Mesmo grupo de cibercriminosos desenvolveu os ransomwares BitPaymer e Dridex

Eset América Latina revelou similaridade entre códigos dos malwares que impactaram usuários entre 2014 e 2017


A Eset América Latina revela que os criadores do trojan bancário Dridex também estão por atrás de outra família de malwares de alto perfil, um sofisticado recurso de rede chamado FriedEx, também conhecido como BitPaymer.

O Dridex apareceu pela primeira vez em 2014 como um bot (programa de computador cuja função é executar tarefas automatizadas pela internet) que foi rapidamente convertido em um dos mais importantes trojans do mercado.

O desenvolvimento parece ser estável, com novas versões do bot sendo lançadas todas as semanas e incluindo pequenas correções e atualizações. A última grande atualização da versão três para a quatro, lançada no início de 2017, ganhou atenção com a adoção de novas técnicas de propagação que procuram burlar soluções de segurança, ao introduzir uma nova exploração de zero-day no Pacote Microsoft Office, que ajudou a espalhar o trojan entre milhões de vítimas.

Por sua vez, o ransomware inicialmente chamado BitPaymer, foi descoberto no início de julho de 2017 por Michael Gillespie. Em agosto, foi novamente o centro das atenções e esteve nas manchetes depois de infectar hospitais do Serviço Nacional de Saúde (NHS, sigla em inglês) da Escócia. O FriedEx centra-se em empresas de alto perfil em vez de usuários finais. O ransomware criptografa cada arquivo com uma chave, que também é criptografada e salva no arquivo readme_txt correspondente.

Camilo Gutierrez, diretor do laboratório de pesquisa da ESET América Latina, explica que a empresa identificou similaridade do código Dridex e FriedEx.

“Essa descoberta nos dá uma imagem mais clara das atividades do grupo – podemos ver que os desenvolvedores ainda estão ativos e atualizam constantemente o seu trojan bancário para manter o suporte das webinjects para as últimas versões do Chrome e para introduzir novos recursos, como o Atom Bombing, para tentar burlar soluções de segurança.

Além disso, eles também seguem as últimas tendências de malware, criando seu próprio sistema de resgate”, conclui Gutierrez. “Quanto mais conhecemos os riscos aos quais estamos expostos, mais fácil será tomar as devidas precauções para proteger nossa informação”, completa.

 

via IDG Now!

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