Brasileiros superam incertezas com bitcoin e veem na moeda diferencial nos negócios

Apesar das oscilações na cotação, criptomoedas inspiram muitos negócios e já são aceitas como meio de pagamento de diversas empresas


Novidade para o grande público, os bitcoins são acompanhados há tempo por empreendedores, que apostam na tendência mesmo com a variação de valores e incertezas regulatórias.

O número de brasileiros interessados nesse investimento vem se tornando cada vez maior, e 2017 foi cenário para a febre de moedas digitais. É bem verdade que, em fevereiro, uma queda brusca derrubou o valor para US$ 6,9 mil, prova da variação do mercado, que faz a moeda subir 15% num dia e cair 20% no outro. Ainda assim, o cenário é visto com otimismo por empresários, que inserem as moedas virtuais cada vez mais no plano de negócios das empresas.

Dólar, euro e bitcoin

De olho na tendência e atenta às necessidades do mercado, a MelhorCâmbio.com adicionou a comparação de criptomoedas das doze maiores exchanges do país à plataforma, que antes oferecia apenas o serviço para moedas estrangeiras.

A nova ferramenta tem valores atualizados a cada minuto. “O objetivo é facilitar a vida do usuário, para que não seja necessário pesquisar em cada casa de câmbio para saber qual oferece as melhores condições”, diz Alexandre Monteiro, sócio da startup. Além de bitcoin, a Melhor Câmbio também faz transações com o Litecoin, conhecido como a prata digital

Comparação da melhor cotação

A prática com moedas virtuais também é realidade na Câmbio Store, marketplace multimoedas que tornou factível a troca de bitcoins por moeda em espécie e vice-versa. A empresa desenvolveu uma tecnologia de integração com as corretoras parceiras e possibilita vender bitcoins por euros, por exemplo. “Somos a primeira plataforma de câmbio on-line a oferecer tanto moedas físicas quanto virtuais com o mínimo de fricção possível para nossos clientes e com uma usabilidade mais acessível”, explica José Marques da Costa, COO da Câmbio Store.

Não aceitamos cheque, só dinheiro e bitcoin

Não são somente fintechs que usam moedas virtuais; outros meios aderiram à novidade, como a ANI (Associação Nacional dos Inventores), instituição que auxilia inventores a comercializarem suas criações. Antenado nas inovações, o fundador Carlos Mazzei já aceita bitcoins. “É a nova realidade, então encontramos um jeito de incentivar as pessoas a investirem em suas ideias”, conta. O pagamento virtual pode ser feito de forma fracionada, devido aos altos valores das criptomoedas. “Por enquanto escolhemos o bitcoin, por ser a porta de entrada para as outras moedas do tipo. Apesar de correr o risco de perder ou de ganhar, pensei ‘por que não?’”, conclui Mazzei.

Bolsa de valores de bitcoin

Atenta às novidades e movimentações do mercado, a venture builder SuperJobs fez uma grande aposta ao fazer um aporte de 11,11% na startup brasileira Wuzu, a primeira Bolsa de Valores de Bitcoins. A ideia é a de que a plataforma ajude a organizar a rede de criptomoedas e o cenário cheio de incertezas e falhas de segurança. “A Wuzu vem para garantir um ambiente seguro para a realização de transações financeiras com esse tipo de moeda, que vem ganhando cada vez mais popularidade entre investidores”, afirma Marcos Botelho, CEO da SuperJobs.

 

via IDG Now!

Publicado por Carlos Trentini

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