Apple é processada por quebra de patente com o FaceTime — (sim, de novo)

E a Apple está sendo o alvo de mais um processo nos Estados Unidos envolvendo o FaceTime, recurso que permite realizar chamadas em vídeo entre usuários da Maçã. De acordo com o processo arquivado no estado do Texas, a tecnologia do FaceTime estaria infringindo a patente Nº 8539,552, que pertence à HP. A patente rege sobre um sistema para redes baseados na execução de políticas e funções de inteligência para clientes, e detalha técnicas para o controle de redes baseadas em pacotes de dados.

Arquivada pela HP em 2003, os direitos pela patente foram passados para a Uniloc LLC em 2017, e o processo movido por Uniloc alega que o FaceTime infringe a patente de rede de dados da HP, pois utiliza basicamente o mesmo sistema de dados detalhado por ele.

O FaceTime funciona da seguinte maneira: ao utilizar o programa, os servidores da Apple se comunicam com o aplicativo a partir de redes baseadas em pacotes de dados, como são as redes Wi-Fi, 3G e LTE, e o dispositivo deixa registrado um endereço próprio no servidor (como o Apple ID ou o número do telefone) para identificação futura. Então, quando inicia uma chamada pelo FaceTime, um pedido encriptado para se conectar a outro dispositivo é enviado aos servidores da Apple, que verifica se os protocolos estão corretos e envia o pedido de conexão para o dispositivo da pessoa com quem deseja falar, enviando junto os dados de identificação de quem está efetuando a ligação.

O processo cita que todos os Macbooks, smartphones do iPhone 4 em diante, iPad mini, iPad 2 em diante, iPod Touch em diante e qualquer dispositivo que rode com o sistema operacional OS X em diante está infringindo a patente de 2003 da HP. Ele pede por uma quantia ainda não estimada de reparação de danos, o reembolso das despesas de processo e outras punições que podem ser definidas pela corte.

O FaceTime é apenas mais um de um longo histórico de processos movidos contra a Apple pelo Uniloc — um conhecido “troll de patentes” (alguém que tenta enriquecer processando grandes empresas por supostas quebras de patentes) dos Estados Unidos. A Apple tem sido um dos principais alvos da empresa desde 2017, e só neste mês esse já é o terceiro processo arquivado contra a companhia de Cupertino. Além da Apple, o "troll de patentes" também já processou outras empresas de tecnologia como Activision Blizzard, Aspyr, Electronic Arts, McAfee, Microsoft, Rackspace, SEGA, Sony e Symantec.

via Canaltech

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