CRISPR no prato: EUA autoriza modificação genética de alimentos

Em setembro de 2017, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) autorizou para o mercado uma versão da planta Camelina, uma semente que foi editada geneticamente por meio da técnica CRISPR, para obter uma produção mais abundante de óleo ômega-3. O óleo pode ser usado em biocombustíveis, além de ser um substituto para o óleo de peixe na aquicultura.

A autorização foi mais rápida do que o usual porque, segundo o departamento, não houve exatamente uma modificação genética, visto que não foi adicionado qualquer DNA estranho, mas sim feita uma edição do original. As preocupações com relação à adição de genes vai além da saúde de consumidores, é também uma preocupação com o meio ambiente.

Em abril de 2016, o departamento já havia autorizado um alimento feito com a CRISPR. Era um tipo de cogumelo editado para que não escurecesse tão rapidamente. Também por não conter a introdução de material genético, o processo de viabilização foi acelerado.

Esse processo mais eficiente pinta uma nova realidade para companhias de biotecnologia, como a desenvolvedora da Camelina: a Yield10. As diferenças na duração e no custo foram muito significativas. No processo normal, a criação, os testes e mais a autorização provavelmente levariam em torno de 6 anos, enquanto nesse caso tudo aconteceu em 2 anos para finalizar o projeto e mais 2 meses para a autorização.

CRISPR/Cas

CRISPR é um método muito preciso de engenharia genética que pode ser usado em qualquer organismo. O nome faz referência a uma parte do sistema imunológico bacteriano e a sigla em inglês significa “agrupamentos de curtas repetições palidrômicas regularmente interespaçadas”. Com essa coleção de sequências de DNA unida a uma enzima (Cas9), é possível cortar o genoma no local determinado pelos biólogos, para fazer as edições.

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A metodologia é promissora em diversas áreas, podendo ter forte impacto na ecologia, ajudando na conservação de espécies ou no combate a doenças (por exemplo, editando genes que lentamente matariam mosquitos transmissores de malária).

O método ganhou destaque em diversas experiências, incluindo em macacos com mutações programadas, em testes para evitar a infecção do vírus HIV em células humanas e também, por cientistas chineses, em embriões humanos com o objetivo de testar a técnica no combate às doenças genéticas. 

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via Novidades do TecMundo

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