Pesquisa afirma que iPhones não ficam mais lentos a cada atualização de software

Uma pesquisa realizada pela Futuremark, uma companhia especializada em testes de performance em hardware, colocou em xeque a noção de que a Apple intencionalmente reduziria a performance de seus celulares a cada nova versão do iOS lançada. Os dados mostraram performance consistente do processador e da GPU, mesmo após updates do sistema, mas também apontaram o verdadeiro culpado para a lentidão sentida pelos usuários: os aplicativos.

Segundo a companhia, mais de 100 mil testes de benchmark, usados para entender a capacidade máxima dos componentes de hardware, foram realizados entre abril de 2016 e setembro de 2017. A empresa usou diferentes modelos do smartphone da Apple, desde o iPhone 5s até o iPhone 7, analisando o desempenho deles uma vez por mês, o que significou a realização do experimento com diversas versões do iOS entre os lançamentos 9 e 11.

O resultado foi uma performance consistente tanto do processador quanto da GPU em todos os modelos, independentemente da versão da plataforma em utilização. A Futuremark disse não ter sentido diferença no funcionamento do processador do iPhone 5s ao longo de seu ciclo de atualizações e testes, apesar de uma queda mínima na performance da GPU ter sido sentida ao longo dos meses – a redução está em níveis considerados aceitáveis para um dispositivo com alguns anos de idade, sendo considerada imperceptível para o utilizador.

Ao elencar os resultados, a Futuremark é categórica: a lentidão em seu iPhone 5s usado há anos não é culpa da Apple. Entretanto, a companhia leva em conta a sensação constante dos usuários de que seus aparelhos ficam mais lentos a cada atualização do iOS. A culpa, segundo os especialistas, é dos aplicativos, cujas novas versões os tornam mais complexos enquanto, ao mesmo tempo, passam por pouco trabalho de otimização voltados para aparelhos mais antigos.

Um exemplo disso seria o aplicativo do Facebook, que a empresa cita como um dos mais pesados. A Futuremark cita também o fato de que, ao ganharem novas funcionalidades relacionadas a recursos inéditos do sistema operacional, os softwares também entregam tais recursos aos usuários de aparelhos mais antigos, mesmo aqueles que não possuem acesso à novidade por conta da idade do smartphone. Ainda assim, tais elementos permanecem ativos e, claro, consumindo recursos.

O mais prejudicado por isso, entretanto, acaba sendo a bateria, não apenas pela maior necessidade de processamento, mas também pela degradação do componente em si. Após alguns anos de uso e centenas de ciclos de carregamento, os componentes não funcionam mais como quando estavam novinhos e recém-saídos da caixa, uma situação que acaba sendo entendida pelos usuários como culpa do sistema operacional.

via Canaltech

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