Inteligência Artificial e os próximos anos

Por Dr. Joseph Reger*

Algumas tendências relacionadas à Inteligência Artificial já terão impactos em 2018 e nos próximos anos. Como, por exemplo:

  • Assistentes virtuais – Ao longo dos próximos anos, veremos crescimento no número de assistentes virtuais e chatbots – tendências já utilizadas por bancos e companhias de seguros. Os consumidores poderão notar esse aumento, mas, em 2020, provavelmente ninguém será capaz de perceber a diferença entre interagir com um robô ou uma pessoa.
  • Programas governamentais de saúde – os governos devem começar investimentos na Inteligência Artificial para melhorar o setor de saúde e reduzir gastos médicos. O foco deve ser o aproveitamento dessa tecnologia para acelerar os diagnósticos e otimizar a medicina preventiva.
  • Pesquisas – 80% das grandes organizações deverão começar a investigar iniciativas de Inteligência Artificial. Inclusive, 60% delas já desenvolve conceitos. Quando chegarem a fase de implementação, todas elas sentirão falta de colaboradores com as competências necessárias para essa nova fase.
  • Força de trabalho – ao longo de 2018, o efeito concreto da IA será bastante positivo para a força de trabalho. Todo um novo mercado de empregos baseados nessa tecnologia deve emergir e isso não será, ainda, suficiente para substituir (de forma significativa) a mão de obra humana. No entanto, a medida em que os sistemas de IA forem se automatizando, cada vez mais os empregos tradicionais deverão se transformar em um grande desafio em 2020.
  • Manufatura – As empresas desse setor deverão utilizar a IA em pelo menos uma parte de sua cadeia de valor. Podem ser aplicações em logística, desenvolvimento ou manutenção.
  • Linhas de montagem – os profissionais de linhas de montagem terão cada vez mais robôs como colegas de trabalho em seus processos. Essa geração emergente de máquinas autônomas será capaz de ver, tocar e colaborar de forma segura com os humanos e deverá assumir a maior parte da carga de trabalho da montagem como tarefas rotineiras.
  • Ética – vamos perceber aumento expressivo de debates com relação às questões éticas e IA. As preocupações serão debatidas abertamente em níveis governamentais de diversos países.
  • Invisibilidade – A medida em que dependemos cada vez mais da IA para algumas tarefas, mais ela se tornará familiar como outras tantas tecnologias com as quais interagimos todos os dias. Essa dependência crescente da IA fará com a que a inteligência “artificial” passe a ser cada vez mais “natural”.

*Dr. Joseph Reger é CTO EMEIA da Fujitsu.

via Canaltech

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