90% dos chips recentes serão corrigidos até semana que vem, garante Intel

A primeira grande falha de segurança do mundo digital descoberta em 2018 ainda gera os seus desdobramentos. Depois de ser identificado durante esta semana, o problema que atinge todos os processadores da Intel fabricados nos últimos 10 anos (e, descobriu-se posteriormente, também os chips fabricados por AMD e ARM) começa a ser reparado aos poucos.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (4), a Intel garante “já ter disponibilizado atualizações para a maioria dos processadores lançados nos últimos cinco anos” e promete corrigir 90% das peças lançadas nesse período. Segundo a fabricante, ela e as suas parceiras “obtiveram um progresso significante em oferecer atualizações tanto via pacote de software quanto por atualizações de firmware.”

A companhia informa ainda que as atualizações serão disponibilizadas aos usuários por meio de fabricantes e também de desenvolvedoras dos sistemas operacionais. “A Intel encoraja os usuários de computadores de todo o mundo a utilizarem as funções de atualização automática de seus sistemas operacionais e de outros softwares para garantir que seus sistemas estejam atualizados”, finaliza.

O problema

Identificado no último dia 3 pelo Google Project Zero, a falha de segurança chamada pela Intel de “método de análise de software” deixa expostas áreas que deveriam estar protegidas da memória do kernel de um sistema. Isso permite que ataques como Meltdown e Spectre obtenham acesso a informações sensíveis de aplicativos em máquinas (PCs, smartphones e tablets) equipados com processadores não apenas da Intel, mas também de outras marcas.

A Microsoft anunciou ontem uma atualização para alguns dispositivos Surface a fim de proteger os seus clientes da falha. Apesar disso, a empresa garante não ter recebido qualquer informação de que seus produtos tenham sofrido qualquer tipo de ataque a partir desta brecha de segurança.

A despeito da gravidade do problema, a Intel garante que nem Meltdown nem Spectre têm a capacidade de apagar ou alterar as informações de um dispositivo atacado. Em suma, eles podem apenas ler informações, mas não modificá-las — saiba como se proteger.

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via Novidades do TecMundo

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