Novo Windows 10 Pro Workstations revela inconsistência da Microsoft

Para analista, é contraditório empresa querer reduzir números de versões e ampliar número de edições do seu sistema operacional.

A Microsoft revelou na semana passada mais uma edição do portfólio do Windows 10, com o Windows 10 Pro, voltado para desktops top de linha, normalmente chamados de estações de trabalho.

“O Windows 10 Pro é feito para atender `as necessidades de nossos usuários avançados que utilizam seus PCs workstation em situações exigentes e críticas”, explica o gerente de aparelhos e Windows da Microsoft, Klaus Diaconu.

O analista Michael Cherry, da consultoria Directions, aponta que o novo sistema pode atrair alguns usuários, mas destacou que é um produto “bem de nicho”. E questionou por que a Microsoft está adicionando mais uma unidade de manutenção de estoque (SKU) em sua linha quando já encontra dificuldades para levar os usuários do Windows 7, e até Windows 8.1, para o Windows 10, lançado originalmente em julho de 2015.

“Eles querem diminuir o número de versões e expandir o número de edições. Isso é contraditório”, afirma o analista, que também lembra que a empresa revelou poucas informações e pareceu ter dado uma importância menor para o lançamento do Windows 10 Pro – cujo anúncio se limitou ao post de Diaconu no blog da companhia.

Em comparação, a apresentação do Windows 10, no início de maio, foi feita por um dos principais executivos da Microsoft, Terry Myerson. 

Algumas diferenças do novo Windows 10 Pro em relação ao Windows 10 Pro padrão incluem suporte para até quatro processadores e para até 6TB de memória, além de suporte para chips voltados a servidores como o Intel Xeon e o AMD Opteron.

Como o nome sugere, o Windows 10 Pro for Workstations é voltado principalmente para uso profissional mais avançado em máquinas poderosas com vários processadores e grande quantidade de RAM. Para poder rodar em máquinas do nível de servidores, o novo sistema da Microsoft traz algumas mudanças importantes (veja abaixo), como a habilitação por padrão do ReFS (Sistema de Arquivos Resiliente), suporte para módulos de memória não-volátil (NVDIMM-N) e para Acesso Direto à Memória Remota (RDMA).

 

via IDG Now!

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