Polícia conversou com responsável por tiroteio no YouTube horas antes do ataque

O Departamento de Polícia de Mountain View interagiu com Nasim Aghdam, acusada de invadir o escritório do YouTube e abrir fogo contra seus funcionários, poucas horas antes de a própria realizar o seu ataque à empresa. De acordo com o Los Angeles Times, na segunda-feira (2), o pai de Nasim, Ismail Aghdam, entrou em contato com a polícia de San Diego (local onde residem) para avisar que sua filha estava desaparecida desde domingo (1).

As autoridades adicionaram Nasim à lista de cidadãos desaparecidos e iniciou a busca. Porém, quem a encontrou foram os policiais de Mountain View, por volta da 1h40 da madrugada de terça-feira (3). A moça, que estava dormindo dentro de um carro, afirmou que havia fugido de casa por conta de “problemas familiares” e contou que moraria dentro do seu veículo até encontrar um emprego. Após avisar à equipe de San Diego que Nasim estava aparentemente bem, os homens-da-lei decidiram deixar a mulher ali mesmo.

Mais tarde, no mesmo dia, a vlogger adquiriu uma arma e visitou um estande de tiro para praticar. Em seguida, dirigiu com seu carro até o prédio do YouTube e entrou através da porta do estacionamento. Ao que tudo indica, Nasim não tinha alvos fixos e simplesmente atirou aleatoriamente contra a equipe responsável pelo serviço. Após ferir três pessoas, a invasora disparou contra si mesma, cometendo suicídio.

“Ela se manteve calma e cooperante”

A revelação de tais informações fez com que alguns internautas acusassem os dois departamentos policiais de terem sido negligentes. Por mais que Ismail afirme ter deixado bem claro que sua filha “odiava o YouTube” e poderia estar a caminho do quartel-general da companhia, as autoridades se defendem afirmando que, em momento algum, foram alertadas sobre possíveis atos de violência ou perceberam sinais de instabilidade psicológica na atiradora.

“A família [de Nasim] não deu qualquer indicação de que ela estaria em perigo ou que representasse algum risco para os outros”, explicou a tenente Karen Stubkjaer, diretora de comunicação da polícia de San Diego. Ao citar o contato prévio com a atiradora, Karen diz que, na ocasião, ela sequer citou o YouTube, e tampouco deu a entender que estava planejando ferir alguém. “Durante toda a interação, ela se manteve calma e cooperante”, pontua, em um comunicado oficial emitido nesta quinta-feira (5).

“Em nenhum momento seu pai ou irmão mencionaram qualquer coisa sobre possíveis atos de violência ou a possibilidade de Aghdam se flagelar como resultado dos problemas com seus vídeos. Eles se mantiveram calmos durante toda a ligação”, conclui o texto.

Investigações procedem

Embora seja bem provável que o crime realmente tenha sido motivado por desavenças pessoais com o YouTube, a polícia ainda está investigando os passos de Nasim. Na internet, diversas teorias a respeito da atiradora começaram a circular nas redes sociais — algumas pessoas, aliás, afirmam que a ativista jamais existiu, sendo apenas um trabalho de computação gráfica.

Fonte: Los Angeles Times

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via Canaltech

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