Viagem espacial de empresa de Jeff Bezos pode custar US$ 300 mil por passageiro

Quanto custa uma viagem espacial? Esta é uma pergunta ainda difícil de se responder, mas dois funcionários da Blue Origin, empresa de foguetes do magnata Jeff Bezos, podem ter dado uma dica. Em material exclusivo para a Reuters, anonimamente, eles informaram que a companhia pretende cobrar entre US$ 200 mil a US$ 300 mil por uma voltinha no espaço.

A Blue Origins será responsável por levar até seis passageiros na New Shepard, o veículo espacial que precisa não só dar conforto como segurança aos viajantes espaciais. A proposta, segundo Bezos, é de que as passagens comecem a ser vendidas já no ano que vem. Em maio, contudo, ele havia informado que o preço ainda não estava decidido.

A dificuldade em escolher um preço está em conseguir pesar o investimento de tecnologia com um montante que as pessoas possam ter interesse em pagar. Atualmente, a principal concorrente de Bezos é a Virgin Galactic, que já disse ter vendido 650 passagens para viagens espaciais ainda sem data, sendo que cada uma foi negociada ao preço de US$ 250 mil.

Embora pareça caro, é possível que Bezos ainda tenha que subsidiar parte da viagem para convencer os usuários a literalmente embarcar nessa. Segundo o analista Marco Carceres, da agência aeroespacial Teal Group, uma viagem como a da Blue Origin não deve sair por menos de US$ 10 milhões. No cenário mais otimista, com os seis passageiros pagando US$ 300 mil cada, a empresa ainda teria uma despesa perto de cinco vezes maior.

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A viagem

A New Shepard que deve levar os passageiros foi apresentada no início deste ano e tem um formato oval com grandes janelas para observação dos viajantes. O veículo tem altura três vezes maior do que um avião Boeing 747, o mais famoso para vôos comerciais internacionais.

Ao todo, serão seis viajantes, mais a tripulação, que serão colocados 100 quilômetros acima do solo terrestres, um espaço ainda abaixo a órbita terrestre.

Assim, os passageiros poderão ter alguns minutos de sensação de “falta de peso”, além de poderem observar o espaço sem a refração da luz na atmosfera, bem como observar a curvatura terrestre. O veículo pressurizado então deve voltar para a terra em segurança sendo desacelerado por um conjunto de paraquedas.  

Até o momento, foram realizados oito testes com o sistema, ainda sem nenhum passageiro, sendo que dois deles usaram bonecos para representar o comportamento humano. Os funcionários também informaram que a empresa ainda está testando um sistema de escape, caso o veículo tenha problemas.

Fonte: Reuters

via Canaltech

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