Como a Amazon está usando machine learning para se aproximar dos fãs de Fórmula 1

Parceria entre competição e AWS permitirá extrair estatísticas essenciais de desempenho para fornecer informações em frações de segundo


Desde junho desse ano, a Fórmula 1, principal categoria do automobilismo mundial, passou a utilizar serviços da Amazon Web Services (AWS), em uma parceria que vai desde a “simples” migração de dados dos data centers da F1 para a cloud da AWS, até a adoção de diversos recursos avançados de machine learning – de fato o ponto alto e extremamente inovador da iniciativa em conjunto.

O primeiro passo, segundo Adrian Cockcroft, VP de estratégia de arquitetura de cloud da AWS, é migrar todo o arquivo de corridas para que, usando a ferramenta Amazon SageMaker, cientistas de dados da Fórmula 1 consigam usar modelos de deep learning aplicados em 65 anos de dados históricos de corridas, armazenados nas plataformas Amazon DynamoDB e Amazon Glacier. Com essas informações, os profissionais podem extrair estatísticas essenciais de desempenho para fazer previsões e fornecer aos fãs informações sobre decisões e estratégias adotadas por equipes e pilotos em frações de segundo.

O foco é que, com todas as informações em mãos, a equipe de tecnologia da F1, em parceria com a AWS, consiga ensinar o sistema de machine learning a ser um fã de F1 para consumir e saber o que é de fato relevante para a corrida, como define Cockcroft. “É o projeto de longo termo: ensinar a inteligência artificial a reconhecer qual carro é, qual piloto, o que está fazendo e se isso é interessante”, disse o executivo.

Outra possibilidade que está no roadmap da parceria é implementar recursos de speech to text (voz para text) nos rádios dos pilotos para traduzir em tempo real conversas entre pilotos e equipes para diversos idiomas de transmissões de TVs em todo o mundo. “São muitas possibilidades para melhorar a experiência do fã. O primeiro passo é o arquivo, com a criação das tags.”

Outro recurso adotado pela Fórmula 1 é o AWS Elemental Media Services, que visa acelerar a preparação, o processo e a entrega de vídeo over-the-top e de transmissões a partir da nuvem AWS.

Foco no machine learning

Machine learning tem sido um dos principais focos da AWS, diante da missão da empresa de empoderar desenvolvedores garantindo liberdade para que eles possam criar de forma rápida, barata e fácil.

“Menos conversa e mais ação. É isso que desenvolvedores querem com machine learning. Tem muita gente falando, mas poucos oferecem da forma que desenvolvedores querem”, disse Andy Jassy, CEO da AWS, durante keynote no re:invent 2018, conferência anual realizada nesta semana em Las Vegas (EUA).

Segundo Jassy, a AWS já soma mais de 10 mil clientes usando as ferramentas de machine learning da companhia – uma delas a Fórmula 1, representada no palco do evento pelo seu diretor esportivo Ross Brawn.

*O jornalista viajou a Las Vegas (EUA) a convite da Amazon Web Services (AWS)


via IDG Now!

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