Samsung tem lucro recorde com vendas de smartphones e chips

A Samsung anunciou nesta terça-feira (31) a obtenção de lucros recordes para o terceiro trimestre de 2017, com ganhos de cerca de US$ 9,93 bilhões. O valor obtido entre os meses de julho e setembro deste ano são 148% maiores que os registrados no mesmo período do ano passado, colocando definitivamente para trás os fracassos do Galaxy Note 7, muitas vezes citados como irreparáveis para o negócio de smartphones da empresa.

Uma prova de que isso não pode mais ser dito é o fato de que o resultado recorde obtido no terceiro trimestre de 2017 teve, justamente, os celulares como um de seus principais motores. A recuperação no setor, principalmente com a chegada do Galaxy S8 e do Note 8, mais recentemente, aparece ao lado das vendas de chips como as duas vedetes do relatório financeiro atual da fabricante.

Também se saiu bem o setor de semicondutores, que viu seus lucros aumentarem mais de 200%. O total acumulado no terceiro trimestre de 2017 foi de US$ 8,8 bilhões, outro recorde fortificado pela alta demanda de parceiros no mercado de smartphones e servidores, nos quais há altíssima demanda, principalmente, por chips de memória. Um dos grandes nomes aqui é a Apple, que utiliza os componentes da sul-coreana em iPhones e iPads, sendo um dos maiores clientes da Samsung nesse segmento.

O total em vendas no período foi de US$ 60 bilhões, enquanto o lucro operacional acumulado neste ano já é de US$ 12,8 bilhões, também um recorde que representa o triplo do que foi registrado até setembro do ano passado. Aqui, estamos falando apenas dos ganhos oriundos das operações centrais da companhia, sem levarmos em conta investimentos e outras fontes de renda.

Classificando os resultados como “extremamente robustos”, a Samsung também prometeu aos investidores dobrar os dividendos em 2018. Além disso, anunciou um novo buyback de ações para o atual trimestre, fazendo uso do fluxo de caixa incrementado pelos resultados para ampliar um pouco do controle sobre as próprias operações.

Para o ano que vem a perspectiva é de um crescimento ainda maior nas vendas de chips por conta de avanços tecnológicos nos campos de machine learning e inteligências artificiais. Essa onda deve gerar mais interesse das empresas por componentes de memória e processamento, solidificando ainda mais a posição da Samsung como uma das principais fornecedoras desse tipo de solução em todo o mundo.

Os resultados da Samsung não parecem terem sido afetados pela prisão do herdeiro e vice-presidente executivo Jay Y. Lee, sentenciado por envolvimento em um esquema de propina que também atingiu a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, já deposta. Em resposta ao incidente, entretanto, a empresa nomeou o que chama de “uma nova geração de líderes” para seus setores de televisores, smartphones e semicondutores.

Além disso, para acalmar os ânimos de investidores quanto às acusações, a fabricante revelou o pagamento de dividendos que chegarão à marca dos US$ 26 bilhões até 2020. A ideia geral, que parece estar dando certo, é garantir que tudo está bem na empresa e que os atos de seu ex-diretor não impactaram nos negócios.

via Canaltech

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