Proteste quer que Facebook compense brasileiros por uso de dados

Associação de consumidores vai se reunir com rede social para pedir que compense usuários do Brasil por uso indevido de dados


A Proteste, em conjunto com as outras organizações que integram a Euroconsumers (Test-Achats na Bélgica, OCU na Espanha, Altroconsumo na Itália e Deco Proteste em Portugal), vai se reunir com membros da direção do Facebook na próxima quarta-feira (11/4), em Bruxelas, para discutir o recente escândalo Cambridge Analytica. A rede social é acusada de permitir a exploração de dados de usuários para campanha eleitoral nos Estados Unidos. O objetivo da reunião é fixar acordos claros em favor dos consumidores.

De acordo com o grupo, imediatamente após o escândalo da Cambridge Analytica vir à tona, as organizações enviaram ao Facebook o que chamaram de uma advertência formal, questionando o envolvimento de consumidores da Bélgica, Espanha, Itália, Portugal e Brasil. Desses, apenas o Brasil aparece no top dez de regiões afetadas, em oitavo lugar, com 443 mil contas de usuários envolvidas no uso indevido de dados pela companhia britânica.

O Proteste quer saber quais serão as medidas que a rede social vai implementar para mitigar as consequências e eliminar riscos, garantindo direitos aos consumidores. Ou seja, vai questionar o Facebook sobre como pensa em compensar usuários pelo uso indevido de seus dados, propondo um reembolso do valor econômico obtido com exploração deles.

Sintoma de um sistema que precisa ser revisto

Ainda de acordo com a instituição, esses tópicos mais urgentes serão tratados neste encontro, mas o presente escândalo vai além “sendo apenas um sintoma de um sistema mais amplo que precisa ser revisto e corrigido, dizendo respeito à sistemática coleta e compartilhamento de dados com terceiros, sem que os consumidores tenham ciência desse fato ou recebam qualquer benefício”, afirmou a Proteste, em artigo nesta terça-feira (10). 

Com a reunião solicitada aos dirigentes da rede social, a Euroconsumers quer deixar uma mensagem clara para o Facebook: os dados que a plataforma utiliza pertencem aos consumidores. Sendo assim, são os próprios usuários que devem ter controle sobre seus dados, saber exatamente para qual finalidade estão sendo utilizados e, em caso de autorização, devem obter uma parte justa do valor criado pelas empresas que os utilizam.

“Não aceitamos que isso seja tratado apenas como um problema isolado da Cambridge Analytica. A exploração de big data não deve se contrapor a uma proteção adequada da privacidade dos consumidores”, conclui a Proteste. A instituição pontua que acredita que na economia de dados, mas que os consumidores devem ter o controle das suas informações.

 

via IDG Now!

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