A história do iPhone, o celular revolucionário da Apple [vídeo]

O iPhone faz dez anos em 2017 e ganhou uma edição toda especial, o iPhone X. Aqui no TecMundo, a gente também vai homenagear o telefone da Apple com o mais novo capítulo da série de história da tecnologia.

Você vai saber como veio a ideia pro iPhone, por que ele é tão importante para a indústria — inclusive para quem odeia a marca ou os produtos da Maçã — e quais são os destaques de cada uma das versões.

Uma péssima ideia?

A produção do iPhone começa em 2004, três anos depois da Apple revolucionar o mercado da música com o iPod. Nesse ano, como um teste, ela lança com a Motorola o celular Rokr com iTunes embutido. O resultado foi muito ruim e, nessa época, ninguém da Maçã (especialmente Steve Jobs) via um smartphone próprio como uma boa ideia. A semente da ideia, entretanto, estava plantada.

Vários celulares diferentes

Para contextualizar, é preciso entender como era o mercado antes do iPhone. Os modelos de Nokia, Samsung, Sony Ericsson, BlackBerry e Motorola dominavam, mas tavam muito parecidos uns com os outros. O Symbian era o sistema operacional dominante, internet rápida no telefone era lenda e o sonho de ter um computador no seu bolso era só pro usuário hardcore.

O projeto tinha o codinome Purple e ficou em sigilo. Ele teve vários protótipos e até começou como um tablet. A Apple foi aos poucos recrutando funcionários de vários setores e nem contava direito no que eles iriam trabalhar.

“E mais uma coisa…”

Superando muitos bugs de última hora, o iPhone foi apresentado por Steve Jobs em janeiro de 2007 com características que viram padrão: nada de teclado físico, o “pinçar para zoom”, multitoque e acelerômetro.

Steve Jobs segurando telefone.

Esse primeiro modelo foi vendido a partir de 29 de junho com seguintes especificações: tela de 3,5 polegadas, câmera traseira de 2 MP, até 8 GB de armazenamento e 128 MB de RAM, fora conectividade GSM e EDGE. A fabricação já era da Foxconn.

Nada incrível, certo? É que o grande destaque dele, e essas foram palavras do próprio Jobs no evento, era juntar “telefone, iPod e um comunicador com a internet em um só produto”.

O iOS ainda se chamava iPhone OS e era tido como uma miniatura do Mac OS X. A App Store só abriu em 2008, mas parceiros já faziam apps pro sistema. A integração com iTunes e outros serviços era a cereja do bolo. A crítica curtiu, apesar das falhas e do preço, e o público fez aquelas filas nas lojas. Hoje em dia, o iPhone 1 é vendido por uma grana em sites como o eBay.

Várias fotos de iPhones

E é preciso dar os devidos créditos aqui a vários funcionários da Apple, não só o Steve Jobs, que claro que tinha boas ideias e dava a palavra final. Tem Tony Fadell, que é pai do iPod; o designer Jony Ive; e o grande desenvolvedor do iOS, Scott Forstall, entre muitos outros.

A família crescendo

O sucessor foi o iPhone 3G, que trouxe o novo modelo de internet móvel, fora GPS e um corpo arredondado de policarbonato no lugar de alumínio. Ele foi o primeiro iPhone que chegou ao Brasil, em setembro de 2008, e começou a escolha entre cores branca e preta.

Aliás, aqui no Brasil, a Apple teve dor de cabeça por causa do nome. A Gradiente registrou uma marca Iphone com “i” maiúsculo” em 2000 e depois que a Apple chegou ao país brigou na justiça pelo nome. A guerra foi longa e o iPhone da Gradiente que saiu em 2013 tá longe de ser essas coisas. O caso ainda tá em recurso, mas atualmente é a Apple que tem o registro.

Dois smartphones.Cuidado para não se confundir: esse é o Iphone da Gradiente

E o modelo de 2009 é o iPhone 3GS, que dobrou a RAM e o armazenamento interno máximo e passou a gravar também em vídeo na câmera, entre outras novidades.

“Esqueceu”

O iPhone 4 veio em 2010, mas a história dele começa antes do lançamento. Isso porque um engenheiro da Apple chamado Gray Powell teria simplesmente esquecido um protótipo dele num bar. O sujeito que encontrou teria vendido o modelo já desativado a um site de tecnologia por 5 mil dólares e a página dissecou o smartphone bem antes da apresentação.

Um homem sorrindo.Gray Powell é o “culpado” pela perda do iPhone

Essa história é meio controversa. Tem quem ache que o cara errou feio e tomou uma bronca épica. Mas esse foi o primeiro grande deslize de segurança de muitos, e aí bastante gente acha que foi tudo uma jogada de marketing da Apple. Você escolhe no que acreditar.

Aí ele foi revelado oficialmente. O design mudou bastante com traseira lisa, bordas mais suaves e laterais de metal que serviam como antena. Ele estreou a Retina Display nos iPhones com fabricação da LG, o giroscópio e câmera frontal VGA.

Uma mão segurando um celular

Tudo muito bonito, se não fosse um probleminha. Muita gente relatou que, dependendo da posição em que segurava o aparelho, a mão tapava a antena e diminuía a qualidade do sinal. A Apple topou a devolução dos primeiros lotes e lançou uma capa que impedia essa interferência. Mas isso não impediu o iPhone 4 de ser um sucesso.

Uma variável na família

Todo mundo achava que o sucessor seria o 5, mas veio o iPhone 4S em outubro de 2011. A letra virou sinônimo de aparelho entre gerações, mas nesse aí ele significava Siri, já que a assistente pessoal era a grande estrela dessa versão.

Um celular numa superfície.

O iCloud e o iMessage estrearam e o novo chip Apple A5 e a câmera de 8 megapixels que grava em Full HD eram outros destaques. Ele foi na época o modelo mais vendido dos iPhones, mas foi criticado pela falta de grandes novidades externas. O 4S ainda ficou marcado pela ausência de Steve Jobs na apresentação. O cofundador da Apple faleceu um dia depois do evento.

Mas quem queria mudanças teve o pedido atendido no iPhone 5, de 2012. O chassi era todo de alumínio, deixando o aparelho mais leve e fino, e a tela passou a ser mais “alta” com 4″. Ele ainda estreou o novo e discreto conector Lightning nos iPhones e os fones de ouvido EarPods.

A era Tim Cook

A partir daqui, começa de vez a gestão Tim Cook no comando da Apple, já que o Jobs só supervisionou parte do desenvolvimento desse modelo. De novo, os fãs ficam divididos. Tem gente que acha que a Apple nunca mais foi a mesma, mas tem quem elogie os novos rumos.

Na geração seguinte, a Apple resolve ser ousada. Ela não só lança dois iPhones numa tacada só pela primeira vez como aposta em um modelo de baixo custo, voltado pra quem sempre quis ter um e nunca conseguiu pagar.

Uma linha de cores diferentes

O modelo 5C apresentou um case de plástico em cores vivas com encaixes firmes, mas o visual rústico não agradou todo mundo. Já as especificações técnicas eram próximas do iPhone 5. Ele não foi considerado um fracasso, mas foi mal recebido por muita gente e com certeza não agradou a Apple, que nunca mais repetiu a estratégia.

No caso do 5s, o design é bem parecido, mas a cor Cinza Espacial foi adicionada e o Touch ID pra biometria estreou. As maiores novidades operavam nos bastidores: o chip Apple A7 era o primeiro 64 bits do mercado e a câmera ganhou melhorias que incluem flash dual-LED.

Dando um “Plus”

A próxima geração tem uma grande mudança. Em 2014, o mercado de smartphones já era direcionado pra um público que queria telas cada vez maiores e as 4” do iPhone não eram o suficiente pra muita gente. Nasceu aí a versão tradicional, que foi o iPhone 6, e também o tamanho família, que era o iPhone 6 Plus.

O iPhone 6 tem tela de 4,7″, até 128 GB de armazenamento interno e câmera frontal FaceTime HD. O 6 Plus tinha 5,5″ de tela com maior densidade de pixels. A linha horizontal da antena virou só uma linha mesmo e o serviço de pagamentos Apple Pay começa a funcionar.

Um tablet e um smartphone.

E se tem polêmica? Claro que tem! Muita gente denunciou que o iPhone 6 tava simplesmente dobrando ou entortando quando colocado no bolso ou colocado a pequenas doses de pressão. Mas essa geração foi até agora a mais vendida da história da Apple, com a dupla acumulando 220 milhões de unidades comercializadas.

Uma pessoa dobrando um celular

E tudo bem que os preços dos iPhones sempre foram altos no Brasil, mas essa foi a primeira vez que um modelo passou os 4 mil reais. Na época, a gente fez um infográfico com vários produtos que podiam ser comprados com a grana dos aparelhos, de paçoca até um fusca.

2015 é ano do 6s e 6s Plus. A principal atração é o 3D Touch, a nova tecnologia de multitoques que sente a pressão você aplica na tela e reage respostas diferentes. A câmera traseira subiu pra 12 MP com gravação em 4K e a cor Ouro Rosa estreou. Pra evitar que ele dobre, uma liga mais resistente de alumínio foi utilizada. E pela primeira vez um iPhone tem 2 GB de RAM.

Uma mão segurando um celularRose Gold

Só que a reação da comunidade não foi tão positiva depois e, pela primeira vez na história do iPhone, as vendas registraram uma queda. Os números continuam estupidamente altos, é verdade, mas a Apple reconheceu a queda e culpou o mercado saturado de smartphones.

Quem sentia falta das telinhas de 4″ matou as saudades com o iPhone SE, apresentado em maio de 2016. Ele aposentou de vez o 5C pelo prezo reduzido, visual mais clássico e especificações melhores.

Vários telefones lado a lado

Já em setembro, seguindo a tradição, vieram os modelos iPhone 7 e 7 Plus. Eles deixaram de lado o conector clássico dos fones de ouvido, adicionaram a cor lindeza Jet Black e finalmente adotou resistência contra água e poeira. Essa nova geração ainda traz o chip A10 quad-core, 3 GB de RAM na versão Plus e uma câmera frontal de 12 MP com flash melhorado e estabilização óptica. Nas fotos, o recurso mais divulgado foi o Portrait Mode. Ah, e não tem mais opção de 16 GB de armazenamento, o mínimo é 32 GB.

Mas por que o iPhone tem tão pouco RAM, se no Android já temos modelos com 8 GB?

É difícil comparar, já que são arquiteturas diferentes, mas de uma forma básica, o iOS tem um modo diferente de gerenciar e organizar apps em segundo plano. Isso permite que as baterias dos iPhones tenham capacidade menor também. Não significa que um usa melhor a memória que o outro. Mas isso é assunto pra um vídeo que não é aqui da história da tecnologia.

Se a galera curtiu? O primeiro trimestre de 2017 foi o mais lucrativo de todos os tempos pra Apple no mercado de iPhones.

iPhone 8 e iPhone 8 Plus

E agora em setembro tivemos a comemoração especial de 10 anos com nada menos que três novos iPhones. Os dois primeiros são o 8 e 8 Plus, sucessores naturais das versões anteriores. Eles trazem um novo corpo com frente e traseira de vidro, chip A11 Bionic e GPU de fabricação própria da Apple. O 8 Plus tem câmera dupla na traseira e os dois trazem carregamento sem fio e hardware preparado pra realidade aumentada.

Assoprando as velinhas

Mas o que todo mundo tava esperando era o iPhone 10, escrito com o X dos algarismos romanos. Essa edição comemorativa de aniversário traz uma tela OLED nova que cobre quase toda a parte da frente, menos o sistema de câmera frontal.

A tela de um telefone celular.

É ali que fica o equipamento de reconhecimento de rosto do Face ID, novo sistema de segurança. E graças a ele temos também os animojis, uma forma bizarra de você criar animações com som usando emojis.

Se você quiser ver a história de outras empresas contadas aqui no TecMundo, é só deixar a sugestão nos comentários. Confira abaixo as que já apareceram neste quadro:

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via Novidades do TecMundo

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