Facebook quer ‘simplificar’ a linguagem de sua política de privacidade

Em resposta ao escândalo envolvendo uso indevido de dados de usuários, companhia informou que está atualizando seus termos de Serviço em ‘linguagem mais simples de compreender’


O Facebook quer virar logo a página sobre o escândalo envolvendo o uso indevido de dados de perfis de 50 milhões de usuários pela Cambridge Analytica. Prova disso é que a companhia tem anunciado uma série de esforços para esclarecer sua política de privacidade, além de revelar um programa de recompensas que visa “convidar” qualquer pessoa a denunciar os aplicativos que abusam dos dados coletados. O próprio CEO Mark Zuckerberg disse que a rede social fará uma auditoria de todas as aplicações que se integram à plataforma.

Nesta quarta-feira (4), a companhia trouxe novas informações e desdobramentos desses esforços. Em post publicado no blog do Facebook, Erin Egan, vice-presidente de Privacidade, e Ashlie Beringer, diretora Jurídica adjunta, anunciaram que a rede social está atualizando seus Termos de Serviço em uma “linguagem mais simples de compreender”. Além disso, a política de dados também é atualizada para detalhar melhor quais dados são coletados, e como os mesmos são usados pelo Facebook, Instagram, Messenger e outros produtos.

“Essas atualizações têm como objetivo tornar as coisas mais claras”, ressaltam os executivos. Entretanto, como se pisasse em ovos, os dois ressaltam no texto: “Não estamos pedindo novos direitos para coletar, usar ou compartilhar seus dados no Facebook. Também não estamos mudando nenhuma das opções de privacidade que as pessoas possam ter feito”, argumentam. 

Segundo a publicação, a plataforma agora passará a detalhar como os dados são usados para personalizar as publicações para cada usuário e os anúncios vistos, assim como os Grupos, amigos e páginas sugeridas.

Egan e Beringer reforçam que a companhia nunca vendeu informações de dados de usuários para nenhuma empresa. No caso da Cambridge Analytica, o acesso aos milhões de dados foi repassado por uma empresa terceira e não o Facebook. 

Uma das principais queixas ao Facebook é como a plataforma utiliza dados de usuários para personalizar a entrega de anúncios. Sobre isso, a companhia ressalta em seu comunicado que não compartilha informações com os anunciantes. “Nossa política de dados explica mais sobre como decidimos quais anúncios mostrar para você”.

Um conglomerado social

O Facebook detém outras plataformas e empresas. Além da rede social com 2 bilhões de usuários mundo afora, a empresa de Mark Zuckerberg também é dona do WhatsApp, Oculus, Messenger e Instagram. Com os termos de serviço atualizados, o Facebook explica como compartilha os serviços, infraestrutura e informações entre suas frentes. Messenger e Instagram passam a usar a mesma política de dados. 

Egan e Beringer também vão direto ao ponto sobre a desconfiança de usuários a respeito das informações que o Facebook coleta do dispositivo: “As pessoas pediram para ver todas as informações que coletamos dos dispositivos que elas usam, e perguntaram se respeitamos as configurações no seu aparelho (a resposta é: sim). Também adicionamos mais detalhes sobre as informações que coletamos quando você sincroniza seus contatos com alguns de nossos produtos, incluindo o Histórico de chamadas e SMS.”

O Facebook também afirma que no decorrer dos próximos sete dias, usuários poderão fornecer seu feedback sobre os Termos e a Política de dados. “Uma vez finalizado, publicaremos esses documentos e pediremos que você aceite eles no Facebook, juntamente com informações sobre as escolhas que você tem sobre a sua privacidade”, concluíram. 

 

 

via IDG Now!

Deixe uma resposta