As cinco maiores teorias dos fãs sobre “Star Wars: Os Últimos Jedi”

O hype é real. Após meses e meses de um estranho e incômodo silêncio, além de incertezas relacionadas ao destino de personagens e da história após o falecimento da atriz Carrie Fisher, que interpreta a Princesa Leia, os fãs já podem se empolgar novamente. Nesta segunda-feira (09), a Disney finalmente revelou o primeiro completo de Star Wars: Os Últimos Jedi.

Faltam pouco mais de dois meses para a estreia, que acontece no dia 15 de dezembro, mas a internet já está fervendo com especulações e rumores relacionados às imagens que vimos neste começo de semana. Pelo jeito, muita gente contrariou os pedidos do diretor Rian Johnson, que pediu aos fãs que não vissem o vídeo por conta de seu caráter revelador. Foi como pedir para alguém sedento que não bebesse aquele copo de água geladinha.

São dois minutos e 30 segundos de cenas cirurgicamente editadas para serem empolgantes e revelarem o tom do filme, ao mesmo tempo em que tentam passar uma ideia do que está por vir – ou não, já que quem conhece a magia dos trailers sabe que, muitas vezes, imagens colocadas juntas em um vídeo de divulgação nem sempre correspondem ao que acontece no filme em si.

Levando isso em conta, reunimos aqui as cinco principais teorias relacionadas a Star Wars: Os Últimos Jedi. Vamos com essa listinha para o cinema, em dezembro, para saber se as ideias se confirmam ou não.

Rey na berlinda

Rey (Daisy Ridley) é peça central da nova trilogia de Star Wars.

Uma das principais especulações existentes desde o surgimento de Rey (Daisy Ridley) como personagem central da nova-nova trilogia de Star Wars se relaciona aos “Jedi cinzas”. Esses indivíduos, que existem no Universo Expandido, mas nunca deram as caras de forma clara nos filmes, transitam entre os lados da Luz e Negro da Força, refutando as tradições de um, mas não sucumbindo ao teor maligno do outro.

Criada em Jakku, um mundo desolado, Rey teve de aprender desde muito cedo a se virar sozinha. E, durante os eventos de O Despertar da Força, descobre ter poderes e habilidades muito maiores, que a permitiram, por exemplo, brandir um sabre de luz com maestria diante de Kylo Ren (Adam Driver) e usar a Força como se estivesse plenamente acostumada a fazer isso.

Ela, entretanto, é velha de guerra. E em Os Últimos Jedi, parece estar procurando não apenas um lugar para si, mas também seu papel dentro da Força, um poder que acabou de descobrir e que ainda não entende muito bem. No vídeo, vemos Rey treinando com Luke (Mark Hamill), em uma continuação direta do filme anterior, e, mais tarde, em um diálogo com Ren. Em ambos os casos, o assunto é a busca por si mesma, e essa transição entre os dois lados pode levar a um alinhamento “cinza” para a personagem.

É importante levar em conta, também, que a fala pode ser simplesmente uma ilusão. Basta lembrar que, em O Império Contra-Ataca, Luke Skywalker se depara com Darth Vader durante seu treinamento com Yoda, apenas para perceber que é ele próprio quem está por baixo da máscara. Estaria ele, então, emulando as táticas de seu velho mestre no treinamento de Rey?

Ainda sobre o Império Contra-Ataca…

Essa cena, inclusive, é muito semelhante ao final de O Império Contra-Ataca.

Desde seu início, sabemos que a atual trilogia de Star Wars terá temas cíclicos, emulando muito do que foi visto nos filmes originais. E isso também fica claro em Os Últimos Jedi, com um clima sombrio e pesado que mostra, inclusive, a supremacia dos vilões. Temos Snoke torturando Rey e Luke demonstrando medo – algo de que falaremos a seguir.

Se o final de O Despertar da Força traz uma vitória para os heróis, com a destruição da base Starkiller, este filme deve fazer o contrário. Com o caminho de Rey entre os dois lados da Força e um militarismo em derrocada, exibido pelas expressões desesperadas e preocupadas de Poe Dameron e Finn sempre que eles aparecem no trailer, parece bem provável que a Primeira Ordem está na vantagem desta vez.

Luke está assustado

Luke não parece muito feliz com o que está rolando em Os Últimos Jedi…

Como falamos, o trailer de Os Últimos Jedi é cirurgicamente editado para gerar hype e discussões. E faz parte disso, também, levar os fãs a pensarem algo que pode acabar não estando lá. É o caso do diálogo de Luke Skywalker, afirmando já ter visto um poder bruto como este antes. Mas quem é este?

O trailer dá a entender que ele está falando de Kylo Ren, pois, na sequência, vemos as imagens da destruição de seu centro de treinamento, um combate do qual somente ele sobreviveu e que resultou em seu exílio. Sabemos que foram os Cavaleiros de Ren que fizeram isso, mas será que Luke está efetivamente falando de seu antigo discípulo? A fala do Líder Supremo Snoke (Andy Serkis), no começo do trailer, reforça essa noção.

Aqui, estamos falando de uma das linhagens mais poderosas junto à Força. O personagem é neto de Anakin Skywalker, que, de acordo com Qui-Gon Jinn (Liam Neeson), tem uma contagem de Midichlorians maior até mesmo que a de Yoda, o que o tornaria altamente poderoso com a Força. Tanto Luke quanto Leia (Carrie Fisher), sua mãe, herdaram esse poder, então soa bastante provável que, nesse novo universo, Ren seja o indivíduo mais poderoso com a Força.

Rey, então, seria mais forte do que Ren, o que teria levado Luke a se intimidar. Por outro lado, há quem diga que ele não está falando do sobrinho, e sim, de Darth Vader, a ameaça mais poderosa já enfrentada por ele – pelo que sabemos. Ou, então, que ele nem mesmo está se referindo à Força, e sim à Estrela da Morte, falando de uma nova arma que estaria nas mãos da Primeira Ordem. Novamente, estamos falando de um vídeo editado para levar os fãs a uma determinada ideia, que pode não necessariamente condizer com o roteiro filmado.

Além disso, vale observar mais uma semelhança com filmes do passado, desta vez com A Ameaça Fantasma. Caso Luke esteja efetivamente se referindo a Rey, ele pode, mais uma vez, se sentir intimidado em treiná-la, o que acaba levando-a a buscar o auxílio de Kylo Ren. A situação remete à recusa do Conselho Jedi, no primeiro episódio da saga, em treinar Anakin, algo que só acontece, e mesmo assim, a contragosto, após a morte de Qui-Gon Jinn. E todos sabemos que fim teve essa história…

As mudanças relacionadas a Carrie Fisher

Falecimento da atriz Carrie Fisher causou profundas mudanças na nova trilogia Star Wars.

Após o assassinato trágico de Han Solo pelas mãos do próprio filho, em O Despertar da Força, todos os olhos se voltaram para Leia Organa, a mãe de Kylo Ren. Ela era vista como a única possibilidade de redenção para o personagem, que abandonou o seio da família para se voltar ao lado negro. Entretanto, uma tragédia bem mais real que a do filme abalou a todos em dezembro do ano passado.

Aos 60 anos de idade, Carrie Fisher faleceu após ter um mal súbito no interior de um avião que ia de Londres, na Inglaterra, a Los Angeles, nos Estados Unidos. Com isso, não apenas as lágrimas de fãs e adoradores da Princesa Leia escorreram, como também os prováveis planos para a personagem na atual trilogia. O segundo filme já estava gravado quando isso aconteceu, mas e dali em diante?

A Disney, rapidamente, anunciou que não usaria a imagem de Fisher em CGI para colocá-la no terceiro longa, dando a entender que seu destino seria resolvido já em Os Últimos Jedi. E, no trailer, vemos Kylo Ren, em pleno combate espacial, em aparente posição de disparo contra a nave em que está Leia Organa. Em áudio, falas sobre como ele precisa “deixar o passado morrer”, matá-lo, se for preciso, para cumprir seu destino.

Mais uma vez, aqui, lembramos das imagens editadas cirurgicamente para parecerem o que não são. É o próprio personagem quem profere tais palavras, ou seja, ele pode simplesmente não estar se referindo à Leia – a não ser que esteja usando o próprio exemplo, em um momento posterior. Isso, também, não implica na morte da mãe, já que, como dito, ele também já assassinou o próprio pai.

Além disso, há de se levar em conta que Rian Johnson, que dirige e também escreve Os Últimos Jedi, dificilmente mataria a Princesa Leia. Aqui, temos uma questão de respeito, que deixa mais dúvidas do que esclarece em relação ao destino da personagem.

O passado de Rey

Assim como Luke, Rey também não parece muito contente em Star Wars: Os Últimos Jedi.

E é aqui que entra a teoria que mais está incendiando a mente dos fãs. Para muita gente, inclusive, este que voz escreve, Kylo Ren não está falando de Leia, mas sim dando instruções a Rey. Teríamos, então, as primeiras revelações sobre as origens da personagem em Os Últimos Jedi?

Pais ainda vivos? Algum tipo de aliança passada? Finn? Luke? O que, exatamente, o personagem de Adam Driver está instruindo-a a matar? Estas são todas perguntas que são deixadas no ar pelo trailer e que, na verdade, existem desde o primeiro filme da atual trilogia. As respostas, porém, podem começar a serem dadas aqui.

O encontro de si mesmo e do próprio papel no mundo deve ser o tema essencial de Os Últimos Jedi. Apesar de isso se aplicar também a Ren, que parece mostrar dúvidas com relação às suas escolhas, e também Luke, que renega sua responsabilidade como o último dos mestres Jedi ainda vivo, o foco, aqui, deve ser Rey. Ela, ao lado de seu novo mestre, parece ser a guerreira derradeira dessa Ordem. Haja responsabilidade.

Star Wars Episósio VIII: Os Últimos Jedi estreia no dia 15 de dezembro. Enquanto as pré-vendas de ingresso começaram nesta semana em diversos países, como Estados Unidos e Inglaterra, os cinemas brasileiros ainda não abriram a reserva de assentos para o filme.

via Canaltech

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