EUA quer analisar Facebook, Google e Amazon por questões de privacidade

Não é só na Europa que as empresas de tecnologia estão na mira de governos. Nos Estados Unidos, um comitê do senado anunciou que deseja analisar a situação de Facebook, Google, Amazon e outras companhias do setor em relação ao uso que fazem dos dados de seus usuários, principalmente no que toca a privacidade e o poder de escolha dado a eles diante da utilização de tais métricas.

A investigação foi iniciada pelo Comitê de Energia e Comércio da casa, responsável pelas operadoras de telefonia e empresas de tecnologia. Os senadores desejam avaliar como os dados dos utilizadores desta plataforma é armazenado, de que maneira ele é utilizado, quem o acessa e, principalmente, o que é exibido para as pessoas diante de tudo isso, questionando se os resultados de pesquisa ou tópicos de um feed de notícias não deixam a realidade de lado e são realmente relevantes.

A principal questão em jogo, aqui, é a confiança. Será que as pessoas podem confiar nas informações exibidas em redes sociais? Os resultados exibidos após uma pesquisa são, efetivamente, os mais relevantes? Os dados são exibidos de forma objetiva e sem alinhamentos ideológicos ou de qualquer tipo? São todas perguntas que o senado americano quer ver respondidas.

Para começar a encontrar a solução, uma reunião teria sido agendada para o final de novembro com não apenas os senadores, mas também representantes das empresas de tecnologia. Participarão da ocasião, também, representantes de agências e organizações de defesa aos direitos dos consumidores, bem como legisladores com experiência no assunto. Os nomes dos convocados, bem como as companhias chamadas para essa primeira etapa, entretanto, não foram revelados.

Não se sabe, também, se o assunto Rússia será abordado nas reuniões. Uma investigação em andamento avalia a influência do governo do país nas eleições americanas de 2016, e muito se fala sobre como algoritmos e sistemas de redes sociais, principalmente, foram manipulados de forma a controlar a opinião pública a favor de Donald Trump, candidato mais adequado à vaga, na visão do Kremlin.

Além disso, parecem estar em jogo aqui novas normas relacionadas à regulação do funcionamento de redes sociais e serviços online. A senadora Marsha Blackburn, uma das principais apoiadoras desse tipo de legislação, é também uma das principais integrantes da Comissão de Energia e Comércio, que deve aproveitar a oportunidade de investigação para, também, avançar no sentido de mais normas e controle.

Não ajuda, ainda, o fato de a mesma comissão ter, no início desta semana, divulgado um relatório em que redes sociais como Facebook e Twitter, além da própria Google, são acusadas de terem falhado em controlar mensagens racistas e extremistas divulgadas em suas plataformas. Nesse ensejo, entram também os esforços de desinformação e fake news realizados tanto por agentes internos quanto pelo governo russo, com as empresas tendo chegado “tarde demais” na festa, afirmam os senadores.

Nenhuma das companhias citadas comentou sobre as acusações ou confirmou terem sido chamadas para participarem das audiências junto ao senado. Os participantes do comitê ainda estariam fechando a lista de convidados para tais trabalhos.

Fonte: Recode

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via Canaltech

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