CEO da Kaspersky disse que tira a empresa da Rússia se país solicitar espionagem

As recentes suspeitas de que a Kaspersky teria algum envolvimento com a inteligência russa culminaram em uma queda considerável nas receitas da companhia nos EUA, prinicipalmente após o próprio FBI recomendar que as empresas norte-americanas suspendesse a utilização dos produtos da Kaspersky.

Por meio de uma coletiva de imprensa, Eugene Kaspersky, CEO da empresa que leva seu sobrenome, disse que nunca recebeu pedidos de espionagem da rússia, e que, se algum pedido desses for solicitado, ele vai encerrar as atividades da companhia na Rússia.

"Nós nunca ajudamos as agências de espionagem, os russos ou qualquer outra nação", disse Kaspersky. "Se o governo russo me pedisse para fazer qualquer coisa errada, ou aos meus funcionários, eu tiraria meu negócio da Rússia. Nós nunca ajudamos agências de espionagem, a Rússia ou qualquer outra nação. Nossos produtos são desenvolvidos para parar ataques, reconhecer códigos maliciosos, e não espionar os nossos consumidores", reiterou o CEO.

Eugene também disse que a receita da companhia deveria ter atingido US $ 700 milhões globalmente neste ano, mas que as receitas na América do Norte ficariam entre 5 e 8% menores neste ano fiscal, como reflexo das acusações feitas pelos EUA.

Ainda, o executivo também informou que continuará lutando na justiça para proteger a reputação da companhia.

via Canaltech

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