Febre amarela volta a assustar São Paulo; veja quem deve se vacinar

No último domingo, dia 8 de janeiro, a febre amarela fez a terceira vítima fatal no Estado de São Paulo: um homem de 69 anos, morador de Guarulhos. Apesar de todos os casos terem passado pelo município de Mairiporã, que fica a cerca de 40 quilômetros da capital paulista, o governo optou por liberar a vacinação para todo o Estado.

Agora, crianças a partir dos 9 meses de idade e adultos até 60 anos podem ir aos postos de saúde buscar a imunização contra a febre amarela. Atenção: idosos também podem tomar a vacina, mas sob orientação médica. Isso porque ela possui um risco mínimo de causar efeitos colaterais graves.

Salvo indicação médica, gestantes e mulheres que estão amamentando crianças com menos de 6 meses, alérgicos ao ovo, pessoas com imunidade baixa (portadores de HIV, por exemplo), transplantados ou pacientes submetidos à quimioterapia ou radioterapia não devem tomar a vacina.

Além da vacinação, convém passar repelente e adotar outras medidas que evitam a picada do mosquito. Atualmente, há registro apenas de transmissão da doença pelos mosquitos Sabethes e Haemagogus, que passam o vírus da febre amarela do macaco para o ser humano. Mas também é possível que o Aedes aegypti pique um indivíduo infectado e transmita a doença para outro – seria a chamada urbanização da febre amarela, o que não ocorrre há décadas no Brasil.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma única dose da vacina já garante proteção contra a febre amarela para o resto da vida. Com isso, o Brasil mudou recentemente sua antiga política, que era de recomendar a vacinação a cada dez anos para grupos de risco. Hoje, preconiza-se apenas uma picada.

Conteúdo originalmente publicado em SAÚDE 

via Superinteressante

Deixe uma resposta