Após mapear a população da Terra, Facebook prepara entrada na internet espacial

O Facebook não só sabe o que seus 2 bilhões de usuários curtem, como também conhece onde vivem os 7,5 bilhões de humanos em toda a Terra. A rede de Mark Zucerkberg criou um mapa de dados da população humana do planeta combinando números de censos governamentais com informações obtidas de satélites.

A tecnologia de mapeamento, desenvolvida pelo próprio Facebook, segundo a rede social, é capaz de identificar todas as estruturas feitas pelo homem em qualquer país da Terra a uma resolução de 5 metros. A princípio, a empresa diz que está usando os dados para entender a distribuição precisa das pessoas pelo planeta, mas a justificativa fica mais clara no desenvolvimento da ideia.

Esse mapeamento ajudará a rede a determinar qual tipo de serviço de internet — baseado em terra, no ar ou no espaço — deve ser usado para alcançar os consumidores que não têm conexões de internet ou que são de qualidade muito baixa. A palavra-chave a ser entendida aqui, portanto, é "consumidores".

O trabalho de coleta de informações já identificou que a melhor maneira de conectar as cidades sem boa conexão é por meio de uma internet no céu, a chamada banda larga espacial. Hoje, isso é feito a partir da estratosfera e do espaço, usando drones de alta altitude e satélites, para complementar as redes terrestres.

Barateamento dos satélites

A tecnologia de mapeamento faz parte de um esforço muito mais amplo de empresas norte-americanas para tirar proveito de uma série de dados agora disponíveis das centenas de satélites em órbita terrestre. O Google, por exemplo, vendeu seu negócio de imagens de satélite, chamado de Skybox, no início deste ano porque descobriu que poderia obter os dados sem ter seus próprios satélites.

Dois fatores norteam o investimento feito no espaço e no desenvolvimento desse mercado: a queda do custo do lançamento de satélites e a riqueza dos dados que produzem. No entanto, as novas empresas aeroespaciais, como o SpaceX, de Elon Musk, a Blue Origin, de Jeff Bezos, e a Virgin Galactic e Virgin Orbit, de Richard Branson, conseguiram reduzir o custo do lançamento de um satélite.

Graças às empresas deste "bilionário clube de garotos" — como alguns investidores se referem a eles —, uma empresa agora pode lançar uma carga no espaço por um custo tão baixo quanto dezenas de milhares de dólares por quilograma. Antes que essas empresas entrassem no mercado, os lançamentos de satélites normalmente custavam milhões ou mesmo bilhões de dólares.

Dos 576 satélites dos Estados Unidos que estão atualmente em órbita, 286 foram lançados por razões comerciais. O resultado final de todo este investimento provavelmente será uma rede de dados de banda larga baseada no espaço que será a base de uma nova economia.

via Canaltech

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