Satélite militar desaparece após lançamento de foguete da SpaceX

Um satélite militar dos Estados Unidos desapareceu após o lançamento a bordo de um foguete da SpaceX. A decolagem aconteceu no domingo (07), mas resultou na falha de comunicação entre o Comando Estratégico dos EUA e o equipamento, que teria caído no mar. Os destroços, entretanto, ainda não foram localizados.

De acordo com as informações preliminares, o governo norte-americano estaria trabalhando com a hipótese de falhas no segundo estágio do lançamento, na separação entre o satélite e o foguete Falcon 9, reutilizável e usado para levar a máquina ao espaço. O caráter confidencial da missão, de codinome Zuma, entretanto, fez com que até mesmo as fontes ligadas ao Congresso e ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos evitassem comentar sobre a questão, mesmo sob anonimato.

Em pronunciamento oficial, entretanto, a SpaceX negou qualquer problema durante a decolagem ou fases subsequentes do lançamento. De acordo com a diretora de operações da empresa, Gwynne Shotwell, tudo correu bem desde a partida, que aconteceu na Base Aérea do Cabo Canaveral, no estado americano da Flórida, até a entrega do satélite no espaço.

Mais uma vez, entretanto, a divulgação de informações esbarra no caráter confidencial da missão. No que pôde comentar, Shotwell disse que uma análise posterior dos dados do foguete mostrou que não houve nenhum tipo de falha no lançamento, sem problemas operacionais, de design ou imprevistos tendo sido detectados. Uma análise visual dos dispositivos de acoplamento e separação também não revelaram nada.

Por outro lado, a SpaceX evitou especular sobre o que teria levado à falha de comunicação entre as Forças Armadas e o satélite, afirmando apenas que as investigações continuam acontecendo, de forma coordenada entre as duas instituições, e que qualquer novidade será revelada no momento oportuno.

Especialistas civis e entusiastas também analisaram as imagens da transmissão ao vivo feita pela companhia para lançamento do foguete, como é peculiar em todas as missões realizadas por ela. Na medida em que as cenas permitem observar, não foram encontradas anomalias nos sistemas de lançamento e separação, o que pode indicar, novamente, que a falha pode estar no satélite em si, e não nos equipamentos da empresa.

A missão Zuma foi a primeira de 2018 para a SpaceX e foi concluída com o retorno do foguete Falcon 9 à superfície. Esse caráter reutilizável é justamente o que está levando a empresa de Elon Musk a se tornar, cada vez mais, a queridinha do governo americano, devido à economia de recursos gerada pelo reaproveitamento dos equipamentos usados no lançamento. O sumiço do satélite, entretanto, pode se tornar uma mancha nessa amizade.

Fonte: Bloomberg

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via Canaltech

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