Ministério Público investiga startup que rastreia localização de usuários

Em inquérito, órgão pede esclarecimentos para a companhia pernambucana In Loco, cujo sistema de geolocalização seria 30 vezes mais exato que o GPS.


O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) iniciou nesta semana uma investigação sobre a startup brasileira In Loco, que possui um sistema de geolocalização. Para isso, a Comissão de Proteção de Dados Pessoais instaurou no último dia 11 de setembro um inquérito civil público com o objetivo de investigar a obtenção de dados pessoais pela companhia pernambucana, cuja tecnologia seria 30 vezes mais exato que o GPS. 

Em seu site, o MPDFT destaca que, conforme reportagem veiculada pela imprensa, a In Loco rastreia atualmente cerca de 60 milhões de celulares no país, ao seguir os passos dos usuários depois de eles interagirem com uma publicidade digital. 

“Os aparelhos geram, por mês, 250 bilhões de novos pontos de localização. A tecnologia, com precisão que varia de um a dois metros, contaria com uma rede de mais de 500 aplicativos parceiros”, destaca o órgão em comunicado sobre a investigação, em que aponta que entre os apps parceiros estão o Buscapé e a Turma da Galinha Pintadinha.

No total, o ofício do MPDFT reúne um total de 18 perguntas para a In Loco sobre o rastreamento de dados de usuários no país, incluindo o número de (e quais) apps que que enviam informações sobre usuários, a quantidade de smartphones rastreados e qual a periodicidade desse compartilhamento – a empresa tem até 10 dias úteis para responder aos questionamentos.

via IDG Now!

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