Xiaomi Mi Mix 2 [Análise / Review]

A Xiaomi não começou uma revolução, mas, sim, ela conseguiu criar uma linha de produtos que tem uma certa influência no mercado. Seguimos com um smartphone com tela incrivelmente grande e bordas minúsculas, adotando dois pontos principais: a beleza e riqueza nos materiais utilizados, e um hardware potente.

Curiosos? Bora lá conferir o Mi Mix 2 de perto!

O APARELHO

A Xiaomi cita que o Mi Mix 2 tem 12% a menos de borda em relação ao primeiro modelo da linha. Fica difícil notar essa diferença, ainda mais com uma galera falando que ele aparenta o oposto. Seja isso verdade ou não, estamos falando de um smartphone bem bonito de ser olhado.

E, realmente, é difícil não bater o olho e perceber que se trata de um modelo muito bem acabado. Essa peça de hardware com ótimo acabamento tem construção de cerâmica na traseira, mas ainda com estrutura de alumínio nas laterais.

Ah, e agora aqueles detalhes em ouro 18k, como diz a própria empresa, estão presentes até mesmo nesse modelo que seria o mais “básico”. É só um mero toque estético, mas que pode agradar quem curte esse lado de ver os smartphones como peças mais refinadas.

Um ponto de destaque é que ele está menor, mais fino e leve do que a geração passada, e mesmo que escorregue um pouco, ele acaba não incomodando tanto ao ser segurado. Os 185 gramas de peso ainda não soam como um smartphone leve, mas ele é mais agradável de ser segurado que o primeiro Mi Mix.

Ah, e sim, ele escorrega um pouco, ainda com esse corpo mais arredondado. A dica, novamente, é usar a capinha que a fabricante manda na caixa.

Lá no topo do Mi Mix 2 está o alto-falante para ligações. Diferente do primeiro, ele mantém o sensor de proximidade ultrassônico, mas com um sistema diferente de som. Como ele é bem pequeno, a estética definitivamente não é afetada. Outra questão positiva é que desse modo o som que sai dali é direcionado para o seu ouvido, não deixando as pessoas ao lado escutarem a conversa.

DISPLAY E MULTIMÍDIA

Segundo a Xiaomi, 5.99” de painel IPS LCD cobrem a frontal do dispositivo, utilizando o Gorilla Glass 4 como proteção. Ele se resume a cerca de 80% da estrutura, mas deixa espaço para a barra inferior abrigar os sensores de luz, proximidade e câmera, também.

A resolução de 2160 x 1080p está boa para uma experiência tradicional de uso, adotando a proporção 18:9, que claramente está se tornando um certo padrão entre as fabricantes. E, vem cá, com sinceridade: você não vai notar uma diferença gritante para uma tela Quad HD em uso normal. A diferença seria explícita se estivéssemos falando da substituição do IPS LCD por um OLED ou AMOLED, onde os tons pretos são beeem mais profundos.

O Mi Mix 2 ainda exibe cores precisas e é agradável para consumir vídeos ou filmes mais longos. Nos ajustes, você ainda pode escolher alguns perfis adaptáveis, com um deles para sua vista não ficar cansada durante uma leitura.

Mas saiba que o brilho automático vez ou outra fica bugado e deixa tudo mais escuro em momentos em que deveria aumentar a intensidade.

A experiência com o áudio do Mi Mix 2 também foi bastante satisfatória. Ele usa um sistema ADC para que as músicas sejam reproduzidas com mais limpeza e volume. Isso fica notável se você abafar uma das saídas – note que uma delas fica meio escondida no topo.

Com fones de ouvido ele também se mostrou muito eficiente, e o software da Xiaomi ainda permite escolher perfis pré-definidos – com até mesmo modelos dos seus próprios fones para uma configuração mais rápida. Mas nós também sentimos falta da entrada P2, que vai ficando cada vez mais de fora dessa brincadeira de criar novos smartphones.

ESPECIFICAÇÕES

Novamente a Xiaomi trouxe um aparelho muito bonito de ser observado e potente ao mesmo tempo. A combinação de 6 GB de RAM com o Snapdragon 835 já fala por si só.

* CPU octa-core (2,46 GHz);
* GPU Adreno 540;
* 64 GB (~51 GB);
* 6 GB de RAM;
* Bluetooth 5.0;
* Android 7.1.1.

O Mi Mix 2 tem suporte para 43 bandas no total, sendo compatível também com as bandas brasileiras, ou seja, as redes móveis vão funcionar perfeitamente bem por aqui. E, é claro, os testes de benchmark do aparelho podem ser conferidos a seguir.

DESEMPENHO

O Mi Mix 2 é um desses novos smartphones parrudos que você realmente não tem problema para usar muitos aplicativos ao mesmo tempo. Como a tela é espaçosa e o hardware ajuda, dá pra usar ferramentas de trabalho sem se desesperar atrás de um computador.

E esse foi um ponto bem característico do smartphone. Não tivemos nenhum problema ao usar e alternar entre aplicativos pesados, com a interface dele e recursos extras não sendo impactantes negativamente na performance.

O leitor de impressão digital dele é muito rápido, assim como a inicialização, mostrando que a agilidade merece destaque. Jogos pesados também não serão uma preocupação, considerando que ele pode suportar títulos com gráficos pesados pelos próximos anos com muita facilidade.

Mas o nosso problema ainda está no software, que é onde o Mi Mix 2 continua pecando. A MIUI tem uma série de recursos legais, mas a ROM chinesa é impossível de engolir.

Por sorte, a ROM Global desse smartphone foi lançada recentemente e carrega os serviços da Google por padrão. E esse é um ponto crucial para quem for comprá-lo: somente opte pela versão Global, pois a chinesa vem com um bloatware muito forte.

Se você der o azar de pegar um aparelho desses com ROM chinesa, vai precisar fazer alguns procedimentos nada divertidos para reverter a situação, então tome BASTANTE cuidado.

Até então, o Mi Mix 2 roda o Android 7.1.1 com a MUIU 8 sendo a interface que predomina. A MIUI 9 já está batendo na porta dos usuários e muita gente quer o update o mais rápido possível, mas por aqui nós já sentimos uma boa estabilidade e fluidez em basicamente tudo o que fizemos com ele.

CÂMERAS

O Mi Mix 2 não é o smartphone topo de linha da Xiaomi com duas câmeras. A empresa não perdeu esse hype e adotou o sistema no Mi 6, que nós já testamos, inclusive. Neste caso, temos uma câmera principal de 12 MP com a habilidade de gravar em 4K@30 FPS e tem OIS de 4 eixos.

Uma coisa que precisa ser muito dita é que o HDR do Mi Mix 2 faz um trabalho muito legal, principalmente em baixa luz. O problema é que, nestes ambientes, o smartphone demora 5 segundos para registrar a captura, obrigando o usuário a literalmente incorporar o modo estátua para que a foto não fique toda borrada.

O aplicativo de câmera não mudou praticamente nada em relação ao primeiro modelo, então fica aqui a dica para fazer fotos em cenários noturnos: existem modos para fotos assim, use-os, pois sem eles as fotos noturnas não são muito boas.

Falando assim até parece que as fotos do Mi Mix 2 são horríveis, não é mesmo? Pois saiba que houve sim uma melhoria nas fotografias desta linha, mas que realmente ele não se equipara a modelos como o Galaxy S8 ou iPhone 8. Em resumo, essa não é uma câmera “quebra galho”, mas também não impressiona.

A câmera frontal dele está numa das piores posições que já vimos até agora. O sensor com 5 MP (f/2.0) fica na barra inferior do smartphone, ou seja, a perspectiva fica muito ruim se você o segura na posição normal.

Se para apenas tirar selfies isso é ruim, então tente uma videochamada e você é quem terá tela azul. A qualidade desse sensor também não passa longe do utilizado na primeira geração, o que se resume a uma câmera bem mediana para um smartphone considerado topo de linha.

BATERIA

Tudo o que falamos sobre a bateria do Mi Mix de primeira geração praticamente se repete aqui em termos de autonomia. É fácil, fácil passar do primeiro dia com uma única carga, dando o conforto de chegar até pelo menos a manhã do dia seguinte com o aparelho funcionando.

A redução de tamanho do smartphone também se resume a uma redução na bateria, que saiu de 4.400 mAh para 3.400 mAh. A autonomia dele foi sim reduzida em relação a primeira geração, mas ainda continua sendo satisfatória, considerando o hardware mais econômico e ainda assim potente.

Ele continua com suporte ao Quick Charge 3.0, que devolve a carga total em duas horinhas (ou pouco mais, dependendo de como você o carrega). Em nossos testes de estresse, reproduzindo vídeos no YouTube com brilho máximo e apenas com o Wi-Fi ligado, o aparelho teve uma descarga de 20% por hora.

Esse dado é interessante, mostrando que a autonomia dele pode ser legal para um uso contínuo, mas não tanto para assistir vídeos na internet.

VALE A PENA?

Em relação a primeira geração do Mi Mix, as mudanças foram realmente menos empolgantes. Não que isso seja ruim, mas é que o apelo inovador do primeiro realmente era mais forte. O que fica de mais claro neste aqui são as melhorias que a fabricante fez, como a saída estéreo de som e o hardware forte.

Outro ponto de destaque do Mi Mix 2 está no visual, que vem ficando cada vez menos “tradicional” com a aposta na cerâmica como material principal. A melhoria real neste ponto é que ele é muito mais confortável de ser utilizado do que o primeiro Mi Mix.

O valor do Mi Mix 2 é de ~US$ 560 ~ 600, o que realmente não está tããão abaixo dos outros topo de linha, mas ele ainda é mais barato. A única diferença dele para os outros modelos que são comercializados por aqui é exatamente a distribuição.

Se por acaso você der o azar de pegá-lo com a shop ROM e for leigo, provavelmente terá uma certa dor de cabeça para instalar a versão Global.

Mas, ainda assim, o Mi Mix 2 continua sendo um bom topo de linha com visual agradável. Tirando a parte do software chinês e as câmeras que ainda não “chegaram lá”, todo o conjunto é bem bacana, ainda mais considerando que ele está bem mais “enxuto” que a primeira versão.

Links para comprar o Mi Mix 2 pelo menor preço:

via Canaltech

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