Ferramenta da Uber pode ajudar Índia a reduzir congestionamentos

A Uber lançou nesta semana a segunda fase de seu projeto Movement, voltado para o compartilhamento de dados anônimos de utilização de seus veículos com prefeituras e governos regionais. Nesta etapa, a Índia será uma das principais parceiras da iniciativa auxiliando na redução do tráfego intenso e caótico no país.

O compartilhamento de informações permitirá que as prefeituras de grandes cidades indianas, como Nova Delhi, Mumbai, Bangalore e Hyderabad, analisem o fluxo urbano e também os caminhos mais populares entre os usuários. Por meio do Movement, também, dá para conhecer pontos de maior congestionamento em horários de pico e analisar os pontos de coleta e chegada de passageiros, o que pode revelar gargalos de transporte coletivo, assim como o impacto de grandes eventos sobre a mobilidade urbana.

Com o anúncio da parceria, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, também reforçou seu comprometimento com o investimento em mercados emergentes, sendo a Índia um dos pontos focais da iniciativa. Fora do país, a companhia trabalha cada vez mais em sua transformação em empresa de multimodais e a ideia para o futuro próximo é levar alternativas de transporte para outros territórios.

Além da Índia, nesta segunda fase do Movement, serão atendidas as cidades de Amsterdam, na Holanda; Brisbane, Perth e Melbourne, na Austrália; Cairo, no Egito; Nairobi, no Quênia; Toronto, no Canadá; e Pittsburgh, nos Estados Unidos. Uma nova expansão já está sendo planejada.

No mesmo evento, a companhia também apresentou três novidades que devem expandir sua atuação nas principais cidades em que atua. A plataforma Uber Bike, de aluguel de bicicletas, será expandida para a capital americana, Washington, enquanto São Francisco, cidade-sede do serviço, passará a contar com um serviço de locação de carros por curtos períodos. Ainda, uma parceria com uma empresa de bilhetagem eletrônica, a Masabi, permitirá que usuários comprem tíquetes para metrôs e trens de dezenas de cidades por meio da aplicação de transportes.

As parcerias com governos são, inclusive, uma das principais mudanças operadas na companhia por Khosrowshahi. O antigo CEO e fundador da Uber, Travis Kalanick, era tradicionalmente avesso às parcerias com municípios devido às questões regulatórias envolvendo a Uber em seus dias iniciais. Nesse sentido, porém, o panorama corrente é outro e, para o atual diretor, nada mais justo do que se aliar à administração municipal.

Afinal de contas, isso também deve influenciar os próprios negócios da Uber, que apesar de sua transformação, ainda tem as chamadas de corridas como seu principal negócio. Uma redução no trânsito e melhores alternativas de caminhos a seguir também significam corridas mais baratas, mais lucratividade para motoristas e maiores índices de atualização, algo que, em relatórios, não soa nada mal.

Fonte: Uber

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via Canaltech

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