Uber acessa remotamente PCs de seus escritórios para enganar a polícia, diz site

A Uber tem enfrentado muitos problemas com a Justiça, desde questões relacionadas à legalização do aplicativo até denúncias de assédio e outros crimes.

Agora, uma manobra discutível coloca os holofotes novamente sobre a ampresa. Uma reportagem publicada pela Bloomberg mostrou que a Uber utiliza uma programa para bloquear computadores e modificar dados em escritórios locais que estão sob investigação.

Chamado de Ripley, o software abre uma porta para que a equipe da Uber em São Francisco entre nos computadores antes dos oficiais para trocar senhas e proteger dados, o que impede a procura por parte da polícia.

Número de emergência para a invasão

Os gerentes de escritórios locais da Uber foram instruídos a ligar para um número de emergência da empresa nos Estados Unidos no caso de estarem sob investigação. Quando acionada, a sede começa a invadir as máquinas das filias.

O Ripley já teria sido usado em países como Bélgica, Holanda e França. 

Segundo a matéria, a ideia do programa invasor surgiu em 2015, depois de uma ação no escritório de Bruxelas. A Justiça local, que investigava a operação com base em documentos ilegais, fechou a empresa com base em informações encontradas na filial.

Salle Yoo, que era conselheira geral da Uber na época e que hoje não trabalha mais na empresa, pediu para que o setor de TI desenvolvesse uma medida para combater esse tipo de ação. Nascia então o Ripley.

Medida questionável

A Uber pode impedir o acesso às informações caso os mandatos não estejam corretos ou ocorra algum abuso da investigação. Nesse caso, o Ripley faz sentido de existir.

O problema surge quando a empresa tenta enganar a polícia com métodos como esse, em situações em que a investigação corre nos trilhos. 

via Canaltech

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