IA do Facebook consegue mapear e “trocar” corpos de humanos em tempo real

Pesquisadores do laboratório de inteligência artificial do Facebook publicaram no início deste mês um artigo detalhando um novo sistema de IA capaz de rastrear corpos de pessoas em tempo real em vídeo e, em seguida, aplicar elementos gráficos sobre eles de forma sincronizada aos movimentos. Em outras palavras, a ferramenta poderia trocar o corpo de pessoas inteiramente ou parcialmente e, quem sabe, fazer com que todo mundo em uma rua apareça em um vídeo como se fossem klingons.

Conferindo o vídeo que os pesquisadores publicaram no YouTube, é possível imaginar que a tecnologia funciona essencialmente como o rastreamento de movimentos do Kinect, por exemplo, mas o software aqui é muito mais avançado e não precisa de câmeras de profundidade ou sensores mais complexos. Só é necessário filmar alguma coisa com uma câmera simples.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Dhkd_bAwwMc?start=0]

Apesar de já existirem softwares capazes de fazer o rastreamento de movimentos humanos e substituírem partes por elementos gráficos de forma sincronizada, essa inteligência artificial do Facebook é a primeira a realizar a tarefa de maneira totalmente autônoma, em tempo real e sem a ajuda de sensores de profundidade.

Os pesquisadores tiveram que tratar vídeos de mais de 50 mil pessoas em movimento manualmente

Para conseguir tal feito, os pesquisadores tiveram que trabalhar muito. Foi utilizada uma rede neural convolucional, mas, como os dados eram muito complexos, os pesquisadores tiveram que tratar vídeos de mais de 50 mil pessoas em movimento manualmente. Em seguida, eles alimentaram uma IA auxiliar com essas informações e, só depois, é que um software conseguiu treinar o outro. Ao todo, foram utilizados mais de 5 milhões de pontos de dados nas imagens.

Mesmo com tudo isso, a IA resultante, conhecida como “DensePose” ainda não consegue enganar o olho humano com suas artes em vídeos. Ela só consegue renderizar vídeos entre 20 e 26 quadros por segundo. Para que o efeito fique bem realista, seriam necessários 60 ou mais.

Natalia Neverova, Iasonas Kokkinos e Riza Alp Güler são os principais responsáveis pelo projeto e afirmam que a novidade precisa ser mais aprimorada para uso comercial. Até lá, podemos pensar em várias aplicações para essa tecnologia, especialmente para a indústria de games, que pode deixar jogos de realidade aumentada muito mais divertidos com algo dessa natureza.

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via Novidades do TecMundo

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