18% dos brasileiros usam Wi-Fi emprestado “do vizinho”

De acordo com os números da pesquisa TIC Domicílios 2016, que revela o avanço da conectividade e acesso à internet no Brasil, 18% dos brasileiros utilizam um Wi-Fi emprestado, normalmente de vizinhos, para se manterem online. É um total que vem crescendo ano após ano, pois, em 2014, representava 13% das conexões de internet ativa no Brasil.

O número caminha lado a lado com o crescimento da própria internet em nosso país. Segundo o estudo, 36,7 milhões de lares possuem conexão à rede, representando 54% de todos os domicílios do Brasil. É um avanço de 3% em relação ao ano passado, puxado, principalmente, pela proliferação de conexões móveis.

Transformada em Wi-Fi, seja por meio de roteadores adquiridos pelos próprios residentes ou por meio de soluções integradas fornecidas pelas operadoras, essa internet também pode ser usada em dispositivos móveis como notebooks, tablets e celulares. E é aí que acontece a partilha, com nada menos do que 80% dos brasileiros com internet em casa afirmando compartilharem a conexão com alguém, seja outros moradores ou vizinhos.

O preço é o principal motivo para que os usuários “rachem” a conexão. O alto custo das assinaturas mensais ou a exigência de compra de combos para uso da internet acabam afastando muita gente. Daí surge a ideia de compartilhar as conexões sem fio, com os valores divididos e tornados mais viáveis, principalmente, para a população de baixa renda.

Como já é de se esperar, o índice de compartilhamento é maior (27%) nos domicílios com renda de até um salário mínimo, com o mesmo índice também entre cidadãos das classes D e E. 30% das redes Wi-Fi compartilhadas estão na área rural, enquanto a maior região do país nesse quesito é o Nordeste, com 28% das conexões divididas de todo o Brasil.

O número de pontos instalados também colabora para essa visão. Enquanto, na classe A, 98% das residências possuem internet sem fio, esse número é de 51% nos setores D e E da economia. É onde acontece o maior índice de compartilhamento e empréstimo de conexões, seja permanentemente ou de forma temporária.

O estudo aponta, ainda, para um avanço significativo de redes 3G e 4G, principalmente em regiões rurais ou isoladas. O motivo é simples: o sinal das antenas é capaz de chegar até elas enquanto as redes cabeadas das operadoras, não. Além disso, o estudo cita o modelo de pagamento, com custos menores, apesar da quantidade de dados inferior, como outro motivo para o crescimento dos dados móveis em relação à banda larga doméstica.

A pesquisa TIC Domicílios 2016 foi realizada entre novembro do ano passado e junho de 2017, consultando 23 mil residências brasileiras de 350 cidades. O estudo é do Cetic.br, órgão vinculado ao Nic.br, Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, um dos reguladores da atividade online em nosso país.

via Canaltech

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