Bots são responsáveis por 66% dos links compartilhados no Twitter

Um estudo do Pew Research Center, instituto de pesquisas voltado para o mercado de redes sociais e tendências do mundo atual, revelou que 66% dos links compartilhados no Twitter são enviados por bots. Sites com conteúdo adulto ou pornográfico estão no topo dessa lista, com 90% de todos os compartilhamentos feitos por páginas desta categoria acontecendo por meio de robôs ou sistemas automatizados.

Ao contrário do que poderia se esperar, entretanto, notícias e conteúdo político aparecem apenas na quarta colocação quando o assunto são os bots. Os temas contemporâneos estão atrás dos esportes, categoria na qual 76% dos links são compartilhados por robôs, e produtos comerciais ou publieditorais, com 73%. Organizações ou grupos, muitas vezes responsáveis pela disseminação de informações, estão ainda mais abaixo, na sexta colocação, com 53% e atrás de assuntos sobre celebridades, que acumularam 62% de compartilhamentos automatizados.

Isso, porém, não está relacionado diretamente à veiculação de fake news ou campanhas de difamação ou desinformação. Ao analisar essa questão, a Pew decidiu se distanciar do teor das informações compartilhadas e focar, diretamente, no compartilhamento em si. Além disso, a ideia era dar uma olhada em como o compartilhamento orgânico de informações pode não ser tão natural assim, apesar de o Twitter não fornecer métricas exatamente precisas sobre isso.

Apesar disso, o instituto foi capaz de chegar a algumas conclusões, sendo a principal delas em relação ao papel de destaque dos bots no compartilhamento de links por meio do Twitter. Tais ferramentas são utilizadas, inclusive, por veículos de mídia e sites bastante populares como forma de ampliar ainda mais seu alcance.

A efetividade de tais soluções também é gigantesca. Na categoria de notícias, por exemplo, apenas 500 bots foram responsáveis por 22% de todos os links compartilhados, enquanto, na mesma métrica, as 500 contas humanas mais ativas contribuíram com apenas 6% de todos os links do segmento. A pesquisa também aponta que não existe divisões por horários ou segmentação, com os robôs trabalhando 24 horas por dia de forma a atingir diferentes tipos de público em horários variados.

O estudo também revelou algumas tendências. Principalmente nas categorias de esportes e notícias, onde conteúdo factual é o mais requisitado, 89% dos links compartilhados levavam os usuários a sites agregadores, onde estão reunidas diferentes informações e novas ligações para outros veículos, em vez de fontes originais de notícias. É outro sintoma de que, nas redes sociais, a autoria não importa tanto quanto a quantidade de page views e o engajamento.

Para realizar a pesquisa, a Pew analisou 1,2 milhão de mensagens publicadas no Twitter, cujo conteúdo continha algum tipo de link. A partir disso, o instituto filtrou as páginas que já estavam fora do ar e também aquelas que levavam a outras mensagens dentro da própria rede social, chegando a uma amostra de 2,3 mil sites de língua inglesa, constituindo, então, aqueles que são os mais populares da plataforma.

Fonte: TechCrunch

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via Canaltech

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