Ações da Tesla ganham popularidade entre investidores millennials

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Eis aí um fenômeno no mínimo curioso. Mesmo com toda a turbulência recente envolvendo a Tesla, as ações da companhia continuaram a ganhar popularidade entre uma classe muito particular de investidores: os millennials. A chamada “Geração Y”, composta por nascidos após os anos 2000 (ou durante os anos 1980 e 1990, dependendo da vertente sociológica), parece ter feito vista grossa à atabalhoada tentativa de Elon Musk de fechar o capital da fabricante de veículos elétricos.

De fato, nem mesmo os 10 executivos de alto escalão que deixaram a Tesla ao logo dos últimos 12 meses parecem ter arrefecido os ânimos dos novos investidores. Longe disso, o quadro parece mesmo ter feito aumentar o apelo da companhia. Segundo dados da corretora Robinwood, uma das mais populares entre os jovens financistas, os papéis da Tesla ocuparam a segunda posição entre os mais comprados durante a última semana, com 11.316 compradores adquirindo ações.

Conforme destacou o site Business Insider, trata-se de um aumento de 13% em relação à semana imediatamente anterior. A fabricante também ocupa a 14ª posição no ranking das mais populares da corretora – tendo ganhado três posições enquanto cabeças rolavam e Elon Musk dava seu já famoso “tapa na pantera”.

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O “tapa na pantera” de Elon Musk pode ter derrubado as ações e provocado uma evasão em massa entre a cúpula da Tesla, mas também serviu para arrebanhar novos investidores da “Geração Y”. (Imagem: reprodução/Joe Rogan).

Nem tão popular entre os mais ortodoxos

Em meio aos investidores mais convencionais, entretanto, a Tesla ainda segue aos trancos e barrancos. As ações da fabricante recuaram 10% ao final da semana passada, logo depois que o diretor financeiro, Dave Morton, e a chefe do departamento de recursos humanos, Gaby Toledano, anunciaram o desligamento da companhia — seguidos pela diretora de comunicação, Sarah O’Brien, e pelo vice-presidente de operações e finanças globais, Justin McAnear.

As reviravoltas recentes da Tesla tiveram início no dia 7 de agosto, quando Elon Musk publicou um tweet no qual expressava o desejo de fechar o capital da companhia. O bilionário afirmou na ocasião que recompraria as ações por US$ 420 cada, o que fez disparar os papéis — pelo menos até o momento em que a SEC (comissão de valores mobiliários dos EUA) resolveu investigar o ocorrido, para saber se realmente havia real interesse por parte de Musk.

Fonte: via Business Insider

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via Canaltech

Publicado por Carlos Trentini

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