Xbox One X: a experiência suprema em videogames

Xbox ou PlayStation? Qual você acha que é o melhor? Essa é uma briga antiga e que ganhou força em 2013, quando a Microsoft anunciou o Xbox One e foi esculachada pela Sony e pelo PS4.

A zoeira com o pobre coitado do Xbox One só aumentou quando a Sony foi até a E3 de 2016 anunciar o PS4 Pro. A Microsoft virou alvo de piadas, mas disse que tava trabalhando num tal de Project Scorpio, um videogame capaz de rodar gráficos 4K reais e a 60 quadros por segundo cravados.

O tempo passou, passsoooou e o Project Scorpio até mudou de nome. Agora ele se chama Xbox One X e a gente finalmente conseguiu botar as mãos nele!

Mas será que ele cumpre tudo o que foi prometido? Será que os jogos estão mesmo melhores e mais bonitos? E afinal de contas, vale a pena trocar seu videogame por um desses?

Chega mais que eu vou te apresentar ao Xbox One X e responder todas essas perguntas.

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Visual sóbrio e imponente

Se quando a gente compra um produto a primeira coisa que bate o olho é o visual, então vamos começar por ele.

O Xbox one x não é nada revolucionário nesse aspecto e segue aquele estilo quadradão e funcional da família Xbox. A diferença é que ele não tem mais aquele preto brilhoso do black piano. Ao invés disso, o console vem em um tom de preto fosco próximo a um cinza. A mudança é bacana, ainda mais porque você não vai mais precisar se preocupar com o videogame arranhando até com o vento e pegando uma tonelada de poeira.

Ele é sensivelmente mais compacto que o Xbox One original e segue alguns conceitos de design que a gente viu no S. O que mais chama a atenção é a forma como essas grelhas de refrigeração foram colocadas ao longo de todo o aparelho. Por causa disso o console dissipa muito bem o calor e o cooler trabalha silencioso, sem parecer uma turbina de avião.

O joystick também sofreu algumas alterações sutis. Visualmente, a maior diferença é a retirada do preto brilhante do trecho central {onde fica o botão Xbox} mostrando que o conceito estético do videogame também foi parar no controle.

Ele também está um pouco mais leve e vem revestido com uma textura mais áspera para favorecer uma pegada mais firme. A parte de cima dos controladores analógicos agora é mais côncava e ajuda um bocado os fãs de FPS e shooters em terceira pessoa. Por fim, o direcional digital e os botões de ombro {LB e RB} estão mais macios e suaves. No controle original eles eram duros, desconfortáveis e pouco responsivos.

O monstro dentro da carcaça

Agora que você já viu como está o Xbox One X por fora, bora conhecer um pouco das entranhas dele.

A Microsoft não economizou e colocou dentro da carcaça do console os melhores componentes disponíveis na atualidade. O resultado disso é que o X se sobressai em relação a qualquer outro videogame lançado no mercado — incluindo o PS4 Pro.

Basicamente, são três os componentes que fazem ele se sobressair em relação a concorrência. O primeiro deles é o chip processador. Desenvolvido e personalizado em parceria com a AMD, o Jaguar tem oito núcleos de processamento rodando no talo a 2,3 GHz, mais de 500 MHz a mais que o processador do One original.

Todo esse poder de processamento exige muita memória RAM e que ela seja muito, mas muito rápida. Para não rolar aquele gargalo maldito que deixa muitos sistemas lentos, a Microsoft escolheu tacar nada menos que 12 GB de memória GDDR5 no X – 4 GB a mais que os antecessores.

Finalmente, para conseguir processar gráficos 4K sossegado, o X vem com uma GPU AMD Polaris mega ignorante. Ao todo, ela oferece desempenho de 6 TFLOPS contra apenas 1,3 TFLOPs do original.

Só essas especificações já são suficientes para o Xbox One X fazer todo mundo comer poeira. Se você ainda tem dúvidas sobre isso, é só acessar nossa análise em texto no Canaltech para conferir uma tabela comparativa que a gente preparou pra você. O link tá aqui embaixo na descrição.

Do papel para a prática

Beleza, você já deve estar percebendo que o Xbox One X é um monstro mesmo. Mas e aí você deve estar se perguntando se tudo isso faz alguma diferença na prática.

Bem, a resposta curta e grossa é “SIM”. Mas calma, vamos pelo caminho mais longo e mais detalhado.

Para entender esse “tudo” aí a gente tem que entender um pouco do trabalho de engenharia da Microsoft no X. Dos três componentes que falamos aqui o que mais chama atenção é a memória RAM.

Rolou um salto gigantesco não só de quantidade mas também de tecnologia de RAM com o novo padrão GDDR5. Simplificando a explicação, os 12 giga conseguem trabalhar com uma quantidade muito maior de dados vindos da CPU e da GPU e na velocidade absurda de 326 GB por segundo.

No dia a dia, esse poder de fogo se traduz em benefícios que vão além dos joguinhos bonitos e bem acabados. A inicialização fria do X é mais rápida que a dos antecessores e leva apenas 67 segundos. Saindo do standby, ela é praticamente instantânea.

A dashboard também ganhou um fôlego extra. Antes muita gente achava ela confusa, lenta, pesada… Enfim, toda cheia de problema. Mas tudo isso foi otimizado, ainda bem, e agora o sistema roda suave, bem lisinho, porque tem 3 GB de RAM dedicados.

Outra coisa bacana é que dá pra rodar Blu-rays 4K HDR no Xbox One X, uma coisa que o PS4 Pro não deixa a gente fazer. E olha, vou te dizer que essa foi uma tacada de mestre da Microsoft. Até porque a gente tá comprando um aparelho caro desses e quer poder rodar até tampinha de garrafa de coca-cola nele, né não?

Jogos 4K de verdade

Tudo isso são extras bem-vindos e todo mundo quer saber de verdade é dos jogos 4K.

Daqueles 12 GB de RAM, 9 tão disponíveis para os desenvolvedores usarem como bem quiserem. Essa liberdade ajuda a criar e melhorar os processos de renderização dos gráficos que é pra gente ter jogos mais detalhados, com sombras perfeitas e iluminação de fazer o queixo cair.

E nem se engane pensando que só vamos ver isso daqui a um tempo. Nada disso. Já é possível ver a qualidade gráfica do Xbox One X em mais de 100 títulos que receberam algum tipo de melhoria pro console.

Entre os jogos exclusivos, o que mais se destaca é Forza 7. Ele roda com gráficos 4K HDR fixos e a 60 quadros por segundo cravados, sem qualquer tipo de engasgo ou queda. Além disso, foram adicionados alguns detalhes extras que fazem a gente babar. Por exemplo, dá pra perceber os retrovisores e os aerofólios traseiros dos carros tremendo em altas velocidades. As texturas do céu também receberam um tapa especial e agora passam melhor a sensação de mudança climática e fazem os olhos brilharem quando cortarmos uma reta e o sol está se escondendo no horizonte.

Melhorias significativas também podem ser notadas em outros jogos da casa, como Forza Horizon 3, Gears of War 4 e Super Lucky’s Tale.

Jogos third parties também tão nesse barco e contam com melhorias violentas. Os mais bonitos de se ver até aqui são Call of Duty World War II, Sombras da Guerra, Wolfenstein 2, Monster Hunter World e principalmente Assassin’s Creed Origins. Só que há uma diferença: esses jogos ainda não estão rodando a todo vapor não. Nem todos rodam em Ultra HD cravados, alguns sacrificam resolução em prol de taxa de quadros e por aí vai. Isso já era esperado nessa fase pós-lançamento do videogame e a tendência é que com o tempo todo mundo fique ali no mesmo padrão, com gráficos 4K, HDR e 60 FPS fixos.

Na nossa análise em texto nós preparamos uma tabela comparativa que explica melhor toda essa questão. E o link você já sabe, tá aí na descrição, é só acessar.

O custo da brincadeira

Se você tava pensando que rodar esses jogos com qualidade gráfica e desempenho no máximo custa caro, infelizmente você pensou certo.

Não dá pra negar que o Xbox One X é um videogame premium voltado para quem é extremamente exigente e busca detalhes acima de qualquer coisa. Mas acima disso tudo, ele só é montado aqui no Brasil e não montado. Por conta disso o videogame tá custando 4 mil reais por aqui. É um tiro que nem todo mundo tá disposto a levar.

A coisa toda fica pior se você não tiver uma TV 4K e estiver pensando em desembolsar para ter uma dessas e curtir o X em toda sua glória. É um investimento que parte de 2 mil reais para TVs 4K de entrada e chegam perto do infinito, dependendo do modelo que você escolher.

Mas ó, se você não está pensando nisso ainda, não tem problema.

Alguns jogos vêm marcados com o selo Xbox One X Enhanced e isso significa que eles têm carregamento mais rápido e gráficos mais polidos e bem trabalhados que podem ser percebidos até mesmo em TVs Full HD.

Vale a pena?

Por baixo você vai gastar pelo menos 4 mil reais para ter um Xbox One X em casa. Se ainda precisar e quiser comprar uma TV 4K, esse valor sobe pra pelo menos 6 mil. Não dá pra negar que é uma grana considerável, então vai muito do seu perfil como gamer dizer se vale a pena ou não fazer esse investimento.

Se for para defender o console da Microsoft, a gente pode dizer que ele oferece o que tem de melhor em matéria de videogames de mesa. Esteticamente os gráficos dos jogos são incríveis e fazem a gente salivar e todos que receberam melhorias até aqui rodam sem engasgos ou queda de desempenho. O sistema também tá redondo e beirando a perfeição. Enfim, é o suprassumo em experiência audiovisual. Você não vai encontrar nada melhor que isso.

Se compararmos com um Pc gamer respeitável, também dá pra dizer que os 4 mil saem até em conta. Mas claro que ninguém vai tapar o sol com a peneira e a gente sabe que nem todo mundo tem condições pra isso. Se esse for o seu caso, então o ideal é esperar mais um pouco até o Xbox One X começar a ser produzido por aqui. Aí sim o preço deve ficar mais em conta para todo mundo.

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via Canaltech

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