Software torna o sequenciamento de DNA mais acessível e rápido

No que depender dos pesquisadores da Universidade de Columbia e do Centro de Genoma de Nova Iorque, a identificação de indivíduos através de seu código de DNA vai se tornar substancialmente mais barata e segura com o eLife, um software voltado para realizar sequenciamento de código genético que promete resultados em poucos minutos.

O método desenvolvido por esses cientistas pode contribuir muito para as ciências criminais, como é automático de se pensar. Porém, os usos mais imediatos podem estar conectados a pesquisas científicas com tumores cancerígenos e como as células contaminadas atuam durante o desenvolvimento da doença. "Nós estamos especialmente animados com o potencial de melhoria na autenticação de células em pesquisas científicas em combate ao câncer, acelerando as descobertas de novos tratamentos", disse o autor do estudo, Yaniv Erlich, membro do Data Science Institute, da Universidade de Columbia.

O software desenvolvido pelos pesquisadores deverá ser interpretado pelo MinION, um aparelho menor que um Nintendo DS e que permite que amostras de células sejam analisadas e tenham seus nucleotídeos identificados. O dispositivo já permite que os acadêmicos o utilizem para estudar seqüências de DNA e RNA de vírus e bactérias, uma vez que ainda existem vários bugs a serem corrigidos antes que a tecnologia esteja disponível para seqüências de DNA tão complexas como as de humanos, que chegam a apresentar bilhões de nucleotídeos por organismo.

Cientista usa o software eLife trabalhando no dispositivo MinION para sequenciar código genético

O MinION é, também, muito barato: um dispositivo custa apenas mil dólares ou, em conversão direta, pouco menos de R$ 3,3 mil reais. Esse fator é determinante para mudar a realidade das pesquisas feitas com material genético, que antes da invenção tinham problemas para encontrar métodos acessíveis de sequenciamento do código.

Niville Sanjana, professor do Departamento de Biologia da Universidade de Nova Iorque, estuda células cancerígenas de pele e pulmão e é um dos acadêmicos que foi beneficiado com a invenção dos desenvolvedores da solução: "Ninguém quer perder tempo e materiais reagentes estudando as células erradas. Com preço justo, todos os laboratórios vão poder adotar o dispositivo", disse ele.

via Canaltech

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