que relata ter sofrido assédios raciais quando ouviu um de seus supervisores dizer que funcionários negros não eram adequados à empresa, chamando-os de macacos. Jones afirma que, na época em que o crime ocorreu, ele relatou o ocorrido à administração, mas a Tesla afirma que não há registros de queixas formais.

“Cada funcionário da Tesla é obrigado a concluir um curso de treinamento sobre discriminação e assédio sexual dentro de 30 dias após a contratação”, escreveu a Tesla. “Quando uma reclamação é feita, a equipe de Relações com Funcionários da Tesla investiga imediatamente e, se necessário, toma medidas disciplinares.”

Fonte: Ars Technica

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via Canaltech

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