Telescópio no Polo Sul permitirá novos estudos sobre a origem do Universo

Cientistas norte-americanos desenvolveram um telescópio para estudo e compreensão da Radiação Cósmica de Fundo em Micro-ondas (RCFM). O aparelho mede em torno de 10 metros e recebeu recentemente uma luz ultrassensível. Para isso, ele conta com 16 mil detectores, capazes de captar mudanças mínimas de temperatura quando recebem luz, facilitando a análise desse sinal eletromagnético extremamente difícil de ser visualizado.

Para um dos cientistas da pesquisa  o professor John Carlstrom, da Universidade de Chicago —, “Ser capaz de detectar e analisar o RCFM, especialmente com esse nível de detalhe, é como ter uma máquina do tempo para voltar aos primeiros momentos do nosso Universo”. Ele ainda acrescenta que, “A partir dessas imagens, podemos dizer do que o Universo é feito, como parecia quando era extremamente jovem e como evoluiu”.

O telescópio está localizado na Estação Amundsen-Scott, no Polo Sul, região com elevada altitude  com cerca de 3,5 quilômetros de gelo  e condições atmosféricas excepcionalmente secas. Essas características, aliadas aos seus detectores altamente avançados, permitem a visualização da energia que se encontra na parte de micro-ondas do espectro, ou seja, em todas as frequências presentes na radiação eletromagnética.

A operação do equipamento tem a colaboração de mais de 80 cientistas e engenheiros de um grupo de laboratórios e universidades do Departamento de Energia dos Estados Unidos. Já o estudo levará muitos anos para ser concluído, mas deve fornecer também descobertas e informações importantes a respeito de outros aspectos misteriosos do Universo, como galáxias distantes, onde as primeiras estrelas surgiram, e partículas ainda não encontradas.

O que é a Radiação Cósmica de Fundo em Micro-ondas (RCFM)?

A Radiação Cósmica de Fundo em Micro-ondas (RCFM) é considerada a luz mais antiga do nosso Universo. Ela percorreu o cosmos por 14 bilhões de anos e foi produzida no rescaldo, ou calor, intenso do Big Bang, antes mesmo da formação dos átomos. Suas partículas de luz se mantêm intocadas por todo esse tempo e fornecem dados exclusivos sobre o Universo e suas mudanças desde então.

Por essa razão, descobertas sobre a RCFM realizadas por cientistas, como George Gamow, Ralph Alpher e Robert Herman, ajudaram a desenvolver teorias sobre o surgimento do Universo. E os dados obtidos sobre o assunto permitem a pesquisa e a explicação de diversas estruturas de planetas, estrelas, galáxias e até da vida como um todo.

via Novidades do TecMundo

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