Lançamentos de moedas digitais, as ICOs, são proibidos na China

Ofertas iniciais de moeda, ou initial coin offerings (ICOs), é como são chamados os lançamentos de novas criptomoedas e estão se tornando um meio cada vez mais popular de arrecadar dinheiro diretamente dos contribuintes sem o intermédio de financiadores tradicionais. O hype é tanto que grandes empresas e até celebridades como Paris Hilton já estão publicamente lidando com ICOs.

A declaração oficial feita pelo banco central chinês afirma que essas transações podem ser suspeitas e que facilitariam atividades criminosas e fraudes econômicas

Por se tratar de transações monetárias completamente sem regulamentação, muitas instituições se incomodam com a ICOs, que chegam a levantar bilhões por meio da tecnologia de blockchain para empresas e projetos.

Essa pedra no sapato de alguns agora está incomodando o governo chinês, que baniu as ICOs do território chinês por considerá-las “financiamentos públicos ilegais” e porque as ofertas iniciais de dinheiro digital perturbam a ordem econômica do país. A declaração oficial feita pelo banco central chinês afirma que essas transações podem ser suspeitas e que facilitariam atividades criminosas e fraudes econômicas.

Para que serve?

Uma das diferenças entre as ICOs e as moedas digitais mais consagradas, como o Bitcoin, é sua aplicação. As criptomoedas mais estáveis servem como uma alternativa para as transações financeiras clássicas, enquanto que as ofertas iniciais de moedas são muito mais específicas em seus empregos.

A US Securities And Exchange Commission já considera criar regulamentos para essas novas ofertas nos EUA muito em breve

Um exemplo ótimo disso é a Whoppercoin, um dinheiro digital criado pela rede de fast food Burger King, na Rússia, como uma espécie de programa de fidelidade do restaurante. Com ela, só se pode comprar hambúrgueres. Já com a Filecoin, podemos pagar armazenamento de dados online e a Lydian Coin – que tem suporte da socialite Paris Hilton – é usada para a compra de campanhas publicitárias.

Dos US$ 1,6 bilhão, ou R$ 5 bilhões, movimentados por meio de ICOs em 2017, US$ 398 milhões, cerca de R$ 1,25 bilhão, foram movimentados na China, com 65 lançamentos iniciais de moeda. E o controle imposto pelo governo chinês não deve ser único: considerando ilegais algumas transações por meio de ICOs nos Estados Unidos, a US Securities And Exchange Commission – que é a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos – já considera criar regulamentos para essas novas ofertas nos EUA muito em breve.

via Novidades do TecMundo

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