Inteligência artificial da IBM está ajudando escritório de advocacia brasileiro

Disponível para a contratação com valores a partir de R$ 115 mensais por usuário, a plataforma Watson Analytics, com inteligência artificial desenvolvida pela IBM, promete análise de dados direcionada para os propósitos do usuário e pode ser usada em PC e em iOS.

Foi pensando na rápida percepção de padrões que o serviço oferta que a equipe do consultório de advocacia Urbano Vitalino, que presta serviços jurídicos em Recife, adquiriu uma versão personalizada da plataforma. A assistente virtual que usa a inteligência artificial do Watson e recebeu voz feminina e o nome de Carol, se tornando a primeira advogada transexual totalmente inorgânica do país.

Urbano Vitalino Neto, sócio-diretor do escritório, explica: “Ela realizará atividades repetitivas. Lidamos com mais de 100 mil processos judiciais, publicações diárias e novos processos que precisam ser analisados e colocados em um sistema próprio”. As atribuições do cargo da IA serão de automatizar o preenchimento de dados que se repetem em certos grupos de processos judiciais, dando uma mãozinha para seus colegas de trabalho orgânicos. O mesmo já fora feito, em 2016, no Baker & Hostetler, em Ohio (EUA), como publicamos aqui. Mas é a primeira vez que um escritório brasileiro faz uso dessa funcionalidade para fins jurídicos.

Há quem encare, ainda, com ceticismo a capacidade laboral desse tipo de ferramenta baseada em IA. Para esses filhos de São Tomé, Vitalino Neto nos traz uma estatística para lá de interessante: quando esse trabalho de preenchimetno de dados é feito pelos seus colaboradores humanos, a taxa de acerto fica por volta de 75%. Com o trabalho da advogada inorgânica, a média de acertos se eleva para 95%. E, como todo sistema de machine learning, a tendência é que a Carol aprenda mais sobre seu ofício e, com o tempo e a experiência, consiga taxas cada vez maiores de sucesso.

Com a produtividade digna de funcionária do mês, Carol já está sendo promovida dentro da empresa. A partir desse ano, a assistente virtual começará a ser treinada para extrair dados básicos, como nome das partes, advogados, endereços, e resumir as peças processuais. Para tal tarefa, Carol precisará avaliar todo o conteúdo das mais de 100 mil peças para identificar pedidos e demandas. “Poderemos entender de antemão a complexidade do processo. Ela ajuda a determinar se a ação é corriqueira ou estratégica para o escritório”, explicou o diretor-executivo da Urbano Vitalino, Paulo Christiano Tenório Sobral.

O vídeo promocional do Watson Analytics, disponível apenas em inglês, explica que o serviço é voltado para usuários leigos que não sabem nada de machine learning. Ele promete análise de padrões sem necessidade de treinamento prévio da equipe que o utilizará: 

via Canaltech

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