Conheça o BlackFly, novo carro voador financiado pelo cofundador da Google

Os carros voadores das obras de ficção científica parecem algo absurdamente difícil de acontecer na vida real para você? Pois bem, eles já estão sendo testados, e a mais recente tentativa de que temos notícia é o BlackFly, um veículo que viaja até 25 milhas (40 km) a uma velocidade de 100 km/h e não exigirá carteira de habilitação para que seja dirigido.

O transporte foi revelado em Palo Alto, no estado da Califórnia, e seus fabricantes dizem que ele custará o mesmo que um carro esportivo típico – apesar de que os primeiros modelos devem ser um pouco mais caros. O projeto é, inclusive, financiado pelo cofundador da Google, Larry Page. É ele quem está por trás da Kitty Hawk, uma startup americana que testa aviões em Las Vegas.

(Imagem: BBC)

Apesar disso, quem criou o BlackFly foi a Opener, e o carro foi testado no Canadá, onde as autoridades de aviação autorizaram a operação. O projeto pode ser descrito como um drone que transporta humanos – assim como os aviões que a Kitty Hawk desenvolve –, podendo levar uma pessoa em seu pequeno cockpit.

De acordo com Opener, o BlacFly possui “oito sistemas de propulsão, espalhados por duas alas e decola e pousa melhor em superfícies como grama”. O transporte não foi, portanto, concebido para ser dirigido em estradas. E mesmo que o veículo não exija carteira de motorista, a fabricante alega que os motoristas devem passar por um programa de treinamento para se familiarizarem.

“Mesmo que não seja exigido pelas leis da Federal Aviation Administration (FAA), aos operadores de BlackFly será solicitado que eles concluam com êxito o exame escrito de piloto particular e também a familiarização com o veículo e o treinamento dos operadores”, explica a Opener. Seu presidente executivo, Marcus Leng, por sinal, comentou que os controles de bordo oferecem “gratificação instantânea”, garantindo à pessoa no comando “total domínio tridimensional”.

(Imagem: BBC)

Os BlackFly também poderão voar de forma autônoma. Quando questionados se os veículos falharão, a Opener é bastante transparente e alega que provavelmente isso vai acontecer. Com isso, a companhia se junta a uma lista cada vez maior de empresas que buscam trazer essas projeções de obras de ficção científica para a realidade – o que pode realmente acontecer graças à constante evolução da tecnologia. A Uber, por sinal, é uma dessas marcas.

Resta saber, porém, como esse mercado – se é que já existe um – se moldará aos regulamentos dos lugares onde pretende atuar, ainda mais em vista das possíveis falhas que devem acontecer nos veículos autônomos.

Fonte: BBC

via Canaltech

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