Até o PayPal baniu Alex Jones, responsável pelo Infowars, por promover o ódio

A gigante de processamento de pagamentos PayPal não vai mais atender a Alex Jones ou ao Infowars, se tornando a última empresa de tecnologia a se recusar a dar visibilidade às suas opiniões, alegando que elas promovem desinformação e ódio. A empresa deu 10 dias para que Jones encontre outra forma de monetizar seus conteúdos — se é que sobrou alguma empresa disposta a fazer negócios com o provocador online.

O caso vai muito além de um complô das empresas de tecnologia para calar um indivíduo específico, não sucitando a ideia de censura. Embora as empresas que baniram Jones e seu Infowars não darem detalhes sobre que tipo de opiniões por ele sustentadas vão contra as diretrizes de bom uso dos espaços virtuais de convivência, Jones é conhecido por aconselhar que seus seguidores ataquem minorias étnicas, homossexuais e transexuais, além de ser acusado de defender a pedofilia.

Banimentos em série

Desde julho, uma série de plataformas virtuais rechaçaram o conteúdo promovido por Jones, a começar pelo Facebook, que suspendeu suas contas por prática de bullying após alguns vídeos do Infowars serem excluídos do YouTube. Jones também teve seus podcasts removidos das plataformas da Apple e do Spotify no início de agosto, no mesmo dia em que o YouTube optou por encerrar as contas ligadas a Jones, que já estavam suspensas.

Logo após isso foi a vez do Twitter colocar os conteúdos do Infowars no "modo leitura", proibindo-o de interagir na rede social ou gerar novos conteúdos, o que, poucos dias depois, resultou na exclusão de conteúdos que promoviam ódio postados por Jones. Com dificuldades para continuar promovendo suas ideias conspiracionistas, Jones tentou veicular seus vídeos na plataforma de conteúdo pornográfico YouPorn, que também não tardou em banir os vídeos do Infowars.

"PayPal de fato avisou ao Infowars que eles precisariam de um novo processador de pagamentos — a última empresa de tecnologia a cortar o Infowars. Uma porta-voz da PayPal disse ‘realizamos uma extensa revisão dos sites da Infowars e descobrimos casos que promoviam ódio ou intolerância discriminatória’", twittou Nathaniel Popper, jornalista do The New York Times, como pode ser visto na reprodução abaixo:

via Canaltech

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *