“Antenas suspensas” podem ser a solução para tornar o 5G mais viável

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, está trabalhando em um novo design de antena que poderá ser capaz de melhorar a qualidade do sinal eletromagnético para comunicação por ondas milimétricas, aquelas que ficam entre as frequências de 30 a 300 GHz. A ideia é construir “antenas suspensas” para que elas não sofram interferência de suas bases. Dessa forma, elas poderiam trabalhar com eficiência acima de 85% e, com isso, tornarem a transferência de dados mais rápida e, talvez, mais barata.

Isso seria especialmente útil para a nova geração de comunicação móvel, o famoso 5G, que operaria quase que exclusivamente na faixa das ondas milimétricas. As frequências desse tipo de onda contam com a vantagem de conseguirem carregar uma grande quantidade de dados, mas não conseguem abranger uma região muito grande, sendo que qualquer obstáculo físico gera interferência e enfraquece o sinal.

Pesquisadores estão trabalhando com a impressão 3D dessas antenas para encontrar um padrão ou material que ajude ao máximo na propagação

Os pesquisadores estão trabalhando com a impressão 3D dessas antenas para encontrar um padrão ou material que ajude ao máximo na propagação de ondas sem oferecer nenhum tipo de resistência.

Com o modelo de antenas para rede celular que temos hoje, construir redes 5G seria muito custoso, e talvez a solução dos pesquisadores da universidade citada seja uma boa alternativa. Ainda não há uma descrição muito clara sobre como as antenas suspensas funcionariam, mas a ideia é que elas fiquem presas por meio de diafragmas a seus pedestais. Com isso, a interferência dos materiais da construção seria mínima, permitindo uma comunicação mais rápida entre smartphone e torre.

Além do uso em telecomunicações, os pesquisadores esperam aproveitar a tecnologia para comunicação de curto alcance, bem como para satélites, radares, sensores, segurança e até para fins médicos.

Infelizmente, não há qualquer previsão de quando essa novidade poderia chegar às redes de comunicação atuais.

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via Novidades do TecMundo

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